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terça-feira, 22 de novembro de 2016

“O Espírito é Sujeito ao Profeta”

Equilíbrio emocional é
fundamental tanto para saber se
controlar quanto para
entender a Bíblia e
compreender que o espírito
humano é sujeito a Deus e não
o Espírito Santo sujeito ao
homem; no entanto, é preciso
saber também que o que as
Escrituras ensinam sobre
ordem no culto continua tão
atual quanto a existência dos
dons espirituais.
1ª Coríntios 14:32 - “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
    Esse é um caso clássico de má interpretação causada pela falta de atenção ao texto; não são poucos os que dizem que o Espírito Santo está sujeito a eles. Deve-se notar que “espírito” está no plural e escrito com “e” minúsculo; como sabemos, só há um Espírito Santo e, quando se refere a Ele, a Bíblia grafa sua letra inicial como maiúscula. Geralmente cometem esse erro quando tentam defender a ordem no culto; porém erram ao achar que se pode controlar o Espírito Santo, pois a palavra “espírito” aí se refere ao espírito humano, ou seja, o próprio homem.
    Devemos esclarecer que a ordem no culto é necessária (1ª Co 14:36). Essa foi a razão pela qual Paulo se preocupou em ensinar isso à Igreja (1ª Co 14:26-31). Hoje, muitos escândalos causados no meio pentecostal - falsas profecias, promessas absurdas, vendas de objetos ungidos, barulho desordenado, curas duvidosas, etc. - tem provocado o descrédito de muitos, os quais não podemos censurar por não crerem, pois se deixaram levar pela decepção dos maus exemplos que, vergonhosamente, é tolerado em nosso meio. Porém nem todos os pentecostais que cometem tais erros agem na maldade, pois muitos são vítimas do próprio emocionalismo causado pelo pouco - ou nenhum - exame das Escrituras Sagradas. Só que não podemos aceitar tudo sob o pretexto da boa intenção, mas sim corrigir os exageros que em nada edificam, muito pelo contrário, afastam os que tentam se aproximar (1ª Co 14:23,24). Dessa forma, esse versículo é uma exortação para que o crente saiba controlar seu próprios impulsos e prestar a Deus um culto racional (Rm 12:1), sendo assim realmente útil para a Obra (1ª Co 14:26). Esse negócio de “não consigo me controlar” contraria os princípios éticos ensinados na bíblia e, por outro lado, achar que pode sujeitar o Espírito Santo é o mesmo que querer dominar a Deus (Is 43:13). Concluindo, Ele não se manifesta de maneira a causar escândalo (1ª Co 14:33), nós é que devemos dominar nossos sentimentos (1ª Co 14:37,38).

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

“O Espírito Santo Não Fora Dado Porque Jesus Não Tinha Sido Glorificado”

O grande perigo dos equívocos
de interpretação está em
transformar em doutrina algo
que não condiz com a
realidade, que é o que
acontece nesse caso.
Glorificar ao Senhor
verbalmente é sim um ato
legítimo, porém, não é uma
condição para se receber o
Espírito Santo.
João 7:39b - “porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.”
    Pensa num versículo que os pregadores pentecostais adoram... é esse mesmo! Antes de continuar, preciso deixar claro que não tenho nada contra os pentecostais, inclusive sou um deles. Voltando ao versículo, o principal erro de alguns pregadores é interpretar o termo “glorificado” como uma expressão verbal na adoração, o que para muitos significa gritar, pular, gesticular e outras coisas mais, as quais, embora não sejam necessariamente proibidas, apenas demonstram estado de emocionalismo e nem sempre a presença de Deus; pois é sim possível sentirmos alegria espiritual sem esboçarmos qualquer reação que altere nosso comportamento. Há os que digam que não conseguem se controlar, mas a Bíblia ensina o contrário (1ª Co 14:26-39; Rm 12:1). Por essa falha de interpretação, esses pregadores costumam também associar esse versículo ao batismo com o Espírito Santo, dizendo que para recebe-lo é preciso repetir persistentemente “glória, glória, glória” e outros termos de adoração.
    É necessário entender que a palavra “glorificado” se refere à crucificação de Cristo: sua volta para o céu ressuscitado num corpo glorioso; o Espírito Santo só viria depois que Ele fosse (Jo 16:7). Diferente de receber o Espírito Santo, o que ocorre com a conversão (Jo 16:8-14; Gl 5:22), o batismo com o Espírito Santo, que é evidenciado pelo falar em línguas (At 2:1-4; Mc 16:17; 1ª Co 12:10,30) - embora muitos não creiam porque nunca tiveram essa experiência -, não depende da exaltação verbal, e sim de sua comunhão com Ele (Ef 1:12,13). Então não pense que vai receber alguma unção espiritual quando o pregador disser: “É só dar glória, vaso!”. A glorificação por meio de expressões verbais é um costume sim saudável das igrejas pentecostais; o que se reprova aí é quando ocorrem alguns exageros cometidos por pessoas incentivadas pelos que deveriam ensinar, os quais acabam por escandalizar o Evangelho (1ª Co 14:23).

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Que é Oração em Espírito?

O cumprimento de rituais nem
sempre é sinônimo de reverência.
Compreender isso é o primeiro passo
para entender o verdadeiro
significado de comunhão espiritual.
    Para entender o significado desse tipo de oração, primeiro é preciso saber diferenciar para não fazer confusão entre orar no ou com o Espírito [Santo] e orar com o espírito [humano] - note aí a diferença entre a letra “e” maiúscula e minúscula -. A primeira se refere a uma oração que, independentemente de ser verbalizada ou não, é aquela com a qual a pessoa se sente realmente em contato com o Espírito Santo e com poder espiritual, o que também pode incluir o ato de orar em línguas; e a segunda a uma oração silenciosa, privada, sem aparentar que se está orando. A utilização desses termos, não importa em que sentido, tem causado certa discórdia por parte daqueles que não conhecem seu significado. Não se trata aqui do fato de haver ou não necessidade de que sejamos ou não profundos conhecedores da língua portuguesa, mas é, na verdade, uma questão de interpretação bíblica que deve ser esclarecida para que sua aplicação errônea não continue levando pessoas a pensarem que não se deve orar em silêncio ou que, de fato, exista um tal de “espírito de oração”.
    Mas, afinal, quais são as bases bíblicas que nos ajudarão a resolver esse mal entendido? Antes de tudo, é preciso ressaltar que esse assunto é abordado na Bíblia por três vezes, analisemos, então, separadamente, a cada uma dessas referências:
    Efésios 6:18 - Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,”. Esse texto nos passa claramente a ideia de uma oração constante, pois fala sobre “orar o tempo todo”, mas como isso seria possível? A única forma de manter uma vida de constante oração é viver conectado ao Senhor por meio da santificação, ou seja: andar em Espírito ou viver cheio do Espírito. Há momentos em que não podemos parar para fazer uma oração formal, por isso é importante estarmos sempre em sintonia com o Espírito Santo, exercendo nossa fé com vigilância e perseverança em nossas súplicas, em todo o nosso modo de pensar, falar e agir.
    Judas 1:20 - Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,”. Embora esteja no mesmo sentido do texto acima, aqui é possível notar a necessidade de uma oração dirigida a Deus de uma forma mais intensa. Isso expressa uma ideia de poder espiritual alcançado por meio do contato com Deus. Essas palavras expressam o quanto é necessário que haja edificação da fé por meio da oração, a qual resulta em poder espiritual. Esse tipo de oração pode ser tanto em voz alta quanto em voz baixa, como também em línguas espirituais ou na língua natural, pois não é o barulho ou o silêncio, tanto como o meio de se expressar ou sentir a presença de Deus, que definem a autoridade na hora de lutar contra as forças malignas, mas sim a fé, a santidade e o propósito de Deus na operação de um milagre ou no envio de uma resposta.
    1ª Coríntios 14:15 - Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.”. Os dois textos acima nos ensinam o valor da comunhão e da autoridade espiritual. Já aqui, aprendemos a aplicar esse valores com reverência e sabedoria, a qual pode ser traduzida como ordem e decência. Numa oração, nem tudo o que sentimos ou pensamos devemos falar, pois há coisas de nosso ser interior que devemos tratar apenas com Deus, pois a exposição de nossas intimidades podem provocar escândalos e resultar na perda da nossa credibilidade perante o homem. Quanto às coisas que podemos verbalizar em orações públicas, devemos ainda ter o cuidado quanto a maneira que vamos nos expressar. Por mais que estejamos alegres por nossa edificação espiritual, devemos também considerar o fato de que o Senhor pode nos usar em profecia enquanto oramos, e nos lembrar que há pessoas precisando compreender o que estamos falando para que elas também sejam edificadas. Mesmo em momentos de profunda comunhão com o Espírito Santo, é preciso que a razão se sobressaia diante da emoção, sabendo que estamos cheios e não possessos pelo Espírito Santo, o qual não nos obriga a nada e nos dá plena liberdade de pensamento e ação.
    Agora, pra encerrar, vamos tratar a respeito desse polêmico “espírito de oração”: ele existe na Bíblia? Não! Mas não vamos radicalizar e aprendamos a respeitar a liberdade de expressão alheia. Pois, quando analisamos a intenção de quem usa esse termo, conseguimos compreender que seu objetivo é dizer que está orando em pensamento: sem elevar a voz. Na verdade, a própria língua portuguesa lhe dá o direito de se expressar dessa maneira, pois, a palavra espírito também é definida como um sentido nem sempre expresso claramente ou um estado de comportamento; então, isso quer dizer que quando eu uso o termo espírito de oração estou dizendo que, em meu ser interior, estou em um estado ou comportamento de oração, ou seja: estou simplesmente orando em pensamento. E é ainda importante destacar que “orar em pensamento” não é o mesmo que “pensar que está orando”, por isso é importante termos a total certeza de que estamos realmente em contato com o Espírito Santo e não perdidos em nossos próprios pensamentos; essa é a razão pela qual muitos preferem orar em voz alta: suas condições psicológicas não lhes permitem acreditar que estão realmente orando se não abrirem a boca. Para vencer isso é preciso, primeiramente, conhecimento da Palavra para entender que as coisas de Deus são muito mais simples do que parecem e não meros rituais e, depois, plena certeza de sua comunhão espiritual. Em oração, nossos pensamentos valem tanto quanto nossas palavras se formos sinceros e fiéis àquEle com quem estamos nos comunicando.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Os Dons Espirituais Concedidos por Deus aos Seus Servos

Ao recebermos dons espirituais
não devemos nos comportar como
crianças quando ganham um
brinquedo novo usando-o para se
satisfazer, mas sim agir com
maturidade sabendo que eles
devem frutificar em nossas mãos.
TEXTO BÍBLICO
Ef 4:8 - "Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens."

COMENTÁRIO RESUMIDO
    Ter dons ou talentos significa ter domínio ou habilidade em relação a algo. Durante toda nossa vida, desenvolvemos vários tipos de habilidades, as quais, quando passamos a servir ao Senhor, percebemos que elas são aprimoradas. Espiritualmente, o termo "dom" refere-se a capacidade dada ao ser humano para fazer algo em favor da Obra de Deus servindo a Ele diretamente ou ao próximo. A Bíblia se refere a várias categorias de dons que se subdividem basicamente em três classes: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais. As formas como se manifestam e são executados por cada pessoa são variadas, mas o Espírito é o mesmo, assim como seu objetivo: conduzir o homem ao Reino de Deus (Rm 12:3-8; 1ª Co 12:4-7).

    A palavra "dom" tem o mesmo significado de "dádiva" que, sendo originada pela raiz hebraica nathan, significa "dar". Pode-se assim afirmar que um dom não é um mérito conquistado por esforço humano, mas um presente dado por Deus. Os dons espirituais no Antigo Testamento não se manifestavam da mesma forma que atualmente, e estavam restritos aos sacerdotes que precisavam ser levitas, aos profetas que eram os únicos que ouviam a voz de Deus e aos reis, os quais eram ungidos para assumirem o trono em Israel. Haviam algumas exceções diante da necessidade de se executar algum trabalho de forma especial, e aí podemos perceber que muitas das habilidades naturais do homem foram dadas por Deus com algum propósito específico (Êx 31:2-6).

    Já no Novo Testamento, com a Graça concedida pelo Senhor Jesus Cristo, as restrições foram abolidas, tornando-os acessíveis a todos os que recebem o Espírito Santo. Em vários textos, a palavra "dom" aparece ligada ao verbo grego didomi tendo também o significado de "dar", só que com um sentido mais ativo. Vemos aí que os dons têm a função de promover o relacionamento entre as pessoas e também a edificação pessoal, não sendo mais apenas um objeto para cumprimento de uma ordem divina ou execução de um ritual ou serviço religioso (Tg 1:17,18).

    Todas as diversas denominações classificatórias em relação aos dons são meramente pedagógicas para facilitar o entendimento dos leitores; a Bíblia não os apresenta dessa forma, pois o apóstolo Paulo apenas mencionou os dons em ordem alheatória demonstrando ter simplesmente a preocupação de ensinar a Igreja sobre a importância e a necessidade de ela estar devidamente preparada para cumprir a Obra missionária deixada por Jesus Cristo. Antes disso, os primeiros líderes cristãos já mostravam ter um grande cuidado em relação a isso escolhendo criteriosamente os obreiros, dividindo-os em cada serviço de acordo com suas habilidades - alguns como diáconos e outros como ministros da Palavra -, considerando sua reputação, espiritualidade e sabedoria  (At 6:2-4).

    No texto de Romanos 12:3-8, podemos ver claramente que os dons não são para uso particular, mas sim para benefício coletivo. Isso nos ensina que o que aprendemos e recebemos por parte do Senhor vai além da edificação ou benefício pessoal, e essa é uma boa resposta àqueles que se afastam do Caminho e dizem não precisar fazer parte de uma Igreja para servir a Deus, pois, tanto espiritual quanto fisicamente, ninguém tem capacidade para fazer tudo sozinho; precisamos uns dos outros. E, além do mais, por mais capacitação ou status ministerial que alguém alcance, ninguém é tão habilidoso ou espiritual que possa se considerar melhor ou independente de seu próximo. Jesus foi quem nos deu o maior exemplo disso (Jo 13:14,15).

    O texto de 1ª Coríntios 12, já se inicia com o apóstolo Paulo afirmando categoricamente que não devemos ser ignorantes acerca dos dons espirituais. Estes, embora também sejam de grande importância para a coletividade, têm ainda muito valor para a edificação pessoal daqueles que os possuem. Nessa ocasião, Paulo demonstra uma grande preocupação com a conduta dos crentes que não haviam aprendido a se controlar na ministração dos seus dons, pois, devido suas experiências passadas em templos idólatras, muitos cometiam exageros se dizendo estar cheios do Espírito Santo. Por essa razão, o apóstolo persistia em ensinar sobre a importância em se manter a ordem no culto. Quem ignora a ética litúrgica está menosprezando os mandamentos do Senhor ensinados na sua Palavra (1ª Co 14:36-40).

    Os dons ministeriais, de acordo com Efésios 4:11, são definidos da seguinte forma: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. Independentemente do fato de algumas denominações fazerem uso ou não de alguns desses termos como títulos eclesiásticos oficiais de suas instituições, todos têm validade desde que aqueles que os exerçam cumpram os requisitos bíblicos relacionados a eles. Seus objetivos envolvem o ensinamento da Palavra aos membros da igreja, o crescimento da mesma através da evangelização e o desenvolvimento espiritual tanto a nível individual como coletivo. Essa divisão hierárquica da liderança visa organizar e estabelecer ordem nas congregações para que se cumpra da melhor maneira possível a missão de propagar o Evangelho. Diferentemente do sacerdócio na antiga Lei, o poder espiritual não está centralizado unicamente nesses homens - pois Jesus o possibilitou a todos instituindo a Graça -, mas apenas a igreja como órgão está com sua direção confiada a Eles enquanto estiverem exercendo suas funções de acordo com os ensinamentos bíblicos, o que consiste em saber que a Obra pertence a Deus e não a eles, pois são meros administradores (1ª Pe 5:2,3).

    Os dons são de extrema importância para a Igreja, pois também contribuem para que os irmão se mantenham em comunhão sabendo que são dependentes uns dos outros. De modo geral, considerando-se raríssimas exceções, ninguém tem ou exerce todos eles. Quanto à herética teoria de que os dons foram cessados com a morte dos primeiros apóstolos e discípulos, a Bíblia é bem clara ao afirmar que seu cessamento será apenas quando se der o arrebatamento da Igreja, pois então eles não mais serão necessários (1ª Co 13:8-10).

    Apesar de o texto de 1ª Coríntios 12 listar especificamente nove dons, imagina-se que Paulo tenha simplesmente destacado os que eram mais importantes - ou que estivessem sendo alvos de maiores problemas - para a igreja de Corinto naquela ocasião, pois existe uma extensa variedade relacionada a cada um deles. O mais importante para nós não são os dons em si, mas a razão de os termos recebido, porque o Espírito Santo nos concede somente aquilo que Ele quer de acordo com a necessidade para a realização de seus propósitos (1ª Co 12:11,7).

    Ter dons, assim como receber bênçãos, não é uma garantia de santidade e muito menos uma prova de superioridade. Precisamos ter a consciência de que quanto mais recebemos de Deus, mais teremos que prestar contas a Ele. É necessário aprendermos também a respeitar nossos irmãos que não receberam a mesma capacidade que nós não os julgando porque não sabem fazer isso ou aquilo, lembrando que também temos limitações, e que o fato de alguém não ser bem sucedido em algo não significa que ele ore menos ou não esteja em comunhão com Deus, porque uns foram chamados para a Palavra, outros para os serviços do templo, outros para o louvor e outros para oração, etc.; no entanto, todos nós executamos essas mesmas atividades, porém, com intensidade maior ou menor segundo a habilidade que nos é concedida pelo Espírito Santo. A compreensão mútua é uma demonstração de amor e respeito tanto pelo próximo quanto para com Deus (1ª Pe 4:10).

    Nenhum dom é restritamente para proveito próprio e tampouco para elevação do ego. Tudo o que o Senhor nos dá tem um propósito, o qual consiste tanto na expansão do Reino de Deus quanto na edificação da sua Igreja. As habilidades e a autoridade espiritual a nós concedidas não devem ser consideradas como um mérito e aplicadas para a realização de nossa satisfação pessoal, mas sim encarada como uma grande responsabilidade, a qual deve produzir resultados que serão requeridos de nossas mãos. Portanto, façamos com temor e amor aquilo que nos foi ordenado, não por medo de sermos castigados, mas por agradecimento e também sabendo que por isso seremos devidamente recompensados (Hb 6:9,10).

GLOSSÁRIO
Dom: Domínio sobre algum tipo de atividade. Talento, prenda, aptidão, capacidade, habilidade especial, Bem espiritual proporcionado por Deus: graça. Dádiva ou presente oferecido a alguém.
Engastar: Fixar pedra preciosa em metal precioso (Êx 28:11).
Exortar: Animar, incentivar, estimular: exortar os jovens a prosseguir sem desânimo. Induzir, conversar. Advertir, admoestar, aconselhar.
Grande Comissão: Encargo ou incumbência; ordem. A Grande Comissão, na tradição cristã, é a instrução dada pelo Jesus ressuscitado aos seus discípulos para que eles espalhassem seus ensinamentos para todas as nações do mundo.
Lavor: Gravação em relevo (Êx 28:11). Lavrar; esculpir.
Ministério: Serviço. Cargo ou ofício de Ministro (Conselheiro; auxiliar; empregado). Desempenho de um serviço. Exercício de um serviço religioso especial, como o dos levitas, sacerdotes, profetas e apóstolos; Vocação, disposição, tendência predominante numa pessoa, atitude característica; Dom, capacidade que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros. Uma habilidade especial de fazer algo. Arte de ministrar.
Ministrar: Exercer um ministério (serviço). Servir; ajudar (At 19:22; Rm 15:27).
Místico: O que professa o misticismo. O que se dá à vida contemplativa, espiritual. Que se refere à vida religiosa. Que se relaciona com o espírito, e não com a matéria. Misterioso, alegórico, figurado (falando das coisas religiosas que envolvem razão oculta e incompreensível). O que escreve sobre o misticismo. Misto; misturado.
Pregresso: Decorrido anteriormente. Que aconteceu primeiro.
Primícia: Os primeiros frutos colhidos. Os primeiros animais nascidos de um rebanho. Primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros. Obra-prima. O principal; o mais importante.
Vislumbre: Clarão pouco sensível; luz frouxa, indecisa. Reflexo. Aparência confusa, indistinta, vaga. Ideia indistinta. Conjetura, indício. Parecença leve. Vestígio, sinal.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2014 - Dons Espirituais e Ministeriais - Lição 1 | Jonas M. Olímpio
Esse trabalho não é uma cópia, mas um comentário baseado nas Lições Bíblicas que visa auxiliar professores no preparo das aulas ou simplesmente servir apoio na aprendizagem dos alunos e também na meditação dos leitores em geral.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Joel - O Derramamento do Espírito Santo

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 3 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Joel;
    >    Compreender que o Espírito Santo é uma pessoa divina;
    >    Saber que o livro de Joel é escatológico.

O livro de Joel, além de prever os
acontecimentos relativos aos
últimos dias, enfatiza de forma
especial o derramamento do Espírito
Santo sobre a Igreja de Cristo 
Texto Áureo
    E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos (At 2:17);

Verdade Prática
    O Espírito Santo não veio ao mundo cumprir uma missão temporária, mas guiar a Igreja até a vinda do Senhor.

Palavra-chave
    Derramamento: Ato ou efeito de derramar; derramação.

Leitura Bíblica em Classe
    Jl 1:1; 2:28-32 - Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Joel[1], filho de Petuel[2]. 2:28E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos