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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Prestando Contas Diante do Juiz

Muitos vivem entregues à prática
do pecado e da injustiça
despreocupadamente como se
jamais tivessem que prestar
contas por seus atos, mas
chegará o Dia em que o Infalível
Juiz pesará os atos de cada um e,
mediante à Palavra pelo qual
todos já estamos alertados,
seremos absolvidos ou
condenados.
1ª Pedro 4:5 - "os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos;"

Contexto
- Essa epístola foi escrita por volta do ano 60dC., conforme relatado em 1ª Pedro 5:13, num lugar chamado Babilônia, pelo próprio apóstolo Pedro com o objetivo de alertar a igreja sobre os perigos que ameaçavam sua pureza espiritual.
- O cenário cristão estava em evidência devido ao seu crescimento, mas havia uma grande mistura de costumes devido à agregação dos gentios ao Evangelho e também pela influência da cultura à sua volta, inclusive por parte dos colonizadores romanos.
- Alertar sobre a repentina volta de Jesus era uma das preocupações do apóstolo.
- Dessa mesma forma ele também alertava sobre o risco iminente da morte antes do arrebatamento, conforme registrado em 1ª Pedro 1:24 onde compara a vida humana à fragilidade de uma erva.

Mensagem
- Esse "quais" é uma referência àqueles que vivem sem Deus assim como nós vivíamos antes da conversão e o "que está preparado para julgar os vivos e os mortos" se refere ao próprio Senhor Jesus Cristo no Juízo Final.
1ª Pe 4:1-4 - "Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento: que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado, 2para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 3Porque é bastante que, no tempo passado da vida, fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; 4e acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós,"

- Muitos que na época já estavam mortos haviam ouvido a pregação do Evangelho ainda em vida, não tendo assim como dizer que não conheciam a verdade. O risco constante de morte, como também a possibilidade do repentino arrebatamento, é a grande razão de nunca desfalecermos na vigilância espiritual.
1ªpe 4:6,7 - "porque, por isto, foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens, na carne, mas vivessem segundo Deus, em espírito. 7E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração."

- Não é somente o relacionamento com Deus, mas também o relacionamento com o próximo conta muito em nosso julgamento diante do Senhor.
1ª Pe 8,9 - "Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados, 9sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações."

- Cada atitude que tomamos, ou deixamos de tomar, terá um relevante peso no Grande Tribunal.
2ª Co 5:10 - "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal."

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

"Não Julgueis Para Não Serem Julgados”

Muitos usam a expressão "não
julgueis
" para tentar amordaçar
aqueles que não aceitam seus
pecados; porém, biblicamente,
essa advertência não é uma
ordem divina para encararmos
tudo como se fosse normal,
mas sim uma exortação para
que não falemos e nem
tomemos nenhuma atitude
sem provas mediante qualquer
tipo de acusação.
Mateus 7:1 - “Não julgueis, para que não sejais julgados,”
    Depois das frases de efeito que determinam bênçãos, a expressão “não julgueis” é uma das preferidas da atual geração gospel. Isso porque muitos, por serem descompromissados com as doutrinas bíblicas, precisam de argumentos também bíblicos para se defenderem quando se sentem acusados em relação a seus pecados. Então isso quer dizer que podemos julgar? Se é assim, por que Jesus disse para não julgar? Calma aí... Vamos por partes. A primeira coisa a se entender é o significado do verbo “julgar” e a situação em que ele é aplicado. Julgar nada mais é que “supor”, “imaginar”, “pensar”; no entanto, muitos confundem com “condenar”. Isso significa que embora tenhamos o direito de deduzir algo sobre alguém, devemos ter cuidado para não transformar isso num julgamento para condenação; primeiro porque só Deus tem o direito de condenar e segundo porque jamais devemos falar algo sem provas.
    Na Lei, o Senhor separou juízes em Israel, porque sem julgamentos não há como fazer justiça numa sociedade (Dt 1:15-18). Há muitas situações em que nós cristãos temos o dever de julgar para resolver algo (Gl 6:1) ou ajudar a pessoa que está no erro (2ª Ts 3:11-15; 1ª Co 5:1-5); esse é o papel da Igreja (Mt 18:15-17; 1ª Co 6:1-8). O que Jesus condenou foram as acusações sem provas e a hipocrisia (Mt 7:2-5), como também a falta de perdão (Jo 8:10,11; Mt 6:14,15). Julgamentos indevidos podem ainda ocorrer em sentido positivo como, por exemplo, falar bem de alguém sem saber se ele é mesmo digno de honra e confiança. Julgamentos precisam ter por base a justiça divina (Jo 7:24), o discernimento espiritual (1ª Jo 4:1) e a observação de conduta (Mt 7:15-20). O cristão que não julga é facilmente enganado e acaba consentindo com o pecado. Quando Jesus disse que Ele não veio para julgar (Jo 8:13-18), se referiu à sua onisciência, pois quem presencia ou conhece um fato não está julgando, mas apenas relatando e tomando atitude em relação ao que viu. Concluindo: quem muito teme julgamento é porque muito esconde (Jo 8:7-9)!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

“Deus Não Vê Como Vê o Homem"

Esconder o pecado apelando para
a própria Bíblia em busca de
justificativa só contribui para
aumentar o problema. O fato de
Deus não ver como vê o homem
não significa que Ele aprove
nossos erros, mas sim que Ele
nos conhece profundamente e
não deixará de fazer justiça caso
não nos arrependamos e
mudemos.
1º Sm 16:6,7 - "Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração."
    A expressão “Deus não vê como vê o homem” é uma resposta quase que automática quando questionamos as atitudes de alguém que está fazendo algo errado. É como se dissesse: “Deus sabe o porquê, compreende e aceita o meu erro! Você não pode me julgar!”. É uma forma de usar a Bíblia como defesa em justificativa ao pecado. Mas o contexto desse versículo está muito longe dessa pretensiosa aplicação. Quando Deus disse essas Palavras, estava repreendendo o profeta Samuel pelo seu equívoco em julgar pela aparência. Sua missão naquele momento, como sacerdote, era ungir um rei em substituição a Saul; no entanto, em sua visão humana, ao observar os filhos de Jessé, atentou primeiramente à Eliabe devido à sua altura. Porém, na verdade, o Senhor já havia escolhido a Davi, o qual, naquele momento, estava no campo.
    O fato de Deus não ver como vê o homem significa simplesmente que Ele conhece o que se passa na mente e no coração humano, e não serve como justificativa ao pecado, como alguns tentam fazer em muitos casos citando esse versículo. Muito pelo contrário, pois sua onisciência é a principal testemunha contra a nossa natureza pecaminosa (Lc 16:15; Jr 17:10). Mas Deus não é benigno e perdoador? Sim. Ele é benigno e perdoador! Mas isso depende de nosso arrependimento e intenção de mudança (At 3:19). Prevalecer no erro por achar que por Ele conhecer suas fraquezas não irá te condenar por elas, consiste em negar sua justiça (Na 1:3aporque tolerar não significa aprovar; a tolerância divina é apenas uma oportunidade de arrependimento, a qual um dia cessa (Ap 2:20-22). Em vez de afrontar quem nos corrige insinuando que tal pessoa não tenha visão espiritual, devemos assumir nossas falhas sem justificar a fraqueza da carne (Mt 26:41).