sábado, 24 de janeiro de 2015

“Maridos, Amai as Vossas Mulheres!”

Amar é muito mais do que
dizer belas palavras e fazer
carícias; amar é continuar
demonstrando carinho
e compreensão mesmo
em situações difíceis.
    Ao mencionar esse texto de Colossenses 3:19, é inevitável fazer a seguinte pergunta: você ama sua mulher? Preste atenção: eu perguntei se você ama e não se você gosta, pois existe uma diferença significativa entre amar e gostar; o gostar é relativo e pode se referir a um estado de sentimento superficial em relação a qualquer pessoa, animal ou objeto, já o amar é muito mais profundo e chega ao ponto de significar uma entrega de si próprio em nome desse sentimento (Ef 5:28,29). Outra coisa importante a se observar nesse versículo é que o termo amar está exposto de forma imperativa e não condicional, ou seja: é uma ordem e não um pedido ou uma sugestão, e também não permite ao homem o direito de amar a mulher apenas se achar que deve ou se ela fizer por merecer, tanto que finaliza dizendo: “não vos irriteis contra ela!”, o que expressa a necessidade de o homem, ainda que em situações difíceis, manter a calma e o autocontrole preservando assim a paz dentro do lar e a manutenção do próprio casamento. É fácil? Claro que não! Mas nenhuma missão é impossível quando pedimos ao Senhor para tomar a frente e direcionar nossa vida (Sl 37:4,5[1]; Tg 1:5[2]).
    No que se refere a esse delicado assunto, nota-se que muitos homens confundem amor com responsabilidade, sendo que embora uma coisa esteja ligada à outra não são dependentes entre si. Por exemplo: muitos são bastante cuidadosos na parte financeira nunca deixando faltar nada e, ao mesmo tempo, não dá carinho e nem atenção à ela; esse homem ama sua esposa? A resposta é simplesmente “não”! Colocar dinheiro e comida dentro de casa é obrigação e não prova de amor, pois cuidar é algo que podemos fazer por qualquer pessoa ou animal independentemente do grau de sentimento que tenhamos por eles. Por outro lado, há outros que demonstram um tremendo sentimento - principalmente na cama -, mas deixam a desejar no tocante ao seu sustento; esse homem ama a sua esposa? A resposta é simplesmente “não”! Pois quem ama faz mais do que carinho: quem ama cuida; então, o que ele sente por ela é, na verdade, atração e satisfação dos seus desejos carnais. Dessa forma, podemos entender que amar é suprir todas as necessidades e desejos possíveis e cabíveis e também, logicamente, agir de forma carinhosa fazendo-a sentir-se amada (Pr 18:22[3]).
    Inspirado por Deus, o apóstolo Paulo orientou os homens a não se irritarem contra suas esposas. Isso porque, certamente, entre os membros da igreja situada na cidade de Colossos[4] muitos casamentos estariam sendo desfeitos por brigas causadas por qualquer natureza, sendo que tais consequências poderiam ser evitadas se os maridos - que por serem homens tinham mais direitos - soubessem reagir com mais sabedoria diante de situações tensas. Isso nos leva a refletir sobre o quanto muitos que se julgam fortes revelam-se absurdamente fracos quando ao invés de demonstrarem que são realmente os cabeças da casa (1ª Co 11:3) acabam é provando a todos e a si próprios que são mesmo é uns “cabeções”, fracos e irresponsáveis que desistem de lutar em vez de terem a dignidade e a coragem de enfrentar os problemas de frente. Lembre-se ainda que ser o chefe de uma família não é uma questão de status, mas sim uma grande responsabilidade que deve torna-lo ainda mais humilde e dependente de Deus, pois em suas mãos estão não só o sustento, mas todo o bem-estar e a segurança daqueles que estão sob seu comando (Sl 127:1,2[5]), e essa responsabilidade aumenta mais ainda ao saber que as pessoas de quem ele cuida pertencem ao Senhor, e terá que prestar contas a Ele por tudo que lhes fizer; nossa família não nos pertence: são propriedade de Deus! E pior ainda são os que agridem violentamente a esposa - e até os filhos, pois quem agride um filho está agredindo o coração de uma mãe -, pois estes, além de estarem desonrando o casamento, estão pecando contra Deus por praticarem a violência (1ª Tm 3:2-5[6] [7]), tendo um agravante a mais de ser contra uma mulher, a qual, por natureza, é mais frágil e tem menos facilidade para se defender (1ª Pe 3:7[8]) - pelo menos a maioria -.
    Para se dar bem no casamento, é preciso entender algumas regrinhas bem básicas do “manual do amor”. Veja dez dicas bem simples:
1.      É você quem manda, mas é ela quem decide: abrir mão do direito de decisão, em alguns casos, não significa abrir mão da autoridade, pois é apenas um sinal de respeito a ela.
2.      Se ela estiver errada, não se imponha, se explique de forma a fazê-la entender porque está errada.
3.      Seja aberto e transparente: da mesma forma que você não gosta que te escondam nada, sua esposa também não vai gostar de saber que você guarda segredos.
4.      Se, de forma consciente ou inconsciente, elogiar outra mulher, corrija isso imediatamente elogiando-a também de forma que ela “perceba” que seu elogio à outra foi apenas comparativo para mostrar que sua esposa é melhor.
5.      Se ela demonstrar ciúmes, respeite isso; pois melhor é ter alguém que se comporte como sua dona - moderadamente, é claro - do que conviver com uma pessoa que pareça não estar nem aí com você. E procure retribuir da mesma forma - também com moderação, logicamente -, porque mesmo não deixando transparecer, mulheres gostam disso.
6.      Se tiver que optar em dar atenção a ela ou a qualquer outra pessoa, não seja bobo, dê a ela, pois é ela quem cuida de você e te suporta todos os dias. Além do mais, mulheres que se sentem menosprezadas, principalmente se não tiverem firmeza espiritual, estão mais sujeitas à depressão e até à traição.
7.      Saiba que sua opinião nem sempre é bem-vinda: se ela estiver feia ou mal arrumada, engula seus comentários e, se tiver mesmo que corrigir a situação, faça “cara de piedade” apenas dizendo que hoje gostaria de vê-la arrumada de outra forma ou, por exemplo, usando aquela roupa linda que você comprou outro dia.
8.      Seja sempre positivo: mesmo que as coisas não estejam muito bem, demonstre bom ânimo, porque mulher desanima com facilidade e isso pode fazê-la perder a confiança naquele que ela acredita que está ao seu lado para ajuda-la a vencer todos os obstáculos em qualquer situação. Um homem que não passa confiança é um sério candidato a voltar para o time dos solteiros.
9.      Mulheres normais gostam de homens bem-humorados, mas é preciso saber a diferença entre ser um cara engraçado e um bobo alegre: os engraçados fazem rir, mas os bobos irritam. Saiba a diferença entre o que a agrada e o que a diverte, caso contrário, o seu bom humor vai se transformar em decepção, aborrecimento e tristeza para você mesmo.
10. Ela gastou mais do que deveria esse mês? Se dá para pagar sem ir à falência, pague! Antes de reclamar, lembre-se que o valor dela não tem preço, e que a paz conjugal está acima do orçamento. Agora, caso essa atitude tenha sido abusiva e vai trazer problemas, sente-se e converse com calma deixando claro a ela que a sua intenção, quando a situação melhorar, é lhe dar ainda muito mais do que isso.
    Os detalhes expressos em atitudes como essas parecem bobos e ineficientes, mas podem fazer muita diferença e evitar uma grande crise no casamento. Essas pequenas ações podem parecer indiferentes para você, mas para ela podem ser uma grande demonstração de amor e funcionar como combustível para esquentar sua relação conjugal. Valorização é tudo! Mulheres, gostam, precisam e merecem isso!
    O homem, geralmente, se orgulha e se engrandece pelo simples fato de ser homem, achando-se superior por causa disso. Mas, você sabe qual é a maior prova de masculinidade, força, coragem, inteligência de um homem? Tudo isso está na capacidade de amar a companheira que Deus o colocou ao seu lado (Gn 2:22), demonstrando esse amor com atitudes bastante simples, mas igualmente nobres que façam com que ela perceba o quanto ele é realmente homem somente pelo fato de conseguir fazer com que ela se sinta amada e não usada por ele. Somente para concluirmos nossa meditação, reflita e responda para você mesmo: sua mulher se sente amada de verdade? Cuidado! O inimigo é astuto e preenche as brechas que você abre, colocando na mente de outro homem o desejo de fazer por ela aquilo que você está deixando a desejar!



[1]Deleitar: Deleitar: Sentir deleite (prazer, delícia, gosto, regalo).
[2]Lançar em rosto: Censurar, criticar, reprovar.
[3]Benevolência: Boa vontade para com alguém (Et 2:17; Pr 18:22).
[4]Colossos: Era uma cidade importante, situada nas proximidades do rio Meander, no vale do Lico e, por isso, acompanhava a principal rota comercial que ligava as cidades da Frígia, no leste, com Éfeso, no oeste. Registros históricos indicam que essa cidade desfrutava de imensa riqueza e prestígio, nos tempos antigos (anterior a 400 a.C.). Não há muitas informações sobre a igreja cristã existente ali na época do ministério do apóstolo Paulo; o que se sabe pelos relatos bíblicos é que ela era vítima de falsos ensinos devido à diversidade religiosa à sua volta.
[5]Sentinela: Guarda, vigia.
[6]Bispo: Dirigente de uma igreja cristã. Os bispos se dedicavam ao ensino da doutrina e à pregação do evangelho. Nos tempos apostólicos, o bispo cuidava de uma igreja local e era também chamado de presbítero (At 20:17-28; 1ª Tm 3:1-7; Tt 1:5-9); ancião. Só mais tarde os bispos se tornaram responsáveis por um grupo de igrejas de determinada região.
[7]Contencioso: Causador de contendas. Que é contestado, litigioso. Duvidoso, incerto. Encrenqueiro. Popularmente chamado de contendeiro.
[8]Coabitar: Habitar em comum; viver em comum. Ter relações sexuais com alguém. Conviver intimamente.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

“Mulheres, Estai Sujeitas a Vossos Maridos!”

A sujeição não começa no casamento,
mas sim no temor a Deus; uma mulher
que não obedece ao Senhor não
consegue compreender a importância
da fidelidade à honra do marido.
    Numa sociedade tão moderna e avançada como essa em que vivemos atualmente, onde a liberação feminina, mais do que um direito, parece ser uma obrigação, esse texto de Colossenses 3:18, tendo esse mesmo sentido confirmado em outros textos bíblicos (Gn 3:16[1]; Et 1:20; 1ª Co 11:3; Ef 5:22-24; 5:33[2]), aparenta ser totalmente antiquado e fora de contexto, inclusive na Igreja. Mas, não nos esqueçamos de algo: por mais que os tempos mudem as leis humanas, os princípios divinos continuam os mesmos. Tal afirmação é encarada pela maioria das mulheres, e até por alguns homens, como sendo um pensamento autoritário e machista, porém, é por tantas pessoas interpretarem assim que muitos lares estão desmoronando. Para melhor entender o sentido espiritual e moral dessa doutrina bíblica precisamos antes entender o significado da palavra “sujeição”: de acordo com os mais renomados dicionários, se sujeitar significa “se deixar dominar”, “dar a alguém liberdade de domínio sobre ti”, “se conformar” e “ser obediente”. Sendo assim, percebemos que esse termo expressa não meramente um direito do marido de lhe impor autoridade, mas uma autorização da parte dela por lhe honrar respeitando sua condição dominadora concedida por Deus.
    E esse texto ainda prossegue com a expressão “como convém no Senhor”, o que deixa claro a existência de uma limitação nessa sujeição, dando a ela o direito – ou a obrigação - de apenas se submeter a ele enquanto suas atitudes estiverem de acordo com os princípios divinos, ou seja: desde que não transgridam os padrões de comportamento ensinados na Bíblia. Ser obediente é mais do que simplesmente obedecer: é ter consciência de seus limites não usando da submissão como uma desculpa para se excluir da responsabilidade de buscar conhecimento para raciocinar e discernir entre o certo e o errado. É claro que há exceções como, por exemplo, casos em que o autoritarismo masculino é imposto por meio de violência; a mulher não tendo como enfrentar uma decisão errada do marido obviamente é sim justificada por Deus, porém deve se colocar em oração no propósito de ter sabedoria para alcançar a solução desse problema (1ª Pe 3:1).
    Tanto no âmbito espiritual quanto material, as mulheres, por determinação divina, possuem direitos e deveres, os quais precisam ser plenamente respeitados e exercidos dentro dos padrões estabelecidos pelos princípios divinos. Atualmente, muito se tem falado e cobrado em relação aos direitos femininos, os quais são inegavelmente legítimos e reconhecidos por Deus, por isso destacaremos alguns deles aqui; porém, antes falaremos dos deveres, pois para se usufruir de algum benefício é preciso também cumprir com suas obrigações.
Principais deveres das mulheres:
1.     Ajudar o marido, pois foram criadas com o objetivo de serem suas ajudadoras (Gn 2:18,21-25[3] [4]; 3:20[5]).
2.     Agir com sabedoria para edificar o seu lar (Pr 14:1).
3.     Amar exemplarmente o marido e os filhos (Pr 31:28,29).
4.     Ter uma vida espiritual exemplar (Tt 2:4,5).
5.     Manter um comportamento moderado perante a igreja e a sociedade (Tt 2:5[6]).
   
Principais direitos das mulheres:
1.     O respeito do marido (Cl 3:19).
2.     Proteção contra a violência e o assédio sexual (Êx 22:22,23; Nm 5:30,31; Dt 22:13-19,25,26,29,30[7] [8]).
3.     Autoridade para governar a casa (1ª Tm 5:14).
4.     Liberdade para servir a Deus (1ª Co 7:13-16).
5.     O sustento da família e da igreja quando estiver desamparada (1ª Tm 5:16).

Conselhos práticos para a mulher no dia-a-dia:
1.     A onda da liberação feminina está em alta, mas a sábia mulher cristã consegue exercer seus direitos sem ultrapassar os limites ensinados nas Escrituras Sagradas.
2.     Ser ajudadora do marido não significa assumir o lugar dele e tomar decisões em seu lugar, mas auxiliá-lo em tudo quanto possível.
3.     Ser ajudadora do marido também não significa ser sua escrava, mas simplesmente fazer por ele o que estiver ao seu alcance.
4.     A obrigação de sustentar a casa não é dela, mas o controle do sustento para não deixar nada faltar está sob sua responsabilidade.
5.     Uma boa mulher sabe impor respeito não só por suas palavras, mas também por sua aparência e por suas atitudes diante de todos.
6.     Sujeição ao esposo inclui a pureza e os valores morais; uma boa esposa não dá ao marido razões para desconfiança ou ciúmes.
7.     Sujeição ao esposo não inclui aceitar violência verbal ou física, seja de natureza moral ou sexual; também cabe a ela saber lutar e fazer valer seus direitos.
8.     Amar o marido não é simplesmente ter um bom desempenho na cama, mas principalmente dar a ele razões para saber que ela o satisfaz em todas as áreas da sua vida.
9.     A intercessão pela família faz parte da rotina da mulher temente a Deus.
10. Sua sujeição deve ser, em primeiro lugar, prestada ao seu Noivo que está no céu preparando sua Casa Eterna aguardando o momento de vir busca-la.
    Sujeitar-se ao marido significa sujeitar-se a Deus e reflete numa vida pessoal e familiar abençoada em todos os sentidos (Pr 31:10-12,27). Pois procedendo dessa forma ela evita conflitos desnecessários e, ao mesmo tempo, demonstra equilíbrio, sabedoria, amor e temor ao Senhor. Nos simples atos de cumprimento de seus deveres ela conquista seus direitos passando a imagem de uma pessoa que merece respeito. Se sujeitar não é se inferiorizar, mas sim mostrar ser digna de um lugar de honra e destaque, o qual nem todas conquistam porque tentam se impor em vez de agirem racionalmente esperando pelo momento certo de tomar as atitudes necessárias. Uma mulher que sabe o valor da sujeição, automaticamente, ganha do esposo a confiança e o direito de autoridade dentro da própria casa, ao passo que uma mulher que se impõe autoritariamente é vista por ele como um obstáculo e uma ameaça à sua posição de cabeça da família, a qual foi constituída por Deus (1ª Co 11:3). A felicidade de um casamento é constituída pelo respeito às regras criadas por aquEle que o criou, pois ninguém se apossa legitimamente do lugar que lhe é destinado se não reconhecer o valor de quem ocupa uma posição acima da sua (Pr 16:18[9]; 15:33). É claro que existem homens desprezíveis e irresponsáveis que, além de dependentes, se tornam exploradores de suas mulheres; porém, até a esses elas têm respeitar porque foi com eles que aceitaram constituir uma família. Se não houve sabedoria e discernimento espiritual na escolha do cônjuge, é preciso saber desenvolver essas virtudes para salvar o casamento e manter a harmonia no lar. Essa é uma missão da mulher que teme a Deus (Mt 19:5,6; Pr 24:3,4[10])!



[1]Conceição: Ação de conceber; concepção. Gravidez.
[2]Reverenciar: Tratar com respeito; honrar.
[3]Adjutor: Ajudador.
[4]Adão: Significa "Terra, Solo". O primeiro homem criado por Deus (Gn 1:27-5:5). É uma figura de Cristo, que é o segundo Adão (Rm 5:14-19; 1ª Co 15:22). Nome genérico do ser humano, incluindo o homem e a mulher (Gn 5:1,2).
[5]Eva: Significa "Vida". A primeira mulher, esposa de Adão e mãe da humanidade (Gn 3:20). Junto com Adão foi enganada por Satanás, começando assim o pecado no mundo (Gn cap. 3). Adão e Eva tiveram filhos e filhas (Gn 5:4), mas na Bíblia são mencionados apenas os nomes de três: Caim, Abel e Sete (Gn 4:1,2).
[6]Casto: Que se abstém de atos contrários à modéstia, ao pudor ou à pureza. Que se abstém de quaisquer relações sexuais. Puro. Não misturado, sem mescla.
[7]Siclo: Medida de peso igual a 11,424g (Gn 24:22). É igual a 2 becas ou a 20 geras. Peça de ouro ou prata usada como dinheiro (2º Sm 24:24).
[8]Desposar: Casar (Êx 21:8). Contratar casamento (Mt 1:18).
[9]Altivez: Qualidade do que é altivo (alto, elevado. Nobre, magnânimo. Orgulhoso, arrogante).
[10]Câmara: Quarto; cômodo.

Quais são os sinais dos cumprimentos proféticos e o que acontecerá após o arrebatamento?

    Comentários resumidos destacando os principais fatos em torno dos acontecimentos relacionados aos últimos dias da humanidade na terra. Os principais sinais que evidenciam que estamos próximos a volta de Cristo e respostas às intrigantes perguntas sobre as dúvidas sobre o que acontecerá com os que não forem arrebatados focando o significado das sete taças, dos sete selos e das sete trombetas.

SUMÁRIO
- Definição de Escatologia
- Gráfico: As visões da estátua de Nabucodonosor e os quatro animais vistos por Daniel
- Gráfico: As setenta semanas de Daniel
- Sequência de acontecimen-tos nos últimos dias da huma-nidade na terra
- O que acontecerá após o ar-rebatamento da Igreja?
- A Grande Tribulação: os sete selos, as sete trombetas e as sete taças
- Os sinais da volta de cristo no mundo atual





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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Enfim, o Casamento... Bem-Vindo a Um Novo Mundo!

A realização maior em nossa vida
terrena está no casamento; pois é
a partir dele que várias
conquistas se seguem fazendo
com que nos sintamos mais dignos
como cidadãos e como servos do
Senhor.
    Passado o período de euforia do início da vida à dois, depois de amenizar a ansiedade das novas experiências, é hora de começar a perceber que o sabor do mel é muito bom, mas para poder saboreá-lo, as vezes, é preciso suportar algumas ferroadas. Mas fique tranquilo, pois vale a pena sentir um pouco de dor para poder ter a honra de olhar no espelho e dizer: “Agora sou um chefe de família!”, “Agora sou uma dona de casa!”; afinal, a sensação de autoridade e liberdade é algo incomparável e não tem preço. Porém, é melhor ir com calma aí porque é preciso se lembrar de algo muito importante: o casamento é constituído por duas pessoas, sabe o que isso significa? Significa que você não está só e, se não está só, tanto a autonomia quanto a liberdade são limitadas, pois é preciso haver respeito e cuidado em relação àquela pessoa que agora vai viver ao seu lado até o fim da sua vida. E se você quer que essa convivência seja mesmo até o fim da vida é melhor ir se acostumando com essa ideia: “Não estou só!”; “Tudo o que tenho não é só meu!”; “Não posso tomar decisões importantes sozinho!”; “Quero ser amado, mas será que estou amando?”. É a partir do momento que conseguir fazer e responder essas perguntas a si mesmo que você poderá ter a certeza de que está agindo como um esposo ou uma esposa cristã (1ª Pe 3:6,7[1] [2] [3]).
    Uma das primeiras coisas que um recém-casado precisa é se acostumar com a ideia de que não está sozinho e que agora, querendo ou não, vai ter que aprender a impor limites a si mesmo para poder respeitar os direitos do cônjuge. Sendo assim, muitos costumes, hábitos ou manias precisam ser mudados ou até abandonados de vez, pois algumas atitudes que pareçam não ser um problema para você, talvez sejam um problema para a pessoa que está ao seu lado. A vida conjugal depende muito do amor[4], e amar, na prática, significa abrir mão de qualquer coisa que possa interferir negativamente em seu relacionamento com a pessoa amada ou também suportar algumas práticas dela que não te agradem muito; pois quem ama respeita, e quem respeita se sacrifica. Porém, é óbvio que você não vai ter que renunciar a tudo que faça parte da tua vida e nem também aceitar atitudes da parte dela que ultrapassem os limites do tolerável, afinal, o “sacrifício” tem que ser mútuo, ou seja: ambos devem se respeitar se limitando e se suportando dentro da medida do possível. Isso significa que em alguns momentos você precisará convidá-la para uma conversa um pouco mas séria e expor com clareza o que pensa, o que sente e apontar uma solução razoável para ambos: uma alternativa que não pareça apenas te favorecer, mas que seja viável também para ela. Esses diálogos não apenas representam uma saudável preocupação de sua parte em manter a harmonia no lar, mas demonstram também o quanto você é atencioso e se interessa não somente pelo seu próprio bem-estar, mas também pelo dela, lembrando ainda que, além de marido e mulher, são também irmãos em Cristo (Rm 12:9-11[5]).
    Outra coisa muito importante a aprender nos primeiros passos da vida conjugal é que praticamente tudo o que é seu também pertence a ela e vice-versa; quem não conseguir compreender o sentido da “lei do compartilhamento”, definitivamente, não vai se dar bem no casamento. O sentimento de egoísmo é uma das maiores causas de conflitos entre casais, pois não há como viver sob o mesmo teto estabelecendo “fronteiras de acesso proibido” ao seu próprio cônjuge. Tanto objetos de uso em comum quanto coisas mais sérias como senhas de cartões e decisões sobre negócios relacionados às finanças, estudos, saúde, questões sentimentais e quaisquer tipos de projetos devem ter plena participação de ambos. Afinal, casamento é liberdade de opinião e correção, parceria, confiança, amizade e até cumplicidade; a falta de algum desses fatores é o indício de que algo não está bem: um sinal de alerta indicando que alguma peça precisa ser ajustada antes que a engrenagem apresente problemas de funcionamento ou pare de vez. Sendo assim, entre duas pessoas que compartilham o mesmo sentimento, não pode haver restrições, desconfiança, segredos, vergonha ou deslealdade; caso haja, isso significa que um dos dois - ou os dois - não está compartilhando de fato do mesmo sentimento (1ª Co 13:4-7[6]).
    No que se refere às decisões importantes da casa, não deve o marido agir autoritariamente achando que tem direito sobre tudo ou mesmo jogando esse peso nas costas da esposa, e nem a mulher se excluir de suas responsabilidades pensando que isso não é problema dela ou ainda tomando a liberdade de não respeitar a autoridade do esposo. É preciso haver consenso: equilíbrio e concordância. E isso é necessário porque, além de ser uma demonstração de respeito, se algo der errado um não vai poder culpar o outro, afinal, ambos optaram juntos por essa decisão. O descumprimento dessa regra tão básica de convivência é um erro tão grave que não sou poucos os casos de separação porque, de repente, chegaram contas, ou cobranças de contas não pagas, que o esposo ou a esposa nem sequer imaginavam sua existência. Com exceção de ser um presente surpresa, ainda que os dois trabalhem para ganhar seu próprio dinheiro, é importante sim que cada um saiba dos negócios realizados pelo outro até mesmo porque num caso de desemprego, por exemplo, o parceiro estando ciente da dívida pode se programar para ajudar no pagamento da mesma. E esse acordo nas decisões é importante não apenas em assuntos financeiros, mas em tudo quanto seja realizado no dia-a-dia, pois é apenas um simples detalhe que pareça não fazer diferença alguma para você que pode fazer muita diferença para ela e provocar gravíssimos problemas com danos quase irreparáveis, sendo que tais prejuízos poderiam ser facilmente evitados com simples atitudes como, por exemplo: sempre ligar informando aonde está e para onde vai, não esconder recados e nomes de amigos adicionados em redes sociais, pedir opinião sobre qual roupa vestir ou com quem deve ir a determinado lugar e sempre comentar sobre seus sonhos ou objetivos demonstrando total disposição e interesse em saber o ponto de vista dela. Comunicar e pedir participação nas decisões, assim como em qualquer relacionamento, estruturam e fortalecem o casamento, pois a Bíblia nos ensina a não fazermos projetos sozinhos  (Pr 15:22; Ec 4:9,10).
    Outra falha que se deve evitar a todo custo são os questionamentos ou as cobranças excessivas, principalmente quando você não pratica como deveria aquilo que questiona ou cobra, e uma dessas coisas é o amor. A correria cotidiana tende em nos transformar em egoístas levando-nos pensar que estamos fazendo muito e recebendo pouco do nosso cônjuge. Um bom exemplo disso é o fato de que quando um homem chega em casa cansado, se a mulher pede atenção, ele se sente no direito de não lhe atender e, por outro lado, se é ele que lhe pede atenção e ela se justifica dizendo que está cansada, já acha que ela não está querendo retribuir ao seu amor; e como o inimigo adora essas brechinhas começa a colocar um monte de minhocas na cabeça do sujeito, tipo: “Ela está agindo com ingratidão, desinteresse, acho que não me quer mais, deve estar me botando chifre!” e por aí vai. Essa situação se aplica a ambos, e para evita-la basta simplesmente compreender que todos nós temos momentos de indisposição e a não ser que esses argumentos sejam rotineiros, não podem ser encarados como desculpas, mas sim como eventualidades as quais você vai sobreviver. Quem realmente ama passa a conhecer a pessoa de uma tal forma que dificilmente se consegue enganar com qualquer aparência e sabe entender as fraquezas e esperar, não se tornando assim um “torturador” da pessoa amada. Você ama de verdade? Então com certeza você a trata da mesma forma como espera que ela te trate (Mt 22:39; Rm 13:10).
    O casamento é muito mais do que uma mudança de casa, membros familiares e estado civil nos documentos, ele significa uma alteração total em sua rotina que interfere não só em seu coração, mas te faz sentir mudanças psicológicas e até físicas. É a partir daí que você vai aprender a conviver com uma realidade que te exigirá mais responsabilidade, autocontrole, firmeza, coragem, sabedoria, boa vontade e até fé em Deus... ou seja: tudo o que você já tinha ­- ou pensava ter­ - antes, agora precisa ser incalculavelmente multiplicado por valores indefinidos e dividido por dois. Mas não se assuste e nem pense que isso é negativo, pois é exatamente ao contrário: as experiências adquiridas a partir daí, ainda que algumas possam ter sabor amargo, te produzirão efeitos tão positivos que em pouco tempo você perceberá que evoluiu de tal forma que conquistas que pareciam impossíveis agora são uma realidade em sua vida. Casamento é a concretização da vontade divina em relação ao estabelecimento da família e a possibilitação da continuidade da raça humana de uma forma decente e honrada: dentro de um lar oficialmente constituído por meios legais e estruturado pelo sentimento do amor. A união conjugal, quando realizada sob a direção de Deus, é sinônimo de paz, segurança, honra e alegria; por isso, o consagre ao Senhor orando diariamente por ele e viva-o intensamente (Ec 9:9[7]; Pr 18:22; 19:14[8]).



[1]Sara: Significa "Princesa". Esposa de Abraão e mãe de Isaque. Até os 90 anos foi chamada de Sarai que significaria "Briguenta" (Gn 11:29-31; 12:1; caps. 16-23; Hb 11:11; 1ª Pe 3:6.
[2]Abraão: Esse nome significa pai, ou líder de muitos. É um personagem bíblico citado no Livro do Gênesis a partir do qual se desenvolveram três das maiores vertentes religiosas da humanidade: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Obedecendo as ordens de Deus, saiu com Ló de Harã, juntamente com sua esposa e seus bens, indo em direção a Canaã. Abrão já teria setenta e cinco anos de idade e dá a entender que já tivesse pessoas a seu serviço, embora nenhum filho. Teria sido pai pela primeira vez aos oitenta e seis anos, quando nasceu Ismael: filho que ele concebeu com sua escrava Hagar, sob consentimento de sua esposa Sara que era estéril. Sara deu à luz a Isaque com a idade aproximada de 90 anos e Abraão tinha quase 100. Ele é considerado como o pai da fé e morreu com 175 anos de idade.
[3]Coabitar: Habitar em comum; viver em comum. Ter relações sexuais com alguém. Conviver intimamente.
[4]Amor: Sentimento de apreciação por alguém acompanhado do desejo de lhe fazer o bem.
[5]Cordialmente: De forma cordial. Amável; sincero. Relativo ao coração. Afetuoso, franco, sincero. Que estimula o coração.
[6]Leviandade: Procedimento irrefletido, precipitado ou sem seriedade; imprudência (Jr 23:32; 2ª Co 1:17).
[7]Vaidade: Ilusão. Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. Vanglória, ostentação. Presunção malfundada de si, do próprio mérito; fatuidade, ostentação. Coisa vã, fútil, sem sentido. Futilidade. Jactância, presunção.
[8]Fazenda: Riquezas e bens; Finanças.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Trocando Ideias Antes Para Depois Não Dizer que Não Sabia que Ele(a) Era Assim

Os pontos positivos e negativos
de uma pessoa são mais
facilmente percebidos quando
lhes damos atenção e a
fazemos se sentir a vontade
para expressar suas ideias e
sentimentos.
    Você quer se casar[1]? Quer mesmo? Tem certeza disso? Por acaso você conhece a pessoa com quem está namorando[2]? Sim. Eu sei... você sabe o nome dela, a altura, a cor do cabelo e dos olhos, as preferências, algumas manias, o endereço, já viu a família e até a acha bonitinha. Porém, sem querer te desanimar, essas informações basiquíssimas não te tornam um conhecedor a respeito da pessoa com quem está fazendo planos de passar o resto da vida; aliás, nem sabe se vai conseguir passar o resto da vida com ela. E é aí que está um grande perigo: primeiro, porque casamento de cristão tem que durar até a morte (Rm 7:2,3) e, depois, porque você está assumindo um compromisso moral de extrema seriedade e precisa ter a dignidade de honrar sua palavra dada a ela perante a família, a sociedade, a Igreja e, principalmente, diante de Deus; afinal, vai fazer um juramento no altar sagrado, e eu imagino que você não gostaria de mentir (Jo 8:44) principalmente ali (Mt 23:18-20), não é mesmo? Então, para evitar amargos arrependimentos mais tarde, é preciso saber que casamento não é sempre esse doce sabor de mel que você está experimentando agora, ou seja: atração por boa aparência ou suposto bom caráter pode trazer decepção; por isso, menos beijos e mais diálogos podem proporcionar muito mais prazer no futuro.
Então, já que é tão importante a troca de ideias entre um casal que está se preparando para uma futura vida conjugal[3], qual deve ser o conteúdo dessas conversas? Vejamos aqui cinco dos assuntos mais importantes que podem interferir de forma positiva ou negativa chegando a fazer diferença entre o sucesso ou o fim de um casamento:
1 - Postura social: Isso inclui todo o comportamento de um modo geral como, por exemplo: ética[4] profissional, convívio familiar, relacionamento com as demais pessoas e questões relacionadas à própria moral como a moderação das palavras e a sensualidade. É de extrema importância observar e comentar sobre isso com a pessoa durante o namoro, pois são atitudes aparentemente sem importância, mas que podem gerar desconfortos como irritação ou até ciúmes. Pois não são poucos os casos de sérios conflitos entre casais por nunca terem, no período do namoro e do noivado, notado e conversado sobre esses detalhes:
-  Se ele ou ela demonstrava mais preocupação com o emprego do que com a casa e a família ou também porque, no serviço, não mantinha uma conduta de honestidade ou respeito para com clientes e colegas de trabalho;
-  De que forma ela trata a família antes de se casar - os pais e os irmãos -. Pois isso revela sua verdadeira personalidade[5], assim deixando transparecer a forma que provavelmente ela te tratará depois do casamento, considerando ainda que após estar casada, ela sentirá mais domínio sobre a casa e, por ter mais autoridade, se imaginará no direito de se impor mais ainda sobre você;
-  Seu mal ou o bom relacionamento com vizinhos, irmãos de igreja e outras pessoas próximas. Pois isso também pode indicar se você poderá ou não futuramente ter problemas com alguém por causa dela;
-  Se ela tem o costume de expor seu corpo. Pois mesmo isso parecendo algo inocente e sem importância, na verdade, além de ser algo reprovável diante de Deus e impróprio diante da conduta cristã, pode também expressar um caráter indigno de confiança, pois qual será a intenção de alguém que gosta ou não se importa em mostrar partes ou o contorno de seu corpo?
-  Se ela fala muito ou se fala de forma imprudente. Pois o descontrole sobre a língua ou uma simpatia exagerada, ainda que praticados de forma ingênua, além de sérios problemas, também geram uma má impressão fazendo com que ela seja mal interpretada por pessoas que não a conheçam bem.
    Mínimos detalhes observados no comportamento desde o início de um relacionamento são o ponto chave para se prevenir de perigosos conflitos que poderão surgir no futuro. A identificação de alguns aspectos negativos pode possibilitar sua correção através de simples diálogos, os quais devem ser abordados com delicadeza e carinho - sem imposições ou qualquer demonstração de autoritarismo - para não causar atritos provocando problemas e colocando em risco a continuidade do namoro.
2 - Controle financeiro: Conversar sobre dinheiro te ajuda a passar para ela a imagem de alguém que se preocupa com o sustento da casa e te permite ter uma noção se ela pensa e age da mesma forma. É importante que haja um prévio acordo entre os dois a respeito do fato se apenas o homem vai trabalhar fora enquanto a mulher cuida da casa, ou se ambos terão empregos e, nesse caso, de quem é a responsabilidade por cada item das despesas. É importante notar se ela - ou ele - ganha seu próprio dinheiro ou se é dependente dos pais; e, no caso de ganhar seu próprio sustento, como o administra e se ajuda em casa, e de que maneira lida com as dívidas e como controla cheques ou cartões de crédito, e também se se preocupa em estudar e fazer cursos para crescer profissionalmente.
3 - Formação familiar: Falar sobre o futuro da família que pretende constituir é extremamente importante. Num relacionamento que visa o compromisso matrimonial, deve-se abordar com frequência questões como: “Vamos morar próximos aos nossos pais ou ficar longe da influência - ou interferência - de parentes”?; “Quantos filhos vamos ter?”; “Que tipo de educação vamos dar a eles?”;  “Você sabe cozinhar, lavar a roupa e limpar a casa?”. Esse tipo de questionamento pode parecer tolice, mas, por não terem discutido questões “bobas” como essas, muitos lares estão completamente desmantelados.
4 - Visão ministerial: Você canta, prega, é chegado numa vigília, crê em milagres e batismo com o Espírito Santo, gosta de dar “aleluia” e “glória a Deus”, curte o modernismo gospel, leva a sério a Escola Dominical, é a favor de Teologia, possui algum cargo relevante no ministério, participa assiduamente dos trabalhos da igreja, vai regularmente aos cultos ou é só um crente domingueiro? Sem supervalorizar ou desmerecer qualquer um desses itens, o mais importante a considerar aqui é se a pessoa com quem pretende se casar é igual, age assim ou pelo menos pensa - total ou parcialmente - da mesma forma e consegue tolerar atitudes diferentes daquelas que ela foi ensinada e acostumada a viver até aqui. Tais diferenças são fatores que têm atrapalhado a vida ministerial de muitos servos e servas de Deus causando esfriamento espiritual e gravíssimos problemas dentro de casa. Essa é a razão pela qual não é aconselhável o casamento entre pessoas de diferentes denominações[6]. Falar sobre isso e analisar os pontos negativos de qualquer discordância possibilita um melhor entendimento para que no futuro ambos possam ser autênticos instrumentos de Deus em sua Obra trabalhando juntos de maneira pacífica e harmoniosa.
5 - Comportamento sexual: Aí a coisa é mais complicada do que parece porque há palavras, gestos, atitudes e posições na hora do prazer que podem satisfazer o homem e não satisfazer a mulher ou vice-versa; além do mais, existe outro fator a se considerar: “Será que a forma como eu quero - ou ela quer - fazer é agradável ou abominável a Deus?”. Mesmo sendo um assunto ainda á beira da “proibição” devido a existência de tantos tabus[7] em torno dele é sim necessária sua abordagem durante o namoro para se evitar futuras frustrações, as quais, quando um dos cônjuges não está espiritualmente firme e, levado pela falta de vigilância sob o pretexto da insatisfação na cama, acaba se entregando ao adultério. É importante também ressaltar que somente se deve conversar sobre isso quando houver a certeza da maturidade e da seriedade da outra pessoa, primeiro para evitar que se ela for uma “super-crente” venha a se escandalizar e ficar com medo de você e, segundo para, caso ambos não tenham uma boa estrutura, não acabem deixando a conversa ficar “picante” demais e aí já sabe, né?
    Casal que não conversa não se entende, e quem não se entende não consegue conviver por muito tempo. Não é raro ouvirmos relato de pessoas que dizem: “Ele não era assim! Ele mudou com o tempo!”, mas, na verdade, pessoas não costumam mudar, simplesmente, com o tempo, ela acabam por revelar seu verdadeiro caráter e, na grande maioria desses casos, isso poderia ser facilmente percebido se tivesse havido mais diálogo e atenção aos mínimos detalhes por parte de quem hoje se tornou vítima da situação. Além dos assuntos aqui mencionados, há vários outros que devem ser abordados durante o namoro como, por exemplo, preferências culturais, opiniões sociais, temperamento[8] e até costumes relacionados à saúde e à higiene pessoal. Não adianta simplesmente achá-la bonitinha admirando seu corpo e saboreando seus doces beijos, pois a vida conjugal vai muito além disso; bem mais do que se imagina. A troca de ideias não é só uma expressão de opinião, mas também uma troca de conhecimento e experiências que tornarão o casal mais íntimo e mais confiante em seu relacionamento.
    É óbvio que como cristãos sabemos que nossas escolhas não se baseiam apenas em critérios baseados na lógica da boa convivência, mas também, e principalmente, na vontade de Deus e em seus propósitos para nossa vida (Rm 8:28) fazendo-se assim essencial muita oração com vigilância e pedido de discernimento entre o bem e o mal (Sl 86:11) para conseguir encontrar a pessoa ideal. No entanto, após a conquista, mesmo tendo a certeza de que essa é a princesa - ou o príncipe - dada pelo nosso Rei, isso não nos priva da responsabilidade de agir com prudência procurando conhecer para poder corrigir possíveis falhas que venham, futuramente, a causar problemas ou mesmo por um fim num lar que foi nos foi planejado, estruturado e estabelecido pelo próprio Deus; o fato de Ele nos dar uma bênção não nos livra da obrigação de cuidar bem dela para não perdê-la (Mt 25:24-28[9]).



[1]Casamento: Instituição divina pela qual um homem e uma mulher se unem por amor numa comunhão social e legal com o propósito de estabelecerem uma família (Gn 1:27-28; 2:18-24). É permanente e só pode ser dissolvido pela morte (Rm 7:2-3) ou, excepcionalmente, pelo divórcio (Mt 19:3-9). União legítima e legal de homem e mulher para constituir família.
[2]Namoro: Ato de namorar. Período em que um casal se dedica a conhecer um ao outro visando chegar ao casamento.
[3]Conjugal: Relativo a cônjuges (marido e mulher) ou ao casamento (Êx 21:10; Rm 7:2).
[4]Ética: Conjunto de princípios morais que se devem observar; é o que indica as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros da sociedade. Bom senso.
[5]Personalidade: Caráter essencial e exclusivo de uma pessoa. Aquilo que a distingue de outra.
[6]Denominação: Designação de uma pessoa ou uma coisa por um nome. Termo usado para definir as diferentes igrejas evangélicas.
[7]Tabu: Qualquer coisa que se proíbe supersticiosamente, por ignorância ou hipocrisia. Feitiço. Aquilo que tem caráter sagrado, sendo defeso a qualquer contato. A própria pessoa ou coisa sagrada. Instituição religiosa ou mágica que atribui a uma pessoa ou coisa caráter sagrado, interdizendo qualquer contato com elas.
[8]Temperamento: Caráter, constituição moral, gênio, índole. Equilíbrio; controle.
[9]Talento: O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. Ele foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilos de metal. Estudiosos calculam que um talento hoje valeria no mínimo 1300 dólares (cerca de dois mil reais). Espiritualmente, os talentos representam os dons que o Espírito Santo nos concede e, na linguagem popular expressa as habilidades especiais de uma pessoa; era um termo muito usado pelos romanos para elogiar uma pessoa de valor.