quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Por Que é Preciso Casar Em Vez de Simplesmente "Curtir a Vida"?

A visão distorcida sobre o
significado e o valor do casamento
tem sido a causa de muitas pessoas
desperdiçarem anos de sua vida
expostas ao perigo da luxúria,
causando e tendo problemas e
desagradando a Deus caminhando
rumo ao inferno.
    Vivendo em uma sociedade em que os valores morais são tão desprezados, se casar parece ser desnecessário e até inconveniente, é inevitável que muitos, principalmente estre os mais jovens, questionem: “Por que é preciso casar em vez de simplesmente curtir a vida?”. Antes de responder a essa pergunta precisamos entender o que significa casamento[1]. A língua portuguesa o define como a união legal entre um homem e uma mulher; a Bíblia o classifica como uma instituição divina, a qual só pode ser dissolvida pela morte; e, historicamente, a origem dessa palavra - que no latim é “casamentum”: junção de casa + construção - expressa perfeitamente a ideia da construção de uma família ou de um lar. Podemos assim entender que, socialmente, o casamento impõe deveres e propicia direitos; espiritualmente, é uma ordem divina às pessoas que querem viver conjugalmente; e, moralmente, é o reconhecimento de uma união entre um casal como legítima. Mas tudo isso apenas define a vida em comum de duas pessoas de sexo oposto sob o mesmo teto; baseado nesses princípios, qual é a obrigação, necessidade ou vantagem da oficialização dessa união perante a sociedade, a lei e a igreja por meio de uma ato, seja ele público ou não, mas com documentos assinados por ambas a partes acompanhados por testemunha e Juiz? A resposta é simples: a união entre duas pessoas visa, de um modo geral, o compartilhamento de bens, a divisão de responsabilidades, o respeito mútuo de ordem moral e física e a concepção de filhos entre outros fatores de extrema importância, os quais merecem cuidados especiais como garantia de direitos iguais em caso de desacordo de qualquer natureza, além de ser uma prova de amor e respeito ao cônjuge por meio da aceitação de alterar seu padrão de vida, mudando seu estado civil, assumindo oficialmente sua relação.
    Espiritualmente falando, há nas Sagradas Escrituras alguma afirmação que nos leve a entender que somos obrigados a ter um cônjuge fixo e nos casar? O princípio mais básico desse conceito se segue logo após a criação, quando Deus, tendo criado o ser humano - macho e fêmea - abençoando-os, lhes ordenou que se multiplicassem (Gn 1:27,28) e, posteriormente, disse: “Não é bom que o homem esteja só!” (Gn 2:18). Observe bem que Ele não disse que poderia ser um macho com várias fêmeas ou vice-versa, pois essa é uma ação de instinto adequada para animais irracionais, mas não cabíveis a homens e mulheres; por aí vemos que a poligamia[2], embora praticada por vários patriarcas, era um costume cultural e, apesar de tolerada, não era aprovado por Deus. Trazendo para a prática, vemos como isso se cumpre por completo na vida humana: qualquer pessoa normal segue a tendência natural de ceder a desejos carnais e carência de afeto e companhia, ou seja: de fato, o ser humano não foi feito para viver só. Levados por essa necessidade, agora precisamos compreender o por quê de não podermos satisfazê-la livremente sem ter que assumir um compromisso matrimonial, o que a Bíblia diz sobre isso? Primeiramente, a figura do casamento é usada por várias vezes para expressar a importância da fidelidade entre Deus e o homem (Is 61:10; 62:5; Mt 25:1; Ap 19:7; 21:2; 22:17) e, se referindo diretamente ao assunto, vemos o apóstolo Paulo exortando a igreja sobre a importância de seus membros se casarem para não abrasar[3] (1ª Co 7:9), ressaltando ainda que ser solteiro não é pecado e até tem suas vantagens em alguns aspectos (1ª Co 7:1,6-8), mas deixando claro que a natureza carnal normalmente fala mais alto expondo-nos ao risco do pecado (1ª Co 7:2). Se a união formal e monogâmica[4] não fosse importante perante Deus, seu servo não estaria preocupado com isso quando se referia à necessidade da pureza sexual entre os cristãos.
    Qualquer um que se julgue cristão, sendo ele devidamente consciente dos mandamentos sagrados, se persistir numa vida de luxúria[5] está cometendo gravíssimo pecado e abrindo mão da sua salvação (Gl 5:19-21[6] [7] [8]). Uma pessoa que não quer ter responsabilidade conjugal - a não ser que tenha optado pela abstinência[9] por motivos físicos, psicológicos ou espirituais -, certamente tem suas intenções voltadas apenas para a satisfação dos próprios prazeres carnais sem o objetivo de dar valor aos sentimentos alheios e tampouco à fidelidade a Deus. Tais indivíduos que tanto valorizam o termo “curtir a vida”, geralmente, o associam ao termo “liberdade” pensando que ser livre é ter o direito de fazer o que bem entender e o pior: acham que Deus aprova suas atitudes. A Palavra nos ensina o contrário: ser livre é ter liberdade para não aceitar as tentações malignas que o cercam (1ª Co 6:12; 10:23)! A melhor sensação de liberdade que alguém pode ter é poder olhar ao seu redor e saber que ali está uma pessoa que retribui ao seu amor, filhos que o respeitam e darão continuidade ao seu nome e patrimônios materiais, morais e espirituais que comparados à uma vida de devassidão[10], simplesmente, não tem preço; o maior prazer que se pode satisfazer é poder curtir a família sabendo que assim também está agradando a Deus Casamento é compromisso, e quem o rejeita simplesmente não quer se comprometer com a pessoa a quem ele diz que ama!



[1]Casamento: Instituição divina pela qual um homem e uma mulher se unem por amor numa comunhão social e legal com o propósito de estabelecerem uma família (Gn 1:27-28; 2:18-24). É permanente e só pode ser dissolvido pela morte (Rm 7:2-3) ou, excepcionalmente, pelo divórcio (Mt 19:3-9). União legítima e legal de homem e mulher para constituir família.
[2]Poligamia: Estado conjugal em que um homem desposa várias mulheres ou uma mulher vários maridos.
[3]Abrasar: Queimar (Is 10:17). Destruir (Sl 106:18). Esquentar muito; inflamar (2ª Co 11:29). Excitar (Is 57:5). Pôr em confusão (Pr 29:8). Queimar de desejo (1ª Co 7:9).
[4]Monogâmico: Referente à monogamia: estado conjugal em que um homem desposa uma única mulher ou uma mulher um só marido. União exclusiva de um macho com uma única fêmea.
[5]Luxúria: Lascívia. Conduta vergonhosa, como sensualidade, imoralidade sexual e libertinagem (Mc 7:22; Gl 5:19). Corrupção de bons costumes.
[6]Lascívia: Conduta vergonhosa como sensualidade, imoralidade sexual, libertinagem, luxúria (Mc 7:22; Gl 5:19). Corrupção de bons costumes.
[7]Porfia: Contenda de palavras; discussão.
[8]Emulação: Competição. Sentimento que leva a igualar ou a superar alguém.
[9]Abstinência: Decisão de não fazer uso de certos alimentos ou bebidas ou evitar práticas sexuais (At 15:20; 1ª Tm 4:3).
[10]Devassidão: Qualidade daquele ou daquilo que é devasso. Libertinagem, depravação, corrupção.

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