domingo, 20 de julho de 2014

Quando a Oração Não é Ouvida

Há duas coisas que incomodam em nossa
comunicação com Deus: sua resposta
negativa e o seu silêncio; porém, como
servos devemos estar sempre prontos
não só para aceitar suas decisões, mas
também para entender que Ele é digno de
confiança e sabe o que é melhor para nós
    Como cristãos, geralmente aprendemos que somos abençoados e que nenhum mal pode nos atingir. Mas para compreender isso é necessário saber até que ponto as promessas divinas deixam de ser materiais e passam a ser somente espirituais, e também quais são as condições para isso. O defeito de muitos é achar que são “ungidos intocáveis” encarando qualquer problema como sendo maldição ou castigo, não considerando os propósitos de Deus, os quais, muitas vezes, sejam quais forem seus motivos, consistem em duras provas até mesmo sobre os mais fiéis dos seus servos; lembra do exemplo de Jó (Jó 1:8,12; 2:6)? O maior teste de fidelidade de um crente não é quando ele é colocado diante de um difícil trabalho a realizar na Obra ou desafiado a fazer um grande “sacrifício”, mas sim quando ele se encontra numa situação de adversidade e ora clamando ao Senhor por uma solução e, quando não tem o silêncio como resposta, somente recebe o seguinte consolo: “A minha graça te basta!”. Isso foi o que aconteceu com o apóstolo Paulo (2ª Co 12:8,9): foi isso que Deus lhe disse depois de ele ter orado três vezes sobre algo que o afligia, dando-lhe como promessa apenas uma certeza: “O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza!”. Ao ouvir essas afirmações, Paulo não entrou em desespero e nem desanimou, sua atitude foi aceitar a vontade de Deus dizendo: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias[1], nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte!”. Com essas palavras ele quis dizer que quando o crente confia em Deus e conhece a sua voz, não teme as adversidades e nem desanima diante dos obstáculos nem mesmo perante as mais difíceis circunstâncias, pois não tem a si mesmo como o mais precioso e dá prioridade aos interesses do Reino de Deus, tendo como maior prazer a sensação de dever cumprido em sua condição de servo, sabendo que a maior vitória não está no mundo material, mas no espiritual.
    Tanto nesse texto como em outras epístolas, Paulo nos ensina várias lições de extrema importância de como lidar com aquela difícil sensação de derrota de quando oramos e não alcançamos o que queremos ou precisamos. Algumas dessas lições são:
a)     A vontade de Deus deve estar em primeiro lugar (Ef 6:6);
b)     O crente que está firme em Cristo se gloria por padecer pelo nome dEle (Rm 5:3-5);
c)     Ser usado pelo Senhor, mesmo que de forma sofrida, é um privilégio e não uma derrota (2ª Co 12:15[2]);
d)     A humildade no cumprimento dos propósitos divinos, para o verdadeiro fiel, proporciona poder espiritual e não complexo de inferioridade (Cl 1:24,25[3]);
e)     Agradar a Cristo sem questionar em meio as dificuldades não significa aceitar a derrota, mas sim ser submisso a sua soberania confiando em sua graça, misericórdia e justiça (2ª Co 4:16,17);
f)      Nossa verdadeira força não está naquilo que Ele nos dá, mas naquilo em que Ele nos transforma quando nEle somos fortalecidos (2ª Co 4:18).
    Para conseguir compreender e aceitar uma resposta aparentemente negativa de Deus, o cristão precisa ser dotado de algumas virtudes tais como fé para crer que Ele está no controle, perseverança para lutar constantemente por uma solução, discernimento para entender se é mesmo Deus quem o está provando ou se a fonte do seu problema é carnal ou maligna, conhecimento para proceder prudentemente diante da dificuldade, humildade para reconhecer sua fragilidade e dependência do Todo-Poderoso e convicção da sua salvação para considerar que vale a pena enfrentar qualquer infortúnio em nome dos propósitos divinos (Mt 5:10-12[4]).
    Apenas quem está verdadeiramente na presença de Deus sabe o quanto é valioso poder contar com a sua maravilhosa Graça. O que para os evangélicos triunfalistas do “evangelho moderno” é sinônimo de conformismo e privação de bênçãos, para o verdadeiro crente significa ousadia e confiança através do fortalecimento daquEle que tudo pode. Pois quem tem a certeza de estar, mesmo com suas falhas, em real comunhão com o Senhor sabe que tudo o que acontece contribui para o seu bem, resultando no melhor para ele (Rm 8:28), entendendo ainda que esse “melhor” pode muitas vezes não significar conforto financeiro, saúde perfeita e felicidade sentimental, mas sim oportunidades e condições de, através de seus dons, ser um autêntico colaborador participante da expansão do Reino de Deus, ajudando a resgatar almas das mãos do inimigo. Uma das coisas que o crente aprende em suas experiências na caminhada com Cristo - isso para aquele que realmente caminha com Cristo - é ser cada vez mais confiante pelo fato de saber que o Senhor conhece os seus limites e quer o seu bem (1ª Co 10:13).
    Quem está realmente edificado espiritualmente não ora determinando suas bênçãos, porque tem a reverência e a sensatez de pedir ao Senhor que tudo faça conforme a sua vontade.  Isso não é apenas um sinal de respeito, mas também uma forma de reconhecer a soberania de Deus sobre a sua vida. O determinismo[5] é um ato abominável[6] aos olhos do Senhor porque passa a impressão de que Deus é sujeito ao homem e não o homem sujeito a Deus. Essa prática tem formado uma geração de “adoradores” iludidos com um falso evangelho, sobre o qual, quando abrem os olhos, muitas vezes, se decepcionam e abandonam sua fé, pois a mesma estava fundamentada em homens, os quais, incentivando a declarar, exigir, decretar e profetizar bênçãos (2ª Pe 1:21), prometeram satisfazer suas necessidades e desejos materiais, ensinando que não se deve aceitar nenhum tipo de aflição, assim contrariando totalmente os ensinamentos das Escrituras Sagradas (Jo 16:33). Sendo a realização da satisfação pessoal sua real intenção da “aproximação” de Deus, quando se veem frustrados em seus objetivos, muitos revoltam-se com a igreja tornando-se inimigos dela. Para as vítimas desses falsos ensinamentos, a única solução é lembrarem que, primeiramente, deve-se olhar para Cristo e não para o homem e, depois, devem entender que é necessário que se apegue à Palavra de Deus compreendendo seu real conteúdo, o qual ensina que o importante não é livrar-se dos problemas, mas ser vencedor em meio a eles. Isso sim é um grande milagre e também a maior prova de que é verdadeiramente possível viver pela fé: a confiança e a dependência de Deus.
    E não podemos nos esquecer que isso também aconteceu com o próprio Jesus Cristo (Lc 22:42-44[7]). Em um momento de terrível agonia Ele não se impôs, nem se sentiu um derrotado e tampouco desistiu de orar. Pelo contrário, colocou a soberania divina acima da sua vontade e, num grande gesto de humilhação (Fp 2:8), mesmo com o aumento da aflição, colocou-se a orar ainda mais. Sabe qual foi o resultado disso? Ele foi fortalecido por um anjo do céu, recebeu graça para suportar todo o sofrimento que estava por vir na cruz e, finalmente, foi tremendamente honrado em sua gloriosa glorificação na qual Ele foi mais que vencedor (Fp 2:9-11). O que podemos aprender com isso? O incomparável exemplo de Cristo nos mostra que quando nos lançamos aos pés do Senhor depositando toda nossa confiança nEle, nossa oração nem sempre é atendida da maneira que esperamos, mas sim da forma a qual Ele sabe que é a melhor para que os seus propósitos - e não os nossos - sejam cumpridos. E quando somos compreensivos e obedientes ao seu modo de agir, a vitória, que nem sempre se manifesta materialmente, é inevitável. Assim como o apóstolo Paulo orava em meio as aflições e recebia mais bênçãos espirituais do que materiais, Jesus também recebeu sua maior vitória no céu e não na terra, pois seu corpo físico não foi poupado e, morrendo, ele foi declarado vencedor sobre a própria morte (2ª Tm 1:10). Ironia? Não! Essa é apenas uma das formas de Deus trabalhar. Aparentes derrotas não significam que Ele não esteja ouvindo suas orações, mas sim que o caminho dEle não é igual ao teu (Is 55:8,9). Se você tem plena convicção de que está em comunhão espiritual, não há porque duvidar de que Ele esteja te ouvindo (Is 55:6,7; 2º Cr 7:14).




[1]Injúria: Ofensa.
[2]Alma: A parte não-material e imortal do ser humano (Mt 10:28), sede da consciência própria, da razão, dos sentimentos e das emoções (Gn 42:21). Os dicotomistas entendem que o ser humano é corpo e alma, sendo espírito sinônimo de alma. Os tricotomistas acreditam que o ser humano é corpo, alma e espírito. "Alma vivente" quer dizer "ser vivo" (Gn 2:7). Na Bíblia, muitas vezes, a palavra "alma" é empregada em lugar do pronome pessoal significando "vida". (Sl 22.20), e, outras vezes, quer dizer "pessoa" (Êx 1:5).
[3]Dispensação: Da parte de Deus, o plano de salvação da humanidade (Ef 1:10; 3:9). Da parte do ser humano, "dispensação" é trabalho ou missão que visa à aplicação do plano divino em favor da humanidade (1ª Co 9:17; Ef 3:2; Cl 1:25).
[4]Exultar: Alegrar-se, regozijar-se.
[5]Determinismo: Prática comum no meio evangélico moderno, a qual pode ser considerada herética devido ao fato de expressar a ideia de que o homem tem poder para determinar bênçãos ou maldições de acordo com sua própria vontade por meio de “palavras proféticas”. Esse tipo de pensamento é uma forma de autopromoção daqueles que se dizem “profetas de Deus”.
[6]Abominável: Impuro, nojento, repulsivo, reprovável, maldito.
[7]Cálice: Linguagem figurada que representa uma porção ou experiência de alguém, seja prazenteira ou adversa. Designações divinas, sejam favoráveis ou desfavoráveis. Comparável a um cálice que Deus apresenta a alguém para beber: tanto de prosperidade, como de adversidade.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Biblicamente Falando: Tem Alguma Coisa Errada Aqui

Apresentação
    Quem nunca se decepcionou ao ler a Bíblia e ver que muitas coisas que acontecem em sua igreja estão em desacordo com ela? Com o crescimento da propagação do Evangelho, consequente-mente, tem aumentado também os problemas causados pela mistura de coisas profanas em meios às sagradas; porém, isso já era previsível, afinal, o joio cresce junto com o trigo. No entanto, isso não é desculpa para nos acomodarmos, conformando-nos com a qualidade daquilo que nos é apresentado como sendo o Evangelho de Cristo, pois quando nos calamos consentimos com os erros sendo tolerantes com a “doutrina de Jezabel”, a qual visa desviar os servos do Senhor de seu verdadeiro alvo, conduzindo-os ao abismo. Muitos, principalmente líderes - seja por maldade ou até por ingenuidade mesmo - distorcem o conteúdo das Sagradas Escrituras para satisfazer seus próprios interesses ou até por acharem que estão agradando a Deus dessa maneira. Reagir contra isso não é rebeldia, mas uma demonstração de fidelidade ao Senhor, o qual nos confiou a responsabilidade de pregar e defender a verdade ainda que isso nos custe um alto preço diante dos homens.
    O propósito desse trabalho não é apontar erros ou condenar aqueles que os cometem - afinal, todos cometemos falhas -, mas sim levar o leitor a refletir criticamente sobre sua conduta, despertando sua atenção para a necessidade da busca do conhecimento da Palavra, a qual é a maior ferramenta de defesa contra todos os perigos a sua volta, tanto dentro como fora da igreja.

CONTEÚDO
- 80 páginas coloridas; 18 estudos bíblicos; 115 notas de rodapé com significados das palavras mais difíceis; 118 referências bíblicas; 17 ilustrações com imagens e gráficos.

TEMAS
- A Geração de Jonas
- Aonde Estão Aqueles que Ainda Têm Compromisso com Deus?
- Estamos com Medo do Quê?
- O que Tenho te Dou!
- Nosso Descanso Não é Aqui
- Será que Isso Não é Problema Nosso?
- Entre na Moda! Seja Evangélico!
- A Lojinha Pirata de Satanás
- Sacrifícios de Tolo
- Jovem Cristão: Ser ou Não Ser? Eis a Questão!
- A Importância da Teologia
- Como Usar a Informática a Favor do Evangelho
- Quando o Pastor Pensa que o Cajado é Chicote
- Pregadores ou Predadores?
- Carta ao Pregador
- “Com Roupa Normal Estou Vestido, Mas com Terno Estou Revestido”
- Televisão: Um Entretenimento Ameaçador
- Desenhos Animados - Desenhando o Mau Caráter em Nossas Crianças

Apostila com encadernação espiral (21x15cm)


Disponível para download

Senhor, Eu Confio em Ti, Mas... Não Sei o que Fazer

Apresentação
    Ser crente não é ser super-herói, e reconhecer isso já é um grande passo para vencer qualquer batalha. Por mais que estejamos firmes na fé e haja sinceridade em nosso coração, sempre haverá circunstâncias adversas que nos façam questionar com nós mesmos se estamos ou não agradando ao Senhor. Essas dúvidas não são exclusividade daqueles que estão chegando no Evangelho agora ou dos que não têm intimidade com as Escrituras Sagradas, pois elas atingem sem dó até mesmo os mais antigos e experientes obreiros da Casa de Deus. E é nesses momentos que percebemos o quanto é frágil a nossa estrutura espiritual e o quanto devemos agradecer ao Todo-Poderoso pelo privilégio de termos sido alcançados pela sua maravilhosa Graça, porque por mais que choremos nossas dores sabemos que encontraremos respostas e soluções em sua Santa Palavra.

    O presente trabalho aqui exposto reúne uma série de temas relacionados à confiança em Deus e a sua misericórdia para com os seus servos. Trata-se, na verdade, da organização em forma de textos de alguns dos vários esboços de sermão os quais eu elabo-rei para usar pregando a Palavra de Deus desde o início da minha caminhada. Meu objetivo aqui é compartilhar daquilo que o Senhor tem me falado e levado a transmitir à sua Igreja por meio da Palavra: a maior fonte de revelação da sua vontade.


Conteúdo
- 76 páginas coloridas
- 12 estudos bíblicos;
- 149 notas de rodapé com significados das palavras mais difíceis; 
- 567 referências bíblicas;
- 17 ilustrações com imagens e gráficos

Temas
- Como Ser Liberto das Tentações?
- Como Encarar as “Missões Impossíveis” que Surgem à Minha Frente?
- Será que Ainda Há Tempo para Buscar a Deus?
- Será que Realmente Conheço a Deus?
- Até que Ponto Eu Confio Realmente em Deus?
- Como Confiar na Justiça Divina em Um Mundo Tão Injusto?
- De que Forma Posso Satisfazer Minha Necessidade Interior?
- Como Posso Saber se Está Mesmo Havendo Transformação em Minha Vida?
- Serei Castigado se Agir com Ganância?
- Vale a Pena Ser Justo?
- Qual é a Relação Entre Unção e Provisão?
- Qual é a Minha Bandeira?

Apostila com encadernação espiral (21x15cm)


Disponível para download (PDF)

Sou Crente... E Agora, o que Eu Faço?

Apresentação
    Como todas as descobertas, os primeiros passos de um novo cristão também despertam muita curiosidade e, consequentemente, dúvidas. As perguntas mais frequentes de novos convertidos e adolescentes que estão se preparando ou pensando se devem ou não se batizar, giram em torno dos temas mais básicos, os quais qualquer crente um pouco mais instruído tem por obrigação ter uma pronta resposta.  E é aí que entra a figura dos instrutores de discipulado, os quais tem o desafiador papel de encarar as mais inesperadas indagações, cujas respostas podem fazer a diferença entre a formação de um futuro obreiro ou mais um evangélico desviado.
    O objetivo desse trabalho não é estabelecer um padrão doutrinário - pois isso cabe a cada denominação e seus líderes -, e nem ser um canal absoluto de respostas, mas apenas contribuir com o crescimento, visando proporcionar conhecimento e interesse por desenvolvimento espiritual em seus leitores, mostrando-lhes que a sua principal base de orientação deve ser a infalível e inerrante Bíblia Sagrada.

Conteúdo
- 76 páginas coloridas
- 11 estudos bíblicos;
- 214 notas de rodapé com significados das palavras mais difíceis; 
- 171 referências bíblicas;
- 15 ilustrações com imagens e gráficos.

Temas
- O que é Ser Crente?
- Qual é o Significado do Batismo nas Águas?
- Como Devemos Orar?
- Como Obter Consolo em Momentos de Angústia?
- O que é Fazer a Vontade de Deus?
- Por que um Servo de Deus Não pode Viver em Pecado?
- O que é Blasfêmia Contra o Espírito Santo?
- O que São e Como Obter os Dons Espirituais?
- O que é Consagração e Jejum?
- Por que é Importante Ofertar na Casa do Senhor?
- Como o Crente Deve Constituir e se Relacionar com a Sua Família?

Apostila com encadernação espiral (21x15cm)


Disponível para download (PDF)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Os Dons Espirituais Concedidos por Deus aos Seus Servos

Ao recebermos dons espirituais
não devemos nos comportar como
crianças quando ganham um
brinquedo novo usando-o para se
satisfazer, mas sim agir com
maturidade sabendo que eles
devem frutificar em nossas mãos.
TEXTO BÍBLICO
Ef 4:8 - "Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens."

COMENTÁRIO RESUMIDO
    Ter dons ou talentos significa ter domínio ou habilidade em relação a algo. Durante toda nossa vida, desenvolvemos vários tipos de habilidades, as quais, quando passamos a servir ao Senhor, percebemos que elas são aprimoradas. Espiritualmente, o termo "dom" refere-se a capacidade dada ao ser humano para fazer algo em favor da Obra de Deus servindo a Ele diretamente ou ao próximo. A Bíblia se refere a várias categorias de dons que se subdividem basicamente em três classes: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais. As formas como se manifestam e são executados por cada pessoa são variadas, mas o Espírito é o mesmo, assim como seu objetivo: conduzir o homem ao Reino de Deus (Rm 12:3-8; 1ª Co 12:4-7).

    A palavra "dom" tem o mesmo significado de "dádiva" que, sendo originada pela raiz hebraica nathan, significa "dar". Pode-se assim afirmar que um dom não é um mérito conquistado por esforço humano, mas um presente dado por Deus. Os dons espirituais no Antigo Testamento não se manifestavam da mesma forma que atualmente, e estavam restritos aos sacerdotes que precisavam ser levitas, aos profetas que eram os únicos que ouviam a voz de Deus e aos reis, os quais eram ungidos para assumirem o trono em Israel. Haviam algumas exceções diante da necessidade de se executar algum trabalho de forma especial, e aí podemos perceber que muitas das habilidades naturais do homem foram dadas por Deus com algum propósito específico (Êx 31:2-6).

    Já no Novo Testamento, com a Graça concedida pelo Senhor Jesus Cristo, as restrições foram abolidas, tornando-os acessíveis a todos os que recebem o Espírito Santo. Em vários textos, a palavra "dom" aparece ligada ao verbo grego didomi tendo também o significado de "dar", só que com um sentido mais ativo. Vemos aí que os dons têm a função de promover o relacionamento entre as pessoas e também a edificação pessoal, não sendo mais apenas um objeto para cumprimento de uma ordem divina ou execução de um ritual ou serviço religioso (Tg 1:17,18).

    Todas as diversas denominações classificatórias em relação aos dons são meramente pedagógicas para facilitar o entendimento dos leitores; a Bíblia não os apresenta dessa forma, pois o apóstolo Paulo apenas mencionou os dons em ordem alheatória demonstrando ter simplesmente a preocupação de ensinar a Igreja sobre a importância e a necessidade de ela estar devidamente preparada para cumprir a Obra missionária deixada por Jesus Cristo. Antes disso, os primeiros líderes cristãos já mostravam ter um grande cuidado em relação a isso escolhendo criteriosamente os obreiros, dividindo-os em cada serviço de acordo com suas habilidades - alguns como diáconos e outros como ministros da Palavra -, considerando sua reputação, espiritualidade e sabedoria  (At 6:2-4).

    No texto de Romanos 12:3-8, podemos ver claramente que os dons não são para uso particular, mas sim para benefício coletivo. Isso nos ensina que o que aprendemos e recebemos por parte do Senhor vai além da edificação ou benefício pessoal, e essa é uma boa resposta àqueles que se afastam do Caminho e dizem não precisar fazer parte de uma Igreja para servir a Deus, pois, tanto espiritual quanto fisicamente, ninguém tem capacidade para fazer tudo sozinho; precisamos uns dos outros. E, além do mais, por mais capacitação ou status ministerial que alguém alcance, ninguém é tão habilidoso ou espiritual que possa se considerar melhor ou independente de seu próximo. Jesus foi quem nos deu o maior exemplo disso (Jo 13:14,15).

    O texto de 1ª Coríntios 12, já se inicia com o apóstolo Paulo afirmando categoricamente que não devemos ser ignorantes acerca dos dons espirituais. Estes, embora também sejam de grande importância para a coletividade, têm ainda muito valor para a edificação pessoal daqueles que os possuem. Nessa ocasião, Paulo demonstra uma grande preocupação com a conduta dos crentes que não haviam aprendido a se controlar na ministração dos seus dons, pois, devido suas experiências passadas em templos idólatras, muitos cometiam exageros se dizendo estar cheios do Espírito Santo. Por essa razão, o apóstolo persistia em ensinar sobre a importância em se manter a ordem no culto. Quem ignora a ética litúrgica está menosprezando os mandamentos do Senhor ensinados na sua Palavra (1ª Co 14:36-40).

    Os dons ministeriais, de acordo com Efésios 4:11, são definidos da seguinte forma: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. Independentemente do fato de algumas denominações fazerem uso ou não de alguns desses termos como títulos eclesiásticos oficiais de suas instituições, todos têm validade desde que aqueles que os exerçam cumpram os requisitos bíblicos relacionados a eles. Seus objetivos envolvem o ensinamento da Palavra aos membros da igreja, o crescimento da mesma através da evangelização e o desenvolvimento espiritual tanto a nível individual como coletivo. Essa divisão hierárquica da liderança visa organizar e estabelecer ordem nas congregações para que se cumpra da melhor maneira possível a missão de propagar o Evangelho. Diferentemente do sacerdócio na antiga Lei, o poder espiritual não está centralizado unicamente nesses homens - pois Jesus o possibilitou a todos instituindo a Graça -, mas apenas a igreja como órgão está com sua direção confiada a Eles enquanto estiverem exercendo suas funções de acordo com os ensinamentos bíblicos, o que consiste em saber que a Obra pertence a Deus e não a eles, pois são meros administradores (1ª Pe 5:2,3).

    Os dons são de extrema importância para a Igreja, pois também contribuem para que os irmão se mantenham em comunhão sabendo que são dependentes uns dos outros. De modo geral, considerando-se raríssimas exceções, ninguém tem ou exerce todos eles. Quanto à herética teoria de que os dons foram cessados com a morte dos primeiros apóstolos e discípulos, a Bíblia é bem clara ao afirmar que seu cessamento será apenas quando se der o arrebatamento da Igreja, pois então eles não mais serão necessários (1ª Co 13:8-10).

    Apesar de o texto de 1ª Coríntios 12 listar especificamente nove dons, imagina-se que Paulo tenha simplesmente destacado os que eram mais importantes - ou que estivessem sendo alvos de maiores problemas - para a igreja de Corinto naquela ocasião, pois existe uma extensa variedade relacionada a cada um deles. O mais importante para nós não são os dons em si, mas a razão de os termos recebido, porque o Espírito Santo nos concede somente aquilo que Ele quer de acordo com a necessidade para a realização de seus propósitos (1ª Co 12:11,7).

    Ter dons, assim como receber bênçãos, não é uma garantia de santidade e muito menos uma prova de superioridade. Precisamos ter a consciência de que quanto mais recebemos de Deus, mais teremos que prestar contas a Ele. É necessário aprendermos também a respeitar nossos irmãos que não receberam a mesma capacidade que nós não os julgando porque não sabem fazer isso ou aquilo, lembrando que também temos limitações, e que o fato de alguém não ser bem sucedido em algo não significa que ele ore menos ou não esteja em comunhão com Deus, porque uns foram chamados para a Palavra, outros para os serviços do templo, outros para o louvor e outros para oração, etc.; no entanto, todos nós executamos essas mesmas atividades, porém, com intensidade maior ou menor segundo a habilidade que nos é concedida pelo Espírito Santo. A compreensão mútua é uma demonstração de amor e respeito tanto pelo próximo quanto para com Deus (1ª Pe 4:10).

    Nenhum dom é restritamente para proveito próprio e tampouco para elevação do ego. Tudo o que o Senhor nos dá tem um propósito, o qual consiste tanto na expansão do Reino de Deus quanto na edificação da sua Igreja. As habilidades e a autoridade espiritual a nós concedidas não devem ser consideradas como um mérito e aplicadas para a realização de nossa satisfação pessoal, mas sim encarada como uma grande responsabilidade, a qual deve produzir resultados que serão requeridos de nossas mãos. Portanto, façamos com temor e amor aquilo que nos foi ordenado, não por medo de sermos castigados, mas por agradecimento e também sabendo que por isso seremos devidamente recompensados (Hb 6:9,10).

GLOSSÁRIO
Dom: Domínio sobre algum tipo de atividade. Talento, prenda, aptidão, capacidade, habilidade especial, Bem espiritual proporcionado por Deus: graça. Dádiva ou presente oferecido a alguém.
Engastar: Fixar pedra preciosa em metal precioso (Êx 28:11).
Exortar: Animar, incentivar, estimular: exortar os jovens a prosseguir sem desânimo. Induzir, conversar. Advertir, admoestar, aconselhar.
Grande Comissão: Encargo ou incumbência; ordem. A Grande Comissão, na tradição cristã, é a instrução dada pelo Jesus ressuscitado aos seus discípulos para que eles espalhassem seus ensinamentos para todas as nações do mundo.
Lavor: Gravação em relevo (Êx 28:11). Lavrar; esculpir.
Ministério: Serviço. Cargo ou ofício de Ministro (Conselheiro; auxiliar; empregado). Desempenho de um serviço. Exercício de um serviço religioso especial, como o dos levitas, sacerdotes, profetas e apóstolos; Vocação, disposição, tendência predominante numa pessoa, atitude característica; Dom, capacidade que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros. Uma habilidade especial de fazer algo. Arte de ministrar.
Ministrar: Exercer um ministério (serviço). Servir; ajudar (At 19:22; Rm 15:27).
Místico: O que professa o misticismo. O que se dá à vida contemplativa, espiritual. Que se refere à vida religiosa. Que se relaciona com o espírito, e não com a matéria. Misterioso, alegórico, figurado (falando das coisas religiosas que envolvem razão oculta e incompreensível). O que escreve sobre o misticismo. Misto; misturado.
Pregresso: Decorrido anteriormente. Que aconteceu primeiro.
Primícia: Os primeiros frutos colhidos. Os primeiros animais nascidos de um rebanho. Primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros. Obra-prima. O principal; o mais importante.
Vislumbre: Clarão pouco sensível; luz frouxa, indecisa. Reflexo. Aparência confusa, indistinta, vaga. Ideia indistinta. Conjetura, indício. Parecença leve. Vestígio, sinal.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2014 - Dons Espirituais e Ministeriais - Lição 1 | Jonas M. Olímpio
Esse trabalho não é uma cópia, mas um comentário baseado nas Lições Bíblicas que visa auxiliar professores no preparo das aulas ou simplesmente servir apoio na aprendizagem dos alunos e também na meditação dos leitores em geral.

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Legado de Moisés

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 13 | Jonas M. Olímpio

Deixar um legado vai além de
elaborar um projeto deixando-o
para que outros o cumpram; deixar
um legado consiste em deixar
uma imagem que marque na
lembrança das pessoas a memória
daquilo que lhes foi ensinado
por meio de exemplos
TEXTO ÁUREO
Deuteronômio 34:7 - "Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor."

VERDADE PRÁTICA
    Moisés foi usado por Deus para tirar Israel do Egito e entregar os Dez Mandamentos para a humanidade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Deuteronômio 34:10-12; Hebreus 11:23-29

Deuteronômio 34:10-1
10 - E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera face a face;
11 - Nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o Senhor o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra.
12 - E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel.

Hebreus 11:23-29

sábado, 22 de março de 2014

A Consagração dos Sacerdotes

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 12 | Jonas M. Olímpio

Os sacerdotes, apesar de terem
sido escolhidos por Deus, também
precisavam sacrificar por seus
próprios pecados; da mesma
forma, hoje, os obreiros não podem
ser vistos como seres superiores em
grau de santidade e precisam
reconhecer e reparar suas falhas
TEXTO ÁUREO
Hebreus 9:22 - "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão."

VERDADE PRÁTICA
    O sacrifício expiador de Cristo no Calvário foi perfeito, único e capaz de nos purificar de todo pecado.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 29:1-12
1 - Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem mácula,
2 - E pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos, untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás,
3 - E os porás num cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.
4 - Então farás chegar a Arão e a seus filhos à porta da tenda da congregação, e os lavarás com água;

sexta-feira, 14 de março de 2014

Deus Escolhe Arão e Seus Filhos Para o Sacerdócio

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 11 | Jonas M. Olímpio

O exercício do ministério sacerdotal
incluía várias atividades para as
quais os sacerdotes e os demais
levitas deveriam estar sempre
preparados. De que maneira você
está oferecendo seus sacrifícios ao
Senhor?
TEXTO ÁUREO
Apocalipse 5:10 - "E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra".

VERDADE PRÁTICA
    Cristo nos fez reis e sacerdotes, para anunciarmos as virtudes do seu Reino.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êx 28:1-11
1 - Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão.
2 - E farás vestes sagradas a Arão teu irmão, para glória e ornamento.

terça-feira, 4 de março de 2014

As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 10 | Jonas M. Olímpio

Não pode haver justiça numa sociedade
sem regras; mas para haver regras é preciso
haver respeito pelas autoridades constituídas.
O cumprimento da Lei está em obedecer as
ordens de Cristo
TEXTO ÁUREO
Sl 94:15 - "Mas o juízo voltará à retidão, e segui-lo-ão todos os retos de coração."

VERDADE PRÁTICA
    Deus é justo e deseja que o seu povo aja com justiça.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 21:1-12
1 - Estes são os estatutos que lhes proporás.
2 - Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça.
3 - Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Um Lugar de Adoração a Deus no Deserto

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 9 | Jonas M. Olímpio

O tabernáculo, como todos os
seus utensílios, apontam para
Cristo e a sua Igreja
TEXTO ÁUREO
Êx 25:8 - "E me farão um santuário, e habitarei no meio deles."

VERDADE PRÁTICA
    Deus deseja habitar entre nós, para que Ele seja o nosso Deus e para que nós sejamos o seu povo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êx 25:1-9
1 - Então falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2 - Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.
3 - E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre,

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Moisés - sua Liderança e seus Auxiliares

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 8 | Jonas M. Olímpio

Uma das principais características
de um líder realmente orientado e
capacitado por Deus é a humildade;
pois uma pessoa que acha que pode
ter domínio sobre tudo e sobre  todos
simplesmente não tem domínio nem
sobre si própria e, consequentemente,
não serve para liderar
TEXTO ÁUREO
Êx 18:19a - "Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, e Deus será contigo."

VERDADE PRÁTICA
    Para cuidar da sua Obra, Deus chama a quem Ele quer, e pelo seu Espírito capacita essas pessoas para a sua santa missão.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 18:13-22
13 - E aconteceu que, no outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.
14 - Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Os Dez Mandamentos do Senhor

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 7 | Jonas M. Olímpio

Embora tanto no decálogo,
como em toda a Lei no
Antigo Testamento, muitas
coisas estejam direcionadas
à Israel, considerando-se o
fato da imutabilidade de
Deus, com exceção de
alguns rituais específicos,
sabemos que elas também
se aplicam aos cristãos
TEXTO ÁUREO
Rm 10:4 - "Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê."

VERDADE PRÁTICA
    A Lei expõe e condena os nossos pecados, porém, o Senhor Jesus Cristo, pelo seu sangue expiador, nos perdoa e nos justifica mediante a fé.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20:1-17 (Dt 5:3-21)
1 - Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
2 - Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
3 - Não terás outros deuses diante de mim.
4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
6 - Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
6 - E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
7 - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Peregrinação de Israel no Deserto Até o Sinai

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 1º Trimestre de 2014 - Uma Jornada de Fé - Lição 6 | Jonas M. Olímpio

A idolatria trouxe sérias
consequências ao povo de
Israel e continua causando
graves problemas nos dias
atuais
TEXTO ÁUREO
1ª Co 10:11 - "Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos."

VERDADE PRÁTICA
    Os erros e os pecados de Israel servem-nos de alerta para que não venhamos a cometer os mesmos enganos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 19:1-6; Números 11:1-3
Êxodo 19:1-6
1 - Ao terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai,
2 - Porque partiram de Refidim e entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam. Israel, pois, ali se acampou em frente ao monte.
3 - E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel:
4 - Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim;