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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Levantai a Arca do Pacto

Muitos projetos não progridem
porque está faltando coragem
para levantar a arca do pacto,
ou seja, atitude de colocar em
prática a obediência à Deus.
Procurar fazer tudo aquilo o
que o agrada é o primeiro
passo para ser conduzido
rumo à travessia do Jordão
em sua vida.
Josué 3:6 - "E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca do pacto e passai adiante deste povo. Levantaram, pois, a arca do pacto e foram andando adiante do povo."

Contexto
- Sendo o primeiro dos livros históricos, o livro de Josué foi escrito por ele próprio por volta do ano 1400aC.
- Os 656 versículos de seus 24 capítulos narram a missão de Josué após a morte de Moisés, a conquista de Canaã e a sua divisão entre as tribos.
- Josué assumiu a liderança do povo hebreu durante sua peregrinação pelo deserto, sua característica ficou marcada como sendo um homem fiel a Deus, corajoso e guerreiro. Ele também teve dificuldades e precisou de encorajamento como relatado em seu primeiro capítulo: "Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares".
- Embora fosse da tribo de Efraim e não de Levi, como líder, ele tinha também a missão de comandar os sacerdotes e garantir que as ordens Deus havia dado sobre o tabernáculo fossem perfeitamente cumpridas; uma delas era o cuidado com a arca, a qual continha as tábuas com os dez mandamentos, a vara que floresceu confirmando o sacerdócio de Arão e um pote com maná.

Mensagem
- Sitim, o Vale das Acácias, foi a última parada dos israelitas antes de entrarem na terra prometida; mas para chegarem até ela era preciso atravessarem o Jordão. Para isso, a ordem divina era que os levitas com a arca fossem na frente. O verdadeiro líder se preocupa em orientar seus liderados de forma clara e objetiva.
Josué 3:1-5 - "Levantou-se, pois, Josué de madrugada, e partiram de Sitim, e vieram até ao Jordão, ele e todos os filhos de Israel, e pousaram ali antes que passassem. 2E sucedeu, ao fim de três dias, que os príncipes passaram pelo meio do arraial 3e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca do concerto do Senhor, vosso Deus, e que os sacerdotes levitas a levam, parti vós também do vosso lugar e segui-a. 4Haja, contudo, distância entre vós e ela, como da medida de dois mil côvados; e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir; porquanto por este caminho nunca passastes antes. 5Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós."

- Havia uma promessa de honra sobre a vida dele, mas seu cumprimento dependia de sua obediência às ordens divinas. O que temos feito com aquilo que o Senhor confiou a nós?
Josué 3:7-13 - "E o Senhor disse a Josué: Este dia começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que assim como fui com Moisés assim serei contigo. 8Tu, pois, ordenarás aos sacerdotes que levam a arca do concerto, dizendo: Quando vierdes até à borda das águas do Jordão, parareis no Jordão. 9Então, disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus. 10Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós e que de todo lançará de diante de vós os cananeus, e os heteus, e os heveus, e os ferezeus, e os girgaseus, e os amorreus, e os jebuseus. 11Eis que a arca do concerto do Senhor de toda a terra passa o Jordão diante de vós. 12Tomai, pois, agora, doze homens das tribos de Israel, de cada tribo um homem; 13porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, repousem nas águas do Jordão, se separarão as águas do Jordão, e as águas que de cima descem pararão num montão."

- Não houve recusa por parte do povo em atender suas orientações, e tal obediência resultou no sucesso de seus objetivos. Honrar a liderança é o mesmo que honrar a Deus.
Josué 3:14-16 - "E aconteceu que, partindo o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levavam os sacerdotes a arca do concerto diante do povo. 15E, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), 16pararam-se as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adã, que está da banda de Sartã; e as que desciam ao mar das Campinas, que é o mar Salgado, faltavam de todo e separaram-se; então, passou o povo defronte de Jericó."

- Espiritualmente, para nós, levar a arca significa colocar a presença de Deus em primeiro lugar em nossa vida; buscar sua orientação antes de tomarmos qualquer atitude; e sermos gratos reconhecendo que o que temos, o que somos e o que fazemos é dEle, por Ele e para Ele. Onde você deixou a arca? Pegue-a, levante-a e prossiga!
Josué 3:17 - "Porém os sacerdotes que levavam a arca do concerto do Senhor pararam firmes em seco no meio do Jordão; e todo o Israel passou em seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão."

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Assumindo a Paternidade dos Filhos Espirituais

Um dos princípios mais
básicos da liderança cristã
consiste no cuidado pelos
liderados: não basta gerar,
tem que cuidar. Vale
lembrar que cada líder é
também um liderado.
3ª João 1:4 - “Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade.”

Contexto
- Escrita entre 85 e 90dC., pelo apóstolo João, essa epístola foi destinada à Gaio, um cristão que provavelmente muito o ajudou em seu ministério.
- Ao que tudo indica, o apóstolo João ainda não se encontrava preso em Patmos, mas sim livre em Éfeso. Era o último apóstolo vivo.
- Um de seus objetivos era alertar contra Diótrefes, possivelmente um obreiro que distorcia a pregação do Evangelho e não aceitava na igreja quem cresse no que João havia ensinado.
- Seu conteúdo básico é seguir o bem e não o mal.

Mensagem
- Sua grande alegria era saber da firmeza de seus filhos na fé.
3ª Jo 1:3 - “Pois folgo muito, quando os irmãos vêm dar testemunho da tua verdade, como tu andas em verdade.”

- Como líder, ele nos ensina que devemos apoiar os liderados;
3ª Jo 1:1,2 - “O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo em verdade. 2Amado, peço a Deus que prosperes em tudo e tenhas saúde, assim como tua alma prospera.”

- E, da mesma forma, incentiva-los a continuar trabalhando.
1ª Jo 3:5,6 - “Amado, tu procedes fielmente em tudo o que fazes aos irmãos, e estes até estranhos, 6os quais dão testemunho do teu amor diante da igreja, aos quais farás bem se ajudares na sua viagem de um modo digno de Deus;”

- Você se alegra com o crescimento do seu irmão?
Rm 12:15 - “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.”

- Gerar “filhos” implica em cuidados.
2ª Co 12:14,15 - “Eis aqui estou pronto para, pela terceira vez, ir ter convosco e não vos serei pesado; pois que não busco o que é vosso, mas, sim, a vós; porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos. 15Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.”

- A forma como você trata as pessoas à sua volta define o desenvolvimento do seu ministério.
Gl 6:2,6-9 - “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo. 6E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. 7Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. 8Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna. 9E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

"Buscai Primeiro o Reino de Deus, e a Sua Justiça, e as Demais Coisas Vos Serão Acrescentadas"

A ansiedade de conquistas, muitas
vezes, leva o cristão a enxergar
Deus como um Papai Noel,
levando-o a interpretar as
Escrituras como um livro de
autoajuda que o coloca como um
merecedor de bênçãos por fazer o
"favor" de usar seus dons e não
como um ser diante do Juiz,
prestes a ser julgado.
Mateus 6:33 - “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”
    Esse versículo costuma ser alvo de dois erros de interpretação: o conceito de que se deve preocupar apenas com o lado espiritual e o pensamento de que Deus vai acrescentar todas as coisas que faltam na vida de quem é fiel. Esses dois equívocos são consequência da falta de atenção ao contexto e também de pouco conhecimento das Escrituras Sagradas, pois Deus jamais exigiu do homem que vivesse totalmente alheio às coisas materiais e também nunca prometeu que lhe daria tudo o que ele quisesse. Analisemos então as duas questões de acordo com o conteúdo do texto.
    Na primeira questão é necessário frisar que Jesus diz buscai primeiramente e não “somente” o Reino de Deus. Por não entenderem isso, há pessoas que acreditam que devam dedicar quase cem por cento de sua vida à ministério, assim deixando família, trabalho e o cuidado de sua própria saúde como coisas secundárias e sem importância, alegando que por serem cidadãos do céu devem viver prioritariamente para a Obra, ou até mesmo viver da Obra. Para compreender isso é preciso entender que apesar de sermos peregrinos na terra temos que viver nela porque ainda não estamos no Paraíso (Jo 17:15) e “viver da Obra” é um chamado que não inclui todos os crentes, pois precisamos sim trabalhar para sobreviver (Gn 3:19; 2ª Ts 3:10-12). Na segunda questão basta observar o que está escrito em alguns versículos anteriores: Ele diz todas essas coisas e não “as demais” coisas, referindo-se a coisas de primeira necessidade como alimento e vestimenta (Mt 6:25-32). Para concluir, vale ainda ressaltar que essa provisão é condicional, pois além de buscar o Reino de Deus, Ele manda também buscar a sua justiça, ou seja: além de procurar ter uma vida de busca espiritual é também necessário procurar ser justo, o que implica em ser obediente à sua Palavra (Sl 37:25).

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Rejeição ao Chamado

Jonas tinha a intenção de trocar
uma viagem de 800 quilômetros
por uma de 3.000, atravessando
todo o Mar Mediterrâneo,
disposto a pagar muito mais
caro por isso, na intenção de
fugir de uma missão dada por
Deus. Será que não estamos
cometendo o mesmo erro
naquilo que o Senhor tem
reservado para nós?
Jonas 1:3 - “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis[1]; e, descendo a Jope[2], achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, de diante da face do Senhor.”

A falta de comprometimento com a Obra leva o homem a virar suas costas a Deus (1:3)
    Humanamente falando, vemos duas razões para Jonas ter desobedecido ao chamado: medo e ressentimento contra os ninivitas; porém, espiritualmente, o que vemos é simplesmente falta de comprometimento. De fato, é sim compreensível o temor diante de um povo tão violento e cruel como aquele, e compreensível também a mágoa em seu coração por saber que os israelitas eram uma de suas maiores vítimas. No entanto, daquele que recebe um chamado especial de Deus, o que se espera é confiança e perdão. O relato bíblico não o mostra sequer analisando a situação, pois, logo ao receber a ordem, ele simplesmente se levantou para fugir. É interessante que ele tinha já um destino certo: a cidade de Társis; não sabemos se isso foi uma opção por razões pessoais ou se aquele seria o próximo navio a realizar uma saída do porto de Jope para fora do território de Israel naquele dia. Mas a grande verdade é: ele queria fugir de diante da face do Senhor; atitude essa tremendamente ingênua, o que revela o seu pouco conhecimento das Escrituras, porque ninguém tem como fugir de Deus. Impressionante também é o fato de ele ter pago sua passagem para Társis - uma cidade há aproximadamente 3.000 quilômetros de onde ele estava, para a qual se supõe que o valor da viagem de navio fosse muito alto -, enquanto que Nínive fica a aproximadamente 800 quilômetros e sua viagem seria feita por terra, o que se certamente seria muito mais barata. Essa decisão nos leva a perceber que ele não estava preocupado com seu prejuízo financeiro desde que se visse livre da missão que recebera. Tudo o que ele queria era “ir com eles” - vários homens que serviam a falsos deuses - de diante da face do Senhor.
    É fácil nos justificarmos por nossas fraquezas, mas necessário é julgarmos a nós mesmos com sinceridade reconhecendo que ou confiamos em Deus a ponto de obedecê-lo ou admitimos que não aceitamos a sua vontade e tentamos lutar contra sua soberania, assim estando expostos ao preço da desobediência (Rm 6:23). O Senhor tem poder para impedir que nos levantemos para fugir, mas permite que o façamos para nos julgar segundo as erras decorrentes de nossa natureza humana (2ª Co 5:10), assim também nos dando uma oportunidade de arrependimento para que, se voltarmos atrás, seja por amor ou pela dor, sejamos salvos pela sua misericórdia por não termos persistido na desobediência (Lc 15:21-24; 1ª Jo 2:1-3). Um de nossos maiores males é a arrogância de acharmos que se não fizermos algo, ninguém o fará; além do inevitável medo, o profeta tinha um grande ressentimento contra os ninivitas, mas será que ele pensou que fosse o único profeta disponível? E mesmo que fosse, Jeová poderia levantar outro e o seu propósito teria sido cumprido da mesma forma, pois seu compromisso é com a sua Palavra e não com o profeta (Jr 1:12b; Mt 7:22,23). A grande verdade é que se Jonas não tivesse ido, teria sofrido piores consequências como talvez até a morte, ou seja: o grande prejudicado seria ele mesmo (Mt 25:24-30) e não os ninivitas, e tampouco o próprio Deus (Is 43:13; Lc 9:59-62).  Mas o rebelde missionário preferiu pagar um preço mais alto tentando trilhar o seu próprio caminho dentro de um navio fora dos planos do Todo-Poderoso ao lado de vários homens pagãos[3]. Uma das maiores lições que podemos obter nessa mensagem é a seguinte: você pode usar sua liberdade para escolher entre o bem e o mal (Dt 30:19), mas, optando pelo mal, ainda que tudo comece bem, não pense que haverá felicidade na troca de sua missão por um navio mais confortável com companhias que te levem para um caminho contrário (Mt 7:13,14), pois quando somos escolhidos para um propósito especial, caso não o cumpramos à risca, os efeitos negativos são inevitáveis (Nm 20:7-12; Dt 32:51; 34:4). Não esconda no porão de um navio o que Deus te deu, porque a qualquer momento Ele vai requerer isso de suas mãos (Mt 23:13).




[1]Társis: Atual Tartessos: antigo porto da Espanha (Jn 1:3).
[2]Jope: Antigo porto marítimo cercado de muralhas, localizado 56 km a noroeste de Jerusalém em território filisteu, mas que pertencia à tribo de Dã (Js 19.46). É também o porto aonde o profeta Jonas embarcou num navio para Társis tentando fugir de Deus. Atual cidade de Jafa.
[3]Pagão: Relativo ao paganismo ou politeísmo. Adepto do paganismo. Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica. Maometano, em relação aos cristãos, e herético, em relação aos católicos. Animal xucro, ainda não montado, ou nos primeiros galopes da doma. O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição. Pessoa não batizada.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Chamado

Jonas 1:1,2 - “E veio a palavra do Senhor a Jonas[1], filho de Amitai[2], dizendo: 2Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive[3] e clama contra ela, porque a sua malícia[4] subiu até mim.”

Pregar na temida e odiada cidade
de Nínive não fazia parte dos
planos ministeriais de nenhum
profeta; porém, desistir de salvar
almas perdidas também não faz
parte dos planos de Deus. A
primeira coisa que precisamos
entender num chamado é que a
escolha é dEle e não nossa!
1 - Deus chama revelando-se pessoalmente (1:1)
    O chamado[5] do profeta[6] Jonas é um dos mais extraordinários que podemos ver em toda a Bíblia: Deus falou com ele pessoalmente de forma clara e direta. As Escrituras Sagradas nada revelam sobre sua vida pessoal a não ser o nome de seu pai. O que sabemos é que ele era um profeta descendente da tribo de Zebulom[7], pois morava na cidade de Gate-Hefer[8]. Sendo profeta, certamente estava acostumado a ouvir a voz de Deus. Então, podemos imaginar que ao ouvi-lo falar, deve ele ter pensado que fosse essa apenas mais uma mensagem ao povo de Israel ou a algum cidadão específico; nada fora do comum para alguém acostumado a exercer esse ofício. Mal imaginava ele que se tratava de uma das mais importantes missões de todos os tempos e, certamente, nem se deu conta do privilégio de ter sido convocado pelo próprio Jeová.
    Em nossa vida ministerial acontece da mesma forma: quando nosso chamado é verdadeiro, o Senhor se revela a nós de alguma maneira fazendo-nos entender o que Ele quer de nós. É óbvio que nem sempre ele vai falar de maneira audível como falou com Jonas, mas se fará perceptível seja usando alguém por meio do dom de profecia, ou simplesmente nos levará a sentir em nosso coração despertando nossa mente por meio da oração, da Palavra, sonhos, visões ou de qualquer outra maneira que Ele queira se revelar (Hb 1:1). O importante não é a forma como recebemos o entendimento sobre nosso chamado, mas que tenhamos a certeza de que não estamos sendo enganados por nosso coração (Jr 17:9; Pr 28:26) e nem sendo induzidos por incentivo do homem. Uma das coisas que devemos saber em nosso chamado é que o dom - ou dons - que o Espírito Santo nos concede têm um objetivo (1ª Co 12:7,11), o que consiste, quase sempre, numa forma e num lugar específico a ser aplicado, sendo isso por tempo determinado ou não. Nenhum talento[9] nos é entregue para nossa satisfação pessoal (At 8:18-21) ou simplesmente sem motivo algum. Sermos escolhidos, capacitados e colocados diante de uma oportunidade de fazer algo a serviço do Reino dos Céus não é uma simples opção nossa, é um privilégio incalculável pelo qual devemos agradecer ao Senhor e executar com amor, dedicação e responsabilidade, sabendo que por isso seremos cobrados um dia (Mt 25:24-30). Por essa razão devemos ter plena certeza de nosso foco ministerial e se Deus está sendo honrado por meio do que dizemos que estamos fazendo para a honra e glória dEle (Jo 3:30). Você está certo do seu chamado e sabe qual é a importância dele?

2 - Ele dá a missão e explica o seu motivo (1:2)
    Diante da difícil missão que confiou ao profeta, é interessante atentarmos ao fato de que ao lançar esse “convite”, o Senhor não lhe perguntou se ele queria ir, não o consultou sobre suas possibilidades, não questionou sua capacidade, nem o incentivou com promessas de bênçãos e tampouco lhe disse o que ele iria ganhar com isso. Ele simplesmente o tratou como servo e lhe transmitiu uma ordem sem opção de recusa; suas palavras simplesmente foram enfatizadas por três verbos no modo imperativo: “Levanta, vai e clama[10]!”, dando-lhe o endereço do destinatário da mensagem: o temido e odiado povo da cidade de Nínive, seguido da razão da missão: a maldade daqueles cidadãos havia chegado a um nível intolerável. Nínive, na época, era a capital da Assíria[11]. Tendo sido formada por Ninrode[12], ela chegou a ser um dos maiores impérios financeiros e militares; muitos a chamavam de “cidade ladra”, porque ela invadia e roubava cidades de outras nações para enriquecer. Suas táticas de ação eram cruéis: consistiam em torturar e matar suas vítimas de forma desumana. Diante disso, Deus viu necessidade de intervir drasticamente destruindo os ninivitas por completo; porém, sua imensa misericórdia o levou a dar-lhes uma oportunidade de salvação por meio da mensagem de arrependimento enviada por um profeta. Temos aí também um grande exemplo de humildade: o Senhor explicando à um servo a razão do seu chamado.
    Em tua visão da Obra, o que você enxerga? Possibilidades e benefícios ou a necessidade dela e o custo a ser empregado? Quando Deus nos convoca, Ele não nos convida para uma entrevista numa sala de RH como se fosse nos dar um emprego. Ele simplesmente nos chama e nos direciona, e podemos ver pelo menos duas razões para isso: a primeira é que Ele quer mexer com a nossa fé (Hb 11:6) e a segunda é que grande parte do salário já foi paga (1ª Pe 1:18,19), ou seja: nós somos devedores e não Ele. Como servos, é necessário que entendamos que se aceitamos seguir a Cristo, isso significa que devemos confiar nEle e até, se necessário, estarmos dispostos a morrer em nome dEle (At 20:24; Fp 1:21); seu sacrifício por nós foi por amor e não por merecimento (Ef 2:4,5), portanto devemos trabalhar por amor e não pelo que Ele nos dá (Ef 2:8-10); e o cumprimento do nosso chamado, assim como as honras ministeriais que muitas vezes almejamos, têm um custo, o qual exige nossa renúncia a nós mesmos (Mt 16:24; 10:38). Mas há algo maravilhoso que podemos entender também: Ele não nos manda sem ferramentas (Lc 24:49) e nem nos envia sem capacidade para o trabalho (1ª Co 15:9,10). Resumindo: quando é realmente Ele quem chama, ainda que tenhamos que ir para “Nínive”, Ele se responsabiliza (1ª Co 10:13).


[1]Jonas: Significa “Pombo”. Profeta de Israel, filho de Amitai, natural de Gate-Hefer, que predisse a vitória de Jeroboão II sobre a Síria (2º Rs 14:23-25). Famoso por sua inusitada experiência de ter sido engolido por um grande peixe ao tentar fugir de Deus. É o autor do livro que leva seu nome (Jn 1:1): o quinto livro dos Profetas Menores, escrito para demonstrar que o amor de Deus não se limita a Israel, mas se estende a pessoas de outras nações (Jn 4:11). Não é apenas profecia no sentido restrito, mas é uma história com sentido profético (Mt 12:39-41). Na época de Jesus, existia um outro homem com esse nome, era o pai de Simão Pedro (Jo 1:42).
[2]Amitai: Em hebraico significa "Minha Verdade". Foi o pai do profeta Jonas (Jn 1:1).
[3]Nínive: Uma das mais antigas cidades do mundo, fundada por Ninrode (Gn 10:11). Durante vários séculos foi a capital dos assírios. Em se território, atualmente, está situado o Iraque. Foi destruída pelos babilônios em 612 aC. O profeta Jonas foi enviado até ela para convertê-la (Jn 1:2), e Naum anunciou a sua queda.
[4]Malícia: Propensão para o mal. Natural disposição para fazer e proceder mal; maldade. Interpretação maliciosa. Astúcia, esperteza, empregadas com intenção de prejudicar alguém.
[5]Chamado: Teologicamente, é um termo referente à capacidade dada por Deus, por meio de dons naturais ou espirituais, à cada crente para exercer determinadas funções ministeriais. Ter um chamado é ter uma missão a cumprir. Essa expressão denota uma escolha, um privilégio dado a um cristão para trabalhar a serviço do Reino. Porém, em Mateus 20:16 e 22:14, Jesus Cristo nos alerta que ser chamado não é uma garantia de salvação: “Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.”; Isso significa que nossa responsabilidade é redobrada no que se refere aos dons que recebemos do Espírito Santo.
[6]Profeta: Pessoa capaz de predizer acontecimentos futuros. Biblicamente é aquele que fala por inspiração divina ou em nome de Deus. Um profeta nunca deve falar por si próprio.
[7]Zebulom: Significa habitação. Filho de Léia e de Jacó (Gn 30:19-20). Uma das 12 tribos de Israel (Nm 1:31; Mt 4:13-16).
[8]Gate-Hefer: Cidade em que vivia o profeta Jonas (2º Rs 14:25), situada há aproximadamente 5 quilômetros de Nazaré.
[9]Talento: O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. Ele foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilos de metal. Estudiosos calculam que um talento hoje valeria no mínimo 1300 dólares (cerca de dois mil reais). Espiritualmente, os talentos representam os dons que o Espírito Santo nos concede e, na linguagem popular expressa as habilidades especiais de uma pessoa; era um termo muito usado pelos romanos para elogiar uma pessoa de valor.
[10]Clamar: O ato do clamor. Súplica proferida em altas vozes; lamentação.
[11]Assíria: Significa "Plano". País localizado na Mesopotâmia. Suas capitais foram Assur, Calá e Nínive. Sua população era semita (descendente de Sem). Em várias ocasiões os assírios guerrearam contra o povo de Deus (2º Rs 15:19,29; 16:7). Em 721 a.C. os assírios acabaram com o Reino do Norte, tomando Samaria, sua capital (2º Rs 17:6). Os medos e os babilônios derrotaram a Assíria, tomando Nínive em 612 a.C. A Assíria é mencionada várias vezes nos livros proféticos: (Is 10:5-34, 14:24-27, 19:23-25 20:1-6, 30:27-33; Ez 23:1-31; Os 5:13; Na 1:1-15; Sf 2:13-15).
[12]Ninrode: Um dos descendentes de Cam. Foi caçador e fundador de cidades e de reinos (Gn 10:8-12).

terça-feira, 2 de junho de 2015

Como Devo Reagir Diante das Oposições à Obra?

Texto Bíblico
Neemias 6:1-3 - Sucedeu que, ouvindo Sambalate[1], Tobias[2], Gesém[3], o árabe, e o resto dos nossos inimigos, que eu tinha edificado o muro, e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, 2Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, e congreguemo-nos[4] juntamente nas aldeias, no vale de Ono[5]. Porém intentavam fazer-me mal. 3E enviei-lhes mensageiros a dizer: Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco?

Com os exemplos de Neemias
aprendemos que o crente
equilibrado em sua conduta, não
desce ao nível dos inimigos para
responder suas afrontas; ele
simplesmente diz que está muito
ocupado cumprindo seu trabalho
e deixa Deus fazer justiça em
seu lugar.
História
    Jerusalém. Ano 445aC. O cativeiro da Babilônia[6] já havia se findado e, aos poucos, os judeus eram enviados em grupos de volta à sua terra. Neemias[7], um copeiro do rei Artaxerxes[8], sendo um judeu temente a Deus e tremendamente apegado ao seu povo, recebeu tristes notícias sobre a situação de Jerusalém e, depois de orar e jejuar, sendo autorizado pelo rei, foi conferir de perto. Chegando lá, o que viu foi uma cena terrível: o que havia sobrado do muro estava aos pedaços, das portas restaram indícios de madeira e metal queimados, entulhos estavam espalhados por todas as partes de modo que ele nem conseguia passar com o animal sobre o qual estava montado, o povo estava em grande pobreza e sua identidade cultural, social e religiosa estavam sob forte influência dos seus colonizadores. A situação era gravíssima, pois um muro representava a segurança e a importância de uma cidade; e ele, como um fiel servo de Deus, sentiu-se na obrigação de tomar uma atitude. Mas o que fazer diante de um cenário tão caótico? Primeiramente, pedir a orientação do Senhor e, a partir daí, elaborar um projeto de reconstrução, reunir o povo, calcular os gastos, arrecadar o que fosse necessário, organizar tudo e dar início aos trabalhos. Fazendo isso, quando tudo estava em andamento, surgiu um grande obstáculo: os inimigos da obra: Tobias, Sambalate e companhia Ltda. Mas quem eram eles? Esses eram homens que ocupavam cargos importantes no governo e se sentiam ameaçados pela reconstrução dos muros, pois temiam que isso possibilitasse uma rebelião dos judeus, fato esse que lhes traria grandes prejuízos, pois Jerusalém era uma grande cidade. Esse é o perfeito retrato dos habituais inimigos da Obra que enfrentamos ainda nos dias de hoje: eles podem estar tanto fora quanto dentro da igreja, seus motivos são sempre a ganância material e a busca pelo status, seu alvo são aqueles que estão trabalhando pela edificação da Igreja e seus meios sempre visam a destruição dos que se opuserem aos seus planos malignos. Como devemos reagir perante eles? Neemias nos dá um perfeito exemplo de como deve agir um verdadeiro servo de Deus: “Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco?”. Qual é o grau do seu envolvimento com a Obra? É apenas um membro dela ou está comprometido com ela?

Mensagem
    Qual é a sua prioridade? Diante da provocação você para de trabalhar e dá atenção ao inimigo, ou você ignora suas palavras e continua com sua atenção voltada para Jesus?

    As estratégias dos inimigos:
    Zombaria: Os inimigos usaram palavras ofensivas à honra, na tentativa de provocar o ego dos judeus (Ne 4:1-3). Muitas vezes somos afrontados pelos ímpios porque servimos a Deus ou até mesmo por crentes quando não concordam com nossa dedicação à Obra; porém, a justiça divina contempla todo sofrimento e age no momento certo (Sl 1:4-6).
    Falsas propostas: Vendo a determinação de Neemias, prepararam uma armadilha e se fingiram de amigos (Ne 6:2). O inimigo nem sempre se apresenta furioso e armado, por isso devemos estar sempre alertas a tudo o que nos é oferecido (Pr 26:24-26).
    Mentiras: Diante da persistência, os inimigos apelaram para a falsa acusação (Nm 6:6,7). As calúnias inventadas a nosso respeito somente nos derrubam se dermos ouvidos ao inimigo, pois quando resistimos somos justificados e honrados pelo Senhor (Mt 5:10-12).

    A resistência aos inimigos:
    Busca da orientação divina: A primeira reação de Neemias foi orar; ele “desabafou” com Deus todas as suas amarguras (Ne 4:4,5[9]). Quem busca a orientação de Deus, não somente consegue encontrar as respostas certas como também recebe paz em seu coração, pois começa a entender que seu verdadeiro inimigo é espiritual e não carnal (Ef 6:10-13[10] [11] [12]).
    Discernimento entre a verdade e a mentira: Nas tentativas de aproximação, que na verdade eram ciladas, podemos notar o discernimento espiritual de Neemias que não acreditou nos argumentos apresentados (Ne 6:2); nem mesmo os “profetas” conseguiu enganá-lo (Ne 6:12-14) e, prudentemente, já havia orientado o povo a vigiar enquanto trabalhava (Ne 4:17-20). Como servos de Deus, não podemos aceitar o fato de sermos enganados diante de qualquer argumento, pois temos que saber discernir entre a verdade e a mentira (At 5:1-3) considerando o fato de que o discernimento é um dom espiritual (1ª Co 12:7,10; 2:14,15) e, pelo meio do qual, nem mesmo os que usam o nome de Deus podem conseguir nos enganar (1ª Jo 4:1).
    Resposta firme aos opositores: Quando foi convidado para uma reunião com Tobias e Sambalate, percebendo que se tratava de um impedimento à obra, não tentou se desculpar e muito menos atendeu ao chamado, ele simplesmente disse que o que ele estava fazendo era muito mais importante (Ne 6:3). Quais são as respostas que estamos dando àqueles que tentam nos afastar das coisas de Deus (1ª Tm 4:1,2[13]; Rm 16:17,18[14])?
   
    O resultado da resistência:
    A conclusão do muro: O resultado da persistência, da coragem e da fidelidade a Deus foi excelente: eles conseguiram concluir o muro em cinquenta e dois dias (Ne 6:15[15]). A conquista do objetivo é certa, mas apenas para aqueles que não desistem. Não há como evitarmos a existência dos opositores, mas quem garante o sucesso da Obra é aquEle que ordenou que a fizéssemos (Mt 10:22; Gl 6:9).
    A exaltação do nome de Deus: O término da construção não somente alegrou aos judeus, mas também honrou a Jeová diante de seus próprios inimigos como também dos gentios (Ne 6:16); pois o serviço sacerdotal foi restabelecido (Ne 7:1,2); e o povo voltou a adorar livremente (Ne 8:1,6), podendo inclusive ofertar (Ne 10:37), assim alcançando um verdadeiro avivamento tendo sua fé fortificada (Ne 9:38). Qual é o objetivo que te leva a fazer parte da Obra do Senhor? Todos os trabalhos os quais tivermos oportunidade para fazer devem ser executados com amor e dedicação, lembrando-nos que trabalhamos para Deus e não para os homens (Cl 3:17; Ec 9:10).
    O resgate da dignidade do povo: Com a edificação dos muros passou a haver um controle sobre os habitantes de Jerusalém que lhes permitiu registrar suas genealogias (Ne 7:5); os que não pertenciam ao povo foram apartados, dando-lhes mais liberdade para se prostrarem diante de Deus (Ne 9:2) e assim puderam também voltar a zelar pela pureza do seu povo não estando mais sujeitos às mais diversas influências dos povos estrangeiros (Ne 10:29,30). Você tem se preocupado em manter-se puro vivendo nesse mundo tão corrompido pelo pecado? O verdadeiro crente preocupa-se muito em fazer a diferença em qualquer lugar que esteja (Jo 17:14-17).

Conclusão
    Sobrevivendo em tempos de supervalorização material numa situação em que o próprio Evangelho é encarado por muitos simplesmente como um bom negócio de grandes proporções financeiras, o verdadeiro cristão, que é aquele que não se rende aos “Tobias” e “Sambalate” que estão à sua volta, precisa se inspirar em homens como Neemias e no próprio Senhor Jesus Cristo para não se corromper e nem desistir de sua missão. Reconstruir muros já não é uma tarefa muito fácil, e com inimigos tentando impedir se torna quase impossível. No entanto, o que aprendemos aqui é que quando nos colocamos em oração pedindo a Deus que seja Ele o idealizador e executor de nossos projetos não há como a edificação não ser concluída. É assim que percebemos que os maiores obstáculos não são os opositores, mas sim nós mesmos quando não temos fé e confiança no próprio chamado. Neemias não precisou se expor entrando em brigas ou mesmo discutindo; sempre respondeu com mansidão e firmeza, e Deus cuidou de tudo por ele. Essa deve ser a reação de um verdadeiro cristão; o mundo precisa ver esse exemplo em nós. E, por essa razão, não devemos perder tempo em nosso ministério olhando e dando ouvidos às pessoas que não concordam ou não acreditam no que fazemos, porque se nós temos a certeza de que foi o Rei quem nos chamou e está nos capacitando, estamos mais do que autorizados a cavar os alicerces e prosseguir com o trabalho. Falando nisso, você já conversou com o Dono da Obra hoje (Ne 13:31b)?


[1]Sambalate: O seu nome na língua babilônia é "Sin-Uballit" que significa "Que Sim lhe dê vida" (Sim, na Babilônia, era considerado o deus da lua). Provavelmente nasceu em Bete-Horom, por isso era chamado de horonita. Ele foi o líder dos opositores de Neemias porque se sentia politicamente ameaçado com seu trabalho de edificação dos muros em Jerusalém. Seus filhos, Delaías e Selemias, tinham nomes judeus e sua filha se casou com o filho de um sumo sacerdote, o que dá a entender que ele possa ter feito as pazes com Neemias ou com seu povo.
[2]Tobias: Um amonita que foi um dos principais opositores à Neemias na reconstrução de Jerusalém. Era um provável oficial de alto escalão do governo persa. Ele e seus filhos se casaram com mulheres judias. Embora tenha sido recebido no Templo pelo sumo sacerdote Eliasibe, foi expulso por Neemias.
[3]Gesém: Chamado na Bíblia de arábio, acredita-se que foi um governador edomitas ou persa. Juntamente com Sambalate e Tobias, foi um dos principais opositores de Neemias na reconstrução de Jerusalém.
[4]Congregar: Reunir; juntar. Se reunir ou se juntar com outras pessoas.
[5]Ono: Citado no livro de Neemias (Ne 6:2), esse vale ficava a, mais ou menos, 32 quilômetros de Jerusalém.
[6]Cativeiro da Babilônia: Também chamado de Exílio ou Cativeiro da Babilônia, é o nome geralmente usado para designar a deportação em massa e exílio dos judeus do antigo Reino de Judá para a Babilônia por Nabucodonosor II. Este período histórico foi marcado pela atividade dos profetas do Antigo Testamento, Jeremias, Ezequiel e Daniel. A primeira deportação teve início em 598 aC.. Jerusalém é sitiada e o jovem Joaquim, Rei de Judá, rende-se voluntariamente. O Templo de Jerusalém é parcialmente saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilônia. Zedequias, tio do Rei Joaquim, é nomeado por Nabucodonosor II como rei vassalo. Precisamente 11 anos depois, em resultado de nova revolta no Reino de Judá, ocorre a segunda deportação em 587 aC. e a consequente destruição de Jerusalém e seu Templo. Governando os poucos judeus remanescentes na terra de Judá - os mais pobres - ficou Gedalias nomeado por Nabucodonosor II. Dois meses depois, Gedalias é assassinado e os poucos habitantes que restavam fogem para o Egito com medo de represálias, deixando a terra de Judá (ex-Reino de Judá) efetivamente sem habitantes e suas cidades em ruínas. É certo que o período de cativeiro "em Babilônia" terminou no primeiro ano de reinado de Ciro II (538 aC./537 aC.) após a conquista persa da cidade de Babilônia (539 aC.). Em consequência do Decreto de Ciro, os judeus exilados foram autorizados a regressar à terra de Judá, em particular a Jerusalém, para reconstruir o Templo. Esse cativeiro durou 70 anos.
[7]Neemias: Significa "Javé Conforta". Judeu, copeiro de Artaxerxes. Liderou um grupo que voltou do Cativeiro Babilônico para Jerusalém, onde foi governador e realizou reformas. Foi um homem de muita habilidade e coragem. É considerado um grande exemplo de liderança; uma de suas obras mais marcantes foi a reconstrução dos muros de Jerusalém sob forte oposição de Sambalate e Tobias. É o provável autor de um livro histórico do Antigo Testamento que leva o seu nome.
[8]Artaxerxes: Significa "Rei Poderoso" ou "Grande Guerreiro". É um nome próprio ou título (como César e Faraó) de três reis da Pérsia, dois dos quais são mencionados na Bíblia. 1) Artaxerxes I, apelidado de "Longímano" (mão longa), reinou de 464 a 424 aC. e proibiu a reconstrução do templo e de Jerusalém (Ed 4:7-23; 6:14). 2) Artaxerxes II, reinou de 404 a 358 aC. Ele deu a Esdras e Neemias autoridade e também mantimentos, ouro e prata para o Templo (Ed cap. 7; Ne 2:1-9; 13:6).
[9]Opróbrio: Desonra; vergonha.
[10]Principado: Dignidade de príncipe. Território cujo governo pertence a um príncipe ou a uma princesa. Mencionado na Bíblia também em referência a espíritos, sejam eles bons ou maus (1ª Co 15:24; Ef 1:21; 3:10; 6:12; Cl 1:16; 2:10,15).
[11]Potestade: Potência, força, poder. A divindade suprema, segundo a religião. Potentado.
[12]Hoste: Tropa, exército beligerante, corpo de exército. Bando, chusma, multidão.
[13]Cauterizado: Que sofreu aplicação de cautério (ferro quente, cáustico ou outro agente que queima e converte em escara (ferida de queimadura), ou destrói os tecidos a que é aplicado). Morto ou destruído por ação de ferro em brasa. Simboliza uma mente destruída (1º Tm 4:2).
[14]Lisonja: Bajulação. Agradar alguém por interesse.
[15]Elul: No calendário judaico, esse é o mês correspondente ao período de agosto e setembro.