segunda-feira, 28 de novembro de 2016

“Deus Cegou a Mente dos Incrédulos”

Permissão de Deus não significa
vontade de Deus. As ações
malignas que afastam o homem
do Senhor são resultado do
próprio pecado humano, do qual
Deus, por meio da sua Graça, dá
uma oportunidade de restauração
por meio do arrependimento.
2ª Coríntios 4:4a - “[...] nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos [...]”
    Há quem diga que Deus cegou a mente dos incrédulos, no entanto, se observarmos mais atentamente o texto perceberemos que a palavra “deus” está escrita com “d” minúsculo e seguida do termo deste século, o que se refere a algo ou criatura comum considerada, literal ou figuradamente, como um deus. Em outras palavras, o texto não afirma que foi Deus - Jeová - quem cegou a mente dos incrédulos, mas sim que Ele apenas permitiu que aqueles que não creem nEle ou não o obedecem sejam enganados pelas suas próprias crenças.
    Um dos maiores problemas sempre foi a existência de falsos pregadores que confundem a mente dos ouvintes. Por essa razão, o apóstolo Paulo relata que aqueles a quem foi confiada a missão de anunciar a Graça de Deus devem fazer isso com grande responsabilidade (2ª Co 4:1; Dt 18:20; Jr 14:14-16); exortando quanto à importância de se rejeitar tudo o que contrarie a Palavra de Deus e tomar como exemplo de conduta os que a pregam verdadeiramente (2ª Co 4:2; 2ª Co 2:17); alertando ainda que nem todos os que ouvem dão crédito à Palavra (2ª Co 4:3; 1ª Co 1:18); dessa forma ele declara que o deus desse século - Satanás, o deus desse mundo (1ª Jo 5:19) - tem mantido muitas pessoas em escuridão espiritual para não enxergarem a luz da salvação para que não creiam em Deus ou em seu poder e sua misericórdia (2ª Co 4:4; Ef 2:1-3); fazendo com que elas não aceitem nada que se fale sobre renúncia contra o pecado (2ª Co 4:5; 2ª Tm 4:1-4); pois o autêntico Evangelho diminui o homem e glorifica a Cristo (2ª Co 4:6; Jo 3:30); colocando-o em condição de servo: frágil e dependente do seu Senhor (2ª Co 4:7; 12:7-10). É óbvio que o inimigo apenas consegue prender suas vítimas sob permissão divina (Jó 1:12; 2:6; Lc 22:31,32), porém, isso não significa que, levadas pelo arrependimento, as mesmas não possam alcançar o seu maravilhoso amor (At 3:19; Jo 3:16).

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