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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Aos “Adoradores” de Plantão


Enquanto os aplausos, gritos,
assobios, elogios e sacrifícios
forem dirigidos ao homem, a
adoração não é para Deus; além
do mais, a maior manifestação
de adoração a Deus é expressa
por meio da obediência a Ele e
do amor ao próximo.
    Sim, eu sei! A Bíblia diz que Deus procura adoradores (Jo 4:23,24); mas tem um detalhe: ela diz que Ele procura verdadeiros adoradores, e vai ainda mais além: os mesmos precisam adorar em espírito e em verdade, ou seja: tanto por dentro quanto por fora; tem que ser de coração e não apenas de aparência! Mas o que significa adoração[1] mesmo? Sendo muito mais do que simples manifestação emocional, a adoração consiste em uma vida espiritual e moral íntegra, pois ela precisa agradar a Deus, o qual pode discernir muito além do que se pode ver ou ouvir, pois Ele sonda os corações (Sl 139:23,24). Assim sendo, é preciso entender que para adorar ao Senhor é necessário viver de uma forma cuja conduta seja exemplar e irrepreensível (1ª Co 10:32), pois a verdadeira adoração não denigre a imagem do Evangelho (1ª Co 14:40).    Ultimamente temos visto adoradores de todos os tipos, mas diga com sinceridade: você quer mesmo ser um adorador extravagante e radical? Que tal então adorar igual a Estevão[2] que denunciou o pecado até o fim e morreu vendo a glória de Deus (At 7:53-60)? Muitos querem adorar, mas não querem confrontar os males que contrariam a verdadeira adoração, e ainda usam como pretexto o argumento de que isso é estratégia de evangelismo. Que estratégia é essa que me leva a agir como o pecador ao invés de causar nele o desejo de ser transformado convencendo-o do pecado? Sim, eu sei: isso é papel do Espírito Santo e não meu; mas de que adianta o Espírito Santo querer muda-lo se eu lhe dou exemplos contrários que o fazem pensar que ele está certo? Certo, a Bíblia também fala da loucura do Evangelho da cruz (1ª Co 1:18,21), no entanto, isso se refere a tomar atitudes que pareçam loucas diante do mundo como, por exemplo, renunciar seus próprios direitos para ganhar uma alma (1ª Co 9:19-23), e não ser louco como os que vivem na prática mundana. Quer mesmo evangelizar os jovens? Ore, jejue, pregue e ensine com responsabilidade, porque isso será cobrado de você um dia (Mt 25:24-26,30[3]). Influencie e não seja influenciado por eles! Não se trata de conservadorismo, legalismo, tradicionalismo ou imposição de dogmas[4] denominacionais[5], mas sim da aplicação do verdadeiro contexto bíblico em nossa vida cotidiana (At 3:19[6]). Como posso eu dizer que "sou dos 3" [termo muito usado por um cantor gospel] se estou trazendo o mundo para dentro da igreja? Os 3 estão tristes com muitos de nós agora! Por quê? Porque quem tem os três (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) vive e adora de maneira agradável aos três (1ª Ts 5:23).
    Quer ser um sonhador como José? Em primeiro lugar, José não era um sonhador, ele apenas teve sonhos dados e revelados por Deus (Gn 37:5-10), os quais ele próprio nem sabia que iriam se realizar daquela forma, pois nunca desejou altas posições. Em segundo lugar, ele não vivia de maneira leviana de conformismo com o pecado, ele tinha comunhão e intimidade com Deus. O mal de muitos adoradores da era atual é achar que Deus tem alguma obrigação em realizar seus sonhos esquecendo-se de que muito acima das nossas vontades estão os soberanos propósitos divinos, os quais não podem ser comprados por nossas perecíveis moedas e nem por nossos ingênuos gritos e demais manifestações de uma suposta adoração como muitos andam pregando por aí. Nada contra a adoração pentecostal, pois reações emocionais - desde de que equilibradas (1ª Co 14:32,33) - são totalmente válidas; porém, o mais importante é seu fator condicional, o qual implica na obediência aos mandamentos bíblicos (Tg 2:10). Essa é a grande diferença entre muitos que adoram sonhar e aqueles que têm sonhos dados por Deus como o jovem José. Será que muitos desses que andam "adorando" por aí resistiriam à mulher de Potifar (Gn 39:7,8,10-12); resistiriam à cobiça estando com o poder nas mãos (Gn 39:9; 41:38-40); resistiriam ainda a se vingar dos irmãos que os maltrataram (Gn 45:4,5,15)?
    Levemos o Evangelho mais a sério: O verdadeiro adorador não perde o controle, não se associa aos ímpios, não aceita afronta à Palavra, não negocia os valores morais, não apoia os inimigos da cruz de Cristo em nome da ética e nem se cala diante dos que pregam o inclusivismo religioso em nome da liberdade (Mt 16:24-26). Preconceito? Pregar contra o pecado não é preconceito, é amor pelas almas. Se você vê alguém tomando um copo de veneno e o avisa do perigo, isso seria preconceito? É hora de refletirmos sobre nossa omissão de socorro espiritual (Tg 4:17). Julgamento? Quem salva ou condena é Deus! Nós apenas pregamos a Palavra, e ela sim julga e nos manda julgar segundo o juízo reto (Jo 7:24). Entre várias outras coisas, isso significa denunciar o pecado para não sermos cúmplices daqueles que os cometem (2ª Co 2:17), senão, mais uma vez, estaremos sendo omissos espiritualmente (Ez 3:18).
    Cadê o Evangelho da cruz (Gl 6:12[7])? Onde estão as marcas daqueles que confrontam o mundo (Gl 6:17)? Cadê a disposição para enfrentar as aflições (2ª Co 4:8,9)? Onde estão aqueles que adoram em espírito e em verdade com o coração e não apenas com os lábios (Mc 7:6,7; Tt 1:16)? Mas, infelizmente, é bem mais fácil dizer: "Pare de sofrer!"; "Sua vitória vai ter sabor de mel!"; "Profetize bênçãos na tua vida!"; "Vamos pular, dançar e gritar pra Jesus!". Que me desculpem os "renovadores da liturgia", mas estimular a adrenalina não é adorar! Estou sendo ignorante? Reclame com Deus! Pois aprendi isso foi com a Palavra dEle e, até onde sei, se entendi bem, Ele não mudou e nunca mudará (Hb 13:8,9)! Muitos dizem que pregar contra o modismo gospel é sinal de inveja; agora, me respondam: como poderia alguém que conhece a Palavra ter inveja do pecado sabendo que ele leva à condenação (Rm 6:23)? Já fui chamado de tudo que é nome por defender a verdade, mas podem me chamar do que quiserem porque tais pedradas apenas me fazem ver que realmente estou caminhando na contramão do mundo e isso incomoda os acomodados. Prefiro eu terminar com minha cabeça num prato, do que ser aplaudido por multidões ajudando a conduzi-las ao inferno (Mt 7:21-23). Senhores - e senhoras - "fariseus ungidos", não me levem a mal por causa disso, mas Romanos 12:2 continua fazendo efeito na minha vida! E, ainda que questionem: sim, eu sou pentecostal sim! Por isso, minha adoração é racional (Rm 12:1)!



[1]Adoração: Culto, honra, reverência e homenagem prestados a poderes superiores, sejam seres humanos, anjos ou Deus (Sl 96:9). Na Bíblia há quatro etapas de desenvolvimento da adoração a Deus. Os patriarcas adoravam construindo altares e oferecendo sacrifícios (Gn 12:7-8; 13:4). Em seguida veio a adoração no Tabernáculo e no Templo, com um sistema completo de Sacrifícios. A adoração nas sinagogas começou durante o Cativeiro. Da adoração cristã fazem parte pregação (At 20:7), leitura das Escrituras (1ª Tm 4:13), oração (1ª Tm 2:8), louvor (Ef 5:19) e ofertas (1ª Co 16:1-2), além de batismos (At 2:37-41) e da ceia do Senhor (1ª Co 11:23-29).
[2]Estevão: Foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e Ressurreição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios. Foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante do Sinédrio (a suprema assembléia de Jerusalém), onde foi condenado por blasfêmia, sendo sentenciado a ser apedrejado. Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro apóstolo Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos. Sua história está registrada no livro de Atos (6:1-6; 7:1-60).
[3]Talento: O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. Ele foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilos de metal. Estudiosos calculam que um talento hoje valeria no mínimo 1300 dólares (cerca de dois mil reais). Espiritualmente, os talentos representam os dons que o Espírito Santo nos concede e, na linguagem popular expressa as habilidades especiais de uma pessoa; era um termo muito usado pelos romanos para elogiar uma pessoa de valor.
[4]Dogma: Ponto ou princípio de fé definido por uma Igreja. Conjunto das doutrinas fundamentais do cristianismo. Cada um dos pontos fundamentais de qualquer crença religiosa. Fundamento ou pontos capitais de qualquer sistema ou doutrina. Proposição apresentada como incontestável e indiscutível.
[5]Denominacional: Termo relativo a denominação (designação de uma pessoa ou uma coisa por um nome. Termo usado para definir as diferentes igrejas evangélicas).
[6]Refrigério: Ação ou efeito de refrigerar ou refrigerar-se. Alívio ou bem-estar causado pela frescura (temperatura fresca, equilibrada). Consolação, descanso. Prazer que conforta. Alívio.
[7]Circuncidar: Praticar circuncisão (cerimônia religiosa em que é cortada a pele, chamada prepúcio, que cobre a ponta do órgão sexual masculino).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ao Pregador com Carinho

    O texto abaixo não visa generalizar, pois não se refere a todos os pregadores e nem pretende ofender ninguém, mas apenas trazer uma mensagem de reflexão em tom irônico.

Todo bom pregador
deve saber que ele é
o mensageiro e não o
dono da mensagem
    Caro amigo pregador, aqui quem fala é só mais um ouvinte da Palavra de Deus que não aguenta mais presenciar tantas baboseiras nos púlpitos. Não quero ser irônico, mas as vezes não dá para evitar, pois tenho notado que na desesperada tentativa de agradar ao público, você têm deixado de agradar a Deus. Sei que a situação não está muito fácil, mas isso não te dá razão para achar que tem o direito de transformar a pregação do Evangelho num meio de vida, pois ela é, na verdade, um meio de ganhar vidas. Jesus nos ensinou a orar colocando a vontade de Deus em primeiro lugar, mas, muitas vezes, você têm se colocado no lugar dEle considerando suas próprias vontades em primeiro lugar e ensinando às pessoas que elas podem conseguir tudo determinando o que querem e fazendo sacrifícios financeiros. Sei também que você não é mal intencionado, mas, mesmo sem perceber, tem causado grandes estragos na mente de pessoas acomodadas que não se preocupam em examinar as Escrituras, pois elas acreditam em suas palavras. Não pretendo ser implicante, apenas levo as coisas espirituais muito a sério, pois não quero ser reprovado naquele grande Último Dia, e acho que você deveria ter a mesma preocupação. Pensando nisso, resolvi te ajudar preparando dez dicas de como deve agir um bom pregador:

sábado, 28 de julho de 2012

"Com roupa normal estou vestido, mas com terno estou revestido!"

O que pode haver de tão
especial numa roupa a
ponto de transformar seu
usuário em um santo
homem de Deus?
     Parece brincadeira, mas foi isso mesmo que eu ouvi um obreiro dizer numa vigília: "Irmãos, quando estou de roupa normal estou vestido, mas quando estou de terno estou revestido!". E sabe o que é pior? Essas tremendas "revelações doutrinárias" são mais comuns do que se pensa! Pois muitos "homens e mulheres de Deus" são tão "santos" que conhecemos histórias de irmãos que dormiam de paletó e gravata, e irmãs que tomavam banho de roupa para "Deus não vê-las nuas" - santa ingenuidade -, dizendo que estão esperando a volta de Jesus. Não sou tão velho assim, e me lembro que na minha infância televisão era coisa do Diabo, jogar bola era um terrível pecado e as mulheres - até mesmo as crianças - não podiam nem pensar em usar calças compridas ou aparar a pontinha do cabelo. Usar um par de brincos e pintar as unhas então, nem pensar! E quem praticasse tais "atos tão horrendos" tinha que pedir perdão senão não poderia participar da Ceia e era indigno também de participar dos cultos de doutrinas, ficando disciplinado por um determinado tempo.
A vida de muitos dos obreiros
radicais não condiz com aquilo
que eles pregam nos púlpitos;
antes de querer consertar vidas
alheias, precisamos analisar se
já conseguimos consertar o
nosso próprio lar
    Fatos como esse - que ainda acontecem - são reflexos de "doutrinas" conservadoras extremamente autoritárias sem nenhum fundamento bíblico, implantadas por algumas igrejas no início do século passado, num período em que até mesmo os incrédulos usavam somente roupas socias; ou seja: essas vestimentas não foram adotadas como sinal de santidade e sim como adequação ao estilo de comportamento considerado decente pela sociedade na época. Assim como ocorre também na área do louvor: pessoas com esse tipo de pensamento condenam a mistura de vários estilos na adoração, achando que música, para ser considerada sacra, tem que ser lenta e com ritmo fúnebre, senão não é recebida por Deus.
Quem nunca recebeu uma "profecia
suspeita"? Essa é uma das
ocorrências mais comuns entre os
extremistas evangélicos; não
chegam a fazer isso por maldade,
mas causam confusão na mente de
muitas pessoas e os resultados,
geralmente, são catastróficos
    E quando os alertamos de que essas coisas são heresias, nos acusam de sermos coniventes com o pecado, sendo que são eles que cometem um dos maiores pecados: desvalorizam o conhecimento da Palavra de Deus; inclusive, a maioria é radicalmente contra a Teologia e até mesmo o uso de esboços de pregação: não têm nehuma humildade para admitir que precisam aprender com seus irmãos; se dizem ser guiados pelo próprio Espírito Santo. Como pode alguém dizer que está agindo sob a direção de Deus sendo que está violando um dos mais simples e básicos princípios bíblicos? Não julgar pela aparência (Jo 7:24)! Acreditar, por exemplo, que a santidade está na roupa revela uma fé legalista baseada no tradicionalismo, e era esse o tipo de comportamento dos fariseus, os quais Jesus corrigiu duramente por várias vezes (Mt 23:16-23). O nosso Senhor quer muito mais do que barulho de "aleluia" e "glória a Deus" (Mt 15:8), Ele quer adoradores sinceros, que não somente falem, mas que vivam de maneira que honre e exalte o seu santo nome (Jo 4:23,24)!
A aparência não significa nada
quando não sabemos quem está por
trás dela; a espiritualidade de
um servo do Senhor não se mede
pelo que ele veste, mas sim pelo
que ele investe espiritualmente
para o desenvolvimento da Obra
     Os santarrões pregam a simplicidade, mas confundem simplicidade com ignorância e radicalismo, e essa mentalidade precisa ser mudada porque tem causado escândalo, fazendo o Evangelho ser motivo de zombaria. Pois eles estão preocupados com as roupas, a prática de esportes, as músicas barulhentas, os meios de comunicação e outras coisas mais, enquanto a Bíblia apenas condena a sensualidade e o uso de roupas de pessoas de outro sexo; não proíbe a convivência, mas a prática de atividades ímpias; nos ensina a louvar com alegria, inclusive os instrumentos musicais usados no Antigo Testamento eram barulhentos e havia danças e palmas; nos ensina e examinar tudo e reter o que é bom, não colocando coisas más diante de nossos olhos e, resumindo, manda que nos abstenhamos das coisas sacrificadas aos ídolos, das comidas ilícitas e da prostituição (At 15:29); o que passar disso, é encargo além do necessário (At 15:28). De fato, também não posso negar que os irmãos que costumam confundir doutrina com usos e costumes não fazem isso por mal, mas acreditam estarem sendo zelosos dos bons princípios e mandamentos divinos; só que existe um problema: suas atitudes imaturas estão afastando de muitas pessoas a oportunidade de achegarem-se a Deus, porque não conseguem acreditar na autenticidade do Evangelho pregado por aqueles que os julgam pelo que eles aparentam ser e não procuram saber o que eles realmente são. Seja de bermuda, moletom. jeans, calça larga ou terno, o revestimento espiritual está dentro é de cada um de nós desde que saibamos honrar o nome daquEle que nos confiou sua missão de resgatar almas para o seu Reino. Já parou para pensar de onde vem tudo o que você crê, vive e ensina? Cuidado! Muitos pensam estar agradando ao Senhor, mas o estão adorando em vão (Mt 15:9)!

Jonas M. Olímpio

sábado, 2 de junho de 2012

A lojinha pirata de Satanás

A função do inimigo é enganar,
principalmente os cristãos, que
são os que mais têm comprado
gato por lebre levados pela
ilusão de vários falsos
evangelhos que estão sendo
comercializados por aí.
    Ainda no primeiro século da era cristã, há poucos anos após a crucificação de Cristo, o cristianismo já apresentava sinais de crise. A coisa estava tão séria que chegou ao ponto de o Senhor Jesus precisar enviar cartas para algumas de suas igrejas que estavam na Ásia. Então, através do apóstolo João - que na época se encontrava preso na ilha de Patmos -, as mensagens foram escritas e enviadas a sete pastores, dos quais seis foram repreendidos por motivos diversos, e um desses nos chama a atenção de uma forma especial, porque o negócio na sua igreja estava tão feio que eles não mereceram nenhum elogiozinho sequer: trata-se da rebelde igreja da cidade de Laodiceia. E sabe qual era a razão do problema deles? Eles estavam comprando produtos falsificados na lojinha pirata de Satanás! Isso mesmo! E foi por esse motivo que em um trecho da carta, Jesus diz o seguinte: "Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar."
O ouro refinado no fogo está livre
de qualquer impureza e pronto para
ser transformado naquilo que o seu
comprador deseja. Ele representa
tudo aquilo que tem alto valor; que
tipo de ouro você tem levado para
dentro de sua casa?
    Sabe o que Ele queria dizer com essas palavras? "Acordem! O ouro que vocês compram é falso; as roupas que vocês pagam tão caro está suja e rasgada; e o colírio que vocês usam está cegando os seus olhos!"; em outras palavras, Ele poderia ainda dizer: "Esse camelozinho do inferno está enganando vocês!". Será que eu estou exagerando? Laodiceia era uma cidade riquíssima, chegando a ser uma das mais importantes da época: havia alí uma grande movimentação financeira devido à comercialização de metais preciosos, à produção têxtil e ainda à fabricação de colírios em sua indústria farmacêutica. Esse desenvolvimento econômico proporcionava uma satisfatória situação financeira aos seus cidadãos, inclusive aos cristãos. Era bênção de Deus, certo? Ok! Mas estava sendo usada de forma errada! Pois quando deixamos de usar aquilo que conquistamos para glorificar o nome do Senhor, isso deixa de ser bênção para ser maldição!
Vestes brancas só podem ser usadas
por pessoas que estejam limpas; pois
se uma pessoa que não está devidamente
lavada tentar disfarçar sua imundície
numa roupa limpa, será denunciada
pelo mal cheiro de seu corpo. Assim é o
pecador: não adianta se disfarçar com as
vestes aparentes do inimigo, pois o
pecado fede e não deixa enganar por
muito tempo.
    Materialmente eles eram ricos, mas espiritualmente eram miseravelmente pobres; e sabe o que é pior? Não sabiam disso! Essa pobreza era causada por eles próprios, por terem cedido aos enganos do inimigo: eles supervalorizavam o ouro, mas não tinham a verdadeira riqueza, pois não buscavam com zelo fazer o melhor para a Obra do Senhor; desfilavam com belas roupas, mas espiritualmente estavam com vestes manchadas e rasgadas, pois seu testemunho não condizia com aquilo que a Palavra ensina; confiavam no seu colírio, mas estavam completamente cegos, pois não enxergavam a astúcia do enganador a sua volta e pensavam que pelo fato de serem abençoados materialmente estava tudo bem. O Senhor estava lhes oferecendo mercadoria de primeira: ouro refinado, vestes brancas e o verdadeiro colírio, ou seja: Ele estava lhes dando a oportunidade de alcançarem valor diante do Pai, santidade e testemunho em seu modo de viver e discernimento para não perderem sua salvação em troca de coisas passageiras.
Os colírios auxiliam pessoas com
dificuldades visuais, mas se o
colírio for de baixa qualidade,
certamente agravará a situação;
muitos crentes não têm mais
visão espiritual porque não tem
se preocupado com a qualidade
daquilo que estão colocando
diante de seus olhos
    Um outro detalhe interessante é que o grande Mestre é um vendedor bem educado e sabe abordar respeitosamente os clientes, pois antes de oferecer a mercadoria, Ele disse o seguinte: "Dou-lhe este conselho..."; Jesus não obriga ninguém a nada, pois em sua vitrine só há coisas de valor que não precisam de muita propaganda; quanto ao preço, é acessível a quem estiver disposto a pagar: obediência, adoração, amor, santificação... nada que esteja fora de nosso alcance; mas ainda assim tem muita gente que acha isso caro demais e prefere comprar na banquinha pirata do concorrente: aquele vendedorzinho de quinta categoria que não sabe respeitar o consumidor e o aborda aos berros, tentando forçá-lo a entrar em sua espelunca. E sabe por que algumas pessoas se deixam levar? Porque lá é mais barato: ele, aparentemente, não faz nenhuma exigência, parcela em suaves prestações e ainda entrega em domicílio; porém, seus clientes, que geralmente são muito ingênuos, não percebem os altos juros embutidos nesse crediário, não pedem certificado de garantia e nem percebem que seu produto não tem selo de qualidade.
Não se iluda com aparências;
peça a Deus discernimento
espiritual, que é o único
selo de garantia de qualidade
que jamais permitirá que você
seja enganado pelos
vendedores de evangelhos
piratas que querem
comercializar a sua alma
    Assim é negociar com Satanás: os prazeres momentâneos do pecado saem muito caros no futuro; pois ele proporciona algumas alegrias, mas não pode garantir a salvação; e a felicidade de quem vive no pecado, além de passageira, é vazia, porque a pessoa sorrí por fora, enquanto que por dentro seu coração está chorando. Agora, quando Jesus está no negócio, a coisa é muito diferente: o que Ele tem a nos oferecer, nos é dado pela sua graça; a garantia que temos é que ele mesmo pagou o alto preço com o seu próprio sangue; e a qualidade de suas bênçãos é certificada pelo selo do Espírito Santo. Ah! Se o povo de Laodicéia soubesse disso... Mas nós sabemos! E que tal corrermos antes que a Grande Loja se feche, para comprarmos logo o ouro de imenso valor que nunca se acaba, as vestes que não só nos cobrem, mas que também nos servem como armadura contra os ataques do maligno e o verdadeiro colírio para que possamos enxergar tudo aquilo que possa nos afastar da presença do Senhor? Mas não perca tempo, porque a promoção é por tempo limitado e aos que a perderem só restarão mesmo as bugigangas de última categoria da lojinha pirata de Satanás!

Jonas M. Olímpio
   

sábado, 19 de maio de 2012

Quando o pastor pensa que o cajado é chicote...

Arrogância não é autoridade, é
falta de respeito e de capacidade
para liderar
    É muito comum, em alguns lugares, ouvir um Pastor dizer: "Deus me deu o cajado! Ele me colocou aqui para exortar os rebeldes e disciplinar os pecadores!"; e falam isso açoitando a igreja se dizendo estarem cheios de autoridade espiritual. Tais revelações, que quase sempre o colocam em posição de juíz e carrasco, são de origens bastante questionáveis, pois parece que ele nunca está errado; porém, a questão aqui não é a autenticidade de seu direito de liderar - até mesmo porque, biblicamente, o pastor é um homem de Deus e foi chamado para apascentar o rebanho -, mas sim a sua capacidade de entender o que significa ter o cajado em suas mãos.
Ovelhas conduzidas na base
da violência acabam se
dispersando e, como
conseqüencia, o rebanho é
desfeito
    Observe bem um detalhe muito interessante: se o cajado fosse para bater, o salmista Davi, no Salmo 23:4, não teria falado: "... a tua vara e o teu cajado me consolam.". Ele era um pastor de ovelhas e sabia muito bem para que servem esses dois instrumentos. O cajado tem uma extremidade arqueada, a qual serve para puxar a ovelha de volta, caso ela se afaste do rebanho; e a vara, por sua vez, é usada para orientá-las durante a caminhada e também, caso seja necessário, para o próprio pastor se defender de ataques de animais selvagens. Esses dois materiais de trabalho jamais podem ser usados com o objetivo de agredir o rebanho, muito pelo contrário: eles servem para orientá-lo e protegê-lo. Resumindo, são apenas ferramentas que ele tem que usar para apascentá-lo.

O verdadeiro pastor não mede
esforços para cumprir sua
missão; não importa quanto
trabalho suas ovelhas estejam
lhe dando, ele nunca desiste
delas!
    Apascentar significa cuidar; e esse cuidado consiste em alimentar, guiar, proteger, curar feridas, matar a sede e, até mesmo, amar; pois quem não ama o que faz, acaba fazendo o seu trabalho relaxadamente (Jr 48:10). Analisando mais detalhadamente a situação, percebemos que é o pastor que serve a ovelha e, além do mais, ele está a serviço de seu dono, o qual vai requerer de suas mãos cada uma das que colocou sob sua responsabilidade, e vai querê-las intactas, gordas, peludas e saudáveis. O pastor não podia apascentar-se a si mesmo; ele apenas se alimentava da porção permitida pelo seu senhor, mas, de maneira alguma, poderia matar algumas ovelhas para comer de sua carne ou, pelo menos, tosquiá-las para se aquecer com sua lã.
Muitos falsos pastores têm se
introduzido no meio do rebanho
de Deus; por isso, as ovelhas
precisam estar alertas para não
caírem em suas armadilhas
    Hoje, em muitas igrejas, a expressão "o Senhor é o meu pastor." pode ser entendida, de uma forma praticamente literal, como "o pastor é o meu senhor". Obviamente, o pastor é sim uma autoridade e os membros devem obedecê-lo (Hb 13:17), mas, o que muitos deles não sabem -  ou fingem não saber -, é que a Igreja pertence ao Senhor e que ninguém tem o direito de agir como se tivesse domínio sobre ela (Cl 2:18). Desde o Antigo Testamento, Jeová vem alertando contra aqueles que exploram o seu povo em seu próprio benefício (Ez 34:1-31) e, no Novo Testamento, continuou alertando contra o perigo que representavam os falsos mestres (2ª Co 11:13-15; Fp 3:2); será que no presente século a situação está diferente (Mt 24:11,12)?
    É claro que muitos
A ignorância de alguns
líderes têm tirado de
muitas pessoas a
oportunidade de se
firmarem no caminho
da salvação; um
verdadeiro "massacre
espiritual" têm
assassinado muitas
almas.
dos pastores que agem com autoritarismo excessivo são sinceros e acreditam estar fazendo a vontade de Deus; porém o seu erro está em se posicionarem contra a busca do conhecimento (
Jo 5:39; Mt 22:29), não estudando e desincentivando aqueles que querem estudar a Palavra de Deus. Se estes respeitáveis senhores, - os quais se vangloriam de suas grandiosas experiências espirituais -, tivessem mais humildade do que aparência de simplicidade, e se pusessem a buscar o conhecimento, saberiam que exortar significa aconselhar, animar e encorajar, e não reprovar, humilhar e rebaixar, como eles pensam; e saberiam também que disciplinar não significa simplesmente castigar, mas sim ensinar; e, para completar, saberiam ainda que autoridade não é sinônimo de braveza, cara feia, voz alta e dedo na cara - pois quem pratica isso é arrogante -; ter autoridade de verdade - principalmente espiritual - é, acima de tudo, ter respeito; e respeito não se impõe, se conquista.
Ovelha bem cuidada cresce forte,
saudável e reproduz contribuindo
para o crescimento do rebanho
    Usar o cajado exige habilidade e sabedoria, porque um erro do pastor pode machucar seriamente uma ovelha e até levá-la à morte, pois ela é sensível e precisa de cuidados especiais (Rm 15:1; 1ª Co 3:1,2). É bom também lembrar que pastor não é apenas aquele que dirige uma igreja, mas sim todo aquele que tem alguma responsabilidade em suas mãos: você é um pastor no cargo que exerce e também dentro de sua casa. Agora reflita: em que situação estão as ovelhas que você cuida? Uma ovelha conhece a voz do seu pastor, sente o seu cheiro, espera que ele lhe dê água e comida, se sente protegida com a sua presença e o segue porque acredita que ele a está levando para um lugar seguro, ou seja: ela confia nele. Deixa eu repetir a pergunta: em que situação estão as ovelhas que você cuida (2ª Co 12:15)? Confundir cajado com chicote é um verdadeiro crime espiritual!

Jonas M. Olímpio

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Será que isso não é problema nosso?

Muitos estão implorando; nós temos
a Solução... e o que estamos
fazendo? 
    As vezes paro e pergunto a mim mesmo: “Por que sou tão acomodado?”. Pois essa é uma atitude natural de qualquer ser humano: só chorar quando sentir dor! Mas o que a Bíblia nos ensina sobre isso (Rm 12:15)? Você já notou que quando alguém sofre a nossa volta, por mais que tenhamos dó, encaramos tudo como uma mera fatalidade? Sabe o que está faltando em nós? Aprender a sentir a dor de nosso próximo! E o que mais está matando a humanidade é uma cegueira que não lhes permite enxergar que precisam de Deus em sua vida. Trata-se de uma epidemia diabólica que está se alastrando e destruindo muitas vidas. Enquanto isso, nós temos o remédio e não estamos muito preocupados em passar a receita aos que estão morrendo! Será que isso não é problema nosso? Mas, apesar de tudo, esse caráter acomodado não é uma exclusividade nossa, pois muitos personagens bíblicos demonstraram ter essa mesma personalidade: quando o rei Davi se interessou por Bate-Seba, não se importou com os sentimentos de seu esposo Urias, e provocou sua morte para ficar com ela (2ª Sm 11:1-5,14,15); quando Deus mandou Jonas pregar em Nínive, ele não se importou com aquelas vidas e tentou fugir da responsabilidade (Jn 1:1-3); quando Jesus disse que ia ser crucificado, Pedro o repreendeu, demonstrando não ter dado muita importância ao significado do seu sacrifício para salvar a humanidade (Mt 16:21-23); quando o apóstolo Paulo envelheceu, alguns de seus companheiros de ministério o abandonaram sem se importar com as suas dificuldades (2ª Tm 4:7-10). Jesus Cristo nos mandou pregar o Evangelho (Mc 16:15), só que temos nos preocupado mais em usá-lo em nosso próprio benefício enquanto a destruição de almas continua! Será que isso não é mesmo problema nosso? Depois não adianta reclamar das consequências (Ez 3:17-21)!


Jonas M. Olímpio

sábado, 28 de abril de 2012

O que tenho te dou!

Muitos de nós não conseguem
ajudar os que imploram por
esmolas na porta do templo
porque também estão sentados
sem acreditar que podem andar,
 esperando que alguém os ajude.
    Entrando no templo para orar, Pedro e João se depararam com um coxo que pedia esmolas; não tendo dinheiro, eles lhe ofereceram algo muito melhor: usaram a unção que Deus lhes deu para curá-lo (At 3:1-8). E nós? O que temos oferecido ao nosso próximo? Muitos têm, literalmente ou não, nos pedido ajuda diariamente, e, as vezes, não temos nem a coragem de dizer simplesmente: "Jesus te ama!" ou "Que Deus te abençoe!". Se tivéssemos consciência da autoridade que temos, de maneira nenhuma, o inimigo se atreveria a ficar na nossa frente (Mt 16:18,19). Se somos o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5:13,14), por que, então, muitas vezes, não conseguimos temperar e nem fazer brilhar a nossa luz como os servos de Deus antigamente (Mt 24:12)? Claro que temos nossos problemas (Jo 16:33), mas isso não impede de usarmos os dons espirituais que nos foram dados (Fp 4:12,13). Muitíssimas pessoas clamam por socorro a nossa volta; muitas morreram sem salvação e outras continuam caminhando para o inferno. Quantos mais morrerão sem conhecer Jesus? "Desperte o dom que há em ti (2ª Tm 1:6)!" O que você tem a oferecer? Deixa eu formular melhor essa pergunta: o que Deus te deu? Isso é o que você deve compartilhar com o seu próximo!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Estamos com medo do quê?

Você tem medo? Então nem se aliste!
    Observe bem o que está escrito em Lucas 10:19: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.” Será que Jesus disse essas palavras em vão? Ou será que esse foi um privilégio dispensado apenas aos discípulos? Por que nos acovardamos tanto diante das situações que enfrentamos no dia a dia? Por que parece que é tão difícil falar de Jesus para aqueles que não  o aceitam? Estive observando que, muitas vezes, nos comportamos diante dos pecadores como se nós é que estivéssemos errados: pois, as vezes, nos escondemos como se não quiséssemos ofendê-los ou assustá-los manifestando a nossa fé e deixamos que a vergonha e o medo de sermos censurados nos impeçam de exercer a autoridade que nos foi dada. Sem perceber, perdemos muitas oportunidades de evangelizar! É impressionante a nossa lerdesa diante dos filhos das trevas, pois eles nunca perdem uma oportunidade de criticar, zombar, reclamar e tentar prejudicar aqueles que pregam e vivem a verdade; nossa conduta os incomoda, e eles não fazem questão nenhuma de esconder sua insatisfação em relação a nós! Somos educados demais: quando recebemos visita de um não-crente, desligamos o rádio porque sabemos que louvor o incomoda; quando estamos falando de Deus com um irmão, se chega um ímpio, mudamos de assunto; quando vamos para a igreja não convidamos nossos amigos incrédulos para não aborrecê-los; quando um pecador nos conta seus erros e nos pede um conselho, recomendamos todas as soluções possíveis, só não dizemos que ele precisa de ajuda espiritual. Porém, eles não fazem questão de nos respeitar abaixando o volume de suas músicas imorais quando nos aproximamos; não param de falar palavrões quando estamos por perto; não deixam de nos ironizar nos convidando para as suas baladas; e não perdem uma oportunidade de nos aconselhar a fazer o mal quando percebem que estamos com algum problema. Estamos com medo do quê? Faça um desafio a você mesmo: seja educado, mas se for necessário, incomode o espírito maligno que está dentro deles; faça questão de se expressar como cristão; convide-os para visitar uma igreja mesmo sabendo que vai ouvir um "não", uma crítica ou uma piada; e não tente amenizar a situação de quem insiste em viver no pecado mesmo sabendo que está errado e diga convictamente: "só existem dois caminhos: o céu ou o inferno!" e, na próxima vez que lhe pedirem ajuda, ofereça Jesus em vez de recomendar um psicólogo!

Jonas M. Olímpio

sábado, 14 de abril de 2012

Aonde estão aqueles que ainda têm compromisso com Deus?

Muitos crentes assumem vários
compromissos com Deus, mas
nem sempre os cumpre, e depois
ainda se sentem no direito de
cobrá-lo pelas "promessas" de
bênçãos que Ele ainda não
cumpriu na vida deles
    "Grande é a seara, mas poucos são os ceifeiros!"; essa afirmação de Jesus em Mateus 9:37, está mais atualizada do que qualquer outra notícia do meio Gospel. Essa é a triste realidade que enfrentamos nos dias atuais: milhares de pessoas estão morrendo diariamente e descendo ao inferno por falta de conhecimento, enquanto muitos de nós - os crentes -, acomodados em seu próprio ego, vivem uma grande batalha "espiritual", buscando fervorosamente o seu crescimento ministerial para satisfação pessoal somente! No capítulo 13 de Marcos, Jesus fala claramente sobre a nossa missão na terra; e o que mais me chama a atenção é que nessa passagem, como também em outras, Ele não promete apenas bênçãos, mas enfatiza principalmente as dificuldades que enfrentariam aqueles que se propusessem a fazer sua obra. Muitos têm encarado a Missão como um meio de enriquecer e fazer turismo; outros, que até nem pensam tão alto, têm se posto a evangelizar em grandes cidades - onde já existem igrejas até demais - , e, por conta disso, o que vemos é uma tremenda confusão (1ª Co 14:33) por diferenças ministeriais: outro dia, tive a tristeza de presenciar dois pregadores trocando insultos e empurrões em plena Praça da Sé, enquanto os

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Televisão: um entretenimento ameaçador

Você tem certeza que controla a
tv, ou é ela que controla a tua mente?
"Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo." Isso é o que as Escrituras Sagradas nos ensinam em Colossenses 2:8. Vivemos num sistema democrático, mas será que somos realmente livres? Uma das coisas que mais me incomodam na TV é a influência que as novelas exibidas diariamente causam na vida de muitas pessoas. De um modo geral, as mensagens passadas por elas são: sensualidade, liberdade sexual, traição, falta de compromisso com o cônjuge, atração pelo mesmo sexo e uma série de outras

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sacrifícios de tolo

Abraão estava disposto a sacrificar
Isaque, mas só faria isso porque foi
um pedido do próprio Deus.
Atualmente, o que vemos, são vários
homens se dizendo cheios de
autoridade divina, pedindo os mais
variados tipos de sacrifícios ao povo.
Para que então serve a graça, se as
bênçãos precisam dos rituais da lei
para serem alcançadas?
    Em Mateus 21:13, Jesus disse o seguinte: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” A palavra chave em muitas igrejas neopentecostais - e até em algumas pentecostais tradicionais - é: “sacrifício”; o que expressa idéias do tipo: "Dê tudo a 'Deus' e Ele te devolverá o dobro!" Realmente, eu sei que Deus aceita sacrifícios, mas até que ponto? Tenho sido chamado até de incrédulo por não aceitar tais "doutrinas", mas não posso deixar de questionar certas instituições que usam o nome de Deus e distorcem as Escrituras (2ª Pe 3:16) para atingir seus objetivos sem se importar com a condição de vida de seus membros (Mt 7:15-20) que, por sua vez, também se aproximam de Deus pelas suas bênçãos e não para servi-lo (Mc 7:6,7). Multidões são arrastadas à campanhas ou reuniões diversas crendo em promessas de homens, sem se preocuparem em buscar conhecimento na fonte divina: a Bíblia; e quando fazemos uma Campanha de Libertação visando dons espirituais e salvação de almas... Cadê o povo? Propósitos de oração e conserto não fazem sucesso! É bem mais fácil crer na justificação

sábado, 24 de março de 2012

Pregadores ou predadores?

Cuidado com o "Evangelho"
fácil, pois a Palavra de Deus diz
claramente que a porta é estreita
e o caminho que leva à ela é
apertado, e que são poucos que
a encontrarão
    Em Mateus 7:15, Jesus fala claramente: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores." Será que essa profecia era só para aquele tempo? O que vemos nos dias atuais são homens sem fidelidade à verdadeira Palavra de Deus, que estão mais preocupados mesmo é em ganhar fama e dinheiro. Muitas igrejas se transformaram num grande centro de marketing aonde são divulgados CD’s, DVD’s, livros e vários outros artigos, ou seja: o "evangelho" virou um grande meio de se ganhar dinheiro e, pra completar, esses tais "pregadores" só aceitam um convite se nos propusermos a pagar o valor que eles pedem e aceitarmos suas condições de "trabalho": hotel de luxo, carro, comida boa, um grande público, som potente e várias outras coisinhas mais (Mt 21:13); Mas até aí, ainda é "tolerável", afinal, desde que preguem a Palavra de Deus... 
A autêntica pregação do Evangelho
tem as seguintes características:
amor, justiça, arrependimento,
santificação, libertação,
compromisso com a verdade e
base bíblica em todo o seu
conteúdo; se estiver faltando algum
desses ingredientes, não coma
porque não foi Deus quem colocou
esse prato na mesa!
    Então, vejamos agora o conteúdo das mensagens da maioria deles: "Determine a sua

sábado, 24 de abril de 2010

Nosso descanso não é aqui

O maior prazer na vida de 
um crente deve ser anunciar 
as Boas Novas, e não apenas 
usufruir de suas bênçãos!
    Em todas as empresas ou em qualquer outro ambiente de trabalho, é comum os funcionários passarem o dia olhando para o relógio, contando os minutos, esperando a hora de parar de trabalhar. Impressionante é que isso está acontecendo com muitos de nós, no que se refere à obra do Senhor de uma forma geral. Parece que muitos estão cansados e que o salário e os benefícios oferecidos já não são suficientes para lhes motivar a trabalhar melhor... É como se já tivessem feito demais para o seu “Patrão”. E o mais interessante é que nunca se esquecem de cobrá-lo pelos seus "direitos", muitas vezes, como se estivessem sendo injustiçados. Diante dessa situação só posso dizer uma coisa: "É hora de acordarmos!" Lendo a Bíblia, aprendi que quando paramos, estamos sujeitos à corrupção, e ela destrói (Mq 2:10). Por isso muitos crentes estão à beira da derrota. Porém não admitem isso nem para si mesmos!
Jesus Cristo fez por nós muito
mais do que qualquer coisa que
possamos fazer por Ele, e não
se deixou abater pela dor, pelo
cansaço e pelas decepções.
    Será que estou exagerando? Então vamos nos auto-analisar com calma: faça um relatório de todas as suas atividades nesses últimos três dias tentando se lembrar de tudo o que for possível... Lembrou? De todas as coisas que conseguiu se lembrar, quantas delas foram feitas pra Deus? Agora, analisando apenas entre as coisas que você fez pra Deus -caso realmente você tenha feito... Seja sincero consigo mesmo!-, reflita e responda: Isso foi o máximo possível que poderia ser feito pela obra do Senhor, ou será que poderia ter sido melhor se houvesse um pouco mais de esforço de sua parte? Saiba que por mais que fizermos, ainda estaremos em débito com o nosso Mestre (Lc 17:10), pois o sacrifício que Ele fez fez por nós naquela cruz não há moeda, peso de ouro, valor monetário ou obras com as quais possamos pagar. No entanto, somente o que Ele requer de nós é a nossa obediência (1ª Sm 15:22).
Muitos encaram a obra de
Deus como se ela fosse 
um 

grande peso e não como um 
privilégio
    Continuando nossa auto-análise, observando as pessoas a minha volta e, também, é claro, a minha própria vida, cheguei à seguinte conclusão: Muitos crentes estão, lamentavelmente, dominados por um malígno “stress espiritual” o qual lhes dá uma terrível sensação de cansaço quando são solicitados a fazer algo em pról do Evangelho. Certamente, você pode estar se perguntando: Como é que eu sei que esse stress não é simplismente um problema físico e psicológico que afeta a maioria das pessoas devido aos seus inúmeros compromissos da vida cotidiana e não um malígno ataque de Satanás contra nossa vida espiritual? A resposta é simples e objetiva: O que é mais fácil ou agradável? Passear no shopping ou evangelizar? Assistir a um clássico de futebol ou ir a um Culto de Oração? Rir de uma “boa” piada maliciosa ou dizer aos piadistas que Deus não se agrada de atos pecaminosos que pra eles são motivos de brincadeira, como o adultério, por exemplo? Ficar quatro horas jogando conversa fora com algum desconhecido no Orkut e no MSN ou ir a Escola Bíblica Dominical? Pedir ajuda a um ímpio diante de uma situação difícil ou passar o dia orando e jejuando para obter uma solução de Deus? Aos que responderam com absoluta sinceridade a essas perguntas, obviamente a primeira alternativa de cada uma delas foi a opção mais viável. Pois a carne se opõe ao espírito (Gl 5:17) e, muitas vezes, lastimavelmente ela tem vencido. Nosso corpo pede que satisfaçamos seu próprio prazer, pois essa é a tendência natural da carne (Rm 8:6), enquanto aquilo que satisfaz ao espírito, mesmo que exija menos esforço físico nos parece ser desagradável e não desperta nosso interesse. Porém, somente ao crente que anda realmente em espírito é possível não cumprir as concupiscências (desejos) da carne (Gl 5:16). Baseado nesses fatores, me vejo no direito de ter a ousadia de dizer que esse stress (não os stresses de um modo geral) não é simplismente um problema físico e psicológico que afeta a maioria das pessoas devido aos seus inúmeros compromissos da vida cotidiana e sim um malígno ataque de Satanás contra nossa vida espiritual, pois essa é a missão dele (Jo 10:10).
Muitos "servem" a Deus
apenas para satisfazerem
seus próprios interesses e
quando percebem que não
é dessa forma que Ele
trabalha se sentem
decepcionadas e abatidas
pelo cansaço de tudo o
que fizeram em vão
    Agora, quanto ao que se refere a fazer melhor nosso trabalho na obra do Senhor, é lamentável o que temos visto nos últimos dias: Muitos “fazem a obra” com o mero objetivo de satisfazer seus desejos e necessidades pessoais, como por exemplo: Fama (cantores, pregadores animadores de púlpito, “curadores”, etc), poder (líderes ministeriais querendo exercer autoridade sobre o povo), reconhecimento (obreiros que querem crescer ministerialmente) e, principalmente, bênçãos materiais (dinheiro, emprego, casa, carro, causas na justiça, etc), físicas (curas, estética...) e sentimentais (namoro e casamento) (Mt 6:24)... Devo ainda ressaltar que não é proibido pedir a Deus nenhuma das tais bênçãos que citei aqui, pois Ele pode nos dar muito mais do que isso e nos ensina a pedir. Portanto, o mais importante é termos a plena consciência de que não é simplesmente para isso que o servimos. Pois muitas pessoas fazem algo na Casa de Deus e quando não alcançam seus objetivos pessoais se sentem frustradas e chegam até mesmo a desistir de suas responsabilidades espirituais e, o que é ainda pior, se desviar do Caminho e, conseqüentemente, perder a salvação. Em muitos casos, o crente não recebe algo de Deus por que suas atitudes não têm sido sinceras diante Dele (Sl 101:6); pois até para pedir, devemos estar em condições de receber (Sl 34:15). Pois Ele conhece nosso coração e não há como enganá-lo com nossa aparência ou comprá-lo com nossas obras. E não adianta cobrá-lo, pois Ele não nos deve nada, muito pelo contrário, nós é que Lhe devemos, e muito! Muitíssimo mesmo (Ef 5:2; 1º Jo 4:19)!
Descansar no Senhor é
ter paz mesmo em meio as
tempestades da vida por
saber que por pior que
esteja a situação, Ele é
quem está no controle do
barco
    Obviamente, temos que entender que quando Deus disse através do profeta Miquéias que o nosso descanso não é aqui, ele não estava dizendo que deveríamos estar a disposição da igreja 24 horas por dia (Ec 9:10), mas sim que deveríamos estar sempre alertas e dispostos a fazer a sua vontade em qualquer situação, e também que jamais viéssemos a nos acomodar e achar que já fizemos o suficiente pelo Evangelho. Resumindo, Ele nos dá a entender claramente que o nosso verdadeiro descanso será realmente naquele grande dia em que partirmos eternamente para o seu Reino de Glória, pois enquanto estivermos nessa terra continuaremos sujeitos a todas as adversidades e angústias existentes nesse mundo (Ec 7:13-15). Logicamente, temos o direito -e também o dever- de fazer as demais coisas em nossa vida secular, pois, afinal de contas, somos seres humanos normais e não há como vivermos aqui como se já estivéssemos no céu e, além do mais, somos mordomos de tudo aquilo o que Ele nos deu e temos que viver do trabalho de nossas mãos (Sl 128:1-4; Pr 16:25; 28:19), e temos também direito de desfrutar de momentos de lazer (Ec 9:7-9). Portanto, nossos prazeres pessoais e nossas responsabilidades cotidianas não podem, de maneira nenhuma, interferir em nossa comunhão com o Espírito Santo de Deus (1ª Co 7:35).
O tempo está passando
e não volta atrás, você não
acha que já é hora de
acordar?
    Para concluir nossa auto-análise, nunca se esqueça disso: A maior prova de que somos verdadeiramente gratos a Deus e o amamos de coração é quando procuramos fazer sempre o melhor para Ele. E saiba que por mais que você esteja se esforçando, sempre é possível melhorar ainda mais. E pode ter a absoluta certeza de uma coisa: Depois que você fizer o melhor na obra do Senhor, sabe o que você vai descobrir? Que aquilo que você fez melhor, podereia ter sido melhor ainda! Isso mesmo! Por mais que façamos, nada será o suficiente perto do que Ele realmente merece! E é por isso que a Bíblia nos ensina claramente que só podemos ser salvos pela graça e não pelo merecimento (Ef 2:1-10). Portanto, devemos andar com temor e sabedoria tendo a plena convicção de que estamos no meio de uma longa caminhada e não podemos parar porque o nosso descanso não é aqui (Lc 22:46)!