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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Nosso Maior Chamado é Para a Transformação

Criou-se o costume de dizer "fui
chamado para isso, fui
chamado para aquilo
", mas a
maioria se esquece do maior de
todos os chamados: a
transformação; a partir dela 
é 
que os demais chamados se 
desenvolvem, pois obediência
consiste em transformação e
quem é transformado honra seu
compromisso com o chamado
para a Obra.
1ª Pedro 1:14 - "como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;"

Contexto
- Essa epístola foi escrita por volta do ano 60dC., pelo próprio apóstolo Pedro; 
- Seu nome, em hebraico, pode ser traduzido como Fragmento de Rocha (a grande rocha é Cristo, nós somos apenas fragmentos).
- Seus destinatários eram os cristãos que viviam nas províncias romanas da Ásia menor. 
- Conforme está escrito em 1ª pedro 5:13, quando escreveu, ele estava num lugar chamado Babilônia (a Bíblia não revela que Babilônia seria essa e nem a situação do apóstolo).
- Seu principal conteúdo fala sobre esperança da salvação, santificação, a Pedra de Esquina, conduta conjugal, humildade, vigilância e resistência ao Diabo.

Mensagem
- Nos versículos anteriores, pode-se notar uma preocupação do apóstolo em relação à conduta dos novos crentes no que se refere ao zelo pela salvação.
1ª Pe 1:3-5,10,11 - "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós 5que, mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo, 10Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, 11indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir."

- Numa época em que muitos enfatizam seu chamado, poucos atentam para o mais importante de todos os chamados, a obediência; ela deve ser o foco de quem se dispõe a servir a Deus. 
Mt 26:39,42 - "E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 42E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade."

- Pessoas verdadeiramente transformadas pelo Evangelho não se conformam com a situação desse mundo. 
Rm 12:1,2 - "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

- Transformação é a marca registrada de quem realmente tem o Senhor reinando em seu coração. 
2ª Co 5:17 - "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."

- Ser santo - separado - não é uma opção, mas sim uma obrigação para quem se julga cristão.
1ª Pe 1:15,16 - "mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, 16porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo."

- Santificação não é um estado periódico, mas sim uma ação permanente na vida do crente nessa terra. Você foi chamado pra isso.
1ª Pe 1:17 - "E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,"

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O que é Transformação? O que Preciso Mudar para Agradar a Deus?

A transformação agradável a
Deus vai muito além da
aparência, pois ela depende de
uma completa mudança
interior.
    Apesar de ser esse um enorme desafio para pessoas de todas as idades, para um jovem - devido ao fato de estar numa fase de grandes descobertas e muita vulnerabilidade às influências -, se converter ao Evangelho ou, como dizem por aí, passar a ser crente, representa muito mais do que uma simples opção religiosa, pois requer dele uma radical mudança de vida (Sl 1:1,2). Como, praticamente em tudo na vida, o começo é difícil, não pense que a decisão de frequentar uma igreja e obedecer a doutrina por ela pregada será diferente. O choque que envolve todos os seus costumes é inevitável porque se você está mesmo disposto a servir a Deus e entendeu que para isso foi necessário se converter, deve também entender que converter significa mudar, e se a questão é agradar ao Senhor, essa mudança significa uma diferença no modo de viver a partir de agora. Mas, em que ponto começa essa transformação? De acordo com a Bíblia, em nossa própria mente, ou seja: é preciso haver mudança em nossa forma de pensar para que compreendamos a necessidade de “nascermos de novo”; somente assim seremos herdeiros das grandes promessas de Deus.

Não se conformando com esse mundo (Rm 12:2)
    No sentido original, em grego, se conformar significa moldar-se de acordo com o padrão de alguém. Espiritualmente falando, expressa o perigo que corre o cristão em relação às influências mundanas. Quando existe uma verdadeira conversão, automaticamente, a pessoa sente um desejo e uma necessidade de mudança. Sua decisão de seguir o Evangelho é o reconhecimento de que seu antigo modo de viver, de acordo com os costumes desse mundo, não lhe é saudável tanto a nível material como pessoal. Esse é o seu sinal de inconformismo com a situação, o qual deve se refletir dentro da casa de Deus, levando a pessoa a não se contentar que coisas desagradáveis ao Senhor sejam inseridas no culto prestado a Ele, o que envolve também seu próprio modo pessoal de adorar e viver. Os jovens são diariamente bombardeados por más influências tanto fora quanto dentro da igreja, e somente quando isso passa a incomodá-los é que eles podem ter a certeza de que realmente estão se desapegando das coisas mundanas (1ª Jo 2:14-17[1]; Cl 3:1-4).

Se transformando pela renovação do entendimento
    O não-conformismo com a situação gerada pelo pecado é o primeiro sinal de que sua vida está sendo transformada; a entrega de tudo ao Senhor lhe proporciona uma mudança de pensamento: uma outra visão do mundo e de si próprio. Essa busca por mudança interior te leva à uma mudança exterior que resulta numa maior compreensão em relação aos seus pais, irmãos, amigos, professores e tudo mais que faça parte de seu convívio. Quem passa por essa renovação de entendimento reclama menos, aprende a manter o autocontrole, não sofre tanto com a ansiedade, aprende a lidar com o stress, não se entrega às decepções e nem se ilude facilmente com seus sentimentos, pois tais coisas se originam e são controladas pela mente. Essa mudança de entendimento é o resultado da fé, a confiança em Deus, o que faz com que a pessoa descanse por saber que é Ele quem está cuidando dela (Gl 5:22; Rm 8:28; 1ª Co 10:12,13).

Experimentando a boa, agradável e perfeita vontade de Deus
    Experimentar, ou conhecer, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus significa viver tudo aquilo que Ele tem para nós, o qual é bom, agradável e perfeito; no entanto, devemos cuidar para que o que estamos fazendo seja também bom, agradável e perfeito aos seus olhos. Alcançar essa experiência e obter esse conhecimento é a consequência positiva do inconformismo aos padrões mundanos e da transformação do seu entendimento; então, estar no centro de sua vontade é uma bênção condicionada a esses fatores. Assim sendo, para saber se nossa mudança - tanto interior quanto exterior - está de acordo com a vontade de Deus, é necessário analisar se nossos atos, palavras e pensamentos produzem efeitos positivos proporcionando uma vida saudável em todos os sentidos e revelando a santidade ensinada nas Escrituras Sagradas; essa é a combinação de benignidade, agradabilidade e perfeição. Em um mundo em que a juventude, para ser considerada normal, tem que aplaudir e praticar tudo o que é mal, desagradável e imperfeito aos olhos do Senhor, tem você conseguido fazer a vontade dEle (1ª Pe 1:13-16[2] [3] [4])?

Ocupando a mente com coisas em que há virtude e louvor (Fp 4:8[5] [6])
    Com tantos convites atrativos para o pecado, é muito difícil, principalmente para os jovens, manter a mente ocupada com coisas virtuosas, que são aquelas realmente dignas de algum louvor. De acordo com a Bíblia, isso exige um comprometimento com a verdade, a honestidade, a justiça, a pureza, o amor e a decência. Nossos pensamentos refletem em nosso comportamento, e essas são as características de alguém que realmente tem uma vida transformada cujo objetivo é fazer a vontade de Deus. Agora, entendamos isso na prática: a tendência natural do ser humano é a satisfação do seu ego e do seu corpo, pois ambos pedem isso; pela lógica, se existem esses desejos já inseridos em nós, poderíamos considerar que não somos culpados e nos entregarmos a tais desejos. No entanto, não podemos jamais nos esquecer que servir ao Senhor consiste no sacrifício da renúncia, a qual deve ser aplicada sempre nos momentos de maior tentação. Isso significa que, para não desagradar a Deus, a cada momento, nossa mente e nosso coração devem estar cheios de coisas boas para não agirmos de acordo com a carne. Não se esqueça: só podemos colocar pra fora aquilo que realmente temos dentro de nós  (Lc 6:43-45[7] [8]).

Nascendo de novo (Jo 3:3)
    A expressão “nascer de novo” traz a clara ideia de recomeço, ou seja: servir ao Senhor significa começar uma nova vida; mudar totalmente a sua rotina, os seus costumes, alterando seus hábitos - mudando, incluindo ou retirando - de forma que todas as suas atitudes, palavras e até pensamentos sejam agradáveis a Ele. Nascer de novo consiste em se auto examinar identificando suas falhas, ter disposição para incluir em sua vida “sacrifícios” para andar em obediência e retirar dela coisas que lhe pareçam benéficas, mas que possam interferir em sua comunhão espiritual. Nascer de novo é começar do zero, aceitando a oportunidade da salvação lhe concedida gratuitamente, bastando para isso cumprir suas condições: fé, obediência e santidade (Jo 3:16-19[9]; 1ª Pe 1:22,23).

Vivendo sem murmurações e nem contendas (Fp 2:14[10] [11])
    Reclamar e gerar confusão: duas coisas quase impossíveis de se evitar para a maioria dos cristãos, principalmente quando se vive em meio à adversidades e confrontos; a juventude atual, tendo uma vida tão interativa, sabe muito bem como é isso. E por que essas coisas incomodam tanto a Deus? Como bem sabemos, reclamar expressa insatisfação e, como servos do Senhor, devemos compreender que Ele está no controle de nossa vida e tem um propósito em tudo, até em nosso sofrimento; assim sendo, se reclamamos é porque não confiamos e se não confiamos é porque não aceitamos sua vontade soberana sobre nós, então não estamos agindo como servos. Quanto aos confrontos - seja contra irmãos ou contra ímpios -, essa é a prova de que não amadurecemos em relação ao que o Evangelho nos ensina: amar, perdoar e saber conviver com as diferenças; dessa forma, mais uma vez, não estamos agindo como servos. Suportar com calma as contrariedades da vida é o que demonstra que estamos frutificando espiritualmente (Hb 12:14).

Irrepreensíveis e sinceros no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp 2:15)
    A corrupção que nos cerca quase que nos torna merecedores de medalhas e troféus quando não nos rendemos a elas; no entanto, o que precisamos compreender é que manter-se indigno de repreensão é uma obrigação daquele carrega o nome de cristão, considerando ainda que, nesse sentido, para vergonha nossa, muitos ímpios são mais cristãos do que alguns que professam o cristianismo. Ser irrepreensível significa não dar motivos para que alguém te acuse, sabendo que se isso acontecer, os acusadores estejam simplesmente mentindo a seu respeito; consciência tranquila é tudo na vida de um crente. “Assombrar” os incrédulos com sua honestidade mesmo em um tempo em que o certo é considerado errado e vice-versa, mostrando-lhes que a corrupção e a perversidade desse mundo não te contagiou, é uma forma de lhes mostrar que a transformação é sim totalmente possível. E isso serve não somente para defender a reputação de sua nova vida diante deles, mas também para evangeliza-los, dando-lhes exemplo de que podem sim alcançar uma vida melhor e também o perdão divino. Resplandecer como astro no mundo, nada mais é do que fazer a diferença conseguindo mostrar por meio de atitudes  que se converter ao Evangelho produz mais do que o costume de frequentar uma igreja ou usar roupas diferentes; essa conversão gera uma nova pessoa (Mt 5:16).

    Transformação é mudança. E uma mudança, para ser agradável a Deus, tem que provocar uma melhora tanto a nível interior quanto exterior. No que se refere ao lado religioso, que também não deixa de ser importante, é sim inevitável um choque que pode até mesmo leva-lo a querer desistir, pois isso vai envolver conceitos doutrinários ministeriais que poderão te exigir mudanças em seus hábitos culturais, estéticos, sociais, emocionais e até físicos: Sabe aquelas músicas de conteúdo impuro, aquela roupinha que revela um pouquinho mais do que deveria, aquelas baladas com amigos não muito santinhos, aquele namoro sem compromisso e sem proibições, aquele cigarrinho e aquela cervejinha... enfim, várias coisas boas que, bem lá no fundo, você sabe que te prejudicam? Então, líderes sérios te ensinarão que isso precisa ser mudado ou até mesmo excluído de sua vida. Porém, nenhuma dessas mudanças será conquistada, ou surtirá efeito positivo, se não for direcionada espiritualmente. Quando você se entregar totalmente, vai perceber que essa direção espiritual te levou à uma comunhão tão grande com o Espírito Santo que Ele te fará se sentir bem ou mal de acordo com suas atitudes (Gl 5:16,17).



[1]Concupiscência: Forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos (Rm 7:8). Desejos carnais.
[2]Cingir: Amarrar ao redor da cintura (Êx 29:5; Jo 13:4). Prender no cinto (Sl 45:3). Conceder (Sl 18:39). Cercar (Sl 30:11). Ter sempre consigo (Ef 6:14). Aprontar-se para o trabalho ou para a luta (1ª Pe 1:13).
[3]Sóbrio: Moderado; controlado (1ª Ts 5:8). Popularmente refere-se a alguém consciente em suas atitudes.
[4]Santo: (Latim: sanctu) Separado. Que obteve no Céu a recompensa prometida aos que observam os ensinamentos evangélicos; bem-aventurado, eleito. Que vive conforme a lei de Deus; que inspira benevolência e piedade; bondoso; que cumpre com todo o escrúpulo, com a maior exatidão, os seus deveres religiosos e morais; virtuoso. Com o caráter de santidade; dotado de santidade. Termo usado na Bíblia em referência à Igreja e seus membros (1ª Co 1:2; 6:2;; 2ª Co 1:1; Ef 1:4; Fp 4:21,22). Que se refere à religião ou ao rito sagrado. Consagrado ao culto, à divindade; sagrado. Digno de respeito e veneração pelo seu caráter, talento e virtudes. Que é digno de respeito; quem o desrespeita comete um ato de profanação. Que não faz mal a ninguém; ingênuo, inocente, simples. Benéfico, profícuo, útil.
[5]Virtude: Hábito de praticar o bem, o que é justo; excelência moral; probidade, retidão. Boa qualidade moral. O conjunto de todas as boas qualidades morais. Austeridade no viver. Força moral; valor, valentia, coragem.
[6]Louvor: Ato de louvar. Aplauso, elogio, encômio. Glorificação. Expressão usada para se referir às músicas feitas para adorar a Deus.
[7]Vindimar: Colher uvas.
[8]Abrolho: Espinho (Mt 7:16).
[9]Unigênito: Único gerado. Filho único.
[10]Murmuração: Ato de murmurar. Censurar ou reclamar.
[11]Contenda: Briga. Confusão; desentendimento.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Aceitar a Jesus... Eu Preciso Mesmo Disso?

Aceitar seguir o caminho da
renúncia, para aqueles que não
têm a certeza da necessidade
disso, é uma das mais difíceis
decisões; e é nesse dilema que
muitos desperdiçam várias
oportunidades até caírem
definitivamente na condenação.
    Antes de entrar nesse assunto é necessário responder a um questionamento que muitos fazem: “É correto usar o termo ‘aceitar a Jesus’?”; sendo essa frase uma expressão de uso comum no meio evangélico referindo-se ao ato de alguém se tornar crente, ou literalmente um membro da igreja, tem sido muito criticada por alguns: segundo os críticos, é Jesus quem nos aceita e não nós a Ele. Para não parecer implicância, alienação à tradição, apego ao modismo por preguiça de pensar, imposição de opinião pessoal ou qualquer coisa do tipo, vamos analisar biblicamente. As Escrituras Sagradas, desde o início, mostram que trilhar o caminho certo, embora seja algo que provenha de Deus (Dt 30:15,16), é uma opção do homem (Dt 30:17-19). Observando atentamente o Novo Testamento, vemos que a vontade do Senhor é que todos os homens sejam salvos (Mc 16:15; 2ª Tm 2:3,4) e que com essa finalidade Jesus Cristo se sacrificou pela humanidade (Jo 3:15,16[1]). Com seu grande amor e misericórdia, Ele nos chamou a participarmos dessa tão grande dádiva[2], no entanto, deixa claro que apesar do chamado nem todos serão escolhidos (Mt 20:16), argumento esse que mostra que depende de nós a aceitação de tal benefício (Jo 3:19). As Escrituras revelam ainda a existência de nossa liberdade de escolha expressando o fato de que somos convidados e não forçados a abrir a porta para que Ele entre em nossa vida (Ap 3:20,21; Jo 14:23,24). A exemplo dos judeus que receberam a sua Palavra e o rejeitaram (Jo 1:9-11), também temos tal livre-arbítrio[3]; no entanto, não confundamos livre-arbítrio com o direito de sermos salvos sem segui-lo em obediência à sua santa vontade (Mc 8:34,35; Lc 13:23,24); pois o direito de escolha somente produz dois tipos de consequências: a salvação ou a condenação (1ª Co 10:23; 6:12; Gl 6:7,8). Mas não somos salvos pela Graça[4]? Sim (Ef 2:4,5). Porém, no que se refere à justificação dos pecados, a Graça é uma oportunidade e não uma garantia (1ª Co 10:12), porque apesar de não sermos salvos pelas obras (Ef 2:8,9), ou seja: por méritos próprios, necessário é que, a partir do momento em que passamos a conhece-lo mudemos nossas obras de modo que as mesmas venham a agradá-lo (Ef 2:10). Isso significa que não há salvação pelas obras no que se refere ao poder do ser humano de justificar a si próprio diante de Deus a ponto de poder dizer que fez algo para conquistar, merecer ou comprar a salvação, afinal, foi resgatado da podridão do pecado; mas, quando este reconhece seu estado de pecador, suas obras passam a ser justas e por elas - pecado ou santificação - cada um será julgado (Rm 2:5-9[5] [6] [7]; Tg 2:14,24; 3:13-18[8]; 4:17). Voltando à legitimidade do termo “aceitar a Jesus”, devemos simplesmente lembrar que Ele, tendo morrido por todos nós, nos aceita o tempo todo (Mt 11:28-30), mas com a condição do arrependimento, é óbvio (At 3:19); assim sendo, nós é que devemos aceitar o sacrifício que Ele fez por nós (Jo 1:12). Tudo isso significa que, mesmo tendo sido alcançados pela Graça, se não formos obedientes aos seus mandamentos, o pecado pode sim roubar a nossa salvação (Cl 2:6-8; 2ª Pe 2:20; Rm 6:23a); portanto, não rejeitemos a Graça (Rm 6:23b)!
    Agora, a grande pergunta aqui é: “Eu preciso mesmo aceitar a Jesus?”. Para responde-la, quero fazer outra pergunta: “Qual é a vantagem em viver sem Jesus?”. Sim, já sei. Muitos vão dizer: “Eu já tenho Jesus!”; certamente falam isso porque creem nEle.  Porém, existe uma abismal diferença entre acreditar e seguir; e é aí que muitos dizem: “Sim, eu o sigo! Não cometo crimes, não blasfemo contra Ele e até vou à Igreja!”. E aí vem o “X” da questão: Seguir não é servir, pois multidões o seguiam e poucos realmente estavam ao seu lado! O grande erro de muitos é achar que são aprovados pelo Senhor somente por crerem nEle (Tg 2:19), justificando ainda a si próprios apenas por cumprirem os mais simples mandamentos de ordem moral (Mt 19:16-22), muitas vezes, apenas interessados em bênçãos (Lc 12:13-15[9]), sendo que o que Ele realmente quer são discípulos (Jo 12:26): pessoas dispostas a servir ao Reino[10] e ao próximo (Mt 6:33a; Jo 13:13-15, Mc 12:30,31) e que o adorem com absoluta sinceridade (Jo 4:23,24).
Se ainda restam dúvidas, vou te dar apenas mais dez motivos para aceitar que Ele seja verdadeiramente o Senhor da tua vida:
1.      Ele é o único caminho que pode nos levar a Deus (Jo 14:6).
2.      Ele morreu, sacrificando-se por amor a nós (Jo 15:9-16)
3.      Ele tem poder para perdoar nossos pecados (Cl 2:13,14; 1ª Jo 1:9; 2:1,2).
4.      Somente Ele pode nos dar descanso em meio às conturbações dessa vida (Mt 11:28-30[11]; Jo 14:1; 16:33).
5.      Todas as conquistas, espirituais ou materiais, só podem ser alcançadas por meio do nome dEle (Jo 10:10; 14:13,14; Mc 10:28-30).
6.      Ele nos dá autoridade espiritual (Mc 16:17,18; Lc 10:19).
7.      É Ele quem nos faz herdeiros das promessas feitas aos seus escolhidos desde o princípio (Gl 3:7-9,16,29[12] [13]).
8.      Com Ele está o poder sobre a vida e a morte (2ª Tm 1:10).
9.      Sem Ele não fazemos parte do povo que aguarda a sua volta (Rm 12:5; 1ª Co 12:27; 1ª Ts 4:16,17).
10. Ele é quem nos garante a vida eterna (Jo 14:1-3).

    Aceitar a Cristo vai muito além da busca de uma vida tranquila na terra; o objetivo maior dessa decisão é muito mais ambicioso: a vida eterna! Mas esta é condicional: depende da obediência a Ele. Para não escandalizar os que levam tudo ao pé da letra, não vou dizer que seja um “preço à pagar” ou um “sacrifício”, mas sim um ato de gratidão por sua Graça. A santificação se faz necessária porque Ele repudia o pecado (Hb 12:14; 2ª Co 7:1; Mt 5:8). Então, aceita-lo significa mudar costumes ofensivos à sua santidade, assim aceitando mudar seu modo de viver visando ser agradável a Ele. É óbvio que sendo nós meros humanos, sempre cometeremos falhas, e é exatamente isso que nos permite entender que não somos merecedores de nada, e á aí que entra o maravilhoso papel da Graça salvadora (Rm 8:26[14]); no entanto, tal fragilidade não nos dá o direito de pecar voluntariamente, pois isso seria provocar sua ira condenando-nos a nós mesmos (Mt 7:22,23). Muitos questionam nossa responsabilidade pessoal devido ao fato de Ele ter nos escolhido e não nós a Ele. Para esclarecer, aproveitando o fato de o casamento ser uma das ilustrações usadas por Ele próprio em relação à sua Igreja, usemos o seguinte exemplo: Se você é homem, escolhe alguém para namorar e planeja casar-se com ela, mas depende dela aceitar essa proposta; da mesma forma, se você é mulher, um homem te escolhe para namorar e planeja se casar contigo, mas depende de ti aceitar esse pedido senão não vai haver casamento algum, não é mesmo? Assim é o nosso relacionamento com o Senhor, precisamos aceitar voluntariamente porque Ele não nos força! Promessa não é garantia, a ideologia de que “quem tem promessa não morre” não funciona na prática, pois podemos sim perder aquilo que não zelamos (Mt 25:24-30[15]; Tt 2:11-14) e não sabemos se teremos outra oportunidade (Tg 4:14-16[16]). Aceitar essa realidade é dizer o tão esperado “sim” que Ele quer ouvir de você diante do altar divino.  Aceitar a Jesus nada mais é do que recebe-lo como o Salvador da sua alma dizendo: “Senhor, eu aceito o sacrifício que fizeste por mim naquela cruz!”.



[1]Unigênito: Único gerado. Filho único.
[2]Dádiva: Dom, presente, donativo.
[3]Livre-arbítrio: Livre vontade. Liberdade do indivíduo para decidir por si próprio de que forma deve agir.
[4]Graça: Favor imerecido ou não merecido. O vocábulo Graça provém do latim gratia, que deriva de gratus (grato, agradecido) e que em sua primeira acepção designa a qualidade ou conjunto de qualidades que fazem agradável a pessoa que as têm. Teologicamente, refere-se ao período que se iniciou com a morte de Cristo na cruz, o qual pôs fim às rígidas imposições da Lei mosaica, colocando em vigor o Novo Testamento.
[5]Impenitente: Que é obstinado, endurecido no pecado. Que não se arrepende.
[6]Contencioso: Causador de contendas. Que é contestado, litigioso. Duvidoso, incerto. Encrenqueiro. Popularmente chamado de contendeiro.
[7]Iniquidade: Falta de equidade (retidão). Pecado que consiste em não reconhecer igualmente o direito de cada um, em não ser correto, em ser perverso. Erro consciente.
[8]Faccioso: Seguidor de uma facção. Parcial. Sedicioso. Perturbador da ordem. Causador ou defensor de rebeliões ou confusões.
[9]Avareza: Apego demasiado e sórdido ao dinheiro; desejo imoderado de adquirir e acumular riquezas. Mesquinhez, sovinice. Ciúme.
[10]Reino de Deus: Reino dos Céus. O domínio de Deus sobre as pessoas e sobre o mundo, tanto no presente como no futuro (Mt 5:3; 12:28; Lc 17:21; Rm 14:17). Às vezes também se refere à vida com Deus no céu (2ª Tm 4:18).
[11]Jugo: Peça de madeira que se prende com correias ao pescoço de animais de carga, para que assim possam puxar uma carroça ou um arado (Nm 19:2; 1º Sm 6:7). Em sentido figurado: domínio, opressão (Gn 27:40; Jr 28:2; Gl 5:1); sofrimento (Lm 3:27); obediência (Mt 11:29-30); aliança (2ª Co 6:14); trabalho (Fp 4:3).
[12]Abraão: Esse nome significa pai, ou líder de muitos. É um personagem bíblico citado no Livro do Gênesis a partir do qual se desenvolveram três das maiores vertentes religiosas da humanidade: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Obedecendo as ordens de Deus, saiu com Ló de Harã, juntamente com sua esposa e seus bens, indo em direção a Canaã. Abrão já teria setenta e cinco anos de idade e dá a entender que já tivesse pessoas a seu serviço, embora nenhum filho. Teria sido pai pela primeira vez aos oitenta e seis anos, quando nasceu Ismael: filho que ele concebeu com sua escrava Hagar, sob consentimento de sua esposa Sara que era estéril. Sara deu à luz a Isaque com a idade aproximada de 90 anos e Abraão tinha quase 100. Ele é considerado como o pai da fé e morreu com 175 anos de idade.1)
[13]Posteridade: Série de indivíduos que descendem de uma mesma origem. As gerações futuras. Descendência.
[14]Inexprimível: Indizível, inefável, inexpressável, inexplicável.
[15]Talento: O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. Ele foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilos de metal. Estudiosos calculam que um talento hoje valeria no mínimo 1300 dólares (cerca de dois mil reais). Espiritualmente, os talentos representam os dons que o Espírito Santo nos concede e, na linguagem popular expressa as habilidades especiais de uma pessoa; era um termo muito usado pelos romanos para elogiar uma pessoa de valor.
[16]Desvanecer: Desaparecer.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Transformação: O Maior Sinal da Conversão

    (Romanos 6:11) "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Aceitar a Jesus não é
simplesmente crer nEle, é
viver com Ele
História
    Cidade de Corinto. Provavelmente, ano 57dC. O apóstolo Paulo escreveu esta carta aos irmãos de Roma, aonde já era conhecido de alguns, quando se preparava para viajar para lá; seu objetivo de escrever-lhes antes de ir era tornar-se conhecido da igreja romana, assim se declarando a eles como cristão e lhes divulgando o seu ministério com antecedência. Neste trecho da carta, ele demonstra uma certa preocupação com a verdadeira conversão dos novos crentes daquele lugar, pois enfatizou claramente aí, como em outros pontos, a importância do abandono do pecado. Dessa maneira ele mostrou a todos o que realmente significa aceitar a Jesus.

Uma das principais características
de quem foi transformado é a
confiança em seu Salvador
Mensagem
    Aceitar a Jesus significa morrer para o mundo e nascer para Deus.