terça-feira, 5 de agosto de 2014

Amém!

Ao dizer "amém" em uma oração
você está confirmando tudo aquilo
que disse, ou seja: está aceitando
que é dessa forma que as coisas
deveriam acontecer. Por isso,
tome muito cuidado e, antes de
colocar essa "assinatura" no final
de sua conversa com Deus, peça
a Ele que confirme e direcione
seus passos conforme a vontade
dEle.
    Certamente você, assim como todos nós cristãos, fala “amém” no final de suas orações; mas você sabe o significado dessa expressão? Então vamos aprender um pouquinho sobre ela: Registrada 75 vezes na Bíblia, essa pequena palavra de origem hebraica tem um efeito extraordinário. Sendo de simples pronúncia, é reconhecida em praticamente todas as línguas, o que a torna universal. Literalmente, seu significado é “assim seja” ou “é assim”, o que também pode ser traduzido ou entendido como “de fato”, “eu acredito”, “eu concordo”, “certamente” ou “com certeza” e também com vários outros sinônimos; a utilização desse termo é uma clara expressão de aprovação ao que foi feito ou falado.
    Não apenas no cristianismo, mas em inúmeras outras religiões, essa é a característica mais comum usada para indicar o término de uma oração, chegando a ser praticamente obrigatória. Seu uso rotineiro criou um efeito psicológico tão marcante que muitas pessoas, se não falarem ou não ouvirem um “amém” no final ficam com aquela sensação de que a oração não foi feita ou não foi atendida. Mas, assim como na utilização do nome de Jesus, a verbalização dessa palavra não produz nenhum efeito “mágico”, pois se não houver fé, sinceridade e propósito divino, não é uma palavra que vai ter poder para determinar o resultado de uma oração.
    Equivocadamente, várias vezes até de forma inconsciente, muitas pessoas utilizam o “amém” como sinônimo de “ponto final” quando querem determinar o fim de alguma coisa. O objetivo desse termo não é esse, pois seu uso serve tão simplesmente para expressar concordância em relação a atos ou palavras, e isso pode ocorrer tanto no início, quanto no meio como no final de qualquer ação.
    Das vezes em que aparece na Bíblia, a mais relevante é a que se refere ao próprio Senhor Jesus, quando se dirige à rebelde Igreja de Laodicéia[1] repreendendo-a por sua mornidão espiritual (Ap 3:14-16). Nessa ocasião, o fato de Ele próprio se denominar como o Amém nada mais é do que uma forma de Ele se identificar como sendo o verdadeiro ou aquele que é digno de confiança, e também como aquele que decide, aquele que faz. Inclusive, essa palavra deriva da raiz hebraica “amán”, a qual significa “ser fiel”. 
    Conforme acabamos de aprender, a palavra amém tem significado de concordância e não produz efeitos “mágicos”; porém, ela faz parte de nossas tradições litúrgicas e não temos razão alguma para querer mudar isso. Apenas, o que realmente importa é fazermos uso dela de forma racional (Rm 12:1), sabendo em que momentos e em que sentido a estamos pronunciando. No demais, discutir esse assunto significa simplesmente desviar a atenção de coisas realmente necessárias dando importância à picuinhas (1ª Tm 1:4). Amém?



[1]Laodicéia: Hoje com o nome de Pamucale (Pamukkale), Laodicéia foi uma das mais prósperas cidades da Frígia, durante a época romana. Possuía bancos, indústria têxtil e uma escola de medicina que produzia colírio para os olhos, embora tivesse problemas com o abastecimento de água. Em certa ocasião, foi construído um aqueduto que transportava as águas térmicas vindas de Hierápolis (cerca de dez quilômetros). Porém, quando a água chegava na cidade, não estava nem quente e nem fresca, mas apenas morna. A cidade é citada algumas vezes no Novo Testamento da Bíblia, na qual São Paulo esteve em sua terceira viagem missionário, sendo também mencionada entre as sete igrejas (da Ásia) do livro Apocalipse (Ap 3:14-22), considerada como uma igreja morna quanto à sua atividade, como uma metáfora à temperatura das águas que a abasteciam. A cidade foi destruída no ano 494dC por um grande terremoto; foi aí que teve início o declínio de sua grande prosperidade.

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