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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Orações que Deus Não Recebe

Orações com interesses meramente
materiais ou por motivos injustos não 

apenas são recusadas por Deus como
também consistem em pecado
    Os fatores determinantes para o êxito de uma oração não são simplesmente a fé, a necessidade e nem mesmo a santidade; embora esses itens sejam de extrema importância (Mt 21:22; Sl 69:33; Jo 9:31), é necessário que se tenha em mente que, além da vontade ou propósito divino, é a sua intenção, ou seja: a razão que move o seu coração a te levar a pedir algo para Deus é o que pode definir se você será atendido ou não. No texto de Tiago 4:3 há uma perfeita explicação sobre isso: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.”; essa afirmação mostra claramente que a oração precisa ter um propósito justo que não vise simplesmente satisfazer nossos próprios prazeres, pois isso consiste numa forma errada de se dirigir a Deus. E, em seu contexto, ele vai além, mostrando a cobiça[1] como a causa das contendas devido ao fato de muitas pessoas lutarem entre si por seus objetivos em vez de  os pedirem a Deus,

sábado, 28 de dezembro de 2013

O Significado do Nome de Deus

"Senhor" significa "dono", isso
quer dizer que pertencemos a Ele;
portanto, sejamos obedientes, pois
a criatura deve ser submissa ao
criador
    Sabemos que o nome de Deus em hebraico é Javé [Jeová], que significa Senhor. Na verdade, Seu nome original é composto pelo tetragrama YHVH, que ninguém sabe como pronunciar. O motivo de ninguém saber a pronúncia deste nome é que em algum tempo na era da Lei, o povo estava proibido de menciona-lo; essa proibição era para que eles não sujassem o nome de Deus com os impuros lábios humanos. Naquela época, nos momentos em que era realizada a leitura pública dos rolos nas sinagogas, quando chegava no nome de Deus, YHVH, o sacerdote apenas lia uma nota na margem aonde dizia: "Está escrito, mas não se lê ''; e no mesmo local estava escrita a palavra que devia ser lida: "Leia-se Adonay ".

    Vejamos aqui seus principais atributos, que são algumas das expressões mais usadas para se referir à Jeová [Senhor] no Antigo Testamento:

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Buscando Orientação Divina Antes de Tomar Decisões

São tantas as dúvidas que surgem
em nossa vida que, muitas vezes,
nem sabemos que direção tomar;
essa é a razão pela qual não
devemos agir por nós mesmos,
pois só Deus conhece o nosso
caminho
    Nossas decepções têm uma só origem: a falta de orientação divina na hora de tomar decisões. A autoconfiança levada pela vontade ou pela necessidade de uma resposta rápida nos impulsiona a agir por nós mesmos e, ignorando a supremacia[1] de Deus ou ingenuamente crendo que Ele sempre aprova nossos negócios, não nos damos ao trabalho de pedir sua orientação e esperar pela sua resposta. Mas esse mal não é uma exclusividade dos dias atuais, pois há quase três mil anos atrás, como está escrito em Provérbios 16:1, o sábio professor Salomão dava uma lição sobre isso ensinando sobre a falibilidade[2] dos projetos humanos diante de Deus: “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da boca”; em outras palavras, isso significa que você pode até fazer seus planos, mas é o Senhor Deus quem dá a última palavra. De nada adiantam projetos bem elaborados, altos investimentos, trabalho árduo e até mesmo a fé se Ele não estiver no negócio. A vontade do Senhor sempre prevalece acima de tudo, e se persistirmos em contrariá-lo, podemos até ter um sucesso temporário, mas o resultado é trágico.
A ovelha conhece a voz
do seu pastor; isso
significa que quando
não conseguimos
reconhecer a voz de
Deus, algo está errado
em nossa vida espiritual
    Porém, pelo que se pode observar, o maior problema da maioria dos crentes não é a falta de fé e nem a rebeldia em dar ouvidos a Deus, mas sim a dificuldade em entender se é Ele mesmo quem está falando ou não, ou seja: falta de discernimento espiritual; e é esse um dos dons que, tanto em sentido coletivo quanto individual, a Igreja necessita com mais urgência atualmente, pois nele está a diferença entre o fracasso e o sucesso. O crente não pode de forma nenhuma se conformar em não reconhecer a voz de Deus, pois de acordo com o que Jesus ensina em João 10:1-5, as ovelhas conhecem a voz do seu pastor; baseados nesse contexto, podemos então concluir que aquele que não reconhece a voz do Senhor não é uma ovelha, ou seja: não é um crente verdadeiramente íntimo em sua relação com o Pai Celestial. É aí que entra a necessidade do discernimento, o qual o apóstolo Paulo classifica em 1ª Coríntios 12:10 como o dom de discernir espíritos; e é por meio dele que você vai ter condições e autoridade de julgar entre o que é de Deus, do homem ou de Satanás, dessa forma não sendo enganado por líderes mal-intencionados, falsos profetas, profetizadores movidos pela emoção, pregadores egocêntricos[3], mestres contrários aos princípios bíblicos e os enganos do seu próprio coração. E, como todos os dons, esse também é conquistado por meio de oração. Muita oração.
A morte não avisa quando vai
chegar, por isso devemos estar
sempre alertas, tendo em mente
que os mais importantes
projetos da nossa vida são
aqueles que incluem o plano
divino da salvação
    Em Tiago 4:13-16[4], existe uma clara demonstração de como é importante pedirmos a orientação divina em nossos projetos: primeiro, ele ensina que nossa vida é frágil e a morte imprevisível e, depois, conclui ensinando que devemos considerar que nossos desejos somente se realizarão se Deus quiser que assim seja feito. Da mesma forma, aprendemos no Salmo 127:1,2[5] que se o Senhor não estiver na direção dos nossos planos, todo o nosso trabalho é em vão. No texto de Isaías 55:7,8 conseguimos entender o porquê de Deus agir dessa forma: Ele sabe o que é bom para nós e conhece o melhor caminho para que não venhamos a errar o destino. Tomar decisões sem consulta-lo é o mesmo que caminhar de olhos fechados sem nenhum objeto de apoio ou ninguém para guiar e, da mesma maneira, procurar ajuda no lugar errado é o mesmo que ser guiado por um cego (Lc 6:39).
A rejeição à voz de Deus é a pior
decisão que o homem pode tomar;
pois, além de demonstrar falta de
fé e temor, indica também que ele
acredita que possa viver por si
próprio, o que consiste no grave
pecado de apostasia: o desvio
consciente da fé
    Muitos cristãos também não buscam orientação divina antes de tomar decisões porque não creem que Deus está no controle da sua vida ou não se conformam com sua vontade para com eles. E esse é o motivo do fracasso de muitos casamentos em que as pessoas olharam mais para a aparência ou o poder aquisitivo, a desilusão de vários anos perdidos em cursos e faculdades visando apenas o lucro daquela profissão sem considerar sua vocação, grandes investimentos em negócios que pareciam rentáveis, mudança de um lugar para o outro ambicionando lucros financeiros e até a saída de uma igreja para outra visando apenas crescimento ministerial; todas essas coisas, quando feitas sem que se tenha ouvido previamente a voz de Deus, resultam em decepção, tristeza, desânimo, falta de fé e até doenças como, por exemplo, a depressão. E essas consequências, dependendo de cada caso, tanto podem ser castigo pela desobediência, como também uma experiência ou uma oportunidade para uma segunda chance; mas o fato é que, seja como for, esse é o preço por quererem agir por si mesmos não aceitando a supremacia de Jeová em sua vida (Rm 6:23). Se o próprio Senhor Jesus Cristo, num momento de grande agonia, orou dizendo que se Deus quisesse que o livrasse daquela situação, mas que todavia se fizesse a vontade dEle e não a sua (Mt 22:41,42), quem somos nós para nos opormos à soberania[6] divina impondo o nosso querer? Determinar ou “profetizar” bênçãos é uma forma de dizer: “Deus, o que importa é a minha vontade e não a tua!”. Lembra do que Ele disse ao profeta Jeremias sobre os que profetizam bênçãos sem que Ele tenha mandado (Jr 14:13-16)? Cuidado! Isso é muito perigoso (2ª Pe 2:1-3)!
De todas as formas das quais Deus
faz uso para falar conosco, a única
que não pode ser alterada é a
revelação da sua vontade nas
Sagradas Escrituras; porém, para
não ser enganado, é preciso
buscar o conhecimento através de
sua leitura, e não simplesmente
acreditar em tudo que se ouve
    De fato, as Escrituras Sagradas são muito claras em relação à necessidade de haver direção espiritual em nossa vida. Mas, é ainda preciso saber que Deus fala de várias formas e que nem sempre vai se dirigir a nós da forma que esperamos. Seja por meio da profecia, Palavra pregada, sonho, um sentimento colocado no coração, resposta a um sinal que pedimos ou até mesmo no silêncio, uma coisa extremamente importante que precisamos entender é a seguinte: não basta ter fé, discernimento e a graça de obter uma resposta, acima de tudo, é preciso estar disposto a obedecer a sua voz mesmo que sua vontade pareça desfavorável diante da situação; pois isso é demonstração de fé e Ele não se agrada de incredulidade (Hb 11:6). Buscar a orientação divina antes de tomar qualquer decisão é uma forma de dizer: “Senhor, reconheço que sou dependente de ti e aceito o seu domínio sobre a minha vida!”; essa também é uma forma de adoração: um meio de glorifica-lo. Nada devemos fazer sem oração, pois, sem Deus, de nada somos capazes (2ª Co 3:5) e nossos planos acabam falhando (Lc 12:16-21). É ainda preciso ressaltar que para nos achegarmos diante de seu santo trono em busca de orientação é necessário que estejamos com nossas vestes limpas, ou seja: vivendo em santidade (Ec 9:8; Sl 139:24).




[1]Supremacia: O poder supremo, perfeitamente independente e superior a todos os poderes. Superioridade ou grandeza maior que todas as outras. Hegemonia, preponderância, proeminência.
[2]Falibilidade: Qualidade daquilo ou de quem é falível. Possibilidade de errar.
[3]Egocêntrico: Pessoa especialmente interessada em si mesma e em tudo quanto lhe diga respeito, normal nas crianças de menos de sete anos.
[4]Desvanecer: Desaparecer.
[5]Sentinela: Guarda, vigia.
[6]Soberania: Domínio; autoridade. Caráter ou qualidade de soberano. Autoridade suprema. Autoridade moral considerada como suprema; poder supremo, irresistível.

Jonas M. Olímpio

terça-feira, 2 de abril de 2013

Suicídio: O Fim do Sofrimento Terreno e o Início do Tormento Eterno

Desistência é um ato extremo
de alguém que pensa que não
há mais possibilidades para
prosseguir; porém, os que
realmente servem a Deus
sabem que não há motivo
algum para assassinar a sua
própria esperança
    Depressão, loucura ou tormento maligno? O que pode levar uma pessoa a tirar a sua própria vida? O stress excessivo acompanhado de problemas aparentemente insolúveis, o desequilíbrio mental em nível descontrolado e a falta de Deus na vida daqueles que só fazem a vontade de Satanás são as explicações básicas para qualquer caso de suicídio. Analisando superficialmente, podemos entender que as pessoas se matam porque seus problemas chegaram a um limite que elas não mais podem suportar e acreditam que com o fim da vida ocorre também o fim não só do corpo, mas também de todo o seu ser interior, causando, consequentemente, o fim de todos os seus problemas, dores e tristezas. No entanto, as Escrituras Sagradas nos ensinam exatamente o contrário, pois, como está escrito em Hebreus 9:27, após a morte vem o juízo, ou seja: o julgamento divino. E, como bem sabemos, onde existe julgamento existe absolvição ou condenação e, sendo assim, o futuro daquele que é julgado depende daquilo que ele fez antes de chegar ao tribunal. Portanto, a

sábado, 7 de julho de 2012

Por que precisamos frequentar a igreja?

Igreja é um lugar de aprendizado,
valorização e prática de tudo o que
a Bíblia ensina sobre santificação,
amor e comunhão.
    Essa é uma pergunta muito comum, não somente fora, mas também dentro da igreja. Pois muitos evangélicos têm questionado a necessidade de frequentar os cultos e de serem membros de uma congregação para adorar, servir e ter comunhão com Deus. O argumento desses “crentes sem igreja”, ou “desigrejados”, é o seguinte: “Se Deus está em todos os lugares, por que eu preciso buscá-lo dentro de um templo?”; e, baseando-se na superficialidade de uma tese meramente racional, ou seja: de uma opinião levada pela ótica humana sem se considerar seu significado espiritual, eles chegam à conclusão de que as instituições religiosas somente querem ganhar fama e se enriquecer às custas de seus membros não ajudando em nada na comunhão entre o homem e Deus, e assim decidem que podem muito bem servir ao Senhor sozinhos. De fato, não podemos negar a existência de líderes corruptos, mas o fato de haver corrupção em todas as instituições existentes na terra, não nos dá o direito de fugir dos meios de convívio social que participamos, não é mesmo? E por que com a igreja do Senhor seria diferente? Será que ela é mais imunda do que a política, os ambientes de trabalho, as escolas e todos os outros lugares? A grande verdade é que o maligno espírito da hipocrisia trabalha na mente humana de uma tal forma que, de todas as maneiras, ajuda o homem a arrumar uma desculpa para afastar-se de seu Criador.
Ser membro de um corpo representa
caminhar junto com pessoas que
creem, pensam e agem da mesma
forma, tendo todas em comum o
mesmo destino.
    Ser cristão não é o simples fato de acreditar, mas sim fazer parte do Corpo de Cristo[1]! Será que isso é só uma questão de opinião? Então vejamos o que a Bíblia diz sobre isso: na primeira Epístola à Igreja da cidade de Corinto, capítulo 12 e versículo 12, o Apóstolo Paulo escreveu o seguinte: Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Aqui ele esclarecia aos crentes coríntios várias dúvidas em relação aos dons espirituais. E não há como questionar que quando ele menciona a palavra “membros” e “corpo”, está se referindo a cada irmão como membro do Corpo de Cristo, ou seja: a toda a congregação[2] como uma igreja[3] cristã. A palavra “igreja” vem do grego “ekklesia”, e significa “chamados para fora (ek: para fora; klesia: chamados) e, dentro do contexto bíblico é definida como reunião, congregação, assembléia[4] ou ajuntamento de pessoas com objetivo religioso e, na língua portuguesa, normalmente também a usamos para nos referir à construção física do local de culto que na Bíblia é traduzida como templo. Então, de acordo com o texto bíblico que acabamos de ler, Paulo estava falando com uma igreja e não com crentes de modo individual, pois o sentido de suas palavras nos dá a perfeita noção de união; isso quer dizer que ele estava ensinando sobre algo que não poderia ser praticado com perfeição por uma pessoa isolada de grupo. Antes de prosseguir, tenho só uma pergunta: um membro consegue permanecer vivo se for amputado do corpo?
Todo rebanho precisa de um pastor,
pois foi para isso que o Senhor Jesus
separou muitos de seus servos;
aqueles que acham que podem se
apascentar sozinhos são ovelhas
rebeldes perdidas fora do aprisco,
totalmente vulneráveis aos ataques
do lobo e que enquanto não se
juntarem às demais, não podem ser
consideradas como parte do rebanho
do Supremo Pastor.
    A Bíblia nos ensina a amar e ter comunhão[5] com os irmãos; mas como posso dizer que amo e que tenho comunhão se não consigo nem me sentar ao lado deles para adorar a Deus? É realmente indiscutível o fato de que a má conduta de alguns - principalmente dos de cima - nos levam a ver a instituição chamada igreja com maus olhos, porém não devemos deixar que nossos sentimentos carnais nos ceguem a ponto de enxergarmos a igreja simplesmente como uma instituição e não como a união dos membros do Corpo de Cristo. Não podemos permitir que as dificuldades nos impeçam de aceitar que o Senhor cumpra os seus propósitos em nossa vida. É necessário entender que sempre haverá “razões” para não fazermos o que é certo, mas que se deixarmos a carnalidade de lado e pedirmos visão espiritual, conseguiremos enxergar que, em meio a tantas contrariedades, há muitos motivos sim para fazermos parte da Igreja do Senhor e adorá-lo não só em espírito, mas também em verdade dentro dos templos construídos para a reunião dos seus servos, pois ir ao templo é:
  • Sinal de alegria (Sl 122:1);
  • Demonstração de comunhão (2ª Co 9:12);
  • Ter desejo de louvar (Sl 149:1);
  • Prova de amor (At 2:42);
  • Ter vontade de aprender a Palavra (At 15:31[6]);
  • Sentir necessidade de testemunhar as bênçãos (At 15:4);
  • Assumir o compromisso pregar a Palavra (At 5:20);
  • Compartilhamento dos dons (2ª Co 9:13[7]);
  • Procurar um lugar apropriado para orar (At 3:1[8]);
  • Fazer parte de um povo que foi ajuntado por Deus (Is 56:7,8);
  • Querer sentir-se edificado firme na Rocha que edificou a Igreja (Mt 16:18);
  • Desejar viver de acordo com os procedimentos divinos (1ª Tm 3:14,15).
De fato, os escândalos dos obreiros
fraudulentos tem desincentivado a
muitos de participarem de qualquer
instituição religiosa, mas o nosso
alvo é Jesus Cristo e é para Ele que
devemos olhar; não podemos
permitir que nada nos separe do
seu amor.

    É claro que não devemos encarar nossa freqüência no templo como uma condição para a salvação (Jo 4:20,21); mas se realmente queremos ser chamados de servos[9] do Senhor, não há como trabalharmos para Ele, estando fora da sua casa. Além do mais, se, como dizem alguns, a existência de templos fosse desnecessária ou até mesmo reprovada por Deus, Ele não teria, desde o princípio, mandado construir o tabernáculo e posteriormente um templo; e, já no Novo Testamento, todas as epístolas, incluindo as cartas do Apocalipse não teriam sido endereçadas às igrejas tendo como destinatários os seus pastores. O fato de, desde os tempos bíblicos até hoje, muitas vezes o Senhor ter corrigido as igrejas, não significa que ele seja contra a existência de seus templos, muito pelo contrário, a correção sempre foi para uma melhor qualidade nos cultos prestados a Ele (1ª Co 14:39,40). 
Somos frágeis seres feitos de barro
que sozinhos tem dificuldades para
se manter de pé; a união é um fator
fundamental, pois quando um cai,
há vários outros para ajudá-lo a
se levantar.
    Conforme vimos em 1ª Coríntios 12:12, se o Corpo é um, significa que Ele não pode estar dividido, pois um corpo dividido não tem vida; então para estarmos espiritualmente vivos devemos estar unidos. O corpo tem muitos membros; como sabemos, cada membro tem sua função específica para que tudo funcione bem. E os membros, apesar de serem muitos, são um só corpo; isso quer dizer que não importa a função de cada um, mas todos fazem parte do mesmo Corpo e que se forem desligados dEle não terão utilidade. Fazer parte de uma congregação é extremamente importante para a sobrevivência do crente: veja só esse exemplo: a Bíblia menciona a existência de vários dons e, de uma forma ou de outra precisamos de todos eles; porém, ninguém exerce absolutamente todos, mas somente na Igreja, juntamente com nossos irmãos, sendo um só Corpo, podemos compartilhar de todos eles. E, só para finalizar, o único lugar que sabemos que não haverá templo será no céu (Ap 21:10,22).


Comunhão não é algo que existe
por si só: ela depende da união; uma
das coisas que Jesus mais ensinou foi
a prática do amor, e como posso
dizer que amo se não estiver unido
em comunhão com os meus irmãos?
Viver somente para si mesmo e dizer
que está cumprindo a vontade de
Deus é hipocrisia!
[1]Corpo de Cristo: A Igreja e seus membros (1ª Co 12:12-31; Ef 4:16; 5:30).
[2]Congregação: [do grego: Ekklesia]. Reunião de cidadãos chamados para fora de seus lares para algum lugar público, assembléia. Assembléia do povo reunida em lugar público com o fim de deliberar. Assembléia dos israelitas. Qualquer ajuntamento ou multidão de homens reunidos por acaso, tumultuosamente num sentido cristão. Assembléia de Cristãos reunidos para adorar em um encontro religioso. Grupo de cristãos, ou daqueles que, na esperança da salvação eterna em Jesus Cristo, observam seus próprios ritos religiosos, mantêm seus próprios encontros espirituais,  e administram seus próprios assuntos, de acordo com os regulamentos prescritos. Aqueles que em qualquer lugar, numa cidade, vila, etc, constituem um grupo e estão unidos em um só corpo. Totalidade dos cristãos dispersos por todo o mundo. Assembléia dos cristãos fieis já falecidos e recebidos no céu. Israel considerado como povo ou nação (Êx 12:3). O povo reunido, especialmente para fins religiosos (1º Rs 8:14; Hb 10:25).
[3]Igreja: Grupo de seguidores de Cristo que se reúnem em determinado lugar para adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (Rm 16:16). A totalidade das pessoas salvas em todos os tempos (Ef 1:22).
[4]Assembléia: Reunião sagrada, política ou festiva). Ajuntamento, companhia, grupo. Conselho. Convocação. Organização.
[5]Comunhão: Associação com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e na sua vivência (1ª Co 1:9; 10:16; 2ª Co 13:13; Fp 2:1; 3:10; 1ª Jo 1:3,6,7). Relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns; parceria (At 2:42; 2ª Co 6:14; Gl 2:9; Fm 1:6).
[6]Exortar: Aconselhar; animar; encorajar (Rm 12:8; Tt 2:15). O verbo "exortar", que corresponde a parakaleo (no grego), não tem o sentido de "repreender".
[7]Liberalidade: Generosidade (2ª Co 9:13).
[8]Hora nona: A hora nona corresponde a 3 horas da tarde, pois a sexta hora dos judeus coincide com a décima segunda do dia tal como dividida pelo nosso método. A primeira hora do dia judeu equivale a 6 horas da manhã para nós.
[9]Servo: Empregado (Mt 25:14). Escravo (Gn 9:25). Pessoa que presta culto e obedece a Deus (Dn 3:26; Gl 1:10).

Jonas M. Olímpio

sábado, 30 de junho de 2012

Quem foi a mulher de Caim?

Esse estudo foi elaborado para responder a uma pergunta feita por um irmão através do FaceBook.

Caim é sempre lembrado como
o primeiro assassino da
história da humanidade devido
ao fato de ter matado seu
irmão simplesmente por inveja;
sua história é um grande
exemplo de o quanto é perigoso
olharmos para Deus apenas
esperando que Ele aceite nossos
sacrifícios caso nosso coração
não seja puro diante dEle
    Lendo Gênesis 4:17, nos deparamos com a seguinte afirmação: "E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque;", e isso nos leva a pensar: quem era essa mulher? A Bíblia não revela a sua identidade e somente relata a criação de um casal - Adão e Eva -; então, de onde teria saído a esposa de Caim com quem ele teve seu filho Enoque? Baseados nesse texto que acabamos de ler, podemos afirmar que nessa época já haviam vários moradores na terra, pois ele diz que Caim edificou uma cidade; como seria possível edificar uma cidade para apenas uma família? Em Gênesis 4:14, Caim, após ter matado Abel, demonstrou preocupação com sua própria segurança dizendo que para onde fugisse, todo aquele que o achasse, o mataria; a quem ele estaria se referindo? Certamente, esse fato da discórdia entre ele e Abel surgiu quando ambos já eram adultos, e isso, naquele tempo, poderia significar centenas de anos. Em Gênesis 5:4 está escrito que Adão viveu 800 anos e gerou filhos e filhas; existe aí também uma grande probabilidade de que Eva possa não ter sido sua única esposa. Além do mais, em Gênesis 3:16, ainda no Éden, logo após terem comido do fruto proibido, Deus disse a ela: "Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos...", como se poderia multiplicar algo que não existisse? Isso nos leva a crer que antes do pecado eles já tivessem filhos; e em Gênesis 4:1, quando nasceu Caim, Eva disse: "Alcancei do Senhor um homem."; a expressão alcancei nos leva a cogitar a possibilidade de que já haveriam tentado antes, mas que não teriam conseguido um filho homem. Dessa maneira, poderia haver não somente essa cidade para onde Caim fugiu, mas ainda muitas outras, e seus habitantes teriam sido todos gerados pelos filhos dos filhos de Adão e Eva. Os textos bíblicos também não afirmam se na ocasião do homicídio, Caim já fosse casado; na expressão "conheceu Caim a sua mulher", a palavra "conheceu" se refere ao ato sexual e não ao fato de terem se encontrado pela primeira vez. Quanto a questão da pessoa dessa mulher, outro fator que dificulta sua identificação é que a cultura antiga tinha o costume de ocultar as mulheres não divulgando seus nomes: as genealogias bíblicas são um grande exemplo disso, pois nelas raramente aparece um nome feminino; para muitas pessoas parece um absurdo aceitar que ela fosse de sua própria família, mas é importante lembrar que os valores morais dessa época não eram os mesmos de hoje, e um grande exemplo disso está em Gênesis 20:12 que nos mostra que Abraão se casou com sua própria irmã, e isso aconteceu muito tempo depois da existência de Caim. Como bem sabemos, os atos de incesto consistem em pecado (Lv 18:6-18; 20:17; Dt 27:22,23), porém, Moisés somente promulgou essa lei mais ou menos 500 anos depois de Abraão. Concluindo: se a Lei só veio muitos anos depois, quem antes dela contaíu matrimônio com membros da própria família não estava em pecado, e esse foi o caso de Caim; portanto, sua mulher seguramente foi uma de suas irmãs ou sobrinhas.

Jonas M. Olímpio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem foi o apóstolo Pedro?

    Esse estudo foi elaborado para responder a uma pergunta de um membro da UBE (União de Blogueiros Evangélicos).

     Em 1ª Pedro 1:23 está escrito o seguinte: "Sendo de novo
Sem Jesus, Simão era apenas mais
um pescador com as redes vazias
lutando pela sobrevivência com
as próprias forças; assim é o ser
humano antes de conhecer o Mestre
pessoalmente.
gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
"; esse texto, cujo objetivo principal é mostrar a conversão do pecador através da Palavra, tendo sido escrito pelo próprio Pedro, mostra o grande milagre que o Senhor Jesus fez na vida dele. Sendo um dos maiores exemplos bíblicos de como Jesus transforma a vida de um ímpio, e também de como um crente pode passar por várias fases e crises antes de chegar ao ponto em que Deus o quer para usá-lo, Simão Pedro tem uma surpreendente história com a qual todos nós nos identificamos de alguma forma. Ele era um homem rude, de atitudes grosseiras, mantinha uma postura firme e aparentava ter pouca cultura; era pescador como muitos homens daquela época que dependiam da pesca para o sustento de sua casa e, muito provavelmente, mais um seguidor da Lei sem muito conhecimento das Escrituras. Morava na cidade de Cafarnaum (Mc 1:21) e a Bíblia indica que ele era casado, pois tinha uma sogra (Mc 1:30), mas não revela detalhes sobre sua família. Com pouco que sabemos sobre ele, o que podemos concluir, baseados na imagem que nos é passada por sua história, é que sua personalidade de caráter explosivo e coração duro não contribuiria em nada para que um dia viesse a ser um servo de Deus.
Mesmo com Jesus, assim como
muitos crentes, Pedro ainda
encontrava muitos obstáculos
para superar suas dificuldades;
não basta seguí-lo, é necessário
pedir que Ele transforme a sua
vida.
    Mas no dia em que Jesus foi apresentado a ele por seu irmão André tudo começou a mudar, inclusive o seu próprio nome e a sua profissão: de Simão, passou a ser chamado de Pedro - ou Cefas, que significa Pedra - (Jo 1:40-42) e de pescador de peixes, foi convidado a ser pescador de almas (Lc 5:10). Talvez, naquele momento, ele não tivesse entendido bem o peso da missão que havia acabado de receber, mas a aceitou prontamente (Lc 5:11), pois tinha acabado de testemunhar um grande milagre de Jesus que o fez pescar uma grande quantidade de peixes depois de uma noite inteira sem ter conseguido pegar nada. Talvez Simão tivesse agido pela emoção devido ao grande milagre que havia recebido, e também pelo fato de ter ouvido o próprio Messias lhe chamar de Pedro - um nome mais forte, que expressa poder -; mas, de uma coisa podemos ter certeza: Deus tem suas formas de agir através de cada um e, de maneira alguma, temos o direito de questionar o que se passa na vida de nossos irmãos e o por quê de cada um deles ter procurado a Cristo e estar seguindo-o.
Depois de ser cheio do Espírito
Santo, as coisas começaram a
melhorar na vida do apóstolo;
sem autoridade espiritual,
por mais que tentemos, não
conseguimos cumprir de forma
satisfatória todos os nossos
objetivos.
    Embora tenha mudado o seu nome, por várias vezes, Jesus ainda o chamou de Simão, e isso acontecia geralmente quando ele ainda dava reflexos de sua imaturidade espiritual ( Lc 22:31-34; Mc 14:37; Jo 21:15-17). Há muitos momentos em que o nosso velho homem parece querer ressuscitar através de nossas atitudes incompatíveis ao padrão de conduta exigido pelo Evangelho que aceitamos seguir, e é nesses momentos que o Espírito Santo desperta nossa consciência de alguma forma, fazendo-nos lembrar que recebemos um novo nome, ou seja: que adquirimos uma nova vida em Cristo e que as coisas dos tempos da escravidão do pecado devem ser deixadas para trás. Mas nem só de falhas vivia esse novo convertido, e uma de suas atitudes mais notáveis que nos servem de exemplo foi o fato de que quando Jesus interrogou seus discípulos sobre quem as pessoas, e eles próprios, achavam que Ele era, Pedro foi quem respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.(Mt 16:13-16); essa foi uma demonstração de que a comunhão com Deus já estava trabalhando naquele duro coração e que ele não seguia a Cristo por influências alheias, mas sim porque recebera do Altíssimo a revelação sobre quem Ele era (Mt 16:17). Pedro foi um homem muito privilegiado pelas tremendas experiências que teve em sua vida: andou sobre as águas (Mt 14:24-31); testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Lc 8:49-56)pescou um peixe que tinha uma moeda na boca (Mt 17:24-27); presenciou a transfiguração de Cristo (Mt 17:1-5); acompanhou a agonia de Cristo no Getsêmani (Mt 26:36-38); no momento em que Jesus foi preso todos os discípulos fugiram, mas ele continuou acompanhando a situação mesmo de longe (Mt 26:55-58); na sua pregação no dia de Pentecostes, quase três mil pessoas se converteram (At 2:37-41); curou um coxo na porta do templo (At 3:1-8); talvez até a sua sombra tenha curado alguns enfermos (At 5:12-16); Ananias e Safira morreram por terem mentido para ele (At 5:1-10); curou um paralítico na cidade de Lida (At 9:32-35); e, entre muitas outras coisas, ressuscitou Dorcas na cidade de Jope (At 9:36-41). Mas é claro, como acontece com todos nós, suas más atitudes parecem ter sido mais notadas e lembradas até os dias de hoje como, por exemplo: não entendeu bem a razão da crucificação e repreendeu o Senhor Jesus (Mt 16:21-23); mentiu (Mt 26:31-35); cortou a orelha do soldado Malco (Jo 18:8-11); por três vezes negou ser um seguidor de Cristo (Mt 26:69-75); a princípio, demonstrou preconceito contra os gentios (At 10:1-36) e foi repreendido pelo apóstolo Paulo por apresentar ter dupla personalidade (Gl 2:11-14).
Servir a Deus, muitas vezes,
pode parecer não ter muitas
vantagens; porém, quem
realmente sabe o que é viver
pela fé é que consegue
reconhecer o valor do
Evangelho e compreender que
a nossa maior recompensa
não está aqui, mas sim
preparada para a eternidade.
    Fazendo um balanço geral sobre a sua vida e conduta ministerial, ele não parece ser o tipo de obreiro que gostaríamos de ter ao nosso lado em qualquer tipo de trabalho da igreja. Porém, devemos saber respeitar o caráter de cada um e entender que Deus usa as pessoas da forma que elas são desde que, mesmo com suas falhas, elas estejam agindo de acordo com a sua vontade. Mesmo com todas as adversidades que enfrentou - muitas provocadas por ele mesmo -, sua vida serviu de exemplo para cristãos de todas as épocas e lugares, inclusive para nós hoje na situação em que vivemos; pois ele foi um pregador sem meias palavras e rebatia sem medo os falsos mestres das época, defendendo a verdade acima de tudo. Se antes ele não demonstrava ter muita cultura, no decorrer do exercício do seu ministério, ele superou essa dificuldade e chegou a escrever duas epístolas, as quais têm o seu próprio nome: a primeira, escrita por volta do ano 64dC., destinada aos cristãos judeus expulsos de Jerusalém que se espalharam ao longo da Ásia Menor, contendo doutrinas diversas; e, a segunda, escrita em 67dC., destinada a todos os crentes focando as heresias no meio da Igreja. Por falar em heresia, a igreja católica o considera como o primeiro Papa, baseando-se em Mateus 16:18; mas analisando detalhadamente o texto, percebemos que a Pedra em questão é o próprio Cristo e não Pedro; além do mais, se pelas leis católicas seus sacerdotes devem ser solteiros, como Pedro seria um Papa sendo que ele era casado? Finalizando esse breve resumo, segundo dados históricos, estando com uma idade já avançada, Pedro foi condenado à pena de morte, muito provavelmente, em 68dC., por ordem de Nero, que era o imperador romano que estava no poder na época; isso teria acontecido logo após o grande incêndio de Roma. Quando Pedro soube que o cumprimento de sua sentença seria consumado através de crucificação, ele próprio pediu aos carrascos que o crucificassem de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer da mesma forma que o seu Mestre. Levados por esse princípio, todos nós deveríamos ter a dignidade de saber que não somos dígnos de nada, inclusive de viver materialmente mais prósperos do que o Senhor Jesus, embora, é claro, Ele nos permita uma vida de conforto como participantes de sua graça. Que a semente da incorruptibilidade nasça e frutifique em nós da mesma forma que frutificou na vida do apóstolo Pedro.


Jonas M. Olímpio

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Qual é a importância da Santa Ceia?

Participar da Santa Ceia é muito
mais do que comer e beber; ceiar
significa tomar parte do
sacrifício que Jesus fez na cruz,
pois ela representa o seu corpo
e o seu sangue
    Muitas pessoas têm encarado o ato da Santa Ceia[1] como uma simples reunião que expressa a comunhão entre os membros da igreja, ou seja: só mais um culto entre tantos outros trabalhos que fazem parte da rotina ministerial. Mas, a Santa Ceia do Senhor é muito mais do que isso, porque, além da comunhão entre os irmãos, ela também é um memorial[2] da morte de Cristo, um ato sagrado e uma ordenança divina. Quando comemos do pão e tomamos do cálice estamos participando do Corpo e do Sangue de Cristo, relembrando seu vicário[3] sacrifício por nós, participando de uma celebração sagrada que merece total respeito e reverência, obedecendo a vontade do próprio Senhor Jesus que disse que deveríamos fazer isso em memória dEle e, logicamente, demonstrando que estamos unidos na mesma fé e no mesmo sentimento dos nossos irmãos que estão ceando conosco. Antes de prosseguirmos com esse estudo, pare um pouco para refletir e responda para você mesmo: “Qual é a importância que eu tenho dado para a Santa Ceia?
Pessoas em volta de uma mesa
significa união, e união
significa amor; essa é a
principal mensagem de Jesus
através da instituição da
Santa Ceia: pregar o amor
através da lembrança de seu
ato de sacrifício feito por
amor à humanidade
    Para entender melhor esse tão importante e delicado assunto, vamos analisar alguns detalhes da última Ceia de Jesus com os seus discípulos, conforme está relatado em Mateus 26:26-28: 26Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. 28Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento[4], que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Nessa ocasião, mesmo sabendo que estava muito próximo de ser crucificado, Jesus se preparava para comemorar a páscoa[5] com os seus discípulos. A páscoa é uma importantíssima festa para os judeus por representar sua libertação do Egito. Porém, comemorando-a, Jesus estava não simplesmente cumprindo mais uma tradição de seu povo, mas sim instituindo, a partir daí, mais um processo de libertação: a passagem da lei[6] para a graça[7]. A páscoa, para Israel é uma ação de graças[8] pela sua liberdade, e a Santa Ceia para nós é um ato de agradecimento pelo sacrifício de Cristo na cruz que proporcionou a nossa libertação. Um servo do Senhor não pode ser autêntico se não compreender e levar a sério o significado da Santa Ceia, o qual o nosso Mestre deixou bem claro nessa passagem:
Mt 26:26Eles estavam comendo, isso significa que estavam unidos numa reunião; Jesus abençoou o pão e o partiu entre eles: isso consiste num ato de agradecimento pelo sustento divino e compartilhamento da bênção. Aprendemos aí que participar do memorial do sacrifício de Cristo representa união e amor ao próximo, desde que esse ajuntamento seja feito com reverência[9] (1ª Co 11:17-22[10]).
Mt 26:27Pegando o cálice, e mais uma vez agradecendo, Ele ordenou que todos o bebessem. Esse cálice continha vinho, e assim como o pão simboliza o seu corpo, o vinho simboliza o seu sangue. Um corpo sem sangue não teria vida; portanto, podemos ainda entender que tomando do corpo e também do sangue significa que não somente fazemos parte, mas que também vivemos ativamente como membros da Igreja; esses dois elementos são indispensáveis no ato da Santa Ceia (1ª Co 10:16,17).
Mt 26:28No Antigo Testamento, o sangue derramado de animais era trazido para o santuário pelo sacerdote[11] como oferta pelo pecado. No Novo Testamento, Jesus Cristo, sendo o perfeito Sumo Sacerdote[12] por não ter pecado, fez, de forma definitiva, o perfeito sacrifício; o qual teve seu sangue derramado por muitos, os quais não eram sacerdotes, mas sim pecadores os que o mataram, representando assim o fato de que aquele que permanece no pecado é culpado pelo sangue de Cristo, que morreu por amar exatamente os pecadores; é necessário participar desse ato com mais absoluto temor, reverência, sinceridade, consciência e santificação porque o nosso Senhor não aceita dividir sua glória com ninguém (1ª Co 10:21-23[13]).
A Páscoa lembra a libertação dos
judeus, tendo também como
símbolo o sangue do cordeiro, o
qual era colocado na porta como
sinal para que o primogênito da
família não fosse morto; a Ceia
tem como símbolo o sangue do
Cordeiro Imaculado, o qual
derramou seu sangue sobre o
madeiro para que nós tenhamos
uma oportunidade de não sermos
destruídos pelo pecado
    Na primeira epístola que escreveu aos coríntios, o apóstolo[14] Paulo dá um ensinamento mais detalhado sobre a importância e a condição para se participar da Ceia do Senhor, vejamos os seus principais pontos e quais as principais lições sobre os princípios cristãos que aprendemos com ela:
  • (1ª Co 11:23) Foi naquela noite que Judas[15] traiu Jesus, mas saber que estava sendo traído não diminuiu seu amor pelos pecadores; nada podia impedir seu propósito. O que temos aí é uma grande lição de determinação, amor, compreensão e perdão, que são as principais características dos princípios cristãos; pois, se Ele quisesse, poderia ter impedido a traição, se vingado de Judas, destruído seus inimigos e se livrado de todo aquele sofrimento, mas se tivesse feito isso, estaria desistindo do grande propósito do plano de salvação da humanidade. A Santa Ceia nos ensina que devemos persistir em analisar se estamos cumprindo os propósitos de Deus em nossa vida (Sl 26:2[16]).
  • (1ª Co 11:24) Gratidão e compartilhamento sempre estiveram entre as principais características de Jesus. Mesmo sabendo da grande agonia que passaria pelas próximas horas, Ele se manteve firme até o fim, cumprindo na prática tudo aquilo que ensinava. Essas são algumas das qualidades que sempre deverão ser lembradas juntamente com o seu sacrifício, cada vez que cearmos em memória dEle. O pão sempre foi um dos principais alimentos para os judeus, reparti-lo entre seus seguidores dizendo ser o seu corpo significa que aqueles que o comem estão se alimentando espiritualmente. A prática da Santa Ceia em memória dEle tem como objetivo não permitir que seus servos jamais se esqueçam de seu sacrifício por eles (Jo 6:48-54[17] [18]).
  • (1ª Co 11:25) Depois de comerem o pão, semelhantemente também agradeceu pelo vinho e o repartiu dizendo que aquele cálice era o Novo Testamento no seu sangue, ou seja: isso representa o novo pacto que foi feito por Deus com o seu povo por meio do sangue do seu filho que seria derramado na cruz. Naquele tempo, os pactos costumavam ser concluídos através do sacrifício de animais, e nesse ato havia derramamento de sangue; no Antigo Testamento, derramar sangue como sacrifício simbolizava dar a vida daquele ser que foi sacrificado pela vida da pessoa por quem está sendo oferecido o sacrifício. Mas por que o sangue? O sangue é um líquido puro e serve como uma espécie de lubrificante dentro do corpo; sem ele, os membros não têm vida. Quando tomam o cálice da Santa Ceia, os servos de Deus estão reconhecendo que aceitaram o sacrifício de Cristo e, de certa forma, “renovando” o compromisso que firmaram com Ele quando se converteram ao Evangelho, reconhecendo também publicamente que morreram para o mundo e agora vivem por Ele e para Ele (Jo 6:55-57).
  • (1ª Co 11:26) O mundo tem vários memoriais de seus personagens famosos que são “imortalizados” através de estátuas, quadros, objetos e construções, os quais mantém viva a sua memória; da mesma forma, o Filho de Deus instituiu a Santa Ceia para que seu sacrifício fosse lembrado por todas as gerações futuras, e ela tem um significado a mais que vai muito além dos memoriais humanos: ela serve não só para lembrar que Ele existiu, mas torna aqueles que participam dela como parte de sua existência, ou seja: não somos meros espectadores, somos parte do Corpo de Cristo cada vez que anunciamos sua morte. E manter viva a sua memória é também uma forma de ganharmos almas, mostrando aos pecadores o que o nosso Salvador fez por eles e como transformou a nossa vida, para que tenham uma oportunidade de não serem confundidos com as enganações do maligno (1ª Jo 2:28).
  • (1ª Co 11:27) Participar da Ceia indignamente é praticar um ato sagrado sem estar vivendo de acordo com a vontade de Deus; os sacerdotes que entravam no santuário em pecado eram punidos severamente com a morte, pois deveriam se purificar e se santificar antes de oferecerem algo ao Senhor, pois eles estavam mexendo com o sangue dos sacrifícios que serviam para perdoar pecados e estavam diante de Deus; e como Ele é puro, aquele ritual exigia pureza. Tomar a Ceia estando em pecado é o mesmo que dizer: “Senhor, eu sei que tu morrestes para perdoar meus pecados, mas para mim sua morte foi em vão porque eu continuo pecando conscientemente”. Na época da lei mosaica[19], qualquer culpado de sangue, quer fosse o assassino ou o mandante do assassinato de um inocente, era punido com a morte; agora, na época da graça, a morte dos culpados pelo sangue de Cristo pode representar várias outras coisas, incluindo a pior de todas: a morte eterna, a qual é destinada àqueles que se deixam ser usados por Satanás (Jo 13:21-27[20] [21]).
  • (1ª Co 11:28) Antes de se achar no direito de tocar no Corpo de Cristo para tomá-lo, é necessário um completo e detalhado autoexame de sua saúde espiritual. É importante observar que aí ele diz: “Examine-se o homem a si mesmo.”; ele não está falando para a Igreja ou a sua liderança examinar uns aos outros, mas sim para cada pessoa se julgar se está com sua vida espiritual em ordem ou não. Pois somente quem sabe de sua situação interior, além de Deus, é você mesmo. Nossa consciência é uma balança que pesa as consequências de nossos atos, permitindo-nos saber se teremos condições de suportar o peso daquilo que queremos fazer; desrespeitar esse parâmetro significa errar conscientemente e, a partir daí, somos responsáveis pelas nossas decisões e, por isso, não temos desculpas para justificar nossos pecados. Tomar a Santa Ceia indignamente, para um conhecedor da Palavra, é o mesmo que cometer um crime conhecendo a lei: mesmo que a vítima o perdoe, ainda terá que arcar com as penalidades legais. Espiritualmente falando, a melhor coisa a fazer, se estiver em pecado, é admitir seu erro, consertá-lo e, só assim, tomar parte daquilo que é sagrado (Mt 6:24[22]).
  • (1ª Co 11:29) Na Igreja de Corinto[23] havia um grave problema que era a mistura das coisas sagradas com as coisas profanas[24]; pois pessoas que participavam de rituais dedicados aos ídolos mundanos estavam no meio do povo de Deus participando daquilo que é santo. Tratava-se de pessoas sem compromisso com os princípios cristãos, mas que acreditavam estar agradando verdadeiramente ao Senhor. Isso é falta de discernir o Corpo de Cristo, ou seja: falta de entender o significado do seu sacrifício e da celebração em sua memória, achando que as coisas sacrificadas aos demônios - que eles tinham como ídolos - tivessem o mesmo valor que as coisas santas e pudessem ser misturadas à elas; queriam participar do culto pagão[25] e do culto cristão ao mesmo tempo: isso é falta de discernimento ou, simplesmente, falta de saber diferenciar entre o que é puro e o que é impuro. Esse culto irracional é tão prejudicial que leva à condenação de quem o pratica; por isso, tenhamos cuidado em não contaminar o santo com o profano porque Deus não aceita sacrifícios impuros e pune aqueles que os oferecem (Rm 2:5-9[26] [27]).
  • (1ª Co 11:30) Por participar da Ceia indignamente, muitos estavam fracos e doentes, e muitos já dormiam, ou seja: já haviam morrido. Não é nenhum exagero interpretar esse texto de forma literal, pois se Ananias e Safira foram mortos simplesmente por mentirem ao servo do Senhor, por que crentes negligentes não poderiam ficar fracos e doentes, chegando até mesmo a morrer literalmente? Hoje, devido a imensa graça de nosso Salvador, vemos essas palavras se cumprirem de uma forma um pouco mais branda: podemos entender que fracos são aqueles que caminham com grande dificuldade espiritual; doentes são os que estão gravemente contaminados pelo pecado; e mortos são os membros que, mesmo estando ainda no meio da igreja, já se entregaram totalmente ao mundanismo e não têm - e muitos nem se esforçam para ter - condições para resistir às armadilhas do inimigo. Essas três classes de doentes espirituais - fracos, doentes e mortos - representam três diferentes estágios pelos quais passam aqueles que, conscientemente, participam da Mesa do Senhor de forma indigna, não valorizando devidamente a importância desse ato (Sl 38:4-6[28]).
  • (1ª Co 11:31) Julgar-se a si mesmo é algo muito mais complexo do que parece: trata-se de olhar para si próprio e, ao invés de ficar admirando apenas suas boas qualidades, procurar enxergar seus defeitos na intenção de corrigir seus erros; engolir o orgulho e pedir perdão em vez de persistir na arrogância de seu próprio ego; voltar atrás não se importando com o que pensam os outros, mas se preocupando em agradar ao Senhor; não se julgar infalível, mas admitir suas fraquezas e buscar sempre orientação para consertar suas falhas. Quem corrige a si mesmo evita a desagradável situação de ser corrigido pelas demais pessoas. É claro que não se pode negar que, na realidade, independentemente de estarmos certos ou errados, sempre haverá alguém, desprovido do Espírito Santo e com a língua afiada pelo Diabo, disposto a nos julgar; mas, estando nós com a consciência tranquila, não temos o que temer, porque a injustiça desse mundo nada pode contra a justiça de Deus. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus; porém, os que não andam em seu estreito caminho estão a mercê[29] da impiedosa justiça humana que é aquela que condena sem piedade ou chance de defesa. Participar das coisas santas exige integridade e retidão, e isso inclui julgar a si mesmo para não ter que passar pelo vexame do julgamento alheio (1ª Pe 2:15).
  • (1ª Co 11:32) Obviamente, é impossível que, como seres humanos, jamais venhamos a cometer erros que desagradem ao nosso Pai; e, quando um filho erra, é natural que um pai que se preze corrija-o. E a correção - inclusive a correção de Deus -, a princípio, não parece ser nada agradável; mas, o objetivo de sua disciplina[30] não está focalizado no castigo e sim no ensinamento para que saibamos que a nossa atitude está errada e que não voltemos a cometê-la. O julgamento do Senhor, cuja finalidade é evitar nossa condenação com o mundo, muitas vezes parece ser duro e até exagerado; mas, se pararmos para analisar nossa situação como pecadores, veremos que, ainda que nos sintamos machucados, estamos sendo tratados com muito mais misericórdia do que merecemos diante do pecado que cometemos. Por isso, ao invés de questionarmos as palavras trazidas por um pregador, as profecias entregues por um servo de Deus, as atitudes tomadas pelo pastor da igreja ou os conselhos de um irmão que tenha comunhão espiritual, devemos, primeiramente, julgar nossas próprias atitudes e encarar essas correções como o privilégio imerecido de estarmos recebendo mais uma oportunidade de reparar um erro em vez de sermos destruídos fulminantemente por causa dele (Hb 12:6-11[31]).
Cristo substituiu o sacrifício de
animais pelo seu próprio sacrifício
porque nós, humanos pecadores, não
temos condições de oferecer um
sacrifício perfeito para pagar por
nossos pecados. Na religiosidade da
lei, por mais que os animais levados
aos sacerdotes fossem perfeitos, o
coração de quem o oferecia era impuro;
então era necessário que um coração
puro fizesse um sacrifício definitivo
para pagar nossa dívida. Você tem
honrado dignamente o Cordeiro de Deus
por esse maravilhoso ato de misericórdia?
    As diversas religiões que professam o cristianismo, incluindo as inúmeras denominações evangélicas, têm diferentes interpretações e maneiras de celebrar a Ceia do Senhor; isso ocorre devido ao fato de que a Bíblia não definiu uma específica liturgia para a realização desse ritual. Alguns dos fatores aonde estão mais notáveis essas divergências são:
a)      Crer que essa celebração somente deva ser feita uma vez ao ano e durante a Páscoa;
b)      Acreditar que o pão e o vinho, depois de consagrados, se tornem literalmente o corpo e o sangue de Cristo. Alguns, inclusive, enterram as sobras;
c)      Ler obrigatoriamente o texto bíblico de 1ª Coríntios 11:23-32 e, alguns, até ao 34;
d)     Permitir que participem da Santa Ceia crentes não batizados nas águas, crentes fora de comunhão por terem cometido algum tipo de pecado, não crentes e crianças;
e)      Durante a distribuição esperar que todos recebam o pão e o cálice para que todos possam comer juntos.
    Mas, em sua grande maioria, as igrejas pentecostais[32] optaram pelas seguintes normas de procedimento:
a)      Celebrar mensalmente, pois a Ceia não é Páscoa;
b)      Considerar o pão e o vinho como símbolos do corpo e do sangue de Cristo. E não há razão para enterrar as sobras, pois Ele ressuscitou e não existe motivo para sepultá-lo novamente;
c)      Por se tratar de um memorial de sua morte, pode-se ler qualquer passagem bíblica que lembre seu sacrifício na cruz. No caso de se fazer a leitura em 1ª Coríntios capítulo 11 a partir do versículo 23, não há necessidade de  mencionar os versículos 33 e 34 porque eles se referem especificamente a alguns membros da igreja de Corinto naquela época que comiam desordenadamente transformando o culto em um simples banquete;
d)     Somente aconselhar - e não obrigar - que apenas participem da Ceia pessoas crentes, batizadas nas águas, que estejam em comunhão com a igreja e que sejam adultas;
e)      Não importa a ordem da distribuição ou do momento que se deva comer os elementos da Ceia, porque o que expressa a união entre os irmãos é o fato de estarem em comunhão uns com os outros, e não o simples detalhes de comerem juntos.
    Há muitas outras questões que se considerar; mas, na
As diferenças litúrgicas da
celebração da Ceia do Senhor em
cada igreja não diminuem o seu
valor; o que desmerece o seu
significado é a indiferença com
que alguns cristãos a encaram
pela irreverência e falta de
valorização.
verdade, o que realmente importa é participar com sinceridade e desejo ardente no coração de, a cada oportunidade, poder novamente confirmar que é um membro ativamente participante do Corpo de Cristo, mantendo uma vida de comunhão com todos e santificação diante de Deus (Hb 12:14).

  
Jonas M. Olímpio
 

As dissensões na igreja de Corinto
levaram o pastor Paulo a se
preocupar com as atitudes de alguns
membros que participavam
indignamente do santo memorial da
morte de Cristo. Tocar em algo
sagrado com as mãos impuras é
abominação diante do Senhor; e
aquilo que Ele abomina, Ele lança
fora da sua presença. Essa é a
explicação porque muitos crentes já
não sentem mais a presença de Deus
em sua vida
[1]Ceia: Refeição da noite, janta.
[2]Memorial: Um ato ou uma obra feita em memória, ou seja: em lembrança de alguém que tenha feito algo especial.
[3]Vicário: Que substitui, que toma o lugar; substituto.
[4]Testamento: É a manifestação da última vontade pelo qual um indivíduo dispõe, para depois da morte, toda ou apenas uma parte de seus bens.
[5]Páscoa: Festa em que os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito (Êx 12:1-20). Cai no dia 14 de Nisã (mais ou menos 1º de abril). Em hebraico o nome dessa festa é Pessach. A festa dos pães asmos era um prolongamento da Páscoa (Dt 16:1-8).
[6]Lei: É um termo usado com frequência na Bíblia; para definir um código de leis formado por mandamentos, ordens e proibições. Segundo as Escrituras hebraicas, a Lei foi dada por Deus através do profeta Moisés, tendo sido os Dez Mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus no monte Sinai, a tábua dos dez mandamentos. pode ser resumida nos Dez Mandamentos, que em língua hebraica são chamados simplesmente de "As Dez Palavras" ou "Os Dez Ditos". Os Dez Mandamentos regulamentam a relação do ser humano com Deus e com seu próximo. Para fins didáticos, o Código Mosaico pode ser dividido em Leis Morais, Leis Civis e Leis Religiosas (Leis Cerimoniais). As leis cerimoniais, regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos sacerdotes e encontram-se descritas especialmente no Livro chamado Levítico.
[7]Graça: O vocábulo Graça provém do latim gratia, que deriva de gratus (grato, agradecido) e que em sua primeira acepção designa a qualidade ou conjunto de qualidades que fazem agradável a pessoa que as têm. Teologicamente, refere-se ao período que se iniciou com a morte de Cristo na cruz, o qual pôs fim às rígidas imposições da Lei mosaica, colocando em vigor o Novo Testamento.
[8]Ação de graças: Ato de agradecimento.
[9]Reverência: Respeito com temor, veneração, consideração; honra.
[10]Dissensão: Divergência de opiniões, de interesses, de sentimentos; disputas; desinteligências; desavenças; dissentimento.
[11]Sacerdote: No judaísmo, o sacerdócio é hereditário através da ascendência paterna. Estas famílias são da tribo dos Leviim (Levitas), e são tradicionalmente aceitos como os descendentes de Aarão. Em Êxodo 30:22-25 Deus ordena a Moisés que fizesse uma unção de óleo santo para consagrar os sacerdotes de todas as gerações que virão. Durante os tempos dos dois Templos judeus em Jerusalém, os levitas foram responsáveis por diários e especiais feriados judaicos, bem como oferendas e sacrifícios no templo conhecido como o Korban. o sacerdócio original termina com a morte e ressurreição de Jesus, especialmente com o rasgar do véu quando de Sua expiração na Cruz. O sacerdócio continua, analogamente, na pessoa de todos os crentes, que têm contato diretamente com Deus, mas não há mais necessidade da realização de sacrifícios de sangue.
[12]Sumo sacerdote: Nome dado ao mais alto posto religioso do antigo povo de Israel e posteriormente a época do exílio babilônico era também a mais alta autoridade política do país. O sumo sacerdote coordenava o culto e os sacrifícios, primeiro no tabernáculo, depois no Templo de Jerusalém. De acordo com a tradição bíblica, apenas os descendentes de Arão, irmão de Moisés, poderiam ser elevados ao cargo, ainda que posteriormente esta norma foi abolida por eventos políticos. Posteriormente a época do exílio babilônico, durante o período do Império Aquemênida persa, do Egito da dinastia ptolomaica e do império selêucida, o sumo sacerdote passou a cumular funções políticas, além das religiosas, tornando-se o chefe político de Israel, submetido ao governador da Síria.
[13]Lícito: Que está de acordo com a lei; permitido. Honesto, correto.
[14]Apóstolo: Enviado. Discípulos de Jesus que deram sequência à missão de pregar o Evangelho após a sua crucificação. Portanto, esse título não ficou restrito aos homens que tiveram contato com Jesus, pois continuou sendo usado como, por exemplo, no caso do apóstolo Paulo, que não o conheceu e chegou a ser perseguidor dos cristãos.
[15]Judas: Na Bíblia existem sete Judas: 1- Iscariotes, escolhido por Jesus para ser apóstolo (Mt 10:4), sendo o tesoureiro do grupo (Jo 12:6). Traiu a Jesus (Mt 26:47-49) e, depois, enforcou-se (Mt 27:3-5; At 1:16-19). 2- Irmão de Jesus (Mt 13:55) e provável autor da carta que leva seu nome (Epístola de Judas). 3- Apóstolo, filho de Tiago, também chamado de Tadeu (Mt 10:3; Lc 6:16). 4- Cristão de Damasco, em cuja casa Paulo se hospedou, após sua conversão (At 9:11). 5- Cristão que se destacou na igreja de Jerusalém, também chamado de Barsabás (At 15:22-32). 6- O Galileu, um revolucionário (At 5:37). 7- Macabeu, chefe da revolta dos macabeus (Sua história está registrada nos livro apócrifos 1º e 2ºMacabeus).
[16]Esquadrinhar: Examinar com atenção e minúcia. Investigar, pesquisar, estudar, analisar, vigiar. Procurar.
[17]Maná: (significa “que é isto?”(pois foi o que os israelitas perguntaram quando o viram no chão)). Alimento milagrosamente fornecido por Deus aos israelitas durante 40 anos no deserto. Era como uma semente pequena, muito branca (Êx 16.14-36; Dt 8.3; Js 5.12; Jo 6:31-35,48-51). O livro bíblico de Êxodo o descreve como um alimento produzido milagrosamente, sendo fornecido por Deus ao povo Israelita, liderado por Moisés, durante sua estada no deserto rumo à terra prometida. Segundo Êxodo, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite.
[18]Filho do Homem: Título que Jesus usava para si mesmo como o escolhido de Deus para ser o Salvador (Mc 10:45). Esse título se refere à condição humilde de Jesus (Mc 8:31; Lc 9:58) e também à sua futura glória (Mt 25:31; Mc 8:38).
[19]Mosaico: Referente a Moisés.
[20]Turbar: Transtornar; perturbar.
[21]Bocado: Quantidade de alimento que cabe na boca. Boa porção. Certa quantidade.
[22]Mamom: Mamom ou mamon, é um termo derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica "Mamom" (מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Mamon não era o nome de uma divindade, como muitos pensam, e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).
[23]Corinto: É uma cidade e antigo município da Grécia, situado na Coríntia, na periferias do Peloponeso. é citada no Novo Testamento da Bíblia como uma das cidades visitadas pelo apóstolo Paulo em suas viagens missionárias. De acordo com o livro de Atos, Paulo quando esteve nessa cidade em sua segunda viagem missionária (At. 18:1-18). Estabeleceu nela uma igreja e, mais tarde, escreveu provavelmente quatro cartas, das quais apenas duas estão no cânon: estão seriam talvez a segunda (1ª Coríntios) e a quarta (2ª Coríntios).
[24]Profano: Que não é sagrado ou devotado a fins sagrados. Não consagrado. Estranho à religião; que não trata de religião: História profana; literatura profana. Estranho ou contrário à religião cristã. Contrário ao respeito devido à religião.
[25]Pagão: Relativo ao paganismo ou politeísmo. Adepto do paganismo. Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica. Maometano, em relação aos cristãos, e herético, em relação aos católicos. Animal xucro, ainda não montado, ou nos primeiros galopes da doma. O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição. Pessoa não batizada.
[26]Impenitente: Que é obstinado, endurecido no pecado. Que não se arrepende.
[27]Contencioso: Que é contestado, litigioso. Duvidoso, incerto.
[28]Chaga: Lesão na carne causada por ferimento, queimadura ou tumor; o próprio ferimento ou a ferida aberta.
[29]Mercê: À mercê de (alguém ou alguma coisa), ao sabor de, ao bel-prazer de, na dependência da vontade de (alguém).
[30]Disciplina: Conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem. Doutrina, educação, ensino, instrução, ordem e organização.
[31]Bastardo: Filho de pais que não são casados. Os bastardos e seus descendentes, até a décima geração, não faziam parte do povo de Deus (Dt 23:2). Filho ilegítimo. Filho sem direito à herança. Filho que não conhece seus pais.
[32]Pentecostal: Relativo a Pentecostes. Termo que se refere à igrejas, ou a membros de igrejas, que professam a fé na atualidade de manifestações espirituais como, por exemplo, cura, batismo com o Espírito Santo, profecias, etc. Termo normalmente aplicado em relação aos crentes emocionalmente mais exaltados.