quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jesus, Um Líder Perfeito Escolhendo os Seus Discípulos

Resumo baseado na revista Lições Bíblicas Adultos da CPAD - 2º Trimestre de 2015 (Jesus, o Homem Perfeito - O Evangelho de Lucas, o médico amado) | Lição 5 | AD Belém - Congr. Elias Fausto/SP - Jonas M. Olímpio

Os mais variados métodos
aplicados por Jesus em seus
discípulos tiveram êxito porque,
além de usar sua própria vida
como exemplo, Ele agia como
amigo deles.
Lucas 14:25-35 - Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: 26Se alguém vier a mim, e não aborrecer[1] a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo[2]. 27E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. 28Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? 29Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, 30Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. 31Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? 32De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz. 33Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. 34Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? 35Nem presta para a terra, nem para o monturo[3]; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

    Em seu ministério terreno, entre as inúmeras qualidades do grande Mestre[4], existe uma em especial que não há como deixar de notar: Ele foi uma grande líder, e nos deixou vários exemplos de como exercer essa essencial função no Reino de Deus. Uma das principais qualidades de um bom líder é saber selecionar sua equipe e distribuir adequadamente sua funções. Os três primeiros livros de registro do Evangelho relatam os nomes dos doze que foram escolhidos por Ele para atuarem constantemente ao seu lado (Mt 10:1-4; Mc 3:13-19; Lc 6:12-16). Segundo a narração de Lucas, os nomes dos escolhidos são os seguintes: Simão Pedro[5], André[6], Tiago[7], João[8], Filipe[9], Bartolomeu[10], Mateus[11], Tomé[12], Tiago (filho de Alfeu)[13], Simão Zelador[14], Judas (filho de Tiago)[15] e Judas Iscariotes[16]. Os mesmos foram por Ele chamados de apóstolos[17] e, recebendo poder espiritual, foram enviados à pregar. Mas o que havia de especial nesses homens? Nada além da disposição para segui-lo! Em seus ensinamentos, Ele sempre destacou a importância da responsabilidade e do comprometimento daqueles que se dispusessem a segui-lo (Lc 14:25-35).
    Conforme podemos ver também no livro de Lucas, em sua habilidade administrativa Jesus demonstra grande capacidade para ensinar (Lc 4:15,31,32; 5:3,17; 6:6; 11:1,2; 13:10,22,26; 19:47; 20:1,21; 21:37; 23:5; 24:27); inclusive, a maioria dos seus escolhidos para essa missão especial era de homens simples que não usufruíam de grandes conhecimentos fora de suas profissões seculares, o que exigia de sua parte grande dedicação em ensinar. Inclusive, desde criança, Jesus exercia muito bem o ensinamento em seu ministério e, ao longo de sua vida, principalmente nos últimos três anos, suas pregações e conversas pessoais são repletas de ensinamentos. E é importante destacar que naquela época existia muitos ensinadores, pois havia muitos mestres especializados na Lei, entre os quais se incluíam os escribas[18], os fariseus[19], os essênios[20], os saduceus[21], os herodianos[22] e os zelotes[23] entre outros, que ensinavam expondo suas ideologias, geralmente políticas, no templo, nas sinagogas e nas ruas, como também os próprios sacerdotes exerciam essa função como parte do seu ofício religioso; mas algo diferenciava Jesus dos doutores da época: a sua autoridade; pois suas palavras não ficavam apenas na mente, mas mexiam com o coração dos seus ouvintes (Lc 4:32; Mt 7:28,29).
    Não é atoa que os apóstolos Paulo, Pedro e João orientavam a Igreja a seguir os exemplos de Cristo (Ef 5:1,2; 1ª Pe 2:21,22; 1ª Jo 2:6); exemplos esses que devem ser observados em todos nós (1ª Co 11:1). Jesus não somente falava, Ele agia da forma como mandava que seus seguidores agissem. Essa conduta Ele ensinava não somente ao povo, mas principalmente aos seus discípulos em particular. Seus discípulos podiam ouvir suas lições e assistir suas aulas práticas em todo os seu modo de viver e não apenas quando estava falando sobre religião. Sua conduta era irrepreensível, fazendo com que aqueles que o afrontassem se achassem como mentirosos. Com isso, uma coisa que Ele deixou bem clara para seus seguidores foi que palavras sem atitude são vazias e consistem em hipocrisia (Lc 11:42-46).
    Como bem sabemos, bons líderes não formam sua equipe com pessoas chamadas casualmente, ou simplesmente pela boa aparência ou conveniências particulares - ressalto que me refiro aos bons líderes -. O método seletivo aplicado por Jesus em relação aos doze que certamente exerciam também uma certa liderança em relação aos demais que o seguiam, consistia em analisar não simplesmente a capacidade intelectual como faz a maioria, mas também as condições psicológicas, o conhecimento em relação às pessoas e o lugar em que viviam e, principalmente, a boa vontade em fazer algo em benefício do próximo. O mais impressionante em sua visão de liderança é que, à primeira vista, dá a impressão que muitas de suas escolhas foram equivocadas como, por exemplo: Pedro era descontrolado e indouto (At 4:13; Jo 18:10,25-27), Judas Iscariotes era ladrão e o traiu (Jo 12:6; Mc 14:43-45) e muitos dos outros eram simples trabalhadores comuns não muito bem vistos pela sociedade (Lc 5:27-30); e, em contrapartida, recusou a outros aparentemente bem capacitados e dispostos a segui-lo (Lc 9:57-62). Entretanto, quando analisamos de forma espiritual e não “comercial”, vemos que cada escolha fazia parte do plano para que se cumprisse tudo o que estava escrito a seu respeito e se concretizasse a salvação da humanidade. Cada um, com suas particularidades, possuía qualidades essenciais na missão que em que recebera do Mestre, pois tinha conhecimento sobre o lugar e as pessoas com quem conviviam e, especificamente, Judas Iscariotes foi um instrumento usado por Deus para que Jesus fosse preso, e Pedro se tornou um dos maiores pregadores de todos os tempos. Isso nos ensina que nossa escolha não é em vão; o Mestre te chamou com um objetivo especial, sinta-se honrado por poder fazer parte de seu plano de salvação (Lc 10:17-20).
    Como um bom líder, Jesus apresentava as condições de serviço e também o salário de seus colaboradores; ninguém o seguia enganado. Segui-lo não era simplesmente uma aventura ou uma experiência de vida. As pessoas que com Ele estavam sabiam muito bem que teriam que renunciar ao conforto e a segurança de seu lar, como também sua saúde e sua própria reputação, pois, à vista da sociedade, não era um grande status andar com um homem que, com suas atitudes, dizendo cumprir a Lei, desafiava os sacerdotes e os governantes da época. Era preciso ter ao seu lado pessoas determinadas e corajosas que não tomassem decisões por empolgação ou interesses materiais e, por essa razão, Ele não divulgou um anúncio dizendo “há vagas”, mas procurou, chamou e ensinou a cada um deles conforme a necessidade do Reino. Mas, mesmo diante do grande sofrimento que enfrentaram, certamente ninguém se arrependeu de ter aceitado suas propostas, pois, aos que o seguiram fielmente, trabalhando conforme Ele mandou, nada faltou (Lc 18:28-30; 22:35).
    Como relatam as Escrituras, os discípulos tinham uma perfeita consciência de que ao aceitar seguir a Jesus, estavam aceitando uma radical mudança no destino de suas vidas. Não se tratava de uma simples mudança de religião, de cidade, de postura social ou de ideologia, mas de algo tão profundo em seu interior que os faria ter coragem de enfrentar até mesmo desconforto físico resultando em sua própria morte em nome da causa. Existe um questionamento em relação aos sentimentos familiares de seus discípulos e do próprio Jesus, mas, analisando profundamente os textos em que Ele diz que para segui-lo é preciso deixar ou aborrecer a própria família, está se referindo à nossa necessidade de, algumas vezes, confrontar aqueles que estão ao nosso lado quando sua postura é de impedimento quanto ao nosso chamado; não se trata literalmente de abandoná-los, mas de não ouvi-los se se os mesmos forem contrários à nossa opção de seguir o Mestre. Você quer mesmo segui-lo? Então reveja o conceito de prioridades em sua vida (Lc 9:23,24)!
    Cada um daqueles homens tinha diferentes pensamentos e modos de agir em tudo quanto faziam. Vemos, pelo momento de seu chamado, que eram trabalhadores, o que significam que tinham preocupação com sua família e suas responsabilidades sociais, e por isso estavam preocupados em garantir suas provisões materiais. A prioridade de todos, cada um ao seu modo, era financeira, pois o dinheiro é a base do conforto e da própria sobrevivência. Porém, ao conhecer Jesus, eles passaram a entender que existe uma prioridade muito maior do que o sustento físico: o sustento espiritual. Será que foi uma tarefa fácil convencê-los de que deveriam rever os valores pelos quais eles foram ensinados a lutar desde crianças e que sempre fez parte da cultura do seu povo? Obviamente não. Mas, o grande Mestre sempre soube como agir e falar de uma forma que alcançasse tanto a mente quanto o coração dos seus ouvintes. Ele conseguiu inserir neles a visão do Reino Celestial, mostrando-o como um “investimento” a longo prazo com efeito eterno. Com isso Ele nos permite entender que o verdadeiro líder cristão tem a obrigação de ensinar seus liderados a compreenderem que embora a luta pelas coisas dessa terra seja importante, ela deve ficar em segundo plano porque é passageira, mas a busca espiritual é primordial porque a vida após a morte é eterna, seja ela para a salvação ou mesmo para a condenação. Uma das responsabilidades dos obreiros da Igreja atual é levar o povo a compreender que não se deve relaxar em suas obrigações sociais, mas sobretudo, deve entrega-las nas mãos do Senhor porque é Ele que cuida de nós. Nosso chamado, nossos dons, nossa missão, enfim, todas as nossas obrigações referentes ao Reino de Deus dependem de nossa confiança e fidelidade a Ele. Então, sigamos o exemplo do nosso Salvador: como líder Ele foi tão eficaz que fazia seus discípulos sentirem-se seguros quanto a sua vida material; pois seu método de liderança incluía também o planejamento, a organização e a orientação passo-a-passo de como deveriam proceder, assim passando confiança àqueles que com Ele caminhavam (Lc 9:1-6,12-16).
    Uma das principais funções dos discípulos era pregar e ensinar a Palavra. E Jesus não se limitou a dizer que eles tinham que anunciar o Evangelho, mas os ensinou e os capacitou a isso. Sendo um autêntico líder espiritual, Ele dava exemplo de como eles deveriam pregar, pois antes de enviá-los sozinhos fez várias ministrações de pregação e ensinamento diante deles. Suas lições teóricas e práticas não se restringiram à arte do domínio da oratória, mas se estenderam à capacidade do exercício da autoridade através da Palavra, de modo que o que pregavam surtia efeito na vida dos ouvintes. Um verdadeiro líder ministerial ensina seus obreiros a fazerem o uso racional e eficiente da Palavra tendo a humildade de dividir seu espaço com outras pessoas que também tenham condições para trabalhar. Discípulos que se dedicam a exercitar o domínio da Palavra aprendem que o que sai da sua boca, quando usado de acordo com a vontade divina, tem muito poder (Lc 9:6).
    Outra das principais funções dos discípulos era atuar na área da libertação, a qual tanto poderia ser espiritual quanto física. E, em mais essa “matéria” eles tinha perfeitas aulas, não só teóricas, mas também práticas, do Professor Jesus. Não foram poucas as situações em que eles puderam presenciar o Mestre ensinando sobre milagres e também efetuando curas, ressurreições e expulsões de demônios. Como também não foram poucas as vezes em que eles, alunos imperfeitos, foram corrigidos por Ele porque, com sua pouca fé, não concluíram com êxito sua “lição de casa” (Mt 8:26; 16:8-10; 17:18-20). O aprendizado não era tão simples porque eles se deixavam prender por suas limitações humanas e fraquezas espirituais; mas, quando começaram a compreender melhor que o Mestre estava lhes passando muito mais do que conhecimento, passaram a exercer com resultados o seu ministério (Lc 9:1,2).
    As lições obtidas pelos discípulos diretamente junto ao Mestre tinham grande valor didático, pois tratava-se de uma preparação daqueles que continuariam sua missão após sua crucificação. Suas experiências foram essenciais para darem sequência na formação da Igreja que já tinha sido iniciada com eles pelo próprio Cristo, o qual não lhes deixou posses financeiras nem um grande templo, mas apenas sua Palavra e seu poder junto com a promessa do Espírito Santo para poderem anunciar o Evangelho e terem forças para suportar as perseguições que enfrentariam. O ministério terreno de Jesus foi um grande aprendizado não somente para os apóstolos, mas também para nós que aprendemos que para sermos bons líderes precisamos não apenas de habilidade com as palavras, mas de poder através delas, como também, a viver exemplarmente aquilo que pregamos para não darmos escândalos e nem cairmos em contradição diante dos ímpios. O Mestre sempre apontou para a cruz como alvo principal, pois o centro do Evangelho não são os mensageiros, mas o Dono da mensagem. Jesus conseguia mexer no intelecto de seus discípulos sem explorar suas emoções; essa é nossa missão como proclamadores do Evangelho do Reino: resistir as tentações do ego, nos diminuindo e fazendo com que Ele apareça por meio de nós. Ser discípulo, mais do que aluno ou aprendiz, significa ser desprendido e sua primeira lição avaliativa para constatar sua aptidão para o ministério é a prova de sua capacidade de renúncia a si mesmo sempre colocando a vontade do seu Senhor e as necessidades da Obra em primeiro lugar. Você quer ser avaliado como um verdadeiro discípulo do grande Mestre? A prova mais evidente disso é a forma como a Palavra pregada ou ensinada por você penetra no coração dos ouvintes (Lc 24:32).


[1]Aborrecer: Desprezar (Gn 29:33). Sentir horror; detestar (Lv 19:17), desgostar (Fp 3:1).
[2]Discípulo: Pessoa que segue os ensinamentos de um mestre. No Novo Testamento se refere tanto aos Apóstolos (Mt 10:1) como aos cristãos em geral (At 6:1).
[3]Monturo: Monte de lixo ou de esterco. Adubo (Lc 14:35). Montão de coisas repugnantes ou vis. Lugar onde se depositam dejeções ou imundícies.
[4]Mestre: Pessoa com autoridade ou liderança. Especialista em determinado assunto. Professor. Título comum entre os judeus na época de Jesus para se referir aos que ensinavam as Escrituras.
[5]Simão: Significa "Ouvinte". Na Bíblia aparecem nove homens com esse nome: 1) Pedro (Mt 4:18); 2) Iscariotes, pai de Judas (Jo 13:26); 3) O leproso (Mc 14:3); 4) Cirineu (Mt 27:32); 5) Curtidor (At 10:6); 6) Fariseu (Lc 7:40); 7) Mágico (At 8:9-24); 8) Zelote ou Cananeu (Mt 10:4); 9) Irmão de Jesus (Mt 13:55).
[6]André: Significa "Varonil". Irmão de Pedro e um dos 12 apóstolos. Vivia em Cafarnaum, onde era pescador (Mt 4:18-21). A tradição diz que foi morto numa cruz em forma de xis.
[7]Tiago: Também significa Jacó. A Bíblia relata a existência de 4 homens com esse nome: 1) Apóstolo, filho de Zebedeu e irmão mais velho do apóstolo João (Mc 1:19; 3:17). Era pescador (Lc 5:10). É mencionado em (Mt 17:1-8, Mc 10:41). Foi morto por ordem de Herodes Agripa I (At 12:2). 2) Apóstolo, filho de Alfeu (Mt 10:3; At 1:13). 3) Irmão de Jesus (Mt 13:55), convertido após a ressurreição (Jo 7:5), e pastor da Igreja de Jerusalém (At 12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9). Autor da epístola de Tiago. Foi morto em 62dC. 4) Pai do apóstolo Judas, não o Iscariotes (At 1:13).
[8]João: Filho de Zebedeu e de Salomé. Ele e seu irmão Tiago eram pescadores (Mt 4.21). João Batista o apresentou a Jesus (Jo 1:35-39), que o chamou para ser apóstolo (Mc 1:19-20). Era do grupo mais íntimo de Jesus (Mc 5:37; Mt 17:1; 26:37). Ele e Tiago são chamados de Boanerges (Filhos do Trovão: pessoas de caráter violento). João é provavelmente o discípulo amado (Jo 13:23). Foi ele o único discípulo que permaneceu perto da cruz (Jo 19:26-27) e o primeiro a crer na ressurreição de Cristo (Jo 20:1-10). Após o Pentecostes, trabalhou inicialmente com Pedro (At 3:1-4:22; 8:14-17; Gl 2:9). A tradição diz que João viveu em Éfeso até uma idade bem avançada. É considerado o autor do Evangelho de João, das três epístolas que levam o seu nome e do livro do Apocalipse.
[9]Filipe: Significa "Amigo de Cavalos". A Bíblia relata a existência de 3 homens com esse nome: 1) Um dos apóstolos, natural de Betsaida, que levou Natanael a Jesus (Jo 1:44,45) e fez o mesmo com um grupo de gregos (Jo 12:20-23). 2) Um judeu helenista, apelidado de "o evangelista"; foi um dos escolhidos para ajudar na assistência às viúvas de Jerusalém (At 6:5). Pregou em Samaria (At 8:4-8) e levou o eunuco etíope a Cristo (At 8:26-40). 3) Filho do rei Herodes (Mt 16:13).
[10]Bartolomeu: Filho de Tolmai. Um dos 12 discípulos. Nada se sabe dele. Alguns acreditam que seja Natanael (Mt 10:3; Jo 1:45).
[11]Mateus: Significa "Dom de Deus". Filho de Alfeu e também chamado de Levi. Foi cobrador de impostos em Cafarnaum, onde Jesus o convidou para ser seu discípulo (Mt 9:9-13) e apóstolo (Mt 10:3; At 1:13). Autor do Evangelho de Mateus.
[12]Tomé: Nome hebraico do apóstolo também conhecido por Dídimo, nome grego que também quer dizer "gêmeo". É mencionado em (Mc 3:18; Jo 11:16; 14:5; 20:24-29; 21:2).
[13]Tiago (filho de Alfeu): Também significa Jacó. A Bíblia relata a existência de 4 homens com esse nome: 1) Apóstolo, filho de Zebedeu e irmão mais velho do apóstolo João (Mc 1:19; 3:17). Era pescador (Lc 5:10). É mencionado em (Mt 17:1-8, Mc 10:41). Foi morto por ordem de Herodes Agripa I (At 12:2). 2) Apóstolo, filho de Alfeu (Mt 10:3; At 1:13). 3) Irmão de Jesus (Mt 13:55), convertido após a ressurreição (Jo 7:5), e pastor da Igreja de Jerusalém (At 12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9). Autor da epístola de Tiago. Foi morto em 62dC. 4) Pai do apóstolo Judas, não o Iscariotes (At 1:13).
[14]Simão Zelador: Também chamado de zelote ou cananeu. Um dos 12 discípulos de Jesus.
[15]Judas (filho de Tiago): Na Bíblia existem sete Judas: 1) Iscariotes, escolhido por Jesus para ser apóstolo (Mt 10:4), sendo o tesoureiro do grupo (Jo 12:6). Traiu a Jesus (Mt 26:47-49) e, depois, enforcou-se (Mt 27:3-5; At 1:16-19). 2) Irmão de Jesus (Mt 13:55) e provável autor da carta que leva seu nome (Epístola de Judas). 3) Apóstolo, filho de Tiago, também chamado de Tadeu (Mt 10:3; Lc 6:16). 4) Cristão de Damasco, em cuja casa Paulo se hospedou, após sua conversão (At 9:11). 5) Cristão que se destacou na igreja de Jerusalém, também chamado de Barsabás (At 15:22-32). 6) O Galileu, um revolucionário (At 5:37). 7) Macabeu, chefe da revolta dos macabeus (Sua história está registrada nos livro apócrifos 1º e 2º Macabeus).
[16]Judas Iscariotes: “Judas de Queirote”. Sendo um dos doze discípulos, tinha o cargo de maior confiança: era o tesoureiro do grupo (Jo 12:6). Por trinta moedas, traiu Jesus possibilitando sua prisão pelos soldados romanos dando como sinal um beijo (Mt 26:47-49); em seguida, arrependendo-se, se matou enforcado (Mt 27:3-5; At 1:16-19).
[17]Apóstolo: Enviado. Discípulos de Jesus que deram sequência à missão de pregar o Evangelho após a sua crucificação. Portanto, esse título não ficou restrito aos homens que tiveram contato com Jesus, pois continuou sendo usado como, por exemplo, no caso do apóstolo Paulo, que não o conheceu e chegou a ser perseguidor dos cristãos, mas foi chamado diretamente por Ele em uma visão (At 9:1-18).
[18]Escribas: Homens que copiavam e interpretavam a lei de Moisés (Ed 7:6). Os escribas criaram aos poucos um sistema complicado de ensinamentos conhecido como "a tradição dos Anciãos" (Mt 15:2-9). Jesus os censurou (Mt 23:23). Os escribas tiveram parte na morte de Cristo (Mt 26.57) e perseguiram a Igreja primitiva (At 4:5; 6:12). Eles eram chamados também de "doutores da lei" (Lc 5:17).
[19]Fariseus: Em hebraico significa “separados”. Judeus devotos ao Pentateuco. Participavam das reuniões legislativas da sinagoga. Formavam um grupo de fanáticos e hipócritas (o que não era o caso de todos, pois haviam exceções, como era o caso de Gamaliel que defendeu os apóstolos que estavam presos por pregarem a Palavra (At 5:34-38)) que se opuseram duramente contra Jesus Cristo. Segundo a história, nessa época, eles eram aproximadamente 6 mil pessoas.
[20]Essênios: Seita religiosa existente no tempo de Cristo. Eram mais ou menos quatro mil homens que seguiam com muito rigor a lei de Moisés. Alguns moravam em cidades, mas a maioria vivia em comunidades, no deserto de En-Gedi. Os essênios não são mencionados na Bíblia.
[21]Saduceus: Membros de um pequeno mas poderoso grupo religioso dos israelitas. Faziam parte desse grupo os sacerdotes e as pessoas ricas e de influência. Os saduceus baseavam os seus ensinamentos principalmente no pentateuco. Negavam a ressurreição, o juízo final e a existência de anjos e espíritos. Não se davam bem com os fariseus (At 23:6-8).
[22]Herodianos: Membros de um partido político que favorecia a família de Herodes e os romanos (Mt 22.16). Ainda que os fariseus fossem contra os herodianos, eles se uniram para combater Jesus (Mc 12.13).
[23]Zelotes: Membro de um partido nacionalista judeu do tempo de Cristo. Os zelotes, também chamados de "cananeus" ou "cananitas", usavam de violência na oposição ao domínio romano (Lc 6:15; Mt 10:4).

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