sábado, 15 de dezembro de 2012

Ageu - O Compromisso do Povo da Aliança

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 11 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

   Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Conhecer o contexto histórico da vida de Ageu;
    >    Elencar os principais problemas encontrados pelos judeus para reconstruir o templo;
    >    Saber que temos responsabilidade diante de Deus e dos homens.

O povo que havia sido liberto do
cativeiro da Babilônia passou a
reedificar suas confortáveis casas
enquanto que a Casa daquEle que
os salvou continuava destruída e
abandonada; qual é o valor que
temos dado à Casa de Deus?
Texto Áureo
    Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6:33).

Verdade Prática
    A verdadeira profecia liberta o povo da indiferença e do comodismo espiritual.

Palavra-chave
    Templo: Espaço ou edifício destinado a culto religioso.

Leitura Bíblica em Classe
    Ageu 1:1-9 - No segundo ano do rei Dario[1], no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu[2], a Zorobabel[3], filho de Sealtiel[4], governador de Judá, e a Josué[5], filho de Jozadaque[6], o sumo sacerdote, dizendo: 2Assim fala o
SENHOR dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do SENHOR deve ser edificada. 3Veio, pois, a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: 4Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta? 5Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. 6Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. 7Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. 8Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o SENHOR. 9Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa.

É impossível ser quente e frio ao
mesmo tempo, e esse era o
problema de Judá: o povo
queria servir ao Senhor do seu
jeito, cuidando dos seus
próprios interesses deixando as
necessidades espirituais e a
adoração em segundo plano
Introdução
·         Ageu profetizou em Judá numa época em que o maior problema do povo era a mornidão espiritual;
·         O templo[7] que havia sido destruído pelos babilônios em 586aC. precisava ser reconstruído; numa grande euforia no momento em que voltaram, deram início à reconstrução começando pela edificação do altar e, posteriormente, lançaram os alicerces, conforme está relatado no terceiro capítulo do livro de Esdras;
·         Mas, devido às dificuldades impostas, desanimaram e desistiram, passando a preocupar-se apenas com suas próprias casas.
·         Eles haviam acabado de ser libertos do cativeiro babilônico[8] pelos persas, mas não expressavam gratidão ao Senhor, e apenas queriam viver sua vida normalmente como se espiritualmente estivesse tudo bem.
·         O povo de Judá não estava desviado da presença do Senhor, porém, não estava firme como deveria; uma das coisas que Deus mais abomina é a mornidão espiritual [Ap 3:15,16 - Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! 16Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.].

A escrcavidão nas mãos dos
babilônios causou dor, aflição
e desespero; mas, é
impressionante a capacidade
humana de esquecimento, pois
mesmo sendo livrados por
Deus, depois de livrados,
esqueceram-se de expressar
gratidão à Ele
I - O livro de Ageu
1. Contexto histórico
·         Para se entender melhor a situação da época do profeta Ageu é necessário ler os seis primeiros capítulos do livro de Esdras[9], pois Ageu, Esdras e Zorobabel são contemporâneos;
·         Para algumas pessoas isso pode parecer estranho, mas é importante lembrar que os livros na Bíblia não estão distribuídos cronologicamente, ou seja: de Gênesis a Apocalipse, os fatos não são narrados na exata ordem de tempo em que ocorreram.
·         Esse livro relata os acontecimentos das primeiras décadas após o povo de Judá ter saído do cativeiro na Babilônia.
·         Depois de derrotar a Babilônia[10], Ciro[11], o rei da Pérsia[12], decretou o fim do exílio que já durava setenta anos, ordenando que o povo fosse liberto e levado de volta para Judá.
·         A sequência dessa história contou com a participação de dois reis da Pérsia que governaram após Ciro: Cambises[13] e Dario Histaspes.
·         Depois de tanto tempo de sofrimento Judá foi livre do cativeiro; obviamente Deus sabia da dureza do coração daquele povo, mas foi Ele próprio quem o escolheu e honrou sua promessa de livramento [Hb 10:23 - Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.].

O sofrimento de Judá, a
destruição de Jerusalém e do
Templo foram consequências de
pecados anteriores; muitas das
derrotas em nossa vida não são
meras provações, mas castigo e
cobrança pelos nossos pecados
e pelo descaso com as coisas de
Deus
2. Vida pessoal
·         O nome de Ageu significa “meu aniversário” e aparece 11 vezes na Bíblia - duas no livro de Esdras e nove no seu próprio livro -; não há relato de nenhuma outra pessoa com esse nome nas Escrituras Sagradas.
·         Entre os profetas bíblicos, ele foi o primeiro a atuar após o fim do exílio; pesquisadores afirmam que, nesse período, ele devia ter entre 70 e 80 anos de idade.
·         Por algumas vezes, Ageu identifica-se como profeta em seus escritos, o que demonstra que ele era reconhecido oficialmente como um profeta. Além dele, apenas Habacuque e Zacarias identificaram-se dessa forma.
·         Porém, ele não oferece informações pessoais como seu lugar de origem e sua família.
·         Ageu tinha um sério compromisso com aquEle que o chamou e não temeu em entregar duras mensagens de correção àquele povo desanimado e acomodado; como obreiros - ou simplesmente servos - do Senhor, nossa obrigação é cumprir sua vontade sob quaisquer circunstâncias, agindo dentro dos princípios ensinados na sua Palavra [2ª Tm 2:15 - Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.].

Reconstruir nunca é fácil - é até
mais difícil do que construir -,
mas a responsabilidade dos
verdadeiros obreiros os chama
a não olhar as pedras
espalhadas pelo chão, e sim a
pensar na glória da conclusão
depois da Obra edificada
3. Zorobabel
·         Logo no início, podemos perceber que sua profecia foi entregue diretamente a Zorobabel, que era governador de Judá, e Josué, filho do sumo sacerdote Jozadaque: essa era uma ordem para a reconstrução do templo que havia sido destruído junto com a cidade de Jerusalém pelos babilônios.
·         Zorobabel, com a ajuda de Josué, liderou a volta para Jerusalém dos judeus que estavam escravizados na Babilônia.
·         A profecia de Ageu dirigida a Zorobabel também foi messiânica, pois conforme a genealogia descrita em Mateus 1:12 e Lucas 3:27, ele faz parte da linhagem de Jesus Cristo; sendo assim, se Jesus é considerado “filho de Davi” - porque é descendente de Davi -, Ele é também “filho de Zorobabel”.
·         Talvez Zorobabel não esperasse por aquela mensagem naquele momento, mas, mesmo diante da situação desfavorável, resolveu acatar as ordens do Todo-Poderoso; fidelidade é uma virtude indispensável para aqueles que se dizem servos de Deus [1ª Co 4:2 - Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.].

A invasão da Babilônia provocou
muitas mortes, separação entre
os que ficaram e os que foram
escravizados e também muito
prejuízo financeiro e abalo da
auto-estima nacional; setenta
anos depois, as coisas
começaram a ser normalizadas,
mas o povo que deveria ser mais
crente e fiel não parecia estar
tão sensibilizado com seu próprio
passado e se preocupava mais
com o seu próprio conforto
4. Estrutura e mensagem
·         Cobrança de despertamento para a Obra do Senhor e a sua glória sobre aqueles que o servem são o conteúdo básico da mensagem do livro de Ageu.
·         O esboço dos 38 versículos dos dois capítulos do livro de Ageu pode ser classificado da seguinte forma:
a)      1:1 - Introdução.
b)      1:2-11 - Primeiro oráculo: exortação para a reconstrução do templo.
c)       1:12-15 - Segundo oráculo: resposta e compromisso.
d)      2:1-9 - Terceiro oráculo: Compromisso e promessas.
e)      2:10-23 - Quarto oráculo: decisões e bênçãos futuras.
·         O Novo testamento possui apenas uma referência ao livro de Ageu em Hebreus 12:26,27: “A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. 27E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam.”.
·         Ageu não perdeu tempo e prontamente entregou a mensagem do Senhor a Zorobabel e Josué, os quais também prontamente se puseram a despertar o povo a cumprir as determinações divinas; não podemos deixar para depois aquilo que o Senhor nos manda fazer agora, pois tudo tem o seu devido tempo, e esse tempo é curto [Jo 9:4 - Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.].

O comodismo é uma doença
maligna que tem não somente
esfriado, mas também
provocado a morte espiritual
de muitos cristãos
II - Responsabilidade e obrigações
1. A desculpa do povo
·         Logo no início do segundo versículo do livro vemos que a mensagem entregue por Ageu foi uma profecia mandada diretamente por Deus e não apenas uma pregação, um ensinamento ou uma campanha de um líder religioso intencionado a arrecadar valores para a construção de um templo.
·         Na continuação do mesmo versículo podemos notar que o povo achava que ainda não fosse o tempo de realizar aquela obra;
·         O rei Ciro havia morrido, mas tinha decretado a edificação do templo; a obra até tinha sido iniciada, porém estava embargada há 15 anos pelo rei Artaxerxes[14], o qual agiu dessa forma por pressão dos adversários de Judá e Benjamim que eram pessoas estabelecidas no Reino do Norte quando a Assíria conquistou Israel;
·         Conforme está escrito no quarto capítulo do livro de Esdras, esses inimigos, após fracassarem em sua tentativa de se infiltrarem no meio do povo de Deus para impedir a obra, convenceram Artaxerxes de que a reconstrução do templo, como também de Jerusalém representaria perigo ao poder assírio, considerando-se que no passado os judeus daquela cidade haviam resistido ao poder dos antigos impérios que os colonizaram.
·         E o povo nada fazia para, pelo menos, tentar mudar a situação através de uma reivindicação do cumprimento do antigo decreto: continuavam inertes como se aquela missão não fosse deles.
·         É interessante observar o detalhe que Deus se refere a eles usando a expressão “este povo” e não “meu povo” como fazia de costume; isso demonstra sua grande insatisfação em relação a Judá.
·         Tanto os profetas como também os apóstolos nos ensinam que para cumprir aquilo que o Senhor requer de nós é necessário superar barreiras não se deixando limitar diante de barreira alguma [At 28:31 - Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.].

Qual é o lugar que Deus e as
coisas sagradas ocupam em sua
vida? Saiba que esse é o mesmo
lugar que você ocupa na "lista
de prioridades" do Papai do Céu
2. Inversão de prioridades (Ag 1:3,4)
·         No quarto versículo, Jeová lhes mostra o quanto aquele povo estava sendo hipócrita: “Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?”.
·         Um dos objetivos de Deus ao salvar Judá do cativeiro era para que eles reconstruíssem seu Templo - a sua Casa - para adorá-lo, mas, num gesto de imensa ingratidão, eles achavam que nada deviam fazer por Ele.
·         A preocupação de cada um era apenas com a sua própria casa, ou seja: o seu próprio conforto material e não espiritual.
·         O que é mais importante para você? As suas prioridades são o que definem também o seu caráter espiritual [Mt 6:19-21 - Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. 20Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. 21Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.].

De nada adiantam grandes
sacrifícios se o coração do
ofertante não for sincero; a
Obra da reedificação exigia
muito mais do que trabalho e
investimento financeiro: ela
requeria amor e dedicação,
atitudes essas que seriam
recebidas por Deus como
adoração
3. Um convite à reflexão
·         No quinto versículo, nosso misericordioso Deus, diante daquela abominável situação, os convida a uma transformação em seu pensamento e atitude: “Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.”.
·         Eles achavam que estava tudo bem, mas seu enganoso coração não lhes permitia ver o quanto estavam desagradando a Deus com o esfriamento do seu amor;
·         Quando estavam sofrendo na babilônia, eles choraram, clamaram, fizeram promessas e alcançaram a bênção, mas, quando a ferida cicatrizou e parou de doer, esqueceram-se daquEle que lhes havia curado sua dor.
·         No versículo 8 do primeiro capítulo, Ele mostra que apenas queria ser glorificado: “Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o SENHOR.”.
·         Devemos refletir sobre nosso conceito de adoração, pois o que Deus realmente espera de nós é sinceridade e não grandes sacrifícios; fazer sua vontade através da prática da justiça são atitudes que o alegram [Pr 15:8,9 - O sacrifício dos ímpios é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento. 9caminho do ímpio é abominável ao SENHOR, mas ele ama o que segue a justiça.].

A desobediência e o descaso de
Judá refletiu muito
negativamente em sua vida
material; uma vida
abençoada - ainda que com
muitas provações - depende da
sinceridade com que o crente
adora e trabalha para o Senhor
III - A exortação divina
1. Crise econômica
·         O povo, apesar de não ser mais escravo, passava por dificuldades de ordem financeira, então o Senhor lhes mostrou que aquele problema tinha origem espiritual, pois não era por falta de esforço humano : “Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa. 10Por isso retém os céus sobre vós o orvalho, e a terra detém os seus frutos. 11E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre os montes, e sobre o trigo, e sobre o mosto, e sobre o azeite, e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens, e sobre o gado, e sobre todo o trabalho das mãos.
·         O segredo da prosperidade não está simplesmente no trabalho ou nas boas intenções do homem, para um servo de Deus, ele está também na obediência.
·         Muito sofrimento poderia ter sido evitado se Judá procurasse em ouvir a voz do Senhor em vez de seguir seu próprio caminho fazendo aquilo que acreditava ser o mais certo.
·         Nossa conduta espiritual também reflete muito em nossa vida cotidiana; se não estivermos bem com Deus, também não há como estarmos bem com nós mesmos e com o próximo [Gl 6:7,8 - Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. 8Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna.].

Aos poucos, conforme foram se
despertando, sua situação
também foi melhorando; nosso
objetivo não pode e nem deve
ser focado em prosperidade
material, porém, essa também
vem naturalmente pelas mãos
daquEle que cuida de nós
conforme cuidamos de sua
Obra
2. A solução
·         Sob a liderança de Zorobabel e Josué, finalmente eles entenderam e aceitaram que não havia outra saída a não ser obedecer a vontade de Deus.
·         Naquela época, devido à grande dureza do coração da maioria das pessoas, raramente o povo e principalmente os governantes davam ouvidos a um profeta; mas como ninguém pode impedir os propósitos divinos, Ageu foi ouvido e obedecido;
·         Existe sim a questão do livre-arbítrio - Deus não força ninguém a nada -, mas, por misericórdia, o Espírito Santo sensibiliza o coração daqueles que lhe pertencem; além do mais, se, mesmo assim, eles persistissem no erro, Ele levantaria outros para a conclusão desse projeto.
·         Fazer o que é certo é essencial para uma vida próspera - o que não consiste necessariamente em riquezas -, porque assim como o pecado tem o seu preço, a fidelidade também produz grandes recompensas quando não desistimos de nosso chamado [Gl 6:9 - E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.].

Finalmente o povo obedeceu e
fez a vontade do Senhor: depois
de muitos anos desanimados
pela situação em que viviam,
reconstruíram o Templo sagrado;
o que falta em muitos de nós não
está tão longe e difícil o quanto
parece: trata-se apenas de
despertamento
3. O segundo Templo
·         Enquanto leva o povo a um despertamento em Judá, o Espírito Santo também movia o coração do rei Dario, o qual pôs fim ao embargo autorizando a continuidade da construção;
·         A ação divina foi tão maravilhosa que o rei não só permitiu a obra, como também colaborou com ela determinando a coleta de ofertas para que nada faltasse.
·         A reconstrução foi iniciada em 520aC., e finalizada em 516aC, quando foi inaugurado: 4 anos de trabalho, 70 anos após a sua destruição.
·         O alcance da promessa é um privilégio para aqueles que confiam no Senhor permanecendo firmes e fiéis em cumprir os propósitos divinos determinados para a sua vida [Hb 10:35,36 - Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 36Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.].

A glória da segunda Casa foi
maior do que a primeira. Isso
significa que o Senhor está
sempre de braços abertos para
aceitar a reconciliação com os
que se arrependem
Conclusão
·         O povo da época de Ageu aprendeu uma importante lição: gratidão consiste em obediência, e a falta dessas virtudes reflete negativamente em outras áreas da vida como, por exemplo, a material.
·         O que Deus requeria deles não era simplesmente ofertas e mão de obra para a construção do templo, mas sim ver, através disso, demonstração de amor e honra ao seu santo nome.
·         Não bastaria também se eles construíssem o templo e não mudassem seu modo de pensar e sua maneira de viver; o Senhor não lhes estava pedindo religiosidade, mas transformação interior.
·         Ter compromisso com a aliança feita com Deus significa ter fé para viver de acordo com a sua vontade; aqueles que se acomodam desanimados pelas dificuldades não o agradam. Como você está exercendo o seu chamado [Hb 10:38 - Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.]?

Jonas M. Olímpio


O segundo templo também foi
destruído: isso ocorreu no ano
70dC; porém, com a graça de
Cristo, através do seu Espírito
Santo, o local de adoração não
está mais restrito a um espaço
religioso, mas se expandiu por
toda a terra para que o seu
Criador possa ser adorado por
todas as nações
[1]Dario Histapes: O quarto e maior dos reis persas, reinou de 521 a 486 aC. (Ed 4:5), após a morte de Cambises. Autorizou a continuação da reedificação do Templo na época do profeta Ageu e de Zorobabel.
[2]Ageu: Seu nome significa "meu aniversário". Foi um dos doze Profetas Menores. Anunciou mensagens aos judeus que voltaram do cativeiro babilônico, no ano 520 aC (Ed 6:14). É autor de um livro bíblico que leva o seu nome: o livro de Ageu contém algumas mensagens de repreensão divina ao comodismo dos judeus que voltaram do cativeiro e não se empenharam na reedificação do Templo que havia sido destruído pelos babilônios.
[3]Zorobabel: Significa  Semente da Babilônia. Filho de Sealtiel e neto do rei Joaquim (1º Cr 3:17-20; Mt 1:12). Em 1º Crônicas 3:17-20 se diz que Zorobabel era filho de Pedaías e, portanto, sobrinho de Sealtiel. Essa aparente contradição pode ser explicada pelo fato de que possivelmente Sealtiel tenha morrido sem prole. Pedaías casou-se com a viúva, e assim nasceu Zorobabel, que se tornou filho de Sealtiel pela lei do levirato. Ou então a referência em 1º Crônicas é uma outra pessoa, um primo e xará de Zorobabel. Em 538 aC. Zorobabel voltou do cativeiro na qualidade de governador dos judeus. Restabeleceu o culto e reconstruiu o Templo com a ajuda de Ageu e de Zacarias.
[4]Sealtiel: Significa "eu pedi a Deus". Pai de Zorobabel. É também chamado de Salatiel (Ed 3:2; Lc 3:27).
[5]Josué, o sacerdote: Filho do Sumo Sacerdote Jozadaque na época do profeta Ageu (Ag 1:1).
[6]Jozadaque: Sumo Sacerdote na época do profeta Ageu. Pai do sacerdote Josué (Ag 1:1).
[7]Templo: Edifício construído no monte Moriá, em Jerusalém, no qual estava centralizado o culto a Javé em Israel. Substituiu o Tabernáculo. O primeiro Templo foi construído por Salomão, mais ou menos em 959aC., e destruído pelos babilônios em 586aC. (2º Rs 25:8-17). O Templo propriamente dito media 27 m de comprimento por 9 de largura por 13,5 de altura. Estava dividido em duas partes: o Santíssimo Lugar (Santo dos Santos), que media 9 m de comprimento, e o Santo Lugar, que media 18 m. Encostados nos lados e nos fundos do Templo, havia três andares de salas destinadas a alojar os sacerdotes e servir como depósito de ofertas e de objetos. Na frente havia um Pórtico, onde se encontravam duas colunas chamadas Jaquim e Boaz. No Santíssimo Lugar, onde só o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, ficava a arca da aliança, cuja tampa era chamada de propiciatório. No Santo Lugar, onde só entravam os sacerdotes, ficavam o ALTAR de incenso, a mesa dos pães da proposição e o candelabro. Do lado de fora havia um altar de sacrifícios e um grande tanque de bronze com água para a purificação dos sacerdotes. Em volta do altar estava o pátio (átrio) dos sacerdotes (1º Rs Caps.5-7). A construção do segundo Templo foi feita por Zorobabel. Começou em 538 aC. e terminou em 516 aC., aproximadamente (Ed Cap. 6). O terceiro Templo foi ampliado e embelezado por Herodes, o Grande, a partir de 20aC.; Jesus andou pelos seus pátios (Jo 2:20). As obras só foram concluídas em 64dC. Nesse Templo havia quatro pátios: o dos sacerdotes, o dos homens judeus, o das mulheres judias e o dos gentios. No ano 70dC, contrariando as ordens do general Tito, um soldado romano incendiou o Templo, que nunca mais foi reconstruído. No seu lugar está a mesquita de Al Acsa. O Templo da visão de Ezequiel é diferente dos outros (Ez Caps. 40-46).
[8]Cativeiro babilônico: Também chamado de Exílio ou Cativeiro da Babilônia, é o nome geralmente usado para designar a deportação em massa e exílio dos judeus do antigo Reino de Judá para a Babilônia por Nabucodonosor II. Este período histórico foi marcado pela atividade dos profetas do Antigo Testamento, Jeremias, Ezequiel e Daniel. A primeira deportação teve início em 598 aC.. Jerusalém é sitiada e o jovem Joaquim, Rei de Judá, rende-se voluntariamente. O Templo de Jerusalém é parcialmente saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilônia. Zedequias, tio do Rei Joaquim, é nomeado por Nabucodonosor II como rei vassalo. Precisamente 11 anos depois, em resultado de nova revolta no Reino de Judá, ocorre a segunda deportação em 587 aC. e a consequente destruição de Jerusalém e seu Templo. Governando os poucos judeus remanescentes na terra de Judá - os mais pobres - ficou Gedalias nomeado por Nabucodonosor II. Dois meses depois, Gedalias é assassinado e os poucos habitantes que restavam fogem para o Egito com medo de represálias, deixando a terra de Judá (ex-Reino de Judá) efetivamente sem habitantes e suas cidades em ruínas. É certo que o período de cativeiro "em Babilônia" terminou no primeiro ano de reinado de Ciro II (538 aC./537 aC.) após a conquista persa da cidade de Babilônia (539 aC.). Em consequência do Decreto de Ciro, os judeus exilados foram autorizados a regressar à terra de Judá, em particular a Jerusalém, para reconstruir o Templo. Se considerarmos que seu período tenha sido de 605 a 535aC., o cativeiro durou 70 anos.
[9]Esdras: Significa "ajuda". Foi sacerdote e escriba. Trabalhou junto com Neemias na volta do povo de Israel da Babilônia e na restauração do culto a Javé na Terra Prometida (Ed caps. 7, 10; Ne caps. 8, 12). É autor de um livro bíblico que leva seu nome. O livro continua a narrativa de 2º Crônicas descrevendo a volta à Jerusalém dos judeus que estavam no cativeiro e o reinício da adoração no Templo. Existe também dois livros apócrifos com seu nome.
[10]Babilônia: Foi uma cidade-estado acadiana, fundada em 1867 aC. por uma dinastia amorita, na antiga Mesopotâmia, cujas ruínas são encontradas na atual cidade de Al Hillah, na província Babil, atual Iraque, cerca de 85 km ao sul de Bagdá. A Babilônia, juntamente com a Assíria, ao norte, foi uma das duas nações acadianas que evoluíram após o colapso do Império Acadiano, embora raramente tenham sido governadas por acádios nativos. Recursos históricos disponíveis sugerem que a Babilônia foi primeiro uma pequena cidade que havia aparecido no fim do 3º milênio aC. A cidade floresceu e alcançou a independência, com a ascensão da Primeira Dinastia Amorita da Babilônia, em 1894 aC. O grande Império babilônico predominou no mundo antigo de 612 a 539aC.; Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O Rei assírio Assurbanípal venceu a luta em 648 aC., e foi sucedido por Nabucodonosor II. Babilônia hoje é o local onde está situado o Iraque. Biblicamente, ela é um símbolo de opressão ao povo judeu; no Apocalipse, ela simboliza o lugar de onde o AntiCristo governará a terra por um período de sete anos.
[11]Ciro: Ciro, o Grande, foi o rei fundador do Império Persa. Permitiu que os judeus voltassem do cativeiro (2º Cr 36:22-23).
[12]Pérsia: Também chamado de Império Aquemênida, é, por vezes referido como Primeiro Império Persa, foi um império iraniano situado no Sudoeste da Ásia, e fundado no século VI aC. por Ciro, o Grande, que derrubou a confederação médica. Expandiu-se a ponto de chegar a dominar partes importantes do mundo antigo; por volta do ano 500aC. estendia-se do vale do Indo, no leste, à Trácia e Macedônia, na fronteira nordeste da Grécia - o que fazia dele o maior império a ter existido até então. O Império Aquemênida posteriormente também controlaria o Egito. Era governado através de uma série de monarcas, que unificaram suas diferentes tribos e nacionalidades contruindo um complexo sistema de estradas.
[13]Cambises: Herdou de seu pai, Ciro II, o maior império que o mundo jamais vira. Suas instituições, fundamentadas na auto-determinação dos povos conquistados, permitiram que Cambises se dedicasse menos à política e mais às conquistas militares. Invadiu o Egito com um grande exército formado por soldados de todos os povos do império, e, em 525aC., derrotou o faraó Psamético III na Batalha de Pelúsia, conquistando aquele país. Na Bíblia ele aparece com o nome de Artaxerxes no livro de Esdras capítulo 4. O rei persa que ordenou a interrupção da reconstrução do 2° Templo judeu ao receber uma carta dos adversários de Judá (Não deve ser confundido com outro Artaxerxes do livro de Neemias que autorizou a reedificação de Jerusalém e suas muralhas).
[14]Artaxerxes: Significa "rei poderoso" ou "grande guerreiro". É um nome próprio ou título (como César e Faraó) de três reis da Pérsia, dois dos quais são mencionados na Bíblia. 1) Artaxerxes I, apelidado de "Longímano" (mão longa), reinou de 464 a 424 aC. e proibiu a reconstrução do templo e de Jerusalém (Ed 4:7-23; 6:14). 2) Artaxerxes II, reinou de 404 a 358 aC. Ele deu a Esdras e Neemias autoridade e também mantimentos, ouro e prata para o Templo (Ed cap. 7; Ne 2:1-9; 13:6).

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 11 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, seja ele crítico, elogioso, complementar ou simplesmente direcionado à esclarecer alguma dúvida.
Todos serão respondidos desde que estejam de acordo com o regulamento abaixo:
Não serão publicados comentários que contenham palavrões, ofensas, anúncios não autorizados, e/ou usuários anônimos.
Muito obrigado pela sua participação!

Obs.: Apenas respondemos quando percebemos que a pessoa realmente quer uma resposta, pois quando notamos que ela apenas quer arrumar confusão, simplesmente ignoramos.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.