quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Habacuque - A Soberania Divina sobre as Nações

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 9 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

   Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Habacuque;
    >    Compreender a situação do país na época de Israel;
    >    Mencionar a resposta de Deus ministrada ao profeta.

O livro de Habacuque nos
revela como o Senhor exerce
sua soberania sobre as
nações usando até mesmo os
inimigos tanto para punir
quanto também para
abençoar o seu povo
Texto Áureo
    Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente[1], e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele (Hc 1:13)?

Verdade Prática
    A fim de cumprir os seus planos Deus age soberanamente na vida de todas as nações da terra.

Palavra-chave
    Soberania: Qualidade ou condição de um soberano; autoridade; domínio; poder.

Leitura Bíblica em Classe
    Habacuque 1:1-6; 2:1-4 - O peso que viu o profeta Habacuque[2]. 2Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? 3Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o
litígio[3]. 4Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida. 5Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada. 6Porque eis que suscito os caldeus[4], nação amarga e impetuosa[5], que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. 2:1-4Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido. 2Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo. 3Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. 4Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.

Os caldeus eram fortes e poderosos
e impunham medo porque
causavam grande destruição e
derramavam muito sangue por
onde passavam; esse era o perfil
dos "vasos" usados por Deus para
aplicar a sua justiça
Introdução
·         Esse livro traz a narração de um diálogo entre o profeta Habacuque e Deus;
·         Esse diálogo é uma oração de clamor do profeta para que o Senhor tenha misericórdia do seu povo que estava ameaçado de ser destruído pelos caldeus.
·         Seu estilo formal, sua linguagem poética e a sua expressão através do cântico mostram que Habacuque era um homem culturalmente bem desenvolvido.
·         Habacuque vivia no meio de um povo ímpio, só que fazia a diferença sendo não somente um mensageiro, mas também um intercessor diante de Deus [Pr 15:29 - O SENHOR está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará.].

Os babilônios eram um povo
mergulhado na idolatria, e um
dos grandes perigos que eles
representavam ao povo de
Deus - além da violência -  era
a influência dos cultos aos
deuses pagãos
I - O livro de Habacuque
1. Contexto histórico
·         Essa era uma época em que os caldeus dominavam realizando grandes conquistas pelo Oriente Médio;
·         Essa fase, historicamente, se iniciou no ano 627aC, tendo sua conclusão quando eles derrotaram Faraó Neco[6], rei do Egito, na conhecida Batalha de Carquêmis[7], em 605aC; nessa época, os caldeus construíram um forte e poderoso império.
·         Considerando esses fatos históricos, pode-se concluir que Habacuque profetizou praticamente ao mesmo tempo que Jeremias e Sofonias.
·         Esse foi ainda um período de terrível opressão dos ímpios contra os pobres e muita injustiça social; parte dessa época foi também o tempo em que o tirano rei Jeoaquim reinou em Judá: de 605 a 598aC.
·         Vivendo num cenário de grandes injustiças, Habacuque tinha pela frente uma dura missão, pois sabia como era grande a responsabilidade de levar mensagem de correção àqueles que precisavam se converter para serem salvos [Pr 13:6 - A justiça guarda ao que é de caminho certo, mas a impiedade transtornará o pecador.].

Habacuque não foi um homem
muito preocupado em divulgar
sua autobiografia; sua maior
preocupação era levar a
mensagem e clamar pelos
pecadores diante de Jeová
2. Vida pessoal
·         O livro de Habacuque não fornece nenhuma informação pessoal sobre ele, e também não existem registros históricos a seu respeito.
·         Seu nome significa “abraço” , o que fortalece a ideia de que ele tenha sido uma pessoa muito amorosa, e só é encontrado duas vezes em toda a Bíblia, exatamente em seu próprio livro.
·         A sua confiança e a forma tão íntima como ele se dirige ao Senhor dá a entender que, além de ser um profeta bem aceito onde vivia, ele fosse um sacerdote.
·         Habacuque foi um servo fiel e por isso obtinha resposta do Senhor em suas orações; o compromisso de Deus é com aqueles que são fiéis a missão que lhes é confiada [Mt 25:22,23 - E, chegando também o que tinha recebido dois talentos[8], disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei[9] outros dois talentos. 23Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.].

Diante a grande ameaça
que estava sobre o povo
de Judá, não restava
esperança a não ser a fé
em Deus: esse era o
contexto da pregação
de Habacuque
3. Estrutura e mensagem
·         Os 56 versículos dos seu três capítulos estão divididos da seguinte forma:
a)      Hc 1:1 - 2:1 - Questionamento de Habacuque a Deus;
b)      Hc 2:2-20 - Resposta de Deus;
c)       Hc 3:1-21 - Clamor de Habacuque pelo povo.
·         Da mesma forma que no livro de Naum, aqui o significado do termo “peso”, também revelado ao profeta por meio de visão, representa uma “sentença pesada”, um “castigo”;
·         Esse termo aparece logo no primeiro versículo e refere-se ao castigo sobre os ímpios, ou seja: tanto o povo de Judá quanto os seus inimigos.
·         Um dos maiores males daquela época era a desonestidade e o enriquecimento ilícito; a Palavra de Deus é muito clara quanto a isso: Ele abençoa os fiéis e pune os injustos [Pr 28:20 - O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune.].


Habacuque não conseguiu
entender imediatamente
qual era o propósito de
Deus para com o seu povo;
mas, mesmo assim, não
perdeu a fé e perseverou
em oração crendo que
mesmo nas piores
circunstâncias o Senhor
ainda estava com eles
II - Habacuque e a situação do país
1. O clamor de Habacuque
·         Judá sofria grandes injustiças em sua política interna e também muitas ameaças externas; isso levou o profeta a não se contentar somente em entregar a mensagem, mas também a sentir uma profunda necessidade de interceder pelo seu povo.
·         A princípio, Habacuque parece não entender o porquê de Deus permitir tantas maldades, mas sua forma de se expressar nos permite entender que não se trata de mero questionamento mas sim de sentimento de compaixão por seus irmãos sofredores.
·         Ele jamais duvidou da justiça e do amor divino, apenas o que pedia era misericórdia sobre um povo tão frágil e vulnerável aos seus inimigos.
·         Um coração justo e reto tem um valor tão grande diante de Deus; temos a prova disso no caso de Habacuque que não precisou de campanhas, sacrifícios, correntes e grupos de oração, bastou ele clamar pelo povo para o Senhor atendê-lo, e em suas orações ele não pedia bens materiais ou somente livramento, mas também avivamento [Hc 3:2 - Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.
Tg 5:16b - A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.].

O pecado sempre teve a mesma
recompensa: a morte; o mais
impressionante é que mesmo
sabendo disso, o povo de Deus
sempre pecou. Porém, com seu
imenso amor, o nosso Pai
celestial - tanto nos tempos de
Habacuque como hoje - sempre
agiu com misericórdia sobre
aqueles que se arrependeram
2. A descrição do pecado
·         Naquela época, o povo de Judá se encontrava em uma situação caótica: conforme está escrito em Habacuque 1:3, havia muita iniquidade, vexação[10], destruição, contenda, violência e litígio.
·         Pelo que se pode observar, o sistema judiciário da época estava falido: não se podia esperar por justiça.
·         A opressão das autoridades contra os menos favorecidos levava o povo a crer que suas causas estavam perdidas.
·         O pecado é um alto muro que separa o homem de Deus, mas o arrependimento e a transformação são “marretas espirituais” infalíveis para derrubar esse maligno obstáculo e permitir ao pecador regenerado usufruir da misericórdia divina, mesmo que sofra por um tempo pelas consequências dos seus erros, assim como Judá sofreu antes de ser livrado [At 3:19 - Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,].

A justiça da época agia parcialmente
defendendo os interesses de quem
podia pagar por isso; porém, como
todo mal tem um fim, o verdadeiro
Dono da justiça, no momento certo,
agiu energicamente mostrando-lhes
que o homem não está no mundo por
conta de si próprio, mas sim agindo
apenas sob a permissão do seu
Soberano Criador
3. O colapso da justiça nacional
·         O motivo de todo esse colapso[11] no sistema governante era a corrupção generalizada entre os seus líderes.
·         Todas as decisões judiciais tinham como objetivo favorecer os ricos e os poderosos.
·         A Lei de Deus dada através de Moisés com os seus princípios sagrados, a qual foi criada para levar o povo a manter o culto, a paz, a ordem e o progresso, já haviam sido esquecidos.
·         Essa característica rebelde não era uma exclusividade do povo da época de Habacuque, pois desde a saída do deserto até a Igreja Primitiva, a Bíblia relata a rebeldia como uma das marcas do povo de Deus e, inquestionavelmente, esse mal prevalece até os dias atuais [At 7:51-54 - Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais. 52A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas; 53Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes. 54E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele.].

Questionar a ação de Deus é o
mesmo que querer ensinar a
um médico os seus
procedimentos no momento da
cirurgia; confiança deve ser a
atitude básica de um crente,
pois 
aquEle que opera em
nossa vida não precisa de
nossa opinião, e muito menos
de nossa permissão para agir
III - A resposta divina
1. O juízo divino é anunciado
·         Antes mesmo de que o profeta se desse conta de como a situação era séria, o Senhor já tinha tudo preparado e aguardava para agir no momento certo, pois nada estava  fora dos seus propósitos.
·         O plano divino de justiça não incluía apenas Judá, mas também as demais nações que também viviam na prática de grandes maldades.
·         Seu propósito era levantar um grande império e, através dele, aplicar seu juízo contra os pecadores.
·         Em Atos 13:40,41, o apóstolo Paulo cita a passagem de Habacuque 1:5, relacionando-a à volta de Cristo.
·         Como crentes, nosso dever é aceitar sem questionar a vontade de Deus, porque Ele está no controle da situação e a sua forma de operar não visa o nosso mal, mas sim a nossa salvação [Fp 1:28-30 - E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus. 29Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, 30Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim.].

Ética é o que define os valores
e os princípios morais nas
regras de conduta humana;
porém - embora a própria
Bíblia nos ensine a sermos
éticos-, isso não se aplica a
Deus, pois sua soberania
está infinitamente acima do
nosso padrão de
comportamento, e Ele bem
sabe qual é a melhor forma
para executar seus propósitos
2. Os caldeus e a questão ética (Hc 1:6)
·         Os caldeus - também conhecidos como neobabilônios -, sob o comando do rei Nabucodonosor[12], estavam se tornando um império temido e respeitado por toda a terra.
·         Seu alvo agora era Jerusalém, a capital de Judá; o povo entrou em desespero e o profeta “cobrava” uma resposta de Deus.
·         Como vemos em Habacuque 1:13, ele não entendia o porquê da atitude divina em usar justamente os ímpios, opressores e violadores dos direitos humanos, para castigar justamente o povo de Deus.
·         Nem sempre entendemos de que forma o Senhor está agindo; porém, não precisamos entender e sim confiar na soberania e no amor daquEle que cuida de nós [1ª Jo 5:14 - E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.].

Apesar de ter grande confiança
em Deus, Habacuque demonstrou
bastante impaciência em sua
espera por justiça; a ansiedade é
uma característica normal no
ser humano, mas se não a
controlarmos, ela derruba e mata
a nossa fé
IV - Deus reponde pela segunda vez
1. A espera de Habacuque (Hc 2:1)
·         Como um bom servo, Habacuque sabia que o Senhor lhe responderia e também que lhe repreenderia por sua insistência, mas ele manteve-se firme em seu clamor.
·         Sem se importar com o “preço” que poderia pagar, ele colocou-se em posição de profeta como um verdadeiro sentinela[13], sempre esperançoso e atento a ouvir a voz de Deus.
·         Em seu livro ele não relata se alguém ficou ao seu lado para ajudá-lo nessa intercessão, mas ele permaneceu determinado a cumprir a missão que estava proposta em seu coração.
·         O tempo de Deus não é o nosso, pois Ele sabe o momento certo de agir; realmente, as vezes, a dor é tão grande que parece que não dá mais para suportar, mas se o crente clamar em vez de reclamar, Ele alivia seu sofrimento antes mesmo de eliminar o seu problema [Hb 10:36 - Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.].

Deus logo respondeu veio a
Habacuque, porém, a resposta
que Ele deu não era exatamente
o que o profeta esperava e queria
ouvir, só que aquilo é o que Deus
tinha para eles e não iria mudar;
quantas vezes a sua resposta não
foi a mais desejada e esperada,
mas você teve que aceitá-la?
Nossa obrigação é pedir, mas a
decisão é dEle
2. A visão
·         Finalmente, em Habacuque 2:2, vemos que o Senhor responde as suas orações com uma clareza tão grande que - ao contrário das revelações dadas a muitos profetas - não foi necessária interpretação espiritual ou de figura de linguagem.
·         Nessa mensagem, Deus lhe dizia que a Babilônia - os caldeus - desapareceria da terra para sempre e que Judá sobreviveria aos castigos que estava sendo submetido.
·         Aos olhos humanos, para eles, o período de sofrimento pareceu longo, mas esse foi o tempo ideal para o cumprimento do propósito divino de usar o próprio inimigo a seu favor e depois destruí-lo.
·         A resposta do Senhor vem no tempo certo, e nada poderá impedi-lo de cumprir seus objetivos [Hb 10:37 - Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.
2ª Pe 3:8,9 - Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. 9O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.].

A fé não é uma "lâmpada mágica",
mas sim a defesa sobrenatural da
nossa vida espiritual que serve
para nos manter de pé em meio às
incertezas das adversidades da vida
3. O justo viverá da fé
·         Em Habacuque 2:4, a expressão “alma que se incha” é referente ao orgulho dos caldeus e a sua soberba de confiarem em si próprios.
·         O justo a quem Ele se refere é o que estava crendo - o que tinha fé - no livramento de Judá e na punição contra a Babilônia.
·         Embora esse seja o contexto histórico dessa frase tão forte em relação a fé do justo, o seu contexto espiritual é muito relevante para os cristãos da atualidade, pois sabendo que Deus não mudou seu caráter, podemos ter a plena certeza da validade de sua aplicação em nossa vida cotidiana tanto espiritual quanto materialmente.
·         Viver da fé não é cruzar os braços e esperar que Deus faça tudo por nós, mas sim não voltar atrás no cumprimento de nossa missão mesmo que, humanamente, não vejamos possibilidades de cumpri-la [Hb 10:38 - Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.
Lc 9:62 - E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado[14] e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Hc 3:17,18 - Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada[15] sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; 18Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação.].

Habacuque falava com o Senhor
e obtinha respostas do alto;
quando falamos com Deus de
coração aberto, em um
determinado momento, o céu
se abre trazendo-nos as
revelações necessárias para o
prosseguimento em nossa
jornada
Conclusão
·         Em seu livro, Habacuque nos ensina que a obediência à Palavra e a oração são duas ferramentas indispensáveis para se obter resposta divina.
·         Muito provavelmente, eles esperavam a punição dos caldeus sem o castigo para o povo de Judá; mas o fato de orarmos e termos fé que fomos perdoados não significa que Deus tenha que agir da maneira que nós queremos.
·         Usar o inimigo a favor dos justos e depois puni-los também é uma tática muito usada pelo Senhor: um grande exemplo disso foi Ele ter usado Judas para entregar Jesus aos soldados romanos - pois seu sacrifício tinha que ser cumprido - e, posteriormente, ter permitido que ele próprio se matasse pagando assim por seus pecados, pois ele era um ladrão e não se arrependeu de seus crimes.
·         A soberania divina é incontestável e abrange a todas as nações; de fato, a conversão e a salvação são individuais, porém, independentemente disso, pessoas de todos os povos, de uma forma ou de outra, se dobrarão diante do Senhor em reconhecimento ao seu supremo poder [Rm 14:11,12 - Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. 12De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.].

Jonas M. Olímpio


Nabucodonosor sempre desafiou
 soberania de Deus humilhando
seus servos e exaltando-se, mas
sua consequência foi foi trágica 

e desonrosa, e só não o levou a 
morte porque ele se arrependeu;
a pior coisa para um mero
mortal é opor-se ao poder e aos
propósitos divinos, pois a
justiça do onipotente Juiz é
certa, implacável e infalível
[1]Aleivoso: Em que há aleive. Que procede com aleive. Praticado com aleive. Calunioso.
[2]Habacuque: Significa "abraço". Foi um profeta do Antigo Testamento. É o oitavo dos doze profetas menores , provável autor do Livro de Habacuque. Praticamente nada se sabe sobre a história pessoal de Habacuque, exceto pelo que pode ser inferida a partir do texto de seu livro. O mausoléu na cidade de Toyserkan no oeste do Irã acredita-se ser o local de sepultamento de Habacuque.
[3]Litígio: Demanda judicial. Questão, alteração, contenda. Conflito de interesses, de ordem jurídica ou política.
[4]Caldeus: Pessoas da Caldéia (A parte sul da Babilônia. Nos tempos bíblicos era uma região muito fértil (Jr 51:35)).
[5]Impetuoso: Que tem ímpeto, que se move com ímpeto. Arrebatado. Agitado, fogoso, violento.
[6]Faraó Neco: Necho II (660 aC. - 593 aC.), também Neco ou Nekaw,  foi filho de Psamtek I "Wahibre" ou Psamético I e de Méhétenweskhèt e casou-se com Chédebnitjerboné de quem teve Psamtek II "Neferibre" faraó do Egito. Viu ao fim do Império Assírio e à ascensão do Império Babilônico sob Nabopolassar (626aC. - 605aC.).Sob o seu comando, o Egito foi derrotado pelos babilônios na batalha de Carquêmis em 605aC.
[7]Carquêmis: O local da antiga Carquemis, chamado atualmente de Jerablus, situa-se na fronteira entre a Turquia e Síria, aproximadamente a 100 quilômetros de Alepo. Pela sua localização geoestratégica, foi uma importante cidade comercial e base militar na parte superior do Rio Eufrates. Escavações feitas no local da antiga Carquemis, revelaram um grande número de documentos no idioma hitita. Também foram achados vestígios arqueológicos indicando uma forte influência egípcia. Em 605 aC., Nabucodonosor, ainda como príncipe herdeiro, derrota o Faraó Neco II na Batalha de Carquemis (Jr 46:2,6,10; 2º Reis 24:7); isso marcou o fim da presença egípcia na região do corredor siro-palestino (entre 609 aC. a 605 aC.) e do que restava do Império Assírio.
[8]Talento: O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. Ele foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilos de metal. Estudiosos calculam que um talento hoje valeria no mínimo 1300 dólares (cerca de dois mil reais). Espiritualmente, os talentos representam os dons que o Espírito Santo nos concede e, na linguagem popular expressa as habilidades especiais de uma pessoa; era um termo muito usado pelos romanos para elogiar uma pessoa de valor.
[9]Granjear: Conquistar algo com trabalho ou esforço.
[10]Vexação: Ato ou efeito de vexar; vexame.
[11]Colapso: Popularmente, refere-se a um estado de degradação ou decadência; ruína.
[12]Nabucodonosor: Nabucodonosor I: imperador da Babilônia no século XII aC. (1127 - 1105 aC.); Nabucodonosor II: rei do Império Neobabilônico (605-562aC.). Em 587 ou 586aC., ele destruiu Jerusalém e levou o povo de Judá para o cativeiro (2º Rs 25:1-22). Depois sofreu de uma doença mental, com sintomas parecidos com a licantropia, da qual somente escapou por ter se arrependido (Dn 4:33-37). Seu nome é mencionado várias vezes em Jeremias, Ezequiel e Daniel.
[13]Sentinela: Guarda, vigia.
[14]Arado: Instrumento de lavoura destinado a revolver a terra. O arado era feito de um galho de árvore em forma de forquilha, preso por um jugo numa extremidade, e, na outra, por uma relha segura a uma chapa de ferro. Era puxado por uma junta de vacas ou bois ou por uma parelha de jumentos e guiado pelas mãos do lavrador  (Lc 9:62).
[15]Malhada: Cabana de pastores. Curral de gado. Rebanho de ovelhas.


Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 9 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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