Mostrando postagens com marcador Dízimos e Ofertas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dízimos e Ofertas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

“Por Causa de Vós, Repreenderei o Demônio Devorador”

Dizimar ou não dizimar? A questão
não é essa, pois independentemente
da validade litúrgica da oferta, o
que conta mesmo para Deus é a
sinceridade com que a oferecemos;
a grande questão aqui é que existe
erros de interpretação dos dois
lados, e só quem está ganhando
com isso é o devorador que
continua usando seus gafanhotos
para destruir a mente e a comunhão
de muitos crentes com seus irmãos
e com o próprio Deus.
Malaquias 3:11 - “E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.”
    Antes do lançamento da primeira pedra, já vou adiantar: esse é um texto em defesa da prática do dízimo na era atual sim; e antes que me chamem de ignorante, também quero dizer que sei que o tal devorador era uma referência aos gafanhotos que destruíam as plantações fazendo com que houvesse grande prejuízo nas colheitas. Mas não vou me prender aos válidos argumentos de que os dízimos já eram dados antes da Lei (Gn 14:18-20) e que por isso não podem ser considerados como uma determinação apenas para o Antigo Testamento, salientando ainda que Jesus - ao repreender aos fariseus que se vangloriavam por serem dizimistas, mas não praticavam a justiça, a misericórdia e a fé -, disse que fizessem uma coisa sem omitir a outra (Mt 23:23); mas nem vou insistir nisso, pois quando alguém está determinado a não aceitar algo, simplesmente não aceita mesmo!
    Apenas o que quero aqui é explicar à alguns dos meus amigos defensores do dízimo é que não existe nenhum demônio cujo nome seja “devorador”, e aos antidizimistas que, quer eles creiam ou não, existe sim uma ação demoníaca por trás dessa devoração. Como já disse, “devorador” não é o nome de um demônio, mas uma expressão usada para se referir aos insetos destruidores de vegetação. Porém, analisando atentamente o versículo, vemos que em muitas traduções é usado o pronome “ele” - ele não destruirá os frutos -, o que indica uma ação pessoal nessa destruição. Quem mais estaria interessado em causar destruição a não ser Satanás (Jo 10:10)? E esse texto, com a expressão “repreenderei” deixa claro que ele age sob a permissão divina. No tocante à obrigatoriedade do dízimo para a salvação, devo dizer que não faz sentido, pois ele está relacionado apenas à provisão material; não encontramos em todo esse capítulo nada que prove o contrário. Agora sim, que venham as pedradas!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dízimos e Ofertas

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 - Lição 9
Aula ministrada por mim na AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

Dízimos e ofertas: a nobre missão
de sustentar a obra de Deus
 
Texto Áureo
    Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria (2ª Co 9:7).

Verdade Prática
    A chave da verdadeira prosperidade está em ser fiel a Deus em tudo, inclusive, na prática dos dízimos e das ofertas.

Leitura Bíblica em Classe
    Malaquias 3:10,11; 2ª Coríntios 9:6-8 - Malaquias 3:10,11Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por que é importante ofertar na Casa do Senhor?

Uma das coisas que
aprendemos na Palavra de
Deus é que cada um
colherá aquilo que plantar.
    Vivemos num mundo aonde tudo gira em torno do dinheiro, e não há como fugir dessa realidade. Pela Bíblia vemos que, desde o princípio, Deus ensinou o seu povo sobre as necessidades de suprir as bênçãos materiais tanto nos lares quanto na obra; pode parecer contraditório que Jeová, sendo o dono do ouro e da prata, permita que o seu povo tenha que se preocupar com coisas materiais, mas se Ele nos colocou para viver no mundo, estamos sujeitos às regras de sobrevivência da sociedade tanto como cidadãos quanto igreja. Por isso, a Palavra de Deus, do início ao fim, relata sobre a importância de contribuirmos com a sua obra. E por que contribuir? Temos, pelo menos, três motivos fundamentais para sermos assíduos[1] contribuintes: primeiro, para agradecer pelas bênçãos que Ele tem nos dado; segundo, porque a Casa do Senhor na terra precisa de manutenção; e terceiro, porque é contribuindo que seremos cada vez mais abençoados. E de que forma contribuir? Nossa forma de contribuir é dando dízimos e ofertas. Dízimo[2] significa a décima parte, ou seja, dez por cento de toda a nossa renda; ele é citado 33 vezes em toda a Bíblia desde Gênesis, aonde mostra que Abrão deu o dízimo de tudo aquilo que havia conquistado das mãos de seus inimigos; na igreja, ele deve servir para o sustento material da obra, dos obreiros e dos necessitados. Já a palavra oferta[3] aparece 408 vezes na Bíblia com vários sentidos e significados diferentes; sendo derivada do verbo oferecer, espiritualmente falando, representa algo que oferecemos a Deus e não tem um valor específico, devemos ofertar segundo as nossas possibilidades. Tanto os dízimos quanto as ofertas devem ser apresentados diante de Deus voluntariamente e com sinceridade; pois são uma espécie de sacrifício, e Ele não recebe sacrifícios forçados ou prestados com segundas intenções. Quando contribuímos, assim como quando fazemos qualquer coisa para o Senhor, precisamos ter em mente uma coisa: tudo o que lhe oferecemos tem que ser com fé, com amor e com alegria, e jamais por constrangimento, obrigação ou busca de retribuição. Ultimamente o que está em destaque no meio evangélico, de um modo geral, é a teologia do evangelho da prosperidade que passa a impressão que Deus está mais interessado em nosso dinheiro do que em nossa santificação, o que é uma tremenda heresia[4]! Pois Ele nos abençoa segundo a nossa fé e a nossa sinceridade, e não de acordo com os valores que “investimos” como se tivéssemos aberto uma “poupança no céu”. Há muito mais do que bênçãos materiais esperando por nós; pois mais vale a nossa alma salva do que todo o dinheiro desse mundo em nossas mãos!
A sinceridade é muito mais
importante do que o valor
da oferta: uma prova disso
é que Ananias e Safira não
morreram porque ofertaram
um valor inferior ao da
venda da propriedade, mas
sim porque mentiram ao
homem de Deus
    A Bíblia nos mostra a importância da sinceridade quando nos propomos a contribuir. Um dos maiores exemplos disso está em Atos 5:3-5: Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? 4Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio[5] em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. Observe que havia um acordo entre a comunidade evangélica de dividir os seus bens, mas ninguém era obrigado a fazer isso; só que, com certeza, a ambição e o ego de Ananias por querer mostrar à congregação que estava contribuindo, fizeram com que ele mentisse aos apóstolos. Qual é a lição que podemos tirar desse triste episódio? 
At  5:3Quando não agimos com
Embora tenhamos o dever de
ofertar na Casa do Senhor, não
podemos ser tolos e temos que
ficar de olhos abertos para não
cairmos nas armadilhas de certos
líderes religiosos que vendem um
falso evangelho mercantilista
ensinando que Deus somente
abençoa mediante o sacrifício
financeiro através de dízimos,
ofertas, votos, carnês,
comercialização de supostos
objetos sagrados, etc.
sinceridade estamos dando brecha para que Satanás roube as nossas bênçãos (
Tg 5:1-4[6]); 
At  5:4Deus não exige sacrifícios financeiros de nossa parte, mas quando nos propomos a fazê-los temos que honrar nossos compromissos (Ec 5:4-6); 
At  5:5Muitos hoje sofrem terríveis conseqüências por não serem fiéis ao Senhor (Js 7:20,24,25[7] [8] [9]).
    Agora que vimos que é essencial ofertarmos com sinceridade, vejamos mais alguns fatores que são de extrema importância para aqueles que querem contribuir com a obra do Senhor:
·                     Os dízimos são para a manutenção da Casa do Senhor e para repreender o devorador em nosso lar (Ml 3:10,11[10]), e é mencionado por Jesus (Mt 23:23[11] [12]); 
·                     Quanto às ofertas, independente das razões pelas quais as entregamos, elas devem ser de origem honesta e honrada (Mt 27:6) e só podemos ofertar sem mágoa e nem contenda (Mt 5:23,24).
·                     A nossa fidelidade é importante em todas as circunstâncias, porque quando somos fiéis no pouco Ele nos coloca sobre o muito (Mt 25:22,23);
·                     Jeová se agrada do justo e abençoa não só a ele, mas também a toda a sua família (Sl 37:25).
Ofertar também é um ato de
adoração, por isso também
deve ser feito com reverência,
amor, alegria, pureza e
sinceridade
    Muitas vezes buscamos a Deus simplesmente na intenção de que Ele satisfaça nossos desejos e nossas necessidades; mas o que Ele realmente espera de nós é que o busquemos para adorá-lo e não simplesmente porque precisamos de suas bênçãos. Ele sabe o que precisamos e conhece os desejos do nosso coração, e, certamente, não nos deixará perecer pela falta de nada. Então, o que temos a fazer é deixar de lado todas as nossas ansiedades e também qualquer tipo de egocentrismo[13] e ambição que ainda possa haver em nosso coração, e nos preocuparmos simplesmente em lhe ofertarmos o melhor que nós temos, não apenas materialmente, que também é extremamente importante, mas sim santificarmos a nossa própria vida e a colocarmos diante do seu altar, reconhecendo assim que a maior oferta foi Ele quem nos deu: O seu próprio Filho!



[1]Assíduo: Aplicado, diligente, exato, pontual. Constante, contínuo, freqüente, incessante.
[2]Dízimo: A décima parte, tanto das colheitas como dos animais, que os israelitas ofereciam a Deus (Lv 27:30-32; Hb 7:1-10). O dízimo era usado para o sustento dos Levitas (Nm 18:21-24), dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas (Dt 14:28-29).
[3]Oferta: Ação de oferecer; oferecimento. Oblação, oferenda. Retribuição de certos atos litúrgicos. Dádiva. Promessa.
[4]Heresia: Doutrina que se opõe aos dogmas da Igreja. Absurdo, contra-senso, disparate. Ato ou palavra ofensiva à religião.
[5]Desígnio: Intenção, plano, propósito.
[6]Cevar: Alimentar, engordar, nutrir.
[7]Acã: [Significa Perturbador]. Israelita que foi castigado por ter pego para si algumas coisas dedicadas a Deus.
[8]Cunha: Barra.
[9]Turbar: Transtornar; Causar problemas.
[10]Vide: Videira: (vide+eira) Arbusto sarmentoso, originário do Oriente (Vitis vinifera), que dá uvas e pertence à família das Vitáceas. Eira é um espaço plano com um chão duro, de dimensões variáveis, onde os cereais, eram malhados e peneirados, depois de colhidos.
[11]Escriba: Homem que copiava e interpretava a lei de Moisés (Ed 7:6). Os escribas criaram aos poucos um sistema complicado de ensinamentos conhecido como "a tradição dos Anciãos" (Mt 15:2-9). Jesus os censurou (Mt 23:23). Os escribas tiveram parte na morte de Cristo (Mt 26.57) e perseguiram a Igreja primitiva (At 4:5; 6:12). Eles eram chamados também de "doutores da lei" ( Lc 5:17).
[12]Endro: Planta, cujos ramos, folhas e sementes são usados como tempero.
[13]Egocentrismo: Estado da pessoa especialmente interessada em si mesma e em tudo quanto lhe diga respeito, normal nas crianças de menos de sete anos.