sexta-feira, 30 de setembro de 2016

“Olho Por Olho e Dente Por Dente"


O conceito de justiça estabelecido
por pessoas tomadas pelo ódio e
por desejo de vingança se opõe
à doutrina cristã que prega o
amor, a mansidão e o perdão,
ensinando ainda que qualquer ser
humano, por pior que seja, pode
ser transformado. Lembra do
apóstolo Paulo?
Mateus 5:38 - “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente.”
    Essa é a “base bíblica” de cristãos nervosinhos que procuram uma justificativa para expressar sua revolta diante de atos violentos, defendendo a prática da violência como justiça e também como forma de combate-la. Esse é mais um caso claríssimo de isolamento de versículo, e o pior é que não parece, na maioria dos casos, ser equívoco, mas maldade mesmo, porque muitos “aceitam” a Cristo por alguma necessidade pessoal, mas, declaradamente, não aceitam o Evangelho e sua doutrina: a Igreja tem que se adaptar a eles, e não eles se adaptarem à Igreja. Enfim, não importa o motivo, o importante mesmo é esclarecer a verdade.
    Mas a Lei não diz isso? Sim. Diz (Êx 21:23-25). Mas você vive pela Lei ou pela Graça (Tg 2:10,11)? Então, que tal observar o que Jesus disse sobre isso? Ao citar a expressão “olho por olho e dente por dente”, Ele continuou seu ensinamento dizendo para não reagirmos com violência (Mt 5:39) e sermos compreensivos (Mt 5:40-42), amando, bendizendo e orando pelos inimigos (Mt 5:44), tendo isso como condição para sermos chamados de filhos de Deus (Mt 5:45a); e disse isso frisando que odiar os inimigos era algo permitido na Antiga Lei (Mt 5:43). É ainda necessário lembrar que permissão não significa aprovação. O fato de Deus ter incluído na Lei punições como a pena de morte não quer dizer que Ele esteja de acordo; isso foi só pra regulamentar algo que já estava inserido na cultura do povo. Mesmo sendo soberano, Ele não agiu com autoritarismo impondo perdão aos que erravam, apenas estabeleceu regras para que inocentes não fossem injustiçados (Gn 4:15; Nm 35:30). Para a atualidade, diante dos ensinamentos de Jesus, vemos que os mandamentos se resumem no amor (Mc 12:29-31). Em seu sacrifício na cruz, Ele deu um exemplo prático disso ao perdoar um ladrão arrependido, levando-o consigo ao Paraíso (Lc 22:39-43). De fato, a criminalidade está cada vez pior e os cidadãos honestos cada vez mais oprimidos, mas, ainda assim, o perdão continua sendo uma obrigação para o cristão (Ef 6:11,12).

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