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terça-feira, 6 de setembro de 2016

“Vós Sois Deuses”

Nossa autoridade espiritual é
dada e administrada pelo
Espírito Santo; nada do que
temos ou fazemos é mérito
nosso. Então, o fato de sermos
chamados de filhos de Deus ou
qualquer outro termo que
expresse uma situação de
privilégio, nada mais é do que
uma dádiva divina que não
anula nossa posição de servos
totalmente dependentes dEle.
Salmos 82:6 - "Eu disse: Vós sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo."
    Este salmo composto por Asafe tem sido mais uma arma usada pelos pregadores triunfalistas para dizer que o homem tem poderes ou direitos de determinar sua própria vontade, e sua citação feita pelo próprio Jesus (Jo 10:34) parece reforçar ainda mais essa teoria. No entanto, seu contexto - tanto no Salmo quanto no Evangelho - deixa claro que Ele fala sobre as injustiças cometidas pelos julgamentos humanos devido à sua incapacidade ou negligência. Porém, a grande pergunta é: se existe apenas um Deus verdadeiro (Jo 17:3) e Ele não divide sua glória com ninguém (Is 42:8), o que significa então a expressão “vós sois deuses”?
    Em hebraico, a palavra que foi aqui traduzida como “deuses” é “elohim”; ela, normalmente, se refere realmente a Deus. Mas, apesar disso, também é usada em relação ao homem como, por exemplo, no caso de Moisés (Êx 7:1,2); e isso não quer dizer que Moisés fosse um deus, mas que ali no Egito, perante o Faraó, ele era um representante de Deus: uma autoridade falando e agindo em seu nome; esse termo é também traduzido como “juízes” (Êx 21:6; 22:8,9,28). Da mesma forma, nesse salmo, a expressão “deuses” se refere aos magistrados e lhes cobra duramente por suas injustiças (Sl 82:2-4). Após dizer “vós sois deuses e filhos do Altíssimo”, o salmista afirma que todos morrerão como homens e cairão como qualquer dos príncipes, ou seja, cessarão seus dias como pessoas comuns. Não há nenhuma exaltação ao ser humano como se o mesmo possuísse algum poder especial além do que lhe é concedido por Jeová. Hoje, como membros da Igreja, a Bíblia nos classifica como embaixadores de Cristo (2ª Co 5:20; 8:23). Apenas o que nos é garantido é a autoridade concedida pelo Espírito Santo por meio dos dons espirituais (Mc 16:17-20; Jo 14:12-14), a qual é dada sob propósito divino (1ª Co 12:7) e sobre ela havemos de prestar contas (Mt 7:21-23). Concluindo, ser “deus” nada mais é do que ser filho dEle (Lc 10:19,22; Jo 1:12).

sábado, 16 de maio de 2015

Jesus e o Seu Poder Sobre as Doenças e a Morte

Resumo baseado na revista Lições Bíblicas Adultos da CPAD - 2º Trimestre de 2015 (Jesus, o Homem Perfeito - O Evangelho de Lucas, o médico amado) | Lição 7 | AD Belém - Congr. Elias Fausto/SP - Jonas M. Olímpio

A demonstração de poder de
Jesus sobre as doenças e a morte
ocorreu por três razões:
expressão de amor,
demonstração de autoridade e
comprovação da sua divindade.
Lucas 4:38,39; 7:11-17 - Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre, e rogaram-lhe por ela. 39E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os. 7:11-17E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim[1], e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; 12E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. 14E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. 15E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. 16E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. 17E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.

    De acordo com a Bíblia, como podemos conferir em Romanos 5:12, a razão da existência da morte é o pecado; portanto, sendo a morte, geralmente, consequência de enfermidades, podemos concluir que essas fragilidades humanas são de origem maligna. Porém, é necessário entendermos também que nem todos os casos de doença signifiquem que a pessoa esteja de fato sendo dominada por algum tipo de demônio ou castigada por seus pecados, mas sim que ela esteja sendo vítima da própria condição humana a que estamos expostos porque somos descendentes de Adão, o primeiro pecador. Como vemos, principalmente no livro de Lucas, Jesus travou uma verdadeira batalha contra o adversário das trevas, e o resultado foi a libertação de várias pessoas que foram curadas e até ressuscitadas (Lc 4:38,39; 7:11-17).
    Um fator extremamente interessante que podemos observar em muitos desses casos é que Ele disse às pessoas curadas que elas estavam sendo perdoadas. Isso mostra que embora o pecado não seja o único fator que provoque enfermidades, ele é sim o responsável por muitos casos. Dessa forma, vemos também sua grande misericórdia, pois nunca recusa dar seu perdão e usar seu poder para curar aqueles que se arrependem verdadeiramente. Apesar de haver de fato uma relativa ligação entre o pecado e os males que afligem o ser humano, não nos esqueçamos que nem sempre todos os que são fiéis a Deus alcançarão o milagre da cura, e também que nem todos os que alcançam algum milagre têm suas atitudes aprovadas pelo Senhor; pois existe uma razão particular em cada casos, e Ele só age segundo os seus próprios propósitos. A maior prova disso é que Ele nos ensina a não temer a morte física, mas sim a espiritual (Lc 12:4,5).
    Apesar de ser importante saber a origem de um mal para poder combate-lo, devemos ter em mente que a misericórdia divina está muito acima disso. Sim, Satanás age por meio de enfermidades e causa a morte, e sabemos também a permissão de Deus para essa ação lhe é concedida geralmente quando o homem abre uma brecha em sua vida por meio de práticas pecaminosas; porém, há males que são decorrentes das condições em que nascemos ou vivemos e do cuidado que temos com o próprio corpo. Por isso, nunca julguemos a origem dos problemas de uma pessoa, pois a necessidade ou não de um perdão para que ela alcance a solução é entre ela e Deus, enquanto que nós, a Igreja, devemos nos limitar a orar intercedendo por misericórdia. O próprio Jesus mostrou que nem tudo é originado pelo pecado (Jo 9:1-3).
    O que levava Jesus a querer curar - inclusive os pecadores - era a sua compaixão[2] por eles, ou seja: Ele sentia suas dores, praticamente se colocava no lugar deles e conseguia entender o que estavam passando. Um perfeito exemplo disso foi a grande compaixão que Ele sentiu por um leproso que se ajoelhou e disse que, se Ele quisesse, poderia limpá-lo (Mc 1:40,41). Apenas quem tem verdadeiramente amor em seu coração consegue compreender o quanto é horrível a dor alheia e ter, dentro de si, um verdadeiro desejo de eliminá-la ou, pelo menos, aliviá-la. Seu amor pela humanidade foi tão grande que Ele, sendo um ser divino, demonstrou a mais sensível e pura das emoções humanas quando chorou não só por seu amigo Lázaro ao receber a notícia de sua morte (Jo 11:32-35), como também pelo povo de Jerusalém mesmo sabendo dos seus muitos pecados (Lc 19:41,42).
    Outro motivo para as curas que realizava era a sua revelação à humanidade de que Ele é o Messias. Não que Ele precisasse se promover através disso, mas seu poder tinha que ser revelado para que todos, de alguma forma, soubessem que as profecias a respeito do Salvador estavam se cumprindo (Is 42:6,7; 61:1). Na atualidade, muitos pregadores - independentemente do fato de serem falsos profetas ou não - usam o nome de Jesus e o seu poder apenas para divulgarem seu “marketing pessoal” e ganharem dinheiro sendo por meio da cura ou de falsas curas ou sinais de maravilhas; tais obreiros fraudulentos já eram previstos pelo Senhor Jesus (Mt 24:11). No entanto, o importante é sabermos que o Verdadeiro Profeta e aqueles a quem Ele verdadeiramente enviou tem seus milagres confirmados não somente pela cura, mas também pelo perdão dos pecados e pela paz concedida ao coração daqueles que os recebem. Você tem fé para receber o Filho de Davi[3] (Lc 18:38-42)?
    A palavra virtude empregada nos Evangelhos vem do grego dynamis e expressa poder e autoridade; esses termos são usados em referência ao Espírito Santo. De acordo com alguns textos, em seu ministério terreno, Jesus estava cheio de virtude, ou seja: cheio de autoridade e poder (Lc 5:17; 8:43-46). Essa associação de autoridade espiritual ao Espírito Santo nos ensina que nada podemos fazer sem os dons por Ele concedidos. O que temos ou fazemos não tem origem em nós mesmos; apesar de dependerem de nossa busca e boa vontade em executá-los, sua fonte está no Alto e, por isso, não temos nenhum direito de nos autogloriarmos, pois estamos aqui na terra trabalhando temporariamente e com “ferramentas emprestadas”, pelas quais termos um dia que prestar contas ao seu Dono. Você quer reconhecimento? O reconhecimento de Jesus acontecia porque Ele se deixava usar pela virtude do Espírito Santo; Ele não precisava se apresentar, Ele era apresentado pelo poder espiritual que estava nEle (Lc 4:14; 5:17).
    É uma simples questão de lógica: cada um só pode dar aquilo que tem! Assim sendo, Jesus tinha o que oferecer, tanto aos necessitados de milagres, quanto aos necessitados de poder espiritual para exercerem seu ministério. Dessa maneira, Ele dotou de autoridade seus discípulos, os quais passaram a ter condições de fazer aquilo que Ele fazia (Lc 9:1,2). E, da mesma maneira, essa graça foi estendida a nós, a Igreja, juntamente com a promessa de que tal dádiva permanecerá conosco até a consumação dos séculos (Jo 14:16-18; Mt 28:18-20).
    Em seus milagres de ressurreição, os quais faziam parte de seu ministério (Lc 7:22), Jesus comprovou o seu total poder sobre a morte. Com isso, Ele nos ensinou que nada está fora do seu controle, pois nem mesmo a vida física do ser humano pode se findar se isso estiver fora dos seus propósitos. Essa é também uma forma de Ele provar a Satanás que o poder das trevas é extremamente limitado, porque nem matar o inimigo pode se isso não for permitido por Deus. Essa demonstração de poder sobre esse mal ficou ainda mais evidente quando Ele próprio ressuscitou três dias após ter sido crucificado (Lc 24:1-7).
    Mesmo sendo realidade o fato de Ele ter “tomado sobre si as nossas enfermidades e levado as nossas doenças”, é uma realidade também o fato de que nós, mesmo vivenciando algumas curas milagrosas, ainda enfrentamos muitas enfermidades e até estamos sujeitos a morrer por elas como muitos de nossos entes queridos que se foram dessa forma; então será que essa promessa era somente para a Igreja Primitiva? É claro que não! Pois mesmo em seu ministério terreno, nem todos foram curados. Uma coisa que precisamos ter consciência é que, além do propósito em cada ação divina, também existe a questão da nossa fé e da nossa santidade; no demais, precisamos considerar ainda nossa responsabilidade pessoal com nosso próprio corpo. E, principalmente, enquanto estivermos na terra, estamos sujeitos a todos os males existentes no mundo e somente quando estivermos num corpo glorioso alcançaremos a perfeição e estaremos livres de todos os tipos de sofrimento (Ap 21:4; Lc 21:33).
    Ao contrário da ideologia ensinada pelos triunfalistas - os que pregam a teoria da saúde perfeita -, a conduta de Jesus, conforme vemos no livro de Lucas, revela que suas bênçãos, o que inclui cura e ressurreição, não são concedidas obrigatoriamente em troca simplesmente da fé ou “sacrifícios” que possamos lhe prestar, mas dependem exclusivamente da sua soberana vontade, a qual, geralmente, possui um motivo que vai muito além do nosso desejo em recebe-las. Muitos foram os servos do Senhor que sofreram e até morreram doentes. Estavam eles em pecado? Obviamente não! Mas até esse seu desconforto e aparente derrota estavam sob os propósitos divinos e foram, de alguma forma, permitidos e usados para a honra e a glória do nome de Deus. Jesus não faz nada para satisfazer nosso ego; suas ações visam suprir reais necessidades (Lc 9:11,12).


[1]Naim: Significa "Formosura". Uma vila da Galiléia, localizada na base norte do pequeno Hermom em cujo portão Jesus ressuscitou um jovem (Lc 7:11-17).
[2]Compaixão: Pena, piedade, dó.
[3]Filho de Davi: Título que os israelitas davam ao Messias. Ele é descendente de Davi e veio para ser rei como Davi foi (Mt 12:23; 21:15; Lc 18:39).

Resumo baseado na revista Lições Bíblicas Adultos da CPAD - 2º Trimestre de 2015 (Jesus, o Homem Perfeito - O Evangelho de Lucas, o médico amado) | Lição 7 | AD Belém - Congr. Elias Fausto/SP - Jonas M. Olímpio

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Que é Oração em Espírito?

O cumprimento de rituais nem
sempre é sinônimo de reverência.
Compreender isso é o primeiro passo
para entender o verdadeiro
significado de comunhão espiritual.
    Para entender o significado desse tipo de oração, primeiro é preciso saber diferenciar para não fazer confusão entre orar no ou com o Espírito [Santo] e orar com o espírito [humano] - note aí a diferença entre a letra “e” maiúscula e minúscula -. A primeira se refere a uma oração que, independentemente de ser verbalizada ou não, é aquela com a qual a pessoa se sente realmente em contato com o Espírito Santo e com poder espiritual, o que também pode incluir o ato de orar em línguas; e a segunda a uma oração silenciosa, privada, sem aparentar que se está orando. A utilização desses termos, não importa em que sentido, tem causado certa discórdia por parte daqueles que não conhecem seu significado. Não se trata aqui do fato de haver ou não necessidade de que sejamos ou não profundos conhecedores da língua portuguesa, mas é, na verdade, uma questão de interpretação bíblica que deve ser esclarecida para que sua aplicação errônea não continue levando pessoas a pensarem que não se deve orar em silêncio ou que, de fato, exista um tal de “espírito de oração”.
    Mas, afinal, quais são as bases bíblicas que nos ajudarão a resolver esse mal entendido? Antes de tudo, é preciso ressaltar que esse assunto é abordado na Bíblia por três vezes, analisemos, então, separadamente, a cada uma dessas referências:
    Efésios 6:18 - Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,”. Esse texto nos passa claramente a ideia de uma oração constante, pois fala sobre “orar o tempo todo”, mas como isso seria possível? A única forma de manter uma vida de constante oração é viver conectado ao Senhor por meio da santificação, ou seja: andar em Espírito ou viver cheio do Espírito. Há momentos em que não podemos parar para fazer uma oração formal, por isso é importante estarmos sempre em sintonia com o Espírito Santo, exercendo nossa fé com vigilância e perseverança em nossas súplicas, em todo o nosso modo de pensar, falar e agir.
    Judas 1:20 - Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,”. Embora esteja no mesmo sentido do texto acima, aqui é possível notar a necessidade de uma oração dirigida a Deus de uma forma mais intensa. Isso expressa uma ideia de poder espiritual alcançado por meio do contato com Deus. Essas palavras expressam o quanto é necessário que haja edificação da fé por meio da oração, a qual resulta em poder espiritual. Esse tipo de oração pode ser tanto em voz alta quanto em voz baixa, como também em línguas espirituais ou na língua natural, pois não é o barulho ou o silêncio, tanto como o meio de se expressar ou sentir a presença de Deus, que definem a autoridade na hora de lutar contra as forças malignas, mas sim a fé, a santidade e o propósito de Deus na operação de um milagre ou no envio de uma resposta.
    1ª Coríntios 14:15 - Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.”. Os dois textos acima nos ensinam o valor da comunhão e da autoridade espiritual. Já aqui, aprendemos a aplicar esse valores com reverência e sabedoria, a qual pode ser traduzida como ordem e decência. Numa oração, nem tudo o que sentimos ou pensamos devemos falar, pois há coisas de nosso ser interior que devemos tratar apenas com Deus, pois a exposição de nossas intimidades podem provocar escândalos e resultar na perda da nossa credibilidade perante o homem. Quanto às coisas que podemos verbalizar em orações públicas, devemos ainda ter o cuidado quanto a maneira que vamos nos expressar. Por mais que estejamos alegres por nossa edificação espiritual, devemos também considerar o fato de que o Senhor pode nos usar em profecia enquanto oramos, e nos lembrar que há pessoas precisando compreender o que estamos falando para que elas também sejam edificadas. Mesmo em momentos de profunda comunhão com o Espírito Santo, é preciso que a razão se sobressaia diante da emoção, sabendo que estamos cheios e não possessos pelo Espírito Santo, o qual não nos obriga a nada e nos dá plena liberdade de pensamento e ação.
    Agora, pra encerrar, vamos tratar a respeito desse polêmico “espírito de oração”: ele existe na Bíblia? Não! Mas não vamos radicalizar e aprendamos a respeitar a liberdade de expressão alheia. Pois, quando analisamos a intenção de quem usa esse termo, conseguimos compreender que seu objetivo é dizer que está orando em pensamento: sem elevar a voz. Na verdade, a própria língua portuguesa lhe dá o direito de se expressar dessa maneira, pois, a palavra espírito também é definida como um sentido nem sempre expresso claramente ou um estado de comportamento; então, isso quer dizer que quando eu uso o termo espírito de oração estou dizendo que, em meu ser interior, estou em um estado ou comportamento de oração, ou seja: estou simplesmente orando em pensamento. E é ainda importante destacar que “orar em pensamento” não é o mesmo que “pensar que está orando”, por isso é importante termos a total certeza de que estamos realmente em contato com o Espírito Santo e não perdidos em nossos próprios pensamentos; essa é a razão pela qual muitos preferem orar em voz alta: suas condições psicológicas não lhes permitem acreditar que estão realmente orando se não abrirem a boca. Para vencer isso é preciso, primeiramente, conhecimento da Palavra para entender que as coisas de Deus são muito mais simples do que parecem e não meros rituais e, depois, plena certeza de sua comunhão espiritual. Em oração, nossos pensamentos valem tanto quanto nossas palavras se formos sinceros e fiéis àquEle com quem estamos nos comunicando.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Será que Estou Mesmo Agindo Como Uma Verdadeira Ovelha?

Texto Bíblico:
    (Salmos 23:1-6) "O Senhor é o meu Pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a ágüas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias."

O servo ungido nem sempre é fiel
ao Senhor, mas o servo fiel ao Senhor
é sempre ungido por Ele.
História:
    Jerusalém. Ano 1010aC, aproximadamente. Através destas simples e claras palavras que vieram a se tornar um dos maiores clássicos da Bíblia, Davi expressa precisamente como deve ser a conduta e qual é a recompensa de um verdadeiro servo de Deus. Neste salmo ele utiliza a ilustração de uma ovelha num pasto, mostrando o seu comportamento diante de seu pastor. Sabemos que ovelhas são obedientes, mansas, submissas, sensíveis e que só ouvem a voz de quem as guia. Davi tinha experiência neste assunto, pois passou muitos anos, desde a sua infância, pastoreando no campo. Devido a isso, ele conhecia muito bem a confiança que uma ovelha tem em seu pastor. Dessa forma, ele se colocou no lugar de uma ovelha para mostrar as bençãos que recebem aqueles que confiam e que se deixam guiar pelo supremo Pastor, que é aquele que deu a Sua vida para que nenhuma delas se perdesse. O termo "unção" - que se refere ao ato que era feito pelos sacerdotes no Antigo Testamento para separar alguém para o serviço sagrado e que no Novo Testamento era usado também para separar obreiros -, é usado popularmente no meio evangélico para se referir aos crentes cheios de poder espiritual.

Quando nos deixamos encher do
poder que vem do alto, nossas
fragilidades se transformam
em forças, e aquelas
barreiras que parecem ser
intransponíveis são
destruídas para que possamos
cumprir os propósitos que
Deus tem em nossa vida
 Mensagem:
    O poder de Deus é imenso e eterno; e quem o teme e segue o seu caminho é capacitado pelo Espírito Santo de uma forma especial, e grandemente abençoado e exaltado na terra.

    "O Senhor é o meu Pastor..." Quem é o teu pastor (2ª Tm 1:3,12)? Pastor é aquele que guia (Ez 34:12), alimenta (Ez 34:14), cuida (Ez 34:16), protege (Ez 34:28). Somente o Senhor Jesus tem as características de um Pastor (Jo 10:14-16); e estas características também devem ter aqueles a quem Ele chamou para apascentar Seu rebanho aqui na terra (Jr 23:4; Ef 4:11; Hb 13:7).

    "... nada me faltará." Você tem se deixado realmente ser apascentado pelo verdadeiro pastor (1ª Sm 15:23)? Quando nos submetemos a Ele somos guiados (Jó 29:3; Sl 43:3; Sl 119:105; Is 51:4; 2ª Pe 2:19), alimentados (Pr 10:3; Pr 13:23; Sl 94:12-14; Sl 145:15), cuidados (Sl 41:3,4; Sl 103:3; Sl 147:3; Mt 8:17). Somente o supremo Pastor tem este amor (Jo 10:11); e este amor também devem ter aqueles a quem Ele levantou para pastorear Suas ovelhas pelo mundo (Hb 13:17).

    "Deitar-me faz em verdes pastos..." A miséria não provém de Deus (Sl 68:9; Sl 37:25; Sl 107:8,9; Sl 132:15; At 14:17); porque Ele quer nos dar o melhor dessa terra (Jo 10:10).   

    "... guia-me mansamente a ágüas tranqüilas." Os que são guiados por Deus têm paz em sua vida (Sl 119:165; Is 26:3; Rm 14:19; Fp 4:6,7); porque Ele é Deus de paz (2ª Co 13:11; 2ª Ts 3:16).

    "Refrigera a minha alma..." Sabemos que o nosso descanso não é aqui (Mq 2:10; 1ª Rs 19:5-7); mas os que andam em Espírito têm suas forças renovadas (Is 40:29-31).

    "... guia-me pelas veredas da justiça..." Os que seguem ao Senhor encontram o caminho da justiça (Sl 5:8; Pr 8:20,21; Dt 32:4); porque Ele é Deus de justiça (1ª Jo 2:29).

    "... por amor do seu nome." O amor de Deus é infinitamente grandioso (Jo 3:16; Jo 15:13); porque Ele é Deus de amor (1ª Jo 4:8).

    ''Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte...'' O tempo todo necessitamos dos livramentos de Deus (Sl 33:18-21; 1ª Ts 5:6), porque o inimigo não dá trégüa (Ef 6:11; 1ª Pe 5:8). 

     "... não temerias mal algum, porque tu estás comigo..." Quem anda com Deus não tem o que temer (Sl 3:6; 2ª Tm 1:7); porque Ele é um fiel amigo (2ª Ts 3:3; Jo 15:14).

    "... a tua vara e o teu cajado me consolam." Deus nos corrige porque nos ama (Sl 94:11-14; Hb 12:5-8); Ele não quer que nos percamos no mal caminho (1ª Tm 2:4; Hb 12:11).

    "Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos..." Deus exalta os humilhados (1ª Pe 5:6); Ele quer que todos vejam a Sua glória através de seus filhos (Sl 31:19; Sl 119:98; Mt 6:34).

    "... unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.'' Deus tem uma unção especial para os Seus fiéis (Êx 11:7; Sl 4:3; Sl 45:7-9). O teu cálice está pronto para ser enchido (Mq 3:8; At 6:3)?

    "Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida..." Aquele que serve a Deus abençoa e é abençoado (Pr 28:27; Lc 6:36-38), e consegue ser fiel por toda a vida (Sl 91:14-16; Sl 103:17,18).

    "... e habitarei na casa do Senhor por longos dias." devemos freqüentar a Casa de Deus aqui na terra constantemente (Sl 27:4; Sl 65:4; Sl 122:1). Sendo fiéis, habitaremos na Casa do Senhor eternamente (Ap 21:3).

A ovelha ouve a voz do Pastor
e o segue; você tem sido uma
boa ovelha?
 Conclusão:
    Você tem sido uma verdadeira ovelha no rebanho de Cristo (Ez 34:11; Sl 101:6)? Ovelhas são obedientes (Rm 6:17,18), mansas (Lc 6:29), submissas (Tg 1:19,20), sensíveis (1ª Pe 3:8), e só ouvem a voz de quem as guia (Jo 10:4). Assim devem ser os que querem ser apascentados pelo supremo Pastor (Ez 34:30,31)!

Jonas M. Olímpio

sábado, 28 de abril de 2012

O que tenho te dou!

Muitos de nós não conseguem
ajudar os que imploram por
esmolas na porta do templo
porque também estão sentados
sem acreditar que podem andar,
 esperando que alguém os ajude.
    Entrando no templo para orar, Pedro e João se depararam com um coxo que pedia esmolas; não tendo dinheiro, eles lhe ofereceram algo muito melhor: usaram a unção que Deus lhes deu para curá-lo (At 3:1-8). E nós? O que temos oferecido ao nosso próximo? Muitos têm, literalmente ou não, nos pedido ajuda diariamente, e, as vezes, não temos nem a coragem de dizer simplesmente: "Jesus te ama!" ou "Que Deus te abençoe!". Se tivéssemos consciência da autoridade que temos, de maneira nenhuma, o inimigo se atreveria a ficar na nossa frente (Mt 16:18,19). Se somos o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5:13,14), por que, então, muitas vezes, não conseguimos temperar e nem fazer brilhar a nossa luz como os servos de Deus antigamente (Mt 24:12)? Claro que temos nossos problemas (Jo 16:33), mas isso não impede de usarmos os dons espirituais que nos foram dados (Fp 4:12,13). Muitíssimas pessoas clamam por socorro a nossa volta; muitas morreram sem salvação e outras continuam caminhando para o inferno. Quantos mais morrerão sem conhecer Jesus? "Desperte o dom que há em ti (2ª Tm 1:6)!" O que você tem a oferecer? Deixa eu formular melhor essa pergunta: o que Deus te deu? Isso é o que você deve compartilhar com o seu próximo!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Estamos com medo do quê?

Você tem medo? Então nem se aliste!
    Observe bem o que está escrito em Lucas 10:19: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.” Será que Jesus disse essas palavras em vão? Ou será que esse foi um privilégio dispensado apenas aos discípulos? Por que nos acovardamos tanto diante das situações que enfrentamos no dia a dia? Por que parece que é tão difícil falar de Jesus para aqueles que não  o aceitam? Estive observando que, muitas vezes, nos comportamos diante dos pecadores como se nós é que estivéssemos errados: pois, as vezes, nos escondemos como se não quiséssemos ofendê-los ou assustá-los manifestando a nossa fé e deixamos que a vergonha e o medo de sermos censurados nos impeçam de exercer a autoridade que nos foi dada. Sem perceber, perdemos muitas oportunidades de evangelizar! É impressionante a nossa lerdesa diante dos filhos das trevas, pois eles nunca perdem uma oportunidade de criticar, zombar, reclamar e tentar prejudicar aqueles que pregam e vivem a verdade; nossa conduta os incomoda, e eles não fazem questão nenhuma de esconder sua insatisfação em relação a nós! Somos educados demais: quando recebemos visita de um não-crente, desligamos o rádio porque sabemos que louvor o incomoda; quando estamos falando de Deus com um irmão, se chega um ímpio, mudamos de assunto; quando vamos para a igreja não convidamos nossos amigos incrédulos para não aborrecê-los; quando um pecador nos conta seus erros e nos pede um conselho, recomendamos todas as soluções possíveis, só não dizemos que ele precisa de ajuda espiritual. Porém, eles não fazem questão de nos respeitar abaixando o volume de suas músicas imorais quando nos aproximamos; não param de falar palavrões quando estamos por perto; não deixam de nos ironizar nos convidando para as suas baladas; e não perdem uma oportunidade de nos aconselhar a fazer o mal quando percebem que estamos com algum problema. Estamos com medo do quê? Faça um desafio a você mesmo: seja educado, mas se for necessário, incomode o espírito maligno que está dentro deles; faça questão de se expressar como cristão; convide-os para visitar uma igreja mesmo sabendo que vai ouvir um "não", uma crítica ou uma piada; e não tente amenizar a situação de quem insiste em viver no pecado mesmo sabendo que está errado e diga convictamente: "só existem dois caminhos: o céu ou o inferno!" e, na próxima vez que lhe pedirem ajuda, ofereça Jesus em vez de recomendar um psicólogo!

Jonas M. Olímpio

quinta-feira, 29 de março de 2012

Temos que conhecer a Deus

(Lc 10:22) "Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar."

Conhecer a Deus não é simplesmente
saber que Ele existe, mas sim sentir sua
existência ao seu lado o tempo todo
História
    Samaria. Ano 30dc. Jesus fazia sua última viagem à Jerusalém, já sabendo que lá seria preso e crucificado. Passando por Samaria, onde não foi recebido por ser judeu, escolheu setenta de seus seguidores, e mandou que eles fossem pregar pelas cidades vizinhas. Eles foram, e por terem agido conforme Ele havia mandado, tiveram êxito em sua missão. Quando voltaram, alegres, Jesus explicou-lhes porque obtiveram sucesso naquele trabalho e qual a origem da autoridade que exerciam sobre o fraco poder das trevas, e fez questão de lembrar ainda que o motivo de maior alegria para eles deveria ser o fato de terem seus nomes estarem escritos nos céus. Resumindo: Seu poder veio de Deus, que conhecia seu Filho assim como seu Filho o conhecia, para que Ele desse essa autoridade a quem Ele quisesse revelar sua existência. E Ele a revelou a seus escolhidos, com o objetivo de que, assim como Ele, usem o poder do evangelho para o bem da humanidade, como verdadeiros filhos de Deus.


O princípio básico para se
conhecer a Deus está na sua
Palavra.
Mensagem
    Para sermos herdeiros do reino celestial, temos que ser legítimos filhos de Deus. E o filho legítimo tem que conhecer o pai, para que o pai o reconheça como filho. E, como filhos de Deus, temos a obrigação de levar aos nossos irmãos o conhecimento da existência do nosso pai celestial.
    "Tudo por meu Pai me foi entregue..." - Deus enviou seu Filho á terra por uma só razão: nossa salvação (Jo 3:16,17); e quando o enviou, lhe deu poder (Mt 28:18; Jo 17:2,3). Cristo também nos deixou uma missão com uma só razão: a salvação da humanidade (Mt 28:19; Mc 16:15; 1ª Tm 2:3,4); e quando nos chamou, nos deu autoridade (Mc 16:17-19; Lc10:19).
    "... e ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai..."Deus enviou Jesus porque o conhecia e o reconhecia como dígno de vir à terra como sendo Ele próprio (Mt 1:23; Jo 10:30; Hb 1:5,6; 1ª Jo 5:7); e da mesma forma Cristo nos conhece, nos chamou, e tudo nos dá conforme sua justiça (Rm 8:29,30;12:3; Ef 4:7).
    "... nem quem é o Pai senão o Filho..."Jesus conhecia a Deus, o reconhecia como Pai e sabia que Ele é dígno de confiança (Lc 2:48,49; 22:42,43; Jo 1:17,18); desta mesma maneira, devemos conhecer a Jesus, reconhece-lo como salvador e confiar nEle (1ª Pe 1:17-21).
    "... e aquele a quem o Filho o quiser revelar."Conhecemos a Deus porque Cristo O revelou a nós (Jo 15:15); pois assim nós também devemos revelar a salvação ao nosso próximo (Rm 10:13,14).

Através da Palavra alcançamos
conhecimento e através da
oração obtemos autoridade
espiritual
Conclusão
    Deus entregou tudo a Jesus, porque Ele é seu Filho; um pai verdadeiro não nega nada a seu filho (Lc 11:11,12). Você é filho de Deus? Só os que recebem a Cristo e fazem a sua vontade, são filhos de Deus (Jo 1:12,13; Rm 8:14-17; 1ª Jo 3:1,2,8-10). Ele nos conhece profundamente, não há nada que possamos esconder dEle (Lc 12:2). Sabemos que ninguém conhece o pai, melhor que o próprio filho... você conhece a Deus (1ª Co 1:20,21)? Quem o conhece guarda os seus mandamentos (1 Jo 2:3-5); e um de seus mandamentos é o amor ao próximo (Lc 10:27). E quem ama ao próximo revela a ele o amor de Deus (2ª Tm 4:2), mostrando a ele que somente os verdadeiros servos de Deus têm paz em suas vidas (Is 54:13). Você conhece relmente a Deus, ou apenas tem ouvido falar dEle (Jó 42:5,6)? Se você é realmente filho de Deus, você o conhece verdadeiramente (Jo 6:45,46)!

Jonas M. Olímpio