terça-feira, 22 de novembro de 2016

“Devemos Suportar as Fraquezas dos Fracos”

O que um fraco precisa é
de força. Espiritualmente
falando, dar essa força não
significa tratá-lo como um
coitadinho e deixá-lo
morrer dessa fraqueza,
mas sim injetar nele, com
carinho, o sangue de
Cristo, ou seja, a Palavra
de correção que levanta e
liberta.
Rm 15:1 - “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.”
    “É preciso amar! Não foi isso que Jesus mandou que fizéssemos?” Sim! Esse é o resumo dos mandamentos ordenado pelo próprio Senhor Jesus (Mt 22:37-39). Porém, precisamos entender a diferença entre amar o pecador e tolerar o pecado, ou seja, a diferença entre suportar as fraquezas e achar normal que a pessoa continue errando por ser fraca. “Mas todos nós temos fraquezas, não temos?” Temos sim (1ª Co 10:12)! Mas entre suportar e aceitar um problema existe uma diferença muito grande.
    Ao dizer essas Palavras, o apóstolo Paulo estava ensinando que se deve tratar com compreensão aqueles que estão com alguma dificuldade. O versículo seguinte deixa claro que devemos agradar ao próximo no que é bom para a edificação (Rm 15:2); isso significa que suportar não é consentir com o erro, mas sim não condenar o irmão mais fraco e estender as mãos para ajuda-lo (Rm 14:19; 1ª Co 10:24-33). Cristo nos deu um grande exemplo disso (Rm 15:3; Mt 26:39); desde o princípio, as Escrituras já ensinavam a prática do amor (Rm 15:4; Lv 19:9,10); amar consiste em compartilhar sentimentos (Rm 15:5; 12:15) o que depende de uma boa convivência com os demais (Rm 15:6; 12:16-21); como Jesus fez, não podemos fechar as portas àqueles que mesmo errantes buscam abrigo no Evangelho (Rm 15:7; 14:1); mostrando-lhes que há uma oportunidade para eles (Rm 15:8; Mc 16:15); para que o nome do Senhor seja por eles glorificado por meio de nossos atos (Rm 15:9; At 28:6); vendo eles que a Igreja existe para acolher e não para condenar (Rm 15:10; Tg 5:14-16); sendo acessível aos que por ela buscam (Rm 15:11; Mt 22:9,10); fazendo-os experimentar a graça de ter o Espírito Santo em sua vida (Rm 15:12; Cl 3:11). Façamos tudo isso, mas sem nos esquecermos que a maior demonstração de amor por uma pessoa que está fraca na fé é, sem apedrejá-la pelo seu erro, lhe mostrar biblicamente a vontade de Deus que ela viva em santidade e ajuda-la para que ela possa ter sua vida transformada.

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