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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Prestando Contas Diante do Juiz

Muitos vivem entregues à prática
do pecado e da injustiça
despreocupadamente como se
jamais tivessem que prestar
contas por seus atos, mas
chegará o Dia em que o Infalível
Juiz pesará os atos de cada um e,
mediante à Palavra pelo qual
todos já estamos alertados,
seremos absolvidos ou
condenados.
1ª Pedro 4:5 - "os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos;"

Contexto
- Essa epístola foi escrita por volta do ano 60dC., conforme relatado em 1ª Pedro 5:13, num lugar chamado Babilônia, pelo próprio apóstolo Pedro com o objetivo de alertar a igreja sobre os perigos que ameaçavam sua pureza espiritual.
- O cenário cristão estava em evidência devido ao seu crescimento, mas havia uma grande mistura de costumes devido à agregação dos gentios ao Evangelho e também pela influência da cultura à sua volta, inclusive por parte dos colonizadores romanos.
- Alertar sobre a repentina volta de Jesus era uma das preocupações do apóstolo.
- Dessa mesma forma ele também alertava sobre o risco iminente da morte antes do arrebatamento, conforme registrado em 1ª Pedro 1:24 onde compara a vida humana à fragilidade de uma erva.

Mensagem
- Esse "quais" é uma referência àqueles que vivem sem Deus assim como nós vivíamos antes da conversão e o "que está preparado para julgar os vivos e os mortos" se refere ao próprio Senhor Jesus Cristo no Juízo Final.
1ª Pe 4:1-4 - "Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento: que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado, 2para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 3Porque é bastante que, no tempo passado da vida, fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; 4e acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós,"

- Muitos que na época já estavam mortos haviam ouvido a pregação do Evangelho ainda em vida, não tendo assim como dizer que não conheciam a verdade. O risco constante de morte, como também a possibilidade do repentino arrebatamento, é a grande razão de nunca desfalecermos na vigilância espiritual.
1ªpe 4:6,7 - "porque, por isto, foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens, na carne, mas vivessem segundo Deus, em espírito. 7E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração."

- Não é somente o relacionamento com Deus, mas também o relacionamento com o próximo conta muito em nosso julgamento diante do Senhor.
1ª Pe 8,9 - "Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados, 9sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações."

- Cada atitude que tomamos, ou deixamos de tomar, terá um relevante peso no Grande Tribunal.
2ª Co 5:10 - "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal."

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Biblicamente Falando, O Que é a Morte?

Para os verdadeiros cristãos, por
mais difícil que seja a separação
de um ente querido, resta o
grande consolo de saber que é a
partir desse momento que ele
começa a ter uma vida
verdadeiramente vitoriosa.
    Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece[1].”; Esse alerta registrado em Tiago 4:14 resume a realidade da morte[2] de forma bem clara e objetiva, levando-nos a refletir sobre nossa fragilidade e a brevidade de nosso tempo sobre essa terra. Diante de todas as dúvidas, nascemos e crescemos alimentando apenas uma certeza: podemos morrer a qualquer momento! Sendo ela o maior motivo de medo entre os seres humanos, por nós, cristãos, é encarada com muito mais seriedade ainda; isso porque sabemos que ela representa não apenas o fim da vida terrena, mas o início de uma vida no plano espiritual, o que pode ser muito bom... ou não. Nas Escrituras Sagradas, de forma direta ou indireta, a morte é citada mais de mil vezes. Mas antes de analisarmos biblicamente o que é a morte, vejamos o que ela significa sob o ponto de vista secular[3]. De acordo com os mais renomados dicionários da língua portuguesa, resumidamente, a palavra morte é definida como “fim ou cessação da vida animal ou vegetal”. Embora cause pavor, ao mesmo tempo ela fascina e desperta a curiosidade de muitos, razão essa pela qual esse assunto é bastante explorado. Para a maioria das pessoas, nada existe além da sepultura, mas o que a Bíblia diz sobre isso? Sendo o ser humano composto de corpo, alma e espírito (1ª Ts 5:23) - o que a Teologia define como tricotomia[4] -, o que acontece com esses três elementos após a morte? Para entender isso melhor, lembremo-nos do seguinte: fomos criados segundo a imagem de Deus (Gn 1:26,27), o qual possui uma tríplice personalidade - a Trindade[5] -: o Pai (a alma), o Filho (o corpo) e o Espírito Santo (o espírito).

O corpo
    Essa é a parte material do ser. É o que lhe permite funções físicas, as quais dependem do funcionamento de todo o organismo e membros que o compõem. A Bíblia afirma que ele foi formado da terra pelas próprias mãos de Deus, o qual lhe deu fôlego de vida soprando suas narinas (Gn 2:7,22[6]; 3:20[7]). A ciência reconhece que a composição básica do corpo humano é 43,5% de cálcio, 4,3% de sódio, 10,2% de potássio, 7,1% de enxofre, 1,4% de magnésio, 29,1% de fósforo e 0,1% de ferro, além de pequenas porcentagens de iodo, manganês, cilício e cobre entre outros minerais. Isso significa que não há como negar que somos realmente feitos do pó da terra. As Escrituras afirmam ainda que o corpo será transformado para a eternidade (1ª Co 15:51-54; 1ª Jo 3:2) e que é pelo que fazemos por meio dele que seremos julgados (2ª Co 5:10). Segundo os especialistas nas ciências que estudam o assunto, o corpo do ser humano, quando morre, passa por vários processos; e não há nada que contenha mais vida do que um cadáver[8], porque durante todo o estágio de putrefação ele se torna hospedeiro de vários parasitas que o consomem, assim executando sua decomposição, a qual já se inicia em poucos minutos após o óbito[9]. Os sinais determinantes da ausência de vida são a perda total da respiração e dos movimentos e a cessação do batimento cardíaco e da pulsação; e suas características mais notáveis se tornam visíveis em alguns minutos: queda de temperatura, endurecimento e uma coloração roxa e acinzentada; com o passar das horas, o cheiro vai se tornando cada vez mais desagradável. No ato do falecimento, quando cessa a respiração, as células param de receber oxigênio, mas ainda ficam vivas por alguns minutos gerando dióxido de carbono, um ácido que se acumula e se rompe dentro das células, digerindo-as de dentro para fora. Isso gera fluídos ricos em nutrientes que passam a alimentar fungos e bactérias que conforme consomem a matéria humana, produzem uma quantidade aproximada de quatrocentos produtos químicos e gases como freon, benzeno, enxofre e uma molécula chamada tetracloreto de carbono. Todo esse processo leva semanas e, até chegar a esse ponto, quase já não existe mais carne, pois as larvas e os insetos deixam apenas os ossos para trás. Com o passar do tempo - o que leva em média dois anos -, a proteína dos ossos também é decomposta e o que sobra é um mineral ósseo conhecido como hidroxiapatita, o que o leva a se transformar em pó. Assim vemos, sob comprovação científica, como a Palavra de Deus se cumpre fielmente (Ec 3:20). É interessante ressaltar ainda que a mistura desses elementos na terra formam uma substância que gera fertilidade no solo, ou seja: a partir deles brotam plantas, as quais sustentam vidas alimentando outros seres. Se quando estamos vivos nos alimentamos de vegetais e animais, depois de mortos também os sustentamos. A justiça divina nos impõe um ciclo de vida que nos torna alimentadores daqueles que nos alimentam.

A alma
    Essa é a parte não-material do corpo. É o seu estado de consciência e sentimentos, seu intelecto. A palavra “alma”, muitas vezes na Bíblia, aparece com o significado de “vida”, “pessoa” (Gn 12:15; 46:26,27; Nm 9:13; At 27:37) e, em alguns casos, substitui o pronome pessoal como, por exemplo, no Salmo 22:20a em que Davi diz “livra a minha alma da espada”, clamando a Deus por um livramento à sua própria vida. Em Gênesis 2:7 está escrito que quando Deus deu o fôlego de vida, o homem se tornou alma vivente; isso significa que dando-lhe um corpo e condições de respirar, Ele simplesmente deu vida física à uma vida que poderia existir apenas sobrenaturalmente. Assim, podemos compreender que, após a morte do corpo, a alma - o estado de consciência - permanece de fato consciente tendo ele sido salvo ou não, conforme mostra o próprio Senhor Jesus em sua narração da parábola do rico e Lázaro registrada em Lucas 16:19-31. A Bíblia revela ainda que os mortos apenas não tem ciência do que acontece na terra, ou seja: fora do ambiente em que eles estão (Ec 9:4,5).

O espírito
    Assim como a alma, ele igualmente é uma parte não-material do corpo. Sendo também ligado à parte racional e emotiva do homem, sua função tende mais ao seu lado espiritual, ou seja: seu nível comunhão com Deus. Sendo por muitos confundido com a alma, suas características se assemelham às dela. A diferença está no fato de, no que se refere ao intelecto, ele não ser superficial, pois está diretamente ligado à sabedoria como uma ligação sobrenatural ao Espírito do Criador (Jo 3:6; Rm 8:1,2,13; 1ª Co 6:17; Ez 36:26,27). Na língua portuguesa, entre tantos sinônimos, ele aparece também significando estado de ânimo ou comportamento - espírito de luta, espírito de trabalho, espírito de paz, espírito de porco, etc. -, ou seja: expressa ação, estando assim acima do simples estado de conhecimento. É nosso espírito - e não nossa alma - que recebe as revelações de Deus, seja em profecia ou na interpretação durante a ministração da Palavra, por exemplo; da mesma forma, vivemos no espírito e oramos e adoramos em espírito e não em alma. Agora, voltando ao foco do nosso assunto que é o que acontece com espírito após a morte, a Bíblia diz que ele torna para Deus (Ec 12:7).

    Pessoas que tiveram experiências sobrenaturais em relação à morte, conhecidas como EQM[10], as relatam de diferentes formas. As descrições mais comuns são:
·        Medo e incerteza sobre o que está acontecendo.
·        Sentimento de paz interior.
·        Sensação de flutuar acima do corpo físico.
·        Impressão de estar em um outro corpo.
·        Visão privilegiada, em 360º, do ambiente ou fora dele.
·        Visão de pessoas - geralmente já mortas - a sua volta.
·        Visão de seres espirituais.
·        Sensação de que o tempo está passando mais rápido ou mais devagar.
·        Aumento da sensibilidade dos sentidos naturais.
·        Passagem por um túnel iluminado.
    Tais relatos, como outros, costumam ser contraditórios e muito confusos. A medicina costuma classifica-los como alterações psicológicas, enquanto que vários segmentos religiosos os definem como experiências espirituais ou sobrenaturais. No meio evangélico há vários casos de pessoas que afirmam terem ido ao céu ou ao inferno após a morte e terem posteriormente recebido ordem para voltar e contar o que viram, assim alcançando a ressurreição do corpo físico. Muitas dessas situações já estão comprovadas como fraudes ou equívocos enquanto outras, sendo recebidas como verdades, não possuem provas que nos deem clareza de sua autenticidade, até mesmo por não existir base bíblica para isso. A ressurreição sim é algo biblicamente comprovado e não existe nela nada que afirme que esse - e outros milagres - tenham sido cessados nos tempos apostólicos (Mt 10:7,8); no entanto, os relatos sobrenaturais dos que passaram por esse processo ficam por conta da fé e do discernimento espiritual.
    Como se estivéssemos preparados apenas para viver, o simples fato de pensar na morte nos aterroriza, principalmente por imaginarmos o quanto ela pode ser dolorosa e agonizante. Embora não tivesse medo da morte em si, mas até o próprio Jesus sofreu em seus momentos finais antes e durante a crucificação (Mt 26:37-39; 27:46). E não é sem razão, pois raras são as mortes repentinas. Mas, se não sobrevivermos até o arrebatamento da Igreja é inevitável passarmos por ela; então, o que importa é que estejamos preparados para isso (At 20:24). De tudo o que sabemos ou possamos aprender sobre a morte, o mais importante é: o verdadeiro cristão não pode e nem deve ter medo dela (Sl 23:4)! A vitória maior de um servo de Deus é concretizada quando ele deixa esse corpo físico (Fp 1:21); o fim da sua jornada na terra é o que lhe permite alcançar a maior de todas as bênçãos que um ser humano pode obter (2ª Tm 4:6-8). Esse corpo e tudo o que conquistamos por meio dele são meras vaidades (Ec 2:10,11,16; Lc 12:20,21), você está preparado para viver fora dele (1ª Co 2:9)?




[1]Desvanecer: Desaparecer.
[2]Morte: O fim da vida natural, que resultou da Queda em pecado (Gn 2:17; Rm 5:12). É a separação entre o espírito ou a alma e o corpo (Ec 12:7). Para os salvos, a morte é a passagem para a vida eterna com Cristo (2ª Co 5:1; Fp 1:23).
[3]Secular: Pertencente ou relativo a século. Que se observa ou se faz de século a século. Em sentido religioso, se refere àquilo que não é espiritual ou às pessoas mais ligadas às coisas relacionadas ao mundo do que às espirituais.
[4]Tricotomia: Significa "aquilo que é dividido em três". Termo teológico referente à interpretação de que o homem é composto de três matérias: corpo, alma e espírito.
[5]Trindade: A união das três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - formando um só Deus. Deus é ao mesmo tempo uno e trino (Mt 3:13-17; 28:19; 2º Co 13:13).
[6]Adão: Significa "Terra, Solo". O primeiro homem criado por Deus (Gn 1:27-5:5). É uma figura de Cristo, que é o segundo Adão (Rm 5:14-19; 1ª Co 15:22). Nome genérico do ser humano, incluindo o homem e a mulher (Gn 5:1,2).
[7]Eva: Significa "Vida". A primeira mulher, esposa de Adão e mãe da humanidade (Gn 3:20). Junto com Adão foi enganada por Satanás, começando assim o pecado no mundo (Gn cap. 3). Adão e Eva tiveram filhos e filhas (Gn 5:4), mas na Bíblia são mencionados apenas os nomes de três: Caim, Abel e Sete (Gn 4:1,2).
[8]Cadáver: Corpo humano ou animal após a morte. Termo originado do latim "cadere" que significa "cair". Alguns pesquisadores acreditam que seja a abreviação da frase em latim "caro data vermibus" que significa "carne dada aos vermes". Defunto (do latim "defungor" que significa "cumprir"; o termo "vita defungi" significa "completar o tempo de vida").
[9]Óbito: Falecimento; morte de alguém. Passamento. Do latim "obitus", literalmente “ido”, particípio passado de "obire", “ir”, que se forma de "ob", “para fora, afastando-se”, mais "ire", “ir”.
[10]EQM: Experiência de Quase Morte.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O que a Bíblia Diz Sobre Orar Pelos Mortos?

Não há como iluminar o caminho
de alguém que já se foi; pois se
em vida ele não andava na luz,
não há quem possa salvá-lo das
trevas agora.
    Muitos crentes novos convertidos que saíram do catolicismo, questionam algumas práticas da doutrina evangélica, as quais vão contra aquilo que eles aprenderam durante anos. Uma dessas práticas é a não aceitação da oração pelos mortos. Por razões de sentimentalismo humano, é claro que entendemos a lógica da vontade de fazer algo pelos entes queridos que se foram; porém, como servos do Senhor, sabemos que a razão tem que estar acima da emoção, e a nossa razão é direcionada pela Bíblia, a qual reconhecemos ser a autêntica e inerrante Palavra de Deus. Sendo assim, diante dessa, como de qualquer outra questão, temos a obrigação de perguntar: “O que as Escrituras Sagradas dizem sobre isso?”.
    Uma das afirmações mais claras sobre o assunto se encontra em Hebreus 9:27, que diz: “[...] aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,”. Essa declaração não deixa dúvida alguma: depois da morte, o que ocorre é apenas o juízo, ou seja: o julgamento, e isso é tanto para a salvação quanto para a condenação. Não há aqui nenhuma brecha que nos permita entender que entre a morte e o julgamento exista alguma oportunidade de mudança do veredito[1] divino através de orações intercessórias, sacrifícios ou quaisquer outros meios conhecidos e praticados nas mais diversas religiões.
    Obviamente, não podemos negar que aqueles que defendem a prática das orações pelos finados utilizam sim a Bíblia; os mesmos se apoiam num texto do Antigo Testamento contido no livro de 2º Macabeus 12:32-45, que diz que, depois que alguns judeus foram mortos numa batalha contra Górgias[2], o então governador da Iduméia[3], enquanto Judas[4] Macabeus[5] e seus soldados recolhiam os corpos para sepultá-los, descobriram escondidos em suas roupas objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia[6], os quais a Lei proibia terminantemente aos israelitas. Ao saber que os falecidos haviam cometido tal pecado, puseram-se em oração rogando que os mesmos fossem perdoados e fizeram uma coleta juntando quase duas mil dracmas[7] de prata, enviando-as a Jerusalém como sacrifício expiatório[8] para indulgência[9] daquelas almas. Há aí dois pontos de extrema importância a serem observados que podemos considerar como falhas na teologia católica:
    Primeiro: Os livros de Macabeus são considerados apócrifos[10] e, além do mais, no texto que se segue, é dito que “se Judas não tivesse esperança na ressurreição dos que tinham morrido na batalha, seria supérfluo e vão orar pelos mortos”; isso mostra que, ainda que esse livro fosse inspirado por Deus, esse trecho seria apenas uma narrativa histórica da fé e da opinião particular de um homem, - o qual, como todos, é sujeito a erros de interpretação, até mesmo porque, na época, havia uma grande influência de povos pagãos que acreditavam nisso  - e não uma determinação divina para se orar pelos falecidos.
    Segundo: Essa linha de raciocínio vai totalmente contra os padrões doutrinários ensinados na Bíblia. Pois a própria santificação seria algo sem sentido sendo que alguém poderia interceder por minha salvação após minha morte; sendo assim, por que eu obedeceria a Deus? Mas, ao contrário disso, a Palavra nos alerta que sem santificação ninguém será salvo (Hb 12:14).
    Finalizando, bem sabemos que na passagem da vida para a morte, imediatamente, os salvos gloriosamente encontrarão a Cristo (Lc 23:43), não havendo assim necessidade que se ore por eles; enquanto que os condenados, infelizmente, partirão direto para a condenação eterna (Lc 16:22,23[11]), num lugar de onde não mais se pode sair (Lc 16:26), não sendo possível aos vivos fazerem absolutamente nada por eles; fato esse que também desmente a existência do que seria uma tal “sala de espera” para o julgamento chamada purgatório[12].



[1]Veredito: Ou veredicto: Decisão de um júri ou de qualquer outro tribunal judiciário acerca de uma causa cível ou criminal. Juízo pronunciado em qualquer matéria. Opinião autorizada. Ratificação.
[2]Górgias: Foi um general sírio-selêucida do século II a.C., que serviu ao rei Antíoco Epifanes.
[3]Iduméia: Foi um reino ao sul da Jordânia no primeiro milênio aC. na Idade do Ferro. A região tem muito arenito avermelhado, que pode ter dado origem ao nome. Povo originado por Edom (Esaú). Os edomitas foram um grupo tribal vizinhos de Judá ao sul, de língua semítica habitantes do Deserto de Negev e do vale de Arabá do qual é hoje o sul do Mar Morto e vizinho ao Jordão.
[4]Judas: Na Bíblia existem sete Judas: 1) Iscariotes, escolhido por Jesus para ser apóstolo (Mt 10:4), sendo o tesoureiro do grupo (Jo 12:6). Traiu a Jesus (Mt 26:47-49) e, depois, enforcou-se (Mt 27:3-5; At 1:16-19). 2) Irmão de Jesus (Mt 13:55) e provável autor da carta que leva seu nome (Epístola de Judas). 3) Apóstolo, filho de Tiago, também chamado de Tadeu (Mt 10:3; Lc 6:16). 4) Cristão de Damasco, em cuja casa Paulo se hospedou, após sua conversão (At 9:11). 5) Cristão que se destacou na igreja de Jerusalém, também chamado de Barsabás (At 15:22-32). 6) O Galileu, um revolucionário (At 5:37). 7) Macabeu, chefe da revolta dos macabeus (Sua história está registrada nos livro apócrifos 1º e 2º Macabeus).
[5]Macabeus: Nome dado a uma família de judeus, também conhecida como Hasmoneus, que liderou a revolta contra a Síria, governada por Antíoco IV Epífanes. O chefe da revolta foi Matatias, cujo bisavô se chamava "Hasmoneu", provavelmente da cidade de Hasmoná. "Macabeu", que quer dizer "martelo", era o apelido de Judas, o maior de seus líderes e um dos filhos de Matatias. A revolta começou em 167 aC., e a família continuou a governar o povo judeu até 63 aC.
[6]Jâmnia: É uma cidade de Israel, no distrito Central. Era conhecida como Iamnia ou Jamnia durante o período romano. Segundo o livro apócrifo 2º Macabeus, era um lugar aonde havia muita idolatria.
[7]Dracma: O mesmo que darico: uma moeda de ouro que pesava 8,4 g (1ºCr 29:7)). No Novo Testamento, moeda grega de prata que tinha o mesmo valor do denário (Lc 15:8).
[8]Expiatório: Que serve de expiação (cumprimento de pena imposta para pagamento por crime ou erro).
[9]Indulgência: Qualidade de indulgente. Clemência. Condescendência, tolerância. Remissão total ou parcial das penas relativas aos pecados. Perdão. Absolvição plena das penas temporais. 
[10]Apócrifo: Que não foi reconhecido como devidamente inspirado. Que não é do autor a que se atribui. Teologicamente, refere-se aos também conhecidos como Livros Pseudo-canônicos: são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico. esse termo foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo (um período de 400 anos). São livros que, segundo a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do cânon da religião que se professa. Alguns deles são aceitos pela Igreja Católica (Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque e também as adições em Ester e Daniel).
[11]Hades: Lugar dos maus; também traduzido como inferno (Mt 11:23;16:18; Lc 10:15; 16:23; At 2:27,31; Ap 1:18; 6:8; 20:13,14). Na mitologia grega, é o deus do mundo inferior e dos mortos.
[12]Purgatório: É uma errônea visão da teologia católica que define a condição e processo de purificação, ou castigo temporário em que as almas daqueles que morrem em estado de graça são preparadas para o Reino dos céus.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Suicídio: O Fim do Sofrimento Terreno e o Início do Tormento Eterno

Desistência é um ato extremo
de alguém que pensa que não
há mais possibilidades para
prosseguir; porém, os que
realmente servem a Deus
sabem que não há motivo
algum para assassinar a sua
própria esperança
    Depressão, loucura ou tormento maligno? O que pode levar uma pessoa a tirar a sua própria vida? O stress excessivo acompanhado de problemas aparentemente insolúveis, o desequilíbrio mental em nível descontrolado e a falta de Deus na vida daqueles que só fazem a vontade de Satanás são as explicações básicas para qualquer caso de suicídio. Analisando superficialmente, podemos entender que as pessoas se matam porque seus problemas chegaram a um limite que elas não mais podem suportar e acreditam que com o fim da vida ocorre também o fim não só do corpo, mas também de todo o seu ser interior, causando, consequentemente, o fim de todos os seus problemas, dores e tristezas. No entanto, as Escrituras Sagradas nos ensinam exatamente o contrário, pois, como está escrito em Hebreus 9:27, após a morte vem o juízo, ou seja: o julgamento divino. E, como bem sabemos, onde existe julgamento existe absolvição ou condenação e, sendo assim, o futuro daquele que é julgado depende daquilo que ele fez antes de chegar ao tribunal. Portanto, a

segunda-feira, 25 de março de 2013

A Morte de Eliseu

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD   |  1º Trimestre de 2013 - Lição 13  |  Jonas M. Olímpio

As obras que realizamos
não são destruídas com
a nossa morte, pois o
poder de Deus não está
limitado a nossa vida
TEXTO ÁUREO
    E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram uma tropa, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem, e tocando os ossos de Eliseu, reviveu, e se levantou sobre os seus pés (2º Rs 13:21).

VERDADE PRÁTICA
    O último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus.

PALAVRA-CHAVE
    Morte: Término das atividades vitais do ser humano sobre a terra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2º Reis 13:14-21
14 - E Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu, e Jeoás[1], rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, o carro de Israel, e seus cavaleiros!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As Aflições da Viuvez


Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 - Lição 5 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio 

As lembranças de uma pessoa que
fez parte do passado podem ser
boas, mas também podem ser
amargas; por isso é importante
manter um bom convívio e também
saber perdoar e pedir perdão,
pois a dor do remorso é uma das
piores que podem atormentar um
ser humano
Texto Áureo
    Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas  (1ª Timóteo 5:3).

Verdade Prática
    Apesar da dor e das dificuldades próprias da viuvez, esperar e orar são atitudes que honram ao Senhor.

Leitura Bíblica em Classe
    Lucas 2:35-38 - (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. 36E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser[1]. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; 37E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. 38E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.   

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Morte para o Verdadeiro Cristão

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 - Lição 3 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio  

A morte para o verdadeiro cristão
não é derrota, mas sim uma grande
vitória alcançada através de sua
partida dessa terra para o seu
definitivo lar celestial
Texto Áureo
    Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho  (Fp 1:21).

Verdade Prática
    Para o crente, a morte não é o fim da vida, mas o início de uma plena, sublime e eterna comunhão com Deus.

Leitura Bíblica em Classe
    1ª Coríntios 15:51-57 - Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; 52Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis[1], e nós seremos transformados. 53Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. 54E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e