sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Vinha de Nabote


Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD   |  1º Trimestre de 2013 - Lição 7  |  Jonas M. Olímpio

A cobiça pelos bens alheios é um
pecado que tem levado muitos
cristãos à perdição
TEXTO ÁUREO
    Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6:7).

VERDADE PRÁTICA
    A trama orquestrada pela rainha Jezabel e o rei acabe contra Nabote[1] demonstra quão danoso é render-se aos desejos da cobiça e de uma satisfação pessoal.

PALAVRA-CHAVE
    Cobiça: Desejo veemente de possuir bens materiais; avidez, cupidez.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1º Reis 21:1-5,15,16
Comentário
1 - E sucedeu, depois destas coisas, tendo Nabote, o jezreelita[2], uma vinha[3] que em Jezreel[4] estava junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria,
Após vencer os siros, Acabe fez aliança com o seu rei e estava descontente porque sabia que Deus tinha reprovado sua atitude, e foi para o seu palácio em Jezreel. vizinho à casa real, morava Nabote, o qual possuía uma vinha, que certamente era o sustento de sua família e de seus empregados.
Muitas vezes fazemos tudo certo, mas, sem perceber, cometemos uma grande “falha”: estamos no lugar errado. Não sabemos se Nabote tinha pecados ou não diante de Deus, mas o único motivo que ele deu para ser castigado foi ter edificado sua vinha próximo ao inimigo, por isso é indispensável pedir orientação divina antes de estabelecermos nosso local de morada ou trabalho.
2 - que Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor do que ela; ou, se parece bem aos teus olhos, dar-te-ei a sua valia em dinheiro.
Depois de ter sido corrigido por Deus por suas atitudes erradas, o rei precisava de algo que o contentasse e se interessou pela propriedade do vizinho e fez lhe uma proposta tentadora acreditando que ele a aceitaria.
O erro do ser humano, muitas vezes, é acreditar em sua própria força e soberania tendo a certeza de que todos a sua volta estão aos seus pés e determinados a aceitar suas vontades.
3 - Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais.
Segundo a Lei mosaica, nenhum israelita podia vender suas terras e sim deixa-las de herança para seus descendentes; pois a terra pertencia ao Senhor, e cada morador era apenas um mordomo que a administrava e não o seu dono.
Assim como Nabote, devemos ser fiéis aos mandamentos e não ceder às pressões que possam nos levar a descumprir a vontade de Deus.
4 - Então, Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara, dizendo: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.
Ouvir um “não” de Nabote foi tão frustrante para Acabe que ele chegou a ter sintomas depressivos: se deitou com o rosto virado e nem quis comer.
O espírito maligno da cobiça derruba o homem que não está firme na presença do Senhor de uma tal forma que abala sua mente e atinge seu corpo. A única proteção contra isso é a fidelidade a Deus.
5 - Porém, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Que há, que está tão desgostoso o teu espírito, e não comes pão?
Nesse momento, apareceu sua “amorosa” esposa, a qual compadeceu-se dele; na verdade, ela se aproveitou dessa oportunidade de sacrificar aos seus falsos deuses a vida de um servo de Jeová, e Acabe caiu nessa armadilha.
Manifestações de bondade vindas por parte de pessoas que não servem ao Senhor, geralmente, vem acompanhadas de algum objetivo maligno; devemos confiar apenas em Deus e pedir a sua direção quando alguém propõe algo para nos ajudar.
15 - E sucedeu que, ouvindo Jezabel que já fora apedrejado Nabote e morrera, disse Jezabel a Acabe: Levanta-te e possui a vinha de Nabote, o jezreelita, a qual ele te recusou dar por dinheiro; porque Nabote não vive, mas é morto.
Como uma verdadeira serpente, Jezabel deu seu bote e ficou esperando a queda da vítima; uma das principais características dos servos de Satanás é a perversidade de seus atos e a sua habilidade em enganar usando até mesmo a Palavra de Deus como justificativa.
Uma das coisas que mais devemos tomar cuidado é o sentimento de inveja, pois quando ele se apodera de nós provoca a ira e o consequente desejo de vingança, o qual é um pecado terrivelmente abominável diante de Deus.
16 - E sucedeu que, ouvindo Acabe que já Nabote era morto, Acabe se levantou, para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para a possuir.
Jezabel, após a conclusão de seu plano maligno, compactuou de seu pecado com Acabe, o qual sabendo de suas atitudes erradas, não se importou com o ocorrido, pois apenas estava preocupado em apossar-se da vinha.
Quando nossa mente está focada apenas no material, temos a perigosa tendência de só pensarmos nos fins sem nos importarmos com os meios; esse maldito sentimento egoísta é o que tem levado muitos cristãos a trilharem o caminho do inferno.
   
INTRODUÇÃO
·         A cobiça de Acabe e Jezabel sobre a vinha de Nabote é uma das mais tristes injustiças relatadas na Bíblia, pois ela revela três das piores características que o espírito do mundo - o diabo - pode colocar no coração daqueles que não servem a Deus: o materialismo[5], o hedonismo[6] e o pragmatismo[7].
·         Nesse lamentável episódio podemos observar que a cobiça gera inveja, tristeza com sintomas depressivos, ódio, pensamentos malignos, mentiras e capacidade para a execução de terríveis atos covardes.
·         No entanto, assim como o inimigo está sempre alerta com seus planos de destruição, Deus também nunca dorme e o seu poder é infinitamente maior; e, dessa maneira, Ele lhes mostrou que o sucesso do pecado é temporário e que as suas consequências são piores ao pecador do que à vítima, porque o mesmo não pode usufruir por muito tempo dos objetos de seus crimes.
·         O maior erro daqueles que pecam costumeiramente sem nenhum temor é o fato de acreditarem que ficarão impunes e que não haverá castigo depois do fim da sua vida aqui nessa terra:
Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.”
(2ª Co 5:10)

I - O objeto da cobiça
1. O direito à propriedade no antigo Israel
·         Ao observar a Lei no Antigo Testamento, conforme está descrita em Levítico 25:23, vemos que Nabote não estava sendo sentimentalista ou antipatriota ao recusar-se a vender a vinha ao rei Acabe, pois ele estava apenas cumprindo uma determinação divina: “Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo.”; devemos sim obedecer às nossas lideranças, desde que elas estejam agindo em conformidade aos mandamentos de Deus.
·         Com esse decreto, Jeová visava proteger os israelitas contra a cobiça, porque se eles tivessem o direito de vender sua herança, corria-se o risco de que povos gentios as comprassem e, dessa forma, logo a terra de Israel estaria nas mãos de nações estranhas;
·         Isso não poderia ocorrer de forma alguma, pois aquela terra e aquele povo, de uma forma especial, pertenciam a Deus. A preservação de suas origens era algo tão sério que não poderia haver negociação nem mesmo entre uma tribo e outra, e isso incluía até mesmo os casamentos, conforme relata Números 36:7,8: “Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se chegarão cada um à herança da tribo de seus pais. 8E qualquer filha que herdar alguma herança das tribos dos filhos de Israel se casará com alguém da geração da tribo de seu pai; para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais.”.
·         Mesmo com todas as nossas falhas devemos procurar cumprir à risca toda a Palavra de Deus e não apenas aquilo que nos parecer conveniente:
Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos."
 (Tg 2:10)

“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido.”
(Mt 5:18)

2. A herança de Nabote
·         Acabe não tinha compromisso com a Lei de Deus, por isso ofereceu à Nabote uma proposta bastante tentadora: uma outra vinha melhor do que aquela ou o seu valor em dinheiro.
·         Naquele momento, Nabote viu-se diante de uma “difícil” decisão: fechar um negócio altamente rentável e agradar ao rei, ou seguir os mandamentos e ter sua consciência tranquila; em sua reflexão como um verdadeiro servo do Senhor, ele preferiu agradar a Deus.
·         De fato, vemos que a obediência de Nabote à Lei Sagrada lhe custou um alto preço, mas será que isso foi uma derrota? O que vale mais, conquistar bens nessa terra e ser condenado eternamente ou ser fiel ao Senhor e conquistar a salvação da sua alma?
·         Nabote não tinha dentro de si o mesmo espírito de cobiça que havia em Acabe e recusou imediatamente a sua proposta; o desejo desenfreado por posses financeiras é o que tem afastado muitos crentes da presença de Deus, tornando sua conduta semelhante a dos ímpios:
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. 10Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 11Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão.”
(1ª Tm 6:9-11)

II - As causas da cobiça
1. A casa de campo de Acabe
·         Acabe não tinha nenhuma necessidade de possuir essa vinha, pois, como rei de Israel, ele tinha várias propriedades como, por exemplo, uma casa de campo em Jezreel, a qual seria sua segunda residência, conforme é possível perceber em 1º Rs 18:41-46.
·         As vinhas serviam de sustento aos seus proprietários, os quais vendiam suas uvas e produziam vinho, que era um produto de consumo básico e muito vendido em Israel; o rei, ambiciosamente, apenas a queria para lhe servir de horta.
·         Todos os seus bens, como o seu confortável palácio, não o satisfaziam, de modo que, pensando apenas em seu bem estar, ele não se preocupava com seus súditos e nem respeitava seus direitos de cultuarem e obedecerem à Lei de Deus.
·         Confiar em Deus significa ter paz interior mesmo em momentos de dificuldades e não viver inquieto - trabalhando acima de seus limites­ - em busca de maior poder aquisitivo, ambicionando até mesmo coisas desnecessárias, assim como o rei Acabe que já tinha todo o conforto em suas casas e ainda queria mais:
Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei. 6E, assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem."
 (Hb 13:5,6)

2. A horta de Acabe
·         Para que Acabe precisaria de uma horta sendo que, como rei, ele tinha condições de comprar as melhores frutas e verduras sem nada ter que plantar? Isso é apenas uma pequena amostra de como o inimigo contamina o coração do homem com coisas mínimas e banais para destruí-lo.
·         Em nome de seu capricho de querer ter o “passatempo” de poder se divertir em uma horta particular, ele estava decidido a descumprir a Lei divina e, consequentemente, também as leis administrativas do reino, do qual ele era o líder e tinha por obrigação dar o melhor exemplo.
·         Como bem sabemos, todas as propriedades reais sempre possuíram uma área bastante extensa, sendo assim, ele bem poderia ter organizado um espaço ao redor de seu palácio para plantar sua sonhada hortinha, mas preferiu “crescer os olhos” sobre aquilo que não lhe pertencia e nem poderia pertencer.
·         O que moveu Acabe a desejar obter aquela vinha para fazer uma horta não foi a necessidade, mas sim a avareza que junto com o egocentrismo se transforma em cobiça, o que leva o homem a valorizar apenas o que tem e não o que realmente ele é ou deveria ser:
Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.”
(Lc 12:15)

III - O fruto da cobiça
1. Falso testemunho
·         Acabe, para não parecer ser um mau rei, não quis tomar a vinha à força; então, Jezabel, vendo a tristeza de seu marido, para “ajuda-lo”, resolveu bolar um plano perfeito para incriminar Nabote e, para isso, fez uso da Lei Mosaica; o inimigo, muitas vezes, usa a própria Palavra de Deus contra nós.
·         Conforme está registrado em Levítico 24:13-16, a Lei era bem clara em relação ao pecado de blasfêmia[8]: “E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 14Tira o que tem blasfemado para fora do arraial[9]; e todos os que o ouviram porão as suas mãos sobre a sua cabeça; então, toda a congregação o apedrejará. 15E aos filhos de Israel falarás, dizendo: Qualquer que amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado. 16E aquele que blasfemar o nome do SENHOR certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do SENHOR, será morto.”.
·         A situação era tão séria que, de acordo com Levítico 5:1, o simples fato de alguma pessoa testemunhar ou ficar sabendo de um ato de blasfêmia e não o denunciar já era motivo para também considera-la como pecadora; atualmente, o nome do Senhor e seus servos têm sido alvos das mais terríveis zombarias e quando os cristãos se sentem ofendidos e reclamam seus direitos acabam sendo acusados de estarem desrespeitando a liberdade de opinião alheia e a cultura popular para impor sua religião.
·         Jezabel, aproveitando-se desse ponto da Lei, conforme está escrito em 1º Reis 21:8-14, preparou duas falsas testemunhas contra Nabote para acusa-lo de blasfêmia - pois a Lei só condenava o réu se pelo menos duas pessoas testemunhassem contra ele -, convocou a elite do reino e, falando em nome de Acabe, determinou que se fizesse um jejum como pedido de perdão pelo “pecado”, dele, dando a entender que alguma coisa que estivesse dando errado naquela época fosse castigo divino por sua blasfêmia.
·         Dessa maneira, ela conseguiu condenar esse inocente à morte por apedrejamento juntamente com sua família, como podemos ver em 2º Reis 9:26.
·         O fato de Jezabel ter usado a Lei contra Nabote é a comprovação de que ela conhecia os mandamentos e que estava agindo por pura maldade e sem nenhum temor. Sendo assim, ela sabia que estava errada e que a justiça de Deus recairia sobre ela:
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo."
 (Êx 20:16)

“De palavras de falsidade te afastarás e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio."
 (Êx 23:7)

“Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo; 12nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR. 13Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até à manhã."
 (Lv 19:11-13)

2. Assassinato e apropriação indevida
·         Tudo foi minuciosamente planejado pela mente diabólica daquela mulher: as testemunhas, o jejum, a incitação do povo contra ele e também a morte de seus filhos, pois se algum herdeiro ficasse vivo, os seus planos seriam frustrados.
·         Ela usou a Palavra e o cumprimento de rituais religiosos de forma indevida para alcançar seus objetivos; será que isso é diferente da forma como muitos têm feito uso do Evangelho para se apossar das “vinhas” alheias?
·         Jezabel não cometeu apenas um erro em toda essa trama, pois tudo isso envolveu uma grande sequência de pecados como, por exemplo: a mentira, a manipulação da Lei, a profanação dos rituais sagrados, o assassinato e o roubo; como bem diz o salmista no Salmo 42:7a: “Um abismo chama outro abismo...”.
·         A tendência de quem vive no pecado é afundar-se cada vez mais nele, principalmente aqueles que conhecem a Palavra e seu coração endurecido não se comove para obedecê-la e nem demonstram desejo de transformação. Porém, no momento certo, tanto os pecadores quanto os justos receberão o seu justo salário:
Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. 12E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.”
(Ap 22:11,12)

IV - As consequências da cobiça
1. Julgamento divino
·         Acabe tinha um grande defeito: falta de atitude; e sua esposa aproveitava-se disso para domina-lo e fazia o que queria, isso está perfeitamente claro em 1º Reis 20:25.
·         Apesar de suas fraquezas, bem lá no fundo seu coração, ele ainda tinha temor a Deus e, como vemos em como vemos 1º Reis 21:27-29,quando o profeta Elias foi mandado para corrigi-lo, ele se arrependeu.
·         Um detalhe interessante é que o Senhor enviou Elias com a mensagem de arrependimento somente a Acabe e não também a Jezabel; Ele conhece o coração de cada criatura sua e, por saber quem está inclinado se arrepender ou não, já envia sua mensagem ao destino certo. Enquanto Deus ainda fala contigo, é porque Ele ainda não desistiu de você.
·         Acabe foi negativamente influenciado por sua esposa. Em sua ingenuidade, talvez ele acreditasse no amor dela por ele, mas, na verdade, ela o estava destruindo. As influências negativas podem se manifestar de várias formas, por meio da maioria das pessoas a nossa volta; não podemos sair do mundo, mas devemos viver nele com muita vigilância e prudência:
Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador[10], ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. 6Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7Portanto, não sejais seus companheiros."
 (Ef 5:5-7)

2. Arrependimento e morte
·         Quando se apresentou diante de Acabe, Elias foi usado por Deus para lhe trazer à memória todos os seus pecados desde a tolerância à idolatria de Jezabel ao assassinato de Nabote, isso o fez refletir e reconhecer seus erros.
·         Ele teve um arrependimento sincero e sua atitude de auto humilhação moveu o coração de Deus que recebeu o seu pedido de perdão.
·         Conforme está escrito em 1º Reis 21:27, depois que se arrependeu, ele também passou a andar mansamente; com isso aprendemos que o arrependimento não consiste apenas em palavras, mas também e transformação: mudança de atitude. E isso ainda incluiu até mesmo suas vestes e seus costumes além de sua vida espiritual.
·         Apesar de tê-lo perdoado, Deus ainda permitiu que as consequências dos seus pecados viessem sobre seus filhos e, de acordo com 1º Reis 22:29-40, também sobre ele próprio que veio a morrer de forma violenta três anos depois. O arrependimento cura as feridas, mas não as cicatriza, senão nos esqueceríamos com facilidade que um dia estivemos feridos e que Alguém nos curou.
·         Acabe era um homem religioso que acreditava apenas no “efeito mágico” dos rituais, mas não procurava ter um verdadeiro relacionamento com Deus; porém, quando ele acordou para a realidade, o Senhor o perdoou e assim ele pode experimentar o que é realmente ter uma vida espiritual:
Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.”
(Mt 9:13)

CONCLUSÃO
·         A Bíblia não relata a história de Nabote, portanto não podemos afirmar o porquê Deus permitiu que ele morresse de uma forma tão injusta, mas de uma coisa temos plena certeza: nada acontece em vão.
·         A vida de Acabe é um grande exemplo de como Deus de fato perdoa um pecador que se arrepende verdadeiramente, porém, isso não significa que ele esteja livre das consequências dos seus pecados.
·         O triste fim de Jezabel nos ensina que não adianta agir enganosamente diante dos homens porque nada está oculto aos olhos de Deus e que Ele não deixa na impunidade nenhuma injustiça sobre a face da terra.
·         Ter um vizinho como Acabe é um grande desafio à fé de qualquer crente, mas Nabote foi fiel até o fim mesmo que isso tenha lhe custado sua própria vida; como você tem se portado diante dos seus vizinhos?
Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.”
(1ª Co 10:32)

porque melhor é que padeçais fazendo o bem (se a vontade de Deus assim o quer) do que fazendo o mal.”
(1ª Pe 3:17)

Jonas M. Olímpio



O materialismo é uma das piores
pragas que têm afetado o
cristianismo nos dias atuais,
pois, além de trazer muito
escândalo ao Evangelho, ele
transforma templos em centros
comerciais e líderes espirituais
em homens de negócio; mas está
chegando o Grande Dia em que
Jesus Cristo irá fazer
definitivamente a purificação de
sua Casa de Oração
[1]Nabote: Significa "superioridade". Israelita que, por causa da posse de uma vinha, foi morto por Jezabel (1º Rs Cap. 21; 2º Rs 9.21-37).
[2]Jezreelita: Habitante ou natural da cidade de Jezreel.
[3]Vinha: Videira ou parreira. Plantação de uvas. Trepadeira da família das vitáceas, com tronco retorcido, ramos flexíveis, folhas grandes e repartidas em cinco lóbulos pontiagudos, flores esverdeadas em ramos, e cujo fruto é a uva, a qual produz suco e vinho. Originária da Ásia, a videira é cultivada em todas as regiões de clima temperado. O comércio de uvas e a produção de vinhas era um negócio muito lucrativo no antigo Oriente Médio. Na Bíblia, as uvas são mencionadas pela primeira vez quando Noé cultiva-os em sua fazenda (Gênesis 9:20-21). As uvas são especialmente simbólicas para os cristãos, que desde o início da Igreja faz o uso do vinho na celebração da Santa Ceia, pois o vinho representa o sangue de Jesus Cristo (Lc 22:17-20). Uvas também foram significativas para ambos gregos e romanos, e seu Deus da agricultura, Dionísio, estava ligado às uvas e do vinho, sendo frequentemente retratado com folhas de uva em sua cabeça.
[4]Jezreel: Significa "Deus semeia". Era uma cidade que ficava no território de Issacar, entre Megido e Bete-Sã, perto do monte Gilboa (1º Rs 4:12; 21:23; 2º Rs 9:30-35). Era também um vale que ficava perto dessa cidade (Os 1:5). Existiram ainda dois homens com esse nome: 1º - um descendente do pai ou fundador de Etã, de Judá (1º Cr 4:3); 2º - o primeiro filho de Oséias, o profeta (Os 1:4,5,11; 2:22).
[5]Materialismo: É o ceticismo a respeito da existência daquilo que é transcendental. Um estilo de vida pautado somente nas coisas materiais. Após essa vida, dizem os materialistas, tudo acaba.
[6]Hedonismo: Doutrina ética, ensinada por antigos epicureus e cirenaicos (Epícuro e Aristipo de Cirene são dois filósofos gregos) e por modernos utilitaristas, que afirma constituir o prazer, só ou principalmente, a felicidade da vida. É uma ética pautada na busca intensa pelo prazer inteiramente pessoal. O sexo, a paz interior e a prosperidade estão em primeiro lugar.
[7]Pragmatismo: Estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Os relacionamentos de ordem sentimental, espiritual e profissional são baseados numa perspectivas de barganha.
[8]Blasfêmia: Palavra ofensiva à divindade ou à religião. Contrassenso, heresia. Praga, maldição, imprecação.
[9]Arraial: Acampamento. Lugar, em campo aberto, onde pessoas ficam morando por algum tempo. O povo de Israel montou 41 acampamentos durante sua viagem pelo deserto (Nm caps. 2; 33). Essa palavra aparece 146 vezes na Bíblia (143 no Antigo e 3 no Novo Testamento).
[10]Fornicador: Aquele que fornica, que pratica fornicação (Pecado de luxúria (atração por prazeres sexuais)).

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD   |  1º Trimestre de 2013 - Lição 7  |  Jonas M. Olímpio

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