quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Miqueias - A Importância da Obediência

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 7 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

   Atenção Professor!

    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Explicar a estrutura da mensagem de Miqueias;
    >    Definir a obediência bíblica;
    >    Conscientizar-se de que o ritual religioso não proporciona relacionamento íntimo com Deus e nem salvação.

Miqueias não foi um
profeta muito
diferente dos demais:
em sua época
enfrentou a idolatria,
a falsa religiosidade,
a prostituição e a
injustiça; essa
também é a realidade
de muitos homens de
Deus da atualidade
Texto Áureo
    Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiro (1º Sm 15:22).

Verdade Prática
    A mensagem de Miqueias[1] leva-nos a pensar seriamente acerca do tipo de cristianismo que estamos vivendo.

Palavra-chave
    Obediência: O ato ou efeito de obedecer.

Leitura Bíblica em Classe
    Miqueias 1:1-5; 6:6-8 - Palavra do SENHOR, que veio a Miqueias, morastita[2], nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, a qual ele viu sobre Samaria[3] e Jerusalém. 2Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, e tudo o que nela há; e seja o Senhor DEUS testemunha contra vós, o Senhor, desde o seu santo templo. 3Porque eis que o SENHOR está para sair do seu lugar, e descerá, e andará sobre as alturas da terra. 4E os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão, como a cera diante do fogo, como as águas que se precipitam num abismo. 5Tudo isto por causa da transgressão de Jacó, e dos pecados da casa de Israel. Qual é a transgressão de Jacó? Não é
Samaria? E quais os altos de Judá? Não é Jerusalém? Mq 6:6-8Com que me apresentarei ao SENHOR, e me inclinarei diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, ou de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? 8Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus?

Como nos dias de hoje, os falsos
crentes faziam por desmerecer os
mandamentos divinos cumprindo
apenas aquilo que lhes parecia
conveniente
Introdução
·         O povo do tempo de Miqueias, liturgicamente, adorava a Deus, mas não o serviam verdadeiramente da forma como deveriam;
·         Eles achavam que a adoração se resumisse em comparecer ao templo, entoar louvores, ouvir a Palavra e ofertar seus sacrifícios.
·         Embora seguissem corretamente os rituais ensinados na Lei, eles não conseguiam praticar o mais importante: o verdadeiro amor a Deus e manter uma conduta exemplar fora do ambiente religioso.
·         A obediência vai muito além do cumprimento de  rituais ou uma vida de aparência; a adoração só é completa se forem observados todos os pontos da vontade divina [Tg 2:10-12 - Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. 11Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. 12Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.].

Um dos desafios mais difíceis
para um mensageiro do Senhor
é o descaso de seus ouvintes; o
maior problema de muitas
pessoas é apenas aceitarem
ouvir palavras que agradam
seus desejos e apoiam seu
pecado
I - O livro de Miqueias
1. Contexto histórico
·         Miqueias vivia em Moresete-Gate[4], um pequeno povoado situado a 32 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, em Israel.
·         Ele não cita informações sobre os reis de sua época, mas seu ministério foi exercido no período em que Jotão, Acaz e Ezequias reinaram em Judá, conforme está escrito logo no início do seu livro.
·         De acordo com Jeremias 26:18, Miqueias profetizou durante o reinado de Ezequias, isso deve ter ocorrido entre 735 e 710aC.
·         O povo daquela época supervalorizava a religiosidade e os sacrifícios, mas deixava de lado o mais importante: a prática da justiça; de nada adianta fazermos a Obra e orarmos pedindo perdão todos os dias se não mudarmos de atitude e demonstrarmos amor ao próximo [Tg 2:13 - Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.].

Uma das virtudes que mais
caracterizam a imagem de Deus é
o amor; mas o que muitas pessoas
esquecem é que o amor é sempre
acompanhado da justiça, da
repreensão, da correção e
também do castigo quando
necessário
2. Estrutura e mensagem
·         O livro de Miqueias contém 7 capítulos e 105 versículos.
·         O esboço do seu conteúdo é o seguinte:
a)      1:1 - Introdução.
b)      1:2-7 - Destruição de Samaria.
c)       1:8-16 - Destruição de Judá.
d)      2:1-11 - Pecados específicos do povo; cobiça e orgulho; falsos profetas.
e)      2:12,13 - Vislumbre de um livramento.
f)       3:1-12 - Pecados dos líderes da nação.
g)      4:1-5 - Promessa do reino vindouro.
h)      4:6-13 - A derrota dos inimigos de Israel.
i)        5:1-8 - O Rei virá de Belém.
j)        5:9-15 - O novo reino.
k)      6:1-8 - Deus contra o seu povo.
l)        6:9-16 - Culpa de Israel e o castigo divino.
m)    7:1-6 - O lamento do profeta.
n)      7:7 - A esperança do profeta.
o)      7:8-13 - Israel será restabelecido.
p)      7:14-20 - Bênçãos finais de Deus para seu povo.
·         Uma das características que marcam sua narrativa é o termo imperativo “ouvi”, o que demonstra seu apelo ao povo para dar ouvidos a voz do Senhor.
·         Seu assunto principal é a ira de Deus contra os pecadores de Samaria e de Jerusalém.
·         Suas mensagens eram contra a prática da idolatria, a opressão aos pobres e a injustiça de um modo geral.
·         Conforme vemos em Miqueias 5:2, ele também foi um profeta messiânico, pois profetizou que de Belém sairia aquEle que governaria em Israel, o qual tem suas origens no passado, desde os dias da eternidade.
·         O próprio Messias citou em Mateus 10:35,36 o que ele disse em Miqueias 7:6: “Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.”.
·         Ter amor e dedicação no aprendizado da Palavra e obedecê-la são advertências básicas espalhadas por toda a Bíblia, que visam nos orientar a permanecermos fiéis no caminho da verdade [Pr 23:12 - Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.].

A surdêz e a cegueira espiritual
são doenças gravíssimas e têm
levado muitas pessoas ao abismo
da condenação eterna; a única
cura está na obediência, como
anda a tua saúde?
II - A obediência a Deus
1. O conceito bíblico de obediência
·         Em nossa língua, o verbo hebraico shemá pode ser traduzido como “ouvir”, “escutar”, “prestar atenção”, “obedecer”; esses significados não expressam apenas o ato de ouvir fisicamente, mas também de colocar em prática aquilo que se ouve ou se aprende, ou seja: “acatar as palavras como uma ordem” ou, “simplesmente, obedecer”.
·         Esse mesmo verbo hebraico é citado em 1º Samuel 15:22 e em Jeremias 42:6, sendo traduzido em nossas Bíblias não simplesmente como “ouvir”, mas sim como “obedecer”.
·         Shemá foi escrito nove vezes no livro de Miqueias, sendo que em seis vezes é traduzido como “ouvir”.
·         O conhecimento e a fé dependem do ouvir; mas, de nada adianta ouvir, se o ouvinte tiver surdez espiritual [Rm 10:16,17 - Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? 17De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.].

As potentes mãos de Deus não tem
nenhuma limitação de alcance,
assim como também seus olhos
que tudo vêem; não adianta ter
uma aparência impecável dentro
da igreja e viver impiamente fora
dela, pois é fácil enganar ao
homem, mas impossível enganar o
onisciente, onipresente e
onipotente Criador
2. A desobediência das nações
·         O erro de muitos crentes daquela época - como também muitos de hoje - era tratar a Deus como se Ele fosse um ser limitado às quatro paredes do templo; devemos agir como crentes em todos os lugares e não apenas nos ambientes destinados à adoração.
·         O que causou a fúria divina foi a dupla personalidade daquele povo: durante os rituais de “adoração”, demonstrava ter santidade, mas, em seu cotidiano a realidade era muito diferente.
·         Deus é onisciente[5], onipresente[6] e onipotente[7]; do alto, Ele tudo controla e nada deixa impune, vindo a cobrar, no momento certo, de cada um daqueles que se dizem seus e não são, o justo preço pela falsidade e pelas injustiças.
·         Seu domínio não se restringe apenas ao seu povo, mas estende-se a todas as nações existentes sob a face da terra.
·         Esse tipo de pensamento reflete o mesmo tipo de caráter ingênuo que tinha o profeta Jonas: achar que poderia fugir do alcance de Deus; o Senhor, porém,o fez voltar e o colocou aonde Ele o queria. Com isso Jeová lhe mostrou que o fato de Ele ser chamado de Deus de Israel, não significa que Ele estivesse limitado ao território israelita; dessa mesma forma, o fato de o chamarmos de Deus dos crentes não significa que ele esteja limitado aos nossos templos [Jn 1:3-4 - Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. 4Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.].

De fato, não há como negar que
muitas catástrofes ocorridas são
consequências da ira de divina
contra o homem; mas não se
deve culpar a Deus por isso, pois
a causa de todos os problemas
está no abominável pecado
humano
3. A ira de Deus sobre o pecado (Mq 1:3-5)
·         Em Miqueias 1:3-5 está descrito com uma linguagem antropofórmica[8] o julgamento de Deus sobre o povo pelos seus pecados: “Porque eis que o SENHOR está para sair do seu lugar, e descerá, e andará sobre as alturas da terra. E os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão, como a cera diante do fogo, como as águas que se precipitam num abismo.”.
·         Essa profecia narrava a justiça de Deus como se Ele próprio descesse do seu trono para executar seu julgamento contra Samaria, capital de Israel e Jerusalém, capital de Judá.
·         A linguagem chega a ser poética, mas a situação, na realidade, era trágica: um pesado castigo por não se ter uma séria conduta diante de Deus.
·         Essa forma de se expressar não denota uma ação praticada explicitamente da forma que é falada, mas simplesmente se refere ao mesmo resultado sendo obtido por meio de uso de forças naturalmente conhecidas pelo homem como, por exemplo: vulcões, terremotos, furacões, maremotos, tempestades e variados outros tipos de eventos desastrosos que até nos dias atuais são ainda permitidos por Ele em vários lugares do planeta.
·         A justiça da ira divina manifestando-se através dos elementos naturais da própria terra continuará se manifestando dessa mesma forma até os últimos momentos da existência da humanidade sobre esse planeta [Ap 16:17-21 - E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. 18E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto. 19E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. 20E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. 21E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande.].

Os levitas, no passado, de um modo
geral, cumpriam fielmente todos os
detalhes do ritual religioso; porém,
isso não significa que todos estavam
agradando a Deus, pois muitos
foram repreendidos por Ele por
estarem vivendo de aparência
III - O ritual religioso
1. O rito levítico
·         O rito levítico consiste nas cerimônias e práticas de liturgia[9] que simbolizam a crença e tudo o que é ligado a ela.
·         Esse termo, originalmente, vem da língua latina; ritus significa “cerimônia religiosa”, “uso”, “costume”, “hábito”, “forma”, “processo”, “modo”.
·         Essa palavra, em algumas passagens do Antigo Testamento como, por exemplo, em Levítico 9:16 e Esdras 6:9, é usada para se referir aos sacrifícios e as festividades religiosas, conforme podemos conferir em Números 9:14, 2º Crônicas 35:13 e Neemias 8:18.
·         Em relação a era cristã, reconhecemos pela Bíblia a existência de apenas dois rituais que precisam ser seguidos: o batismo nas águas[10] e a Santa Ceia[11]; no entanto, nem mesmo essas ordenanças do próprio Senhor Jesus podem substituir uma íntima e verdadeira comunhão com Deus, e nem são condições exclusivas para a salvação.
·         É também muito importante esclarecer que os levitas[12] não eram apenas cantores, pois eles tinham a função de realizar todos os serviços do templo auxiliando os sacerdotes; e, mesmo assim, precisavam ter uma vida de santidade, porque seu intenso trabalho na Obra e o cumprimento de todos os rituais não lhes garantia que eles seriam salvos.
·         O simples fato de os levitas e os sacerdotes cumprirem as regras da Lei não os tornava justificados, pois essa era a sua obrigação, era necessário ter um coração puro e verdadeiro para agradar ao Senhor; da mesma forma nós, não adianta fazermos apenas aquilo que formos mandados, servir a Deus é mais do que cumprir um dever: é ser voluntário e, tanto trabalhar quanto adorar com o com a mente e o coração e não simplesmente com as mãos ou com a voz [Lc 17:10 - Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.].

O conceito de adoração é muito
mais complexo do que parece, pois
o seu significado é muito mais
pessoal do que coletivo; devemos
sim zelar - e muito - pela nossa
aparência em público, mas de
nada adianta sermos bem vistos
pelo homem se não estivermos
sendo bem vistos por Deus
2. O diálogo de Deus com o povo (Mq 6:6)
·         Em Miqueias 6:3, Deus faz uma interessante pergunta ao povo de Israel: “O povo meu; que te tenho feito? E com que te enfadei? Testifica contra mim.”.
·         Então Ele começa a lhes lembrar sobre todo o bem que já havia feito aos seus antepassados: como os havia livrado da escravidão no Egito e protegido pelo deserto.
·         Os rituais da lei, tais como sacrifícios de animais como perdão dos pecados ou por outras razões, eles cumpriam muito bem; mas, o mais importante eles estavam se esquecendo: amar a Deus de verdade, adorando-o com o coração e não de aparência.
·         Como você tem adorado a Deus? Não basta cumprir os rituais da liturgia do culto, é necessário que além das mãos levantadas, os joelhos dobrados, os gritos de “aleluia” e “glória a Deus”, a entoação de cânticos, grandes ofertas e dízimos e a dedicação ao trabalho, haja, acima de tudo, um coração voltado para o alto, inclinado à obedecer, clamando em seu interior, louvando na alegria e na tristeza, ofertando a si próprio no altar e agindo espontaneamente com voluntariedade e amor [Jo 4:23,24 - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.].

Sacrifícios humanos - e vários
outros tipos de barbaridade -
sempre fizeram parte dos rituais
pagãos e, por várias vezes,
também influenciaram alguns
entre o povo de Israel; analisando
esse tipo de situação, podemos
perceber o quanto é pequeno o
nível de raciocínio daqueles que
se deixam levar facilmente por
outras doutrinas e como é
perigoso se deixar influenciar
pelas seitas que têm se expandido
a cada dia
3. Sacrifício humano (Mq 6:7)
·         O problema estava muito mais sério do que se pode imaginar em situações normais: até sacrifícios humanos eles estavam fazendo, pensando que poderiam agradar a Deus.
·         Realmente, nem todos em Judá e Israel chegaram a praticar essa monstruosidade desumana, mas somente aqueles que apostataram da fé, pois essa era uma prática típica dos pagãos adoradores de Moloque[19].
·         A Lei mosaica sempre condenou isso, e a pena para esse pecado era a morte, conforme está determinado em Levítico 18:21 e 20:2-5.
·         Na tentativa de “conquistar” a Deus e alcançar seus objetivos de bênçãos, ofereciam-lhe até o que Ele jamais havia pedido; porém, o que Ele realmente queria, eles não tinham para oferecer: um simples, puro e sincero coração adorador.
·         Fidelidade consiste em cumprir a vontade do Senhor, a qual está perfeitamente revelada nas Escrituras Sagradas; isso significa que inventar sacrifícios além do que nos é pedido - como temos visto muito no cenário evangélico atual - embora possa haver sinceridade em alguns entre os que os praticam, não consiste em obediência, mas sim em um grave risco de desvio do seu santo caminho [Sl 101:6 - Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. 7O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos.].

Muitos crentes passam longos
períodos de sua vida esperando
por uma revelação divina para
saber qual é a vontade de Deus
para a sua vida sendo que essa
revelação está explicitamente
clara nas Escrituras Sagradas;
quem lê e busca entendimento
espiritual para compreender a
Palavra logo descobre seu
chamado e não é facilmente
enganado ou iludido pelas
dúvidas do seu próprio coração
IV - O grande mandamento
1. A vontade de Deus
·         Os rituais ensinados por Moisés deveriam ser seguidos como complementos de verdadeiros atos de adoração, pois eram cheios de simbolismos,mas eles estavam fazendo disso um fim em si mesmo.
·         Em Miqueias 6:8, o profeta faz uma pergunta em que deixa clara a indignação de Deus contra a forma como o povo encarava o significado da liturgia: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus?”.
·         Mas os argumentos dentro dos princípios ensinados na Palavra não interessavam a eles, pois eles acreditavam que podiam viver prazerosamente satisfazendo seus próprios desejos, bastando depois, religiosamente, oferecerem penitências[13] ou ofertas de sacrifícios para serem perdoados e abençoados.
·         O povo daquela época não queria saber dos princípios morais que também faziam parte da Lei, mas apenas se interessavam em cumprir as regras de formalidade, as quais eles achavam que seriam o suficiente para que eles fossem abençoados;
·         Hoje não está diferente: muitos “crentes” viram as costas para o ensinamento da Palavra e somente querem saber de “sacrificar” - colocando dinheiro no altar - para alcançarem seus objetivos. Mas devemos agir como Miqueias e entregar a autêntica mensagem do Senhor por mais dura que ela seja [2ª Tm 4:2-5 - Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas[14], repreendas, exortes[15], com toda a longanimidade e doutrina. 3Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão[16] nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências[17]; 4E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 5Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.].

O Senhor Jesus resumiu todos
os preceitos legalistas do Antigo
Testamento em uma só palavra:
amor; você tem cumprido essa lei?
2. O sumário de toda a lei (Mq 6:8b)
·         Quando o profeta, inspirado por Deus, diz: “pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus”, ele está resumindo a Lei em três pontos: justiça, amor e humildade.
·         A tradição judaica considera essas três virtudes como um sumário dos 613 preceitos[18] da Lei de Moisés.
·         Todos eles estão também totalmente de acordo com os mandamentos, conforme foram, posteriormente, resumidos por Jesus: o amor a Deus e ao próximo como podemos ver em Mateus 22:37-40.
·         Todos os dons e atos de caridade que venhamos a fazer, se forem colocados em prática apenas por interesses próprios e não verdadeiramente por amor, não terão nenhum proveito, pois o Senhor conhece o coração dos ofertantes e, como bem sabemos, não há nada pior do que saber que alguém está nos dando algo por simples interesse naquilo que podemos fazer por ele, e não por amor, respeito ou consideração [1ª Co 13:1-3 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. 2E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 3E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.].

Sabe qual é uma das melhores
formas de descobrir se estamos
agradando e obedecendo a Deus?
É refletindo sobre aquilo que é
mais importante para nós; o que
te leva a procurar a presença do
Senhor? Pense nisso
Conclusão
·         Para Deus, o importante não é simplesmente a nossa postura dentro da igreja, mas sim fora dela: nosso convívio cotidiano na sociedade e na família.
·         O crente não é verdadeiramente reconhecido em suas formalidades enquanto presta seu culto, mas sim quando ele permanece como adorador através de seu testemunho - suas atitudes - quando está longe do altar e dos olhos observadores daqueles que o conhecem.
·         Os atos litúrgicos são sim muito importantes - pois se não fossem, não precisaria existir igrejas -, mas se não forem praticados com sinceridade por pessoas de coração justo, humilde e verdadeiramente amoroso, de nada valem e não passam de uma bela encenação que, na maioria das vezes, engana até os seus praticantes.
·         Em Miqueias 6:6, o profeta faz uma pergunta que deveríamos fazer a nós mesmos constantemente: “Com que me apresentarei ao SENHOR, e me inclinarei diante do Deus altíssimo?” Você já se preocupou com isso [Sl 116:12 - Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?]?

Jonas Martins Olímpio


Liturgia, tecnicamente falando, é
um conjunto de cerimônias
estabelecido por uma série de
regras a serem seguidas; mas,
espiritualmente, seu significado
vai muito além: a adoração não
é simplesmente feita de
simbolismos, na verdade, ela tem
que simbolizar, na prática, o
quanto realmente amamos ao
nosso Senhor
[1]Miqueias: Significa "quem é como Javé"? Profeta que viveu na mesma época de Isaías e de Oséias. Era natural de Moresete-Gate, uma pequena cidade de Judá (Mq 1:1; Jr 26:18). Ele escreveu um livro que leva o seu nome: é o sexto livro dos Profetas Menores, que traz as mensagens de Deus a Israel e a Judá anunciadas por Miquéias de 740 a 687aC. O profeta previu a queda de Samaria (Mq 1:6-7). Vendo que Judá corria o perigo de sofrer o mesmo castigo, Miquéias mostra que Deus odeia a idolatria, a injustiça, a corrupção e o ritualismo religioso vazio. Contudo, ele afirma que Deus não só castiga, mas também tem prazer em perdoar. Finalmente, o profeta declara que o povo de Deus terá um futuro glorioso através do Rei que irá nascer em Belém (Mq 4:1-4; 5:2-4).
[2]Morastita: Pessoa natural de Moresete-Gate, cidade onde vivia o profeta Miqueias(Mq 1:1; 1:14; Jr 26:18).
[3]Samaria: Significa "torre de guarda”. Monte situado 12 km a nordeste de Siquém (Am 6:1). Capital do reino do Norte, construída nesse monte por Onri (1º Rs 16:24; Jr 23:13; Os 7:1-7; 8:5-6; Am 4:1). Seu nome atual é Sebastieh. Região central da Terra Santa, abrangendo as tribos de Efraim e Manassés do Oeste. Ao norte ficava a Galiléia; a leste, o Jordão; ao sul, a Judéia; e, a oeste, o Mediterrâneo (2º Rs 17:24-26; At 1:8).
[4]Moresete-Gate: Em hebraico, Môresheth Gath: “possessão de Gate”, ou “possessão de uma prensa de vinho. A terra natal do profeta Miquéias (Mq 1:1,14). É mencionada em ligação com várias outras cidades de Judá (Mq 1:13-15), perto das quais deve ter-se situado. Atualmente, é identificada com Tell ej-Judeideh, 22,5 km a nordeste de Hebrom.
[5]Onisciência: Atributo pelo qual Deus conhece perfeita e eternamente todas as coisas passadas, presentes e futuras (Sl 147:5; Pr 15:11; Is 46:10).
[6]Onipresença: Atributo pelo qual Deus está presente em toda parte (Sl 139:7-12; Jr 23:23-24; At 17:27-28).
[7]Onipotência: Atributo pelo qual Deus pode tudo (Jó 42:2; Sl 91:1; Mt 19:26; Lc 1:37).
[8]Antropofórmico: Atribuir a Deus formas ou ações humanas.
[9]Liturgia: Conjunto das cerimônias e preces ordenado pela autoridade espiritual competente.
[10]Batismo nas águas: No grego a palavra batismo é definida como baptzõ e significa “mergulhar”, “submergir”. Para os cristãos pentecostais é uma ordenança de Jesus Cristo que representa o sepultamento do velho homem e o novo nascimento para aquele que se converteu poder testemunhar publicamente sua transformação, confessando sua fé por meio de atos e palavras com os quais ele demonstra ter aceitado as verdades bíblicas tornando-se oficialmente um membro do corpo de Cristo.
[11]Santa Ceia: Além da comunhão entre os irmãos, ela também é um memorial da morte de Cristo, um ato sagrado e uma ordenança divina. Comer do pão e tomar do cálice significa participar do Corpo e do Sangue de Cristo, relembrando seu vicário sacrifício pela humanidade. A Santa Ceia é uma celebração sagrada que merece total respeito e reverência, obedecendo a vontade do próprio Senhor Jesus que disse que deveríamos fazer isso em memória dEle (Mt 26:26-28).
[12]Levita: Membro da tribo de Levi (um dos filhos de Jacó). Foi a tribo escolhida por Deus para cuidar dos trabalhos sagrados. Todos os sacerdotes também tinham que ser levitas. Os levitas serviam no santuário, ajudavam nos sacrifícios, carregavam a arca da aliança, ensinavam e tinham o direito de ser sustentados com os dízimos e as ofertas. Sua história e suas funções está registrada detalhadamente no livro de Levíticos.
[13]Penitência: Arrependimento de haver ofendido a Deus. Pena imposta pelo confessor. Um dos sete sacramentos da Igreja Católica. Qualquer sacrifício para expiação de pecados (jejuns, orações etc.). Castigo. Incômodo, tormento.
[14]Redarguir: Repreender, replicar, responder.
[15]Exortar: Animar, incentivar, estimular: exortar os jovens a prosseguir sem desânimo. Induzir, conversar. Advertir, admoestar, aconselhar.
[16]Comichão: Coceira (2ª Tm 4:3).
[17]Concupiscência: Forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos (Rm 7:8).
[18]Preceito: Ordem dada para servir como regra geral.
[19]Moloque: Significa rei. Deus supremo dos Amonitas, também chamado de Milcom e de Malcã. Seu culto, que incluía o sacrifício de crianças (Lv 20:2-5), foi incentivado por Salomão (1º Rs 11:5,7,33; 2º Rs 23:10,13).

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 7 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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