terça-feira, 2 de abril de 2013

Suicídio: O Fim do Sofrimento Terreno e o Início do Tormento Eterno

Desistência é um ato extremo
de alguém que pensa que não
há mais possibilidades para
prosseguir; porém, os que
realmente servem a Deus
sabem que não há motivo
algum para assassinar a sua
própria esperança
    Depressão, loucura ou tormento maligno? O que pode levar uma pessoa a tirar a sua própria vida? O stress excessivo acompanhado de problemas aparentemente insolúveis, o desequilíbrio mental em nível descontrolado e a falta de Deus na vida daqueles que só fazem a vontade de Satanás são as explicações básicas para qualquer caso de suicídio. Analisando superficialmente, podemos entender que as pessoas se matam porque seus problemas chegaram a um limite que elas não mais podem suportar e acreditam que com o fim da vida ocorre também o fim não só do corpo, mas também de todo o seu ser interior, causando, consequentemente, o fim de todos os seus problemas, dores e tristezas. No entanto, as Escrituras Sagradas nos ensinam exatamente o contrário, pois, como está escrito em Hebreus 9:27, após a morte vem o juízo, ou seja: o julgamento divino. E, como bem sabemos, onde existe julgamento existe absolvição ou condenação e, sendo assim, o futuro daquele que é julgado depende daquilo que ele fez antes de chegar ao tribunal. Portanto, a
morte não é o fim, mas sim a passagem do mundo natural para o sobrenatural, o que podemos resumir simplesmente como ir para o céu ou para o inferno.
O suicida não age por si
próprio, mas por trás
dele, aquele que o
incentiva aguarda
ansiosamente para
levar sua alma para o
inferno
    Para entender se um suicida tem salvação ou não, é preciso saber o que a Bíblia diz sobre isso; porém, ela não trata do assunto diretamente, então, como sabemos que o suicídio é um homicídio contra si mesmo, vejamos o que a Palavra diz sobre os homicidas: em meio às várias passagens que condenam aqueles que cometem homicídio, podemos destacar simplesmente que o homicida transgride o sexto mandamento da Lei divina - registrado em Êxodo 20:13 e Deuteronômio 5:17 - que diz: "Não matarás". Tirar uma vida é um pecado extremamente grave, pois ela pertence a Deus e somente Ele pode tirá-la. Como podemos ver em Apocalipse 22:15, os assassinos não têm direito à salvação e, portanto, de acordo com Apocalipse 21:8, o seu destino é o lago que arde com fogo e enxofre ou, simplesmente, o inferno.
Os suicidas normalmente
procuram um meio para se
matarem rapidamente sem
sentirem muita dor; mas, mal
sabem eles que a sua dor será
eterna, além também da dor
que estão causando no
coração daqueles que os
amam
    Mas existe alguma chance de arrependimento? Levando-se em consideração que o julgamento divino ocorre após a morte, a única chance para um homicida se arrepender é em vida. Então, no caso de um suicida, isso é impossível, pois ele tirou sua própria vida e não teve tempo para voltar atrás, a não ser, é claro, que em seus últimos segundos de vida ele tenha realmente se arrependido e pedido perdão a Deus com toda sinceridade do seu coração. Mas essa é uma probabilidade muito remota, pois os métodos mais comuns de suicídio costumam ser muito rápidos e dificilmente uma pessoa teria tempo para mudar tão bruscamente seus pensamentos e sentimentos, até mesmo porque, para ter chegado a esse ponto, o desespero, a tristeza, a mágoa e a revolta estão dominando de forma muito intensa a sua mente e o seu coração.
Praticar atos que prejudiquem
a própria saúde e levem à
morte também são uma forma
de suicídio e consiste em
pecado, pois destruir o corpo,
que é o templo do Espírito
Santo, é uma terrível
abominação contra Deus
    O suicídio é sim uma coisa maligna, pois a vida é uma obra de Deus, e querer destruir as obras de Deus - principalmente o homem, que Ele criou para adorá-lo - é o desejo de Satanás, pois ele é o destruidor. O homem tem tentado, de todas as formas, explicar esse ato anormal não querendo admitir que se trata realmente de uma ação sobrenatural, mas sim de um descontrole mental. De fato, para chegar a esse extremo, o ser humano não pode estar nas mais perfeitas condições psicológicas, mas o erro dos incrédulos está em atribuir a renúncia à própria vida simplesmente a distúrbios mentais sendo eles de nascença ou desenvolvidos por meio do stress cotidiano ou uma grande adversidade repentina. A grande verdade é que qualquer ação que leve à destruição humana é realmente de origem demoníaca, e os demônios raramente se manifestam fisicamente afirmando querer matar determinada pessoa, pois assim seria muito fácil identificar o problema e buscar libertação para aquela vítima. Eles agem de forma sútil por meio de coisas tão "normais" que se torna praticamente impossível alguém perceber que está caminhando para o abismo. E algumas das armadilhas mais comuns para transtornar a mente humana são as drogas, a bebida, a cobiça financeira, paixões possessivas e o ódio geralmente ocasionado por sentimentos de vingança ou por remorso no caso de pessoas que se tornam violentas e agridem até a própria família. Todos esses fatores, inevitavelmente, alteram a capacidade de raciocínio e podem resultar na eliminação da própria vida, como também de vidas alheias. É importante também ressaltar que atos indiretos que proporcionem ou facilitem a própria morte também são considerados como suicídio; seria uma espécie de "suicídio culposo", situação em que não há a intenção de morrer.
Esse tipo de desespero é
originado por vários fatores e
atinge a todas as classes sociais;
entre os menos favorecidos, em
grande parte dos casos, eles
transformam seu sofrimento em
"show" e muitos acabam nem se
matando, porque, na verdade,
apenas querem chamar a
atenção e conseguir ajuda para
resolverem seus problemas
    Muitos imaginam que o dinheiro, a fama, o poder e a beleza sejam fatores essenciais para a felicidade do ser humano, porém, conforme temos acompanhado ao longo da história, inclusive nos últimos dias, os mais conhecidos casos de suicídio são de pessoas ricas, famosas, com status e fisicamente atraentes e admiradas por todos. Essa é a grande prova de que sem Jesus não há felicidade verdadeira e duradoura sobre a face dessa terra. Muitos até professam exercer alguma religião cristã, mas seguir a Cristo vai muito além de uma simples crença religiosa, isso exige renúncia a tudo aquilo que não o agrada, ou seja: rejeitar as coisas do mundo para fazer a vontade de Deus; e é exatamente nesse ponto que Satanás tem colocado suas pedras de tropeço: primeiro ele oferece o melhor dessa terra e depois transtorna o coração e a mente de suas vítimas, sufocando-as com tanto sofrimento trazido pela sua "felicidade" barata que as leva a pensar que não existe mais nenhuma solução para as suas terríveis angústias além da morte para trazer alívio à sua alma. E é através desse terrível engano que elas acabam cometendo o pior erro de sua vida e acabam por receber a prestação final do seu salário pelo pecado: a morte literal e em todos os sentidos, o que lhes proporciona o tormento eterno.
Por mais difícil que seja a
situação, nenhum sofrimento
pode ser aceito como desculpa
para se desistir da própria
vida, pois há muitas pessoas
que sofrem das mais diversas
maneiras, mas lutam pela
sobrevivência com garra e
coragem mostrando o quanto
vale a pena viver, porque a
vida também é uma dádiva
divina
    Não importa quais sejam as circunstâncias que levem uma pessoa à beira do extremo de querer tirar a sua própria vida, mas, enquanto o ato não tiver sido consumado, existe sim uma saída: o amor de Deus, pois ele está sempre acessível a todos os que o queiram alcançar. Pessoas que exercem a fé em vez de procurarem vencer com suas próprias forças, descobrem que não estão sozinhas na terrível luta contra as suas angustiantes adversidades, pois quando entregam-se totalmente ao Senhor Jesus Cristo conseguem sentir a ação do seu Santo Espírito em sua vida, o qual a transforma de tal maneira que as tentações malignas que antes a escravizavam passam a lhe causar repúdio, despertando-lhe a esperança de uma nova vida com a certeza de que se sofrermos por viver o Evangelho e não pelo amor às coisas carnais, como a Palavra nos ensina em 2ª Coríntios 4:16-18, por pior que seja a situação do nosso exterior, o nosso ser interior se renova de dia em dia, e a nossa tribulação, além de pequena é passageira, a qual nos permite alcançar uma maior glória na eternidade e, para isso, o que deve predominar em nossa mente não é o que vemos, mas sim aquilo que não vemos. A partir daí, o homem passa não a desejar a morte, mas esperá-la em seu tempo certo para, finalmente, poder viver eternamente ao lado do seu Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

Jonas M. Olímpio

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