Mostrando postagens com marcador Missões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Missões. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de agosto de 2016

Uma Lição de Deus Sobre o Significado do Chamado

Jonas 4:4-11

A lição de Deus vai
além de "puxões de
orelha". Muitas vezes
Ele permite a bênção
e depois a tira para
mostrar a nós
mesmos que nossos
interesses estão fora
do verdadeiro foco.
1 – Sendo questionado por Deus sobre suas atitudes (4:4)
    “É razoável esse teu sentimento?”; essa foi a grande pergunta que Deus lhe fez. Em outras palavras, Ele quis dizer: “você acha justo esse seu ressentimento?”, “você tem alguma razão para estar com toda essa ira?”. O que mais impressiona nesse ponto da história não são as sábias perguntas reflexivas de Jeová, mas sua paciência com um homem tão rebelde e teimoso que mesmo depois de quase ter morrido por sua desobediência, ainda se recusava a compreender o valor do perdão. Só mesmo Deus para entender e suportar o ser humano.
    Deus tem te corrigido? Então considere-se mais que feliz, pois somente aquele que Ele tem como filhos são signos de sua correção (Hb 12:6-8). Porém, melhor mesmo é viver em obediência e evitar motivos para correções. Uma coisa que provoca a ira do Criador é a falta de misericórdia de suas criaturas, pois Ele as criou para viver em harmonia na terra (Rm 12:17-20). A falta de paz e perdão entre os homens ferem seu caráter santo e mostram o quanto eles estão longe dEle (Tg 3:13-18). A paciência divina é realmente para nós um motivo de segurança, no entanto, ela tem limite e, não havendo arrependimento, sua justiça é implacável (Na 1:3a).

2 – Ignorando a realidade (4:5)
    Apesar de ouvir a voz do Senhor, continuava o profeta achando que algo aconteceria àquela cidade: saiu dela e fez uma cabana, sentando-se sob ela e se colocando a observar qual seria de fato o destino daquelas pessoas. É como se não acreditasse de forma alguma que Deus fosse mesmo tão bondoso a ponto de não aplicar sua ira contra os pecados outrora praticados por eles. O que queria Jonas? Sua missão já estava cumprida e não havia mais nada o que fazer ali. Mas tão grande era a dureza de seu coração que ele precisava ver de perto como se as palavras que já tinha ouvido não lhe fossem suficientes. Dessa forma o que ele conseguiu foi atrair para si a ira do Senhor.
    Quando não aceitamos aquilo que sabemos que foi Deus quem fez daquela forma, simplesmente estamos dizendo: “Senhor, tu não sabes o que está fazendo e eu não admito isso!”. Como portadores de uma missão tão especial, não podemos pensar que temos o direito de continuar sentados numa sombra aguardando a destruição dos ímpios dizendo que é isso mesmo que eles merecem. O cristão não deve olhar para o passado ou para o presente de seu próximo, ele apenas tem que pregar esperançoso de que o mesmo se arrependa e abandone o pecado (Mt 9:11-13). Muitas vezes queremos pregar e orar pelos “bonzinhos”, mas o que temos feito por aqueles que mais necessitam de ajuda por menos que a mereçam (Lc 6:27-36)?

3 – Se alegrando com o próprio bem-estar (4:6)
    Já que ele queria conforto enquanto aguardava a execução da sentença final contra aqueles pecadores, o Senhor resolveu colaborar com o santo profeta fazendo nascer uma planta - uma espécie de aboboreira -; afinal, seu ungido era digno de usufruir do melhor dessa terra. Nesse momento ele sentiu o refrigério e se alegrou extremante, certamente, imaginando que Deus estava realmente com ele e que seus pensamentos contra os ninivitas estavam certos.
    Sabe aquelas bênçãos que Deus nos permite ter, sejam elas a nível ministerial ou mesmo secular? Elas não significam nada! Pois coisas boas e ruins acontecem aos justos e aos injustos (Mt 5:44,45); portanto, o bem e o mal permitidos por Deus - considerando-se as exceções - não expressam recompensa ou castigo. Ministrações bem-sucedidas podem significar simplesmente a compaixão de Deus sobre os ouvintes e conforto material somente um teste contra o próprio mensageiro mostrando o quanto ele é egoísta. Quantas vezes fizemos algo pela Obra - tanto na Palavra como no louvor, nas contribuições, na execução de serviços gerais ou mesmo na administração - apenas visando nosso próprio bem-estar, sem nos importarmos realmente com o objetivo verdadeiro que é levar vidas ao conhecimento da verdade por meio daquele trabalho? A aboboreira pode até ter sido plantada por Deus, mas a cobrança contra o egoísmo daqueles que permanecem embaixo dela também será feita por Ele (Mt 24:48-51[1]).

4 – Recebendo um golpe em sua alegria egoísta (4:7)
    No dia seguinte, quando tudo parecia bem, a surpresa preparada para Jonas não foi nada agradável: o mesmo Deus que criou a aboboreira também enviou um bicho que a feriu e ela secou. Era a hora da grande lição. Ele precisava entender que ser israelita não significava ser superior aos demais e que todos, mesmo não sendo merecedores, necessitavam de misericórdia.
    Não devemos esperar Deus enviar um bicho para devorar nossa aboboreira; se queremos preservar alguma conquista, uma mudança de atitude, a qual começa por dentro (Rm 12:1,2,11) é necessária e urgente! Há coisas que dependem de nós, mas são consequências tanto das atitudes quanto das intenções em tudo aquilo que fazemos (Rm 14:5,6).

5 – Sendo duramente corrigido por Deus (4:8)
    E lá vem Jonas de novo com seu sentimentalismo: “melhor me é morrer do que viver!”; essa foi sua reação quando acordou de um desmaio causado por um vento quente vindo do leste. Aqui ele passa a agir como um menino manhoso, pois não se conformava em perder a bênção e receber o castigo. Mas a situação era muito séria, porque ele desejou a morte com toda a sua alma, ou seja, de todo o coração. Havia uma guerra dentro de si e seu oponente era o próprio Deus.
    A noite garante a sombra e tudo parece calmo, mas é o dia que vai revelar a necessidade da sombra; será que as mãos do Senhor permanecerão sobre nós ou fomos reprovados no teste (1ª Co 9:26,27; 2ª Co 13:5)? Aparecendo o sol, descobriremos se a aboboreira que Deus plantou ainda está sobre a nossa cabana, e é nesse momento que descobrimos se estamos sendo confortados ou corrigidos por Ele. Muitos são os crentes que não suportam a correção e desistem do cumprimento do chamado; e o pior de tudo isso é quando não percebem que sua reprovação está vindo do Alto e atribuem seus fracassos à igreja, à situação financeira ou à própria família. Essa guerra interna tem feito o coração de muitos se entregar à morte espiritual provocando grandes quedas, pois não há como permanecer de pé quando se combate contra o próprio Deus (At 5:38,39; 1ª Co 10:20-22).

6 – Questionando a Deus por não aceitar a correção (4:9)
    Pela segunda vez o Senhor lhe questiona se é justa a sua ira: a primeira havia sido pelo livramento dos ninivitas e agora era por causa de uma planta. Sua resposta foi se auto justificar confirmando sua razão de desejar a morte. Com essa atitude ele revelou três características negativas: não aceitava correção devido ao orgulho, não conseguia perdoar e era muito apegado a coisas materiais. Esses sentimentos meramente carnais eram o que o levavam a não admitir estar errado e querer que sua razão prevalecesse a todo custo.
    Você aceita correção? Você compreende e aceita o motivo de estar sendo corrigido ou bate o pé querendo ter razão de todo jeito? É normal a correção nos entristecer no momento (Hb 12:11), mas se essa tristeza nos levar a aceitar a morte, ou seja, o fracasso espiritual, isso significa que estamos fora do foco em que deveríamos estar. Antes de justificarmos a nós mesmos, devemos analisar se estamos realmente certos e verificar se não estamos caindo em pelo menos um dos três pontos negativos que costumam predominar nesse tipo de situação: o orgulho que leva à negação do erro, a incapacidade de perdoar e o apego às coisas materiais. De nada adianta insistir com Deus quando sentimentos humanos predominam dentro de nós (Tg 4:1-5).

7 – Sendo alertado pelo Senhor contra o seu egoísmo (4:10)
    Agora Jeová revela à Jonas explicitamente todo o seu egoísmo, apontando para sua falta de amor ao próximo e sua supervalorização a si mesmo. Afinal, o que era aquela aboboreira senão uma simples planta com a qual ele não teve trabalho algum e nem possuía grande importância, pois teve apenas algumas horas de vida? Sua compaixão estava com os valores invertidos.
    Aonde está concentrado o seu sentimento? Existe algo mais importante do que o propósito da missão que foi confiada a ti? Seus valores revelam seu compromisso com a Obra (Mt 6:19,20; Cl 3:1-3). Uma das coisas que mais desagradam a Deus é o nosso exagerado compromisso com nós mesmos, principalmente quando chegamos ao ponto desprezar a dor do próximo (Gn 4:9-12; Rm 12:15,21).

8 – Uma lição divina sobre a necessidade do amor e da misericórdia (4:11)
    Encerrando sua lição ao profeta, Deus se compara a ele mostrando a diferença entre ter compaixão ou amor por coisas banais e por pessoas necessitadas. Aqui Ele deixa clara a questão que, embora fossem pecadores, os ninivitas eram tão ignorantes a nível de não conhecerem os detalhes mais básicos da vida. Dessa forma o Senhor revela seu caráter de extrema bondade agindo compreensivamente, dando-lhes uma nova oportunidade. E essa extrema bondade compreensiva estendia-se à Jonas, o qual Ele poderia ter matado impiedosamente pelo simples fato de ter questionado sua soberana vontade e liberdade de ação.
    Lamentar as decisões divinas significa reprovar sua justiça desmerecendo seu amor pelos perdidos. Muitas vezes, somos tão intolerantes que não queremos saber o que levou alguém a errar e apenas esperamos seu castigo. Porém, felizmente, Senhor não vê como nós (1ª Sm 16:7; Hb 4:13) e não considera a ignorância humana (At 17:30). Se Ele reagisse sem misericórdia conforme o pecado do homem, não haveria que se salvasse sobre a face da terra (Rm 3:10-12). A imagem de muitos cristãos hoje reflete o que aprendemos nos 48 versículos desse livro: falta de misericórdia. Ainda assim, ele é citado pelo próprio Jesus Cristo como um sinal para Israel (Mt 12:39,40). Por isso, nos atentemos a todos os seus pontos, analisando o que devemos ou não devemos pôr em prática através das lições do profeta Jonas (1ª Ts 5:21).



[1]Conservo: Companheiro de outros servos.

sábado, 20 de agosto de 2016

Sinais de Descontentamento com o Chamado

Jonas 4:1-3

Se dispor a cumprir
um chamado significa
compreender que você
está a serviço de Deus
e não Ele a seu
serviço.
1 - Não aceitando a decisão divina (4:1)
    Mais de 120 mil pessoas haviam acabado de se converter e não mais sofreriam a ira do Senhor. Qualquer pregador em seu juízo perfeito estaria dando pulos de alegria. Mas Jonas não. Seus sentimentos pessoais ainda estavam acima de seu chamado e seu coração ainda não conseguia compreender a necessidade do perdão. Seu descontentamento era tão grande a ponto de ele ficar ressentido, aborrecido, irado, ou seja, a tristeza dominou seu ser interior. O que era uma mágoa contra um povo inimigo, sobre o qual ele esperava vingança, tornou-se numa reprovação à atitude do próprio Deus.
    Não são poucos os casos de pessoas muito usadas nas mãos do Senhor que por vezes se encontram descontentes com o resultado de seu trabalho. O que leva a isso é o fato que muitos possuem seus próprios conceitos de justiça tanto em relação ao próximo como a si mesmos. Muitos estão como Jonas: acham que sua pregação é para deixar o pecador consciente de que ele merece o inferno e torna-lo ainda mais culpado por sua condenação, e outros estão insatisfeitos em relação à sua própria condição como mensageiros, pois acham que deveriam ter uma vida mais confortável por estarem a serviço do Reino. Ambos os equívocos são inaceitáveis, pois, todos nós, quando erramos queremos ser prontamente perdoados (Mt 18:23-27), então, não querer o perdão dos demais pecadores é hipocrisia (Mt 18:28-35); e no que se refere aos nossos “merecidos” privilégios como ministros do Evangelho, começando pelo próprio Jesus (Mt 8:20), vemos pela vida dos demais personagens bíblicos que a Obra requer um grande esforço pessoal (2ª Co 12:10,15; Hb 11:36-38).

2 - Julgando por si próprio sem considerar a misericórdia de Deus (4:2)
    Aqui o profeta revela o porquê de sua fuga para Társis: de fato, ele não queria o perdão para aquele povo. Obviamente, é compreensível sua reação emocional como ser humano, pois milhares de seu povo haviam perecido nas mãos dos assírios; no entanto, como servo de Deus, ele demonstrou estar longe do seu santo caráter. Sim, devemos compreender também que ele vivia sob os ensinamentos da Lei Mosaica, a qual punia severamente aqueles que derramavam sangue. Porém, ainda assim, não tinha ele o direito de questionar com Jeová sua decisão de conceder àqueles cruéis sanguinários uma oportunidade de salvação, principalmente porque deve-se considerar que aquele povo não conhecia a Lei e agia na total ignorância. Mas o coração de um profeta ressentido não conseguia compreender e tampouco aceitar isso.
    Você já parou para pensar quantas vezes pode ter julgado por si próprio e desconsiderado a justiça divina? Muitas vezes, diante de um pecador, pregamos achando que ele não merece salvação, oramos achando que ele não merece cura, ajudamos achando que ele não merece ajuda, enfim, fazemos o bem achando que Deus está aguardando o momento de lhe dar seu merecido mal; mas será que nós próprios somos merecedores da salvação, da cura, de ajuda ou de qualquer tipo de bem (1ª Co 15:9,10)? Sem agir com misericórdia, também não alcançaremos misericórdia (Mt 5:7; 6:14,15).

3 - Decepcionado com os resultados do seu ministério (4:3)
    A situação estava tão séria que nesse ponto ele já começa a apresentar sinais depressivos: ele pediu a morte. Em seu interior, ele parecia não acreditar que havia sido usado por para levar salvação ao principal inimigo de Israel. Era algo tão terrível plantado em seu coração que ele parecia se sentir traído pelo próprio Deus. Sua vida e seu chamado profético não tinham mais sentido, pois ele acabara de ter sido um instrumento utilizado em favor daqueles que oprimiam a soberania de seu povo: aqueles que até então, pelo seu conhecimento, eram os únicos com o privilégio de ser a única nação escolhida por Deus.
    Seja qual for seu dom - ou dons - você se sente decepcionado com a forma como o Senhor te usa ou com os resultados do seu trabalho na Obra? Você já parou para pensar em dois detalhes? Quem te concedeu esses dons e a quem pertence a Obra? Pode o barro dizer ao Oleiro o que Ele deve fazer (Rm 9:20,21)? Não adianta traçarmos planos “profetizando” por nossa vontade própria o que o Senhor tem que fazer apenas porque acreditamos que isso é justo. Nossos pensamentos não podem compreender os insondáveis propósitos divinos (Is 55:6-9). O fato de sermos chamados filhos de Deus não nos torna superiores aos que vivem na perdição; por piores que eles sejam, temos nós a obrigação de desejar que eles alcancem a misericórdia (Mt 20:14,15; Lc 15:25-32). Uma das principais características de um mensageiro do Reino é a prática do amor (Fp 1:21; Mc 12:30,31).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Fruto do Cumprimento do Chamado

Jonas 3:5-10

Todo trabalho tem um objetivo, e
na pregação do Evangelho não é
diferente; no entanto, o fruto do
cumprimento de pregar a Palavra
deve visar a salvação de almas e
não a satisfação pessoal.
1 - Colocando em prática a estratégia de Deus (3:5)
    Ao ouvir a pregação de Jonas, os moradores de Nínive não apenas deram crédito, como resolveram tomar a atitude de humilhar-se diante de Deus proclamando um jejum. Alguns comentaristas bíblicos argumentam que o porquê dessa reação positiva à uma mensagem tão dura foi resultado de uma estratégia de Deus, o qual fez uso da idolatria do próprio povo para alcança-lo. Os ninivitas eram adoradores de Dagon[1] - um “peixe-deus” bastante popular na Mesopotâmia e no leste do Mediterrâneo -; assim sendo, para seus seguidores, não seria difícil dar ouvidos à um homem que alguns deles teriam visto sair de dentro de um peixe. No entanto, é importante frisar que em Nínive não há praia e a Bíblia não relata o local exato em que ele foi lançado em terra; pelos mapas apenas podemos deduzir que ele foi deixado em uma das praias - das quais a mais próxima estaria há uns 600 quilômetros de Nínive - e viajado até lá de alguma forma para depois iniciar sua caminhada de três dias. Partindo desse ponto de vista mais lógico, a teoria de Dagon faz sentido caso algum ninivita o tenha visto tão longe saindo do peixe e contado essa história ao povo. Evidências a parte, o que importa é que de alguma forma Deus colocou sua estratégia em prática e seu propósito foi cumprido.
    A Palavra pregada por nós produz resultado não porque temos poder persuasivo para convencer alguém (1ª Co 2:4), mas sim porque o Espírito Santo se encarrega desse papel (Jo 16:7,8). Não existe importância que entendamos o porquê disso ou daquilo, mas somente a necessidade de que sejamos obedientes ao nosso chamado, apenas falando ou fazendo o que corresponde à nossa obrigação como mensageiros de Deus (1ª Co 9:16). O resultado não é um mérito nosso (1ª Co 3:5-7[2]; Jo 3:29-31) e o método de aplicação usado corresponde à capacidade que nos foi dada por Deus (2ª Co 3:4,5; Fp 4:13).

2 - Atingindo o nível mais alto da sociedade (3:6)
    Talvez o profeta não esperasse que sua pregação alcançasse o próprio rei de Nínive. Mais do que isso, provavelmente ele nem imaginasse que, caso o alcançasse, sua reação fosse tão positiva: de imediato ele se levantou do trono, tirou suas próprias vestes, se cobriu de pano de saco e sentou-se sobre as cinzas. Como homem, Jonas poderia estar esperando, caso a mensagem chegasse até ele, uma atitude de afronta de sua parte ou, na melhor das hipóteses, o desprezo. Porém, mais uma vez, ele contemplou as mãos do Senhor sobre seu ministério confirmando sua missão.
    O que você espera alcançar no cumprimento da tarefa à qual está responsabilizado a fazer? Um de nossos grandes problemas é que muitas vezes não acreditamos no resultado que pode ser atingido, nas pessoas que podemos alcançar; pois olhamos para a situação imaginando-a intransponível encarando pessoas de elevadas posições como inatingíveis. Isso se deve ao fato de não encararmos o chamado como algo divino, mas apenas como a execução de um trabalho comum com nossas próprias forças a ponto de não confiarmos em sua provisão enquanto o fazemos (Lc 9:3[3] [4]).

3 - Obtendo um resultado acima do esperado (3:7)
    O rei não somente creu e aceitou a mensagem como também resolveu tomar uma atitude radical: emitiu uma ordem para que todos os cidadãos, incluindo seus animais, oferecessem um sacrifício de jejum ao verdadeiro Deus. Os povos antigos tinham por costume sacrificar aos ídolos, então essa prática não seria uma grande novidade para eles; porém, a diferença é que dessa vez não se tratava de seguir um costume, e sim de mover o coração do Criador em busca de misericórdia.
    As mensagens que pregamos precisam ser infalíveis em seu objetivo. Se não houver resultado positivo, algo está errado e precisa ser mudado. Mas como ser infalível se somos sujeitos a errar em palavras (Tg 3:1,2)? Essa infalibilidade começa quando reconhecemos a total dependência do Espírito Santo em nossas ministrações (Mc 16:20). Quando admitimos que somos apenas mensageiros e nos colocamos na posição de servos, Ele age surpreendendo com resultados acima das expectativas (At 2:38-41).

4 - Sendo usado para mudar a história de um povo (3:8)
    A humilhação do povo diante de Deus ordenada pelo rei era acompanhada de uma ordem: “converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há em suas mãos!”. Não havia alternativas; não existia uma separação entre os que quisessem ouvir o profeta e se converter e os que preferissem continuar em pecado; a ordem de mudança era para todos. O efeito da Palavra atingiu diretamente o coração do rei, fazendo-o transmitir ao povo um sentimento de unidade, levando cada um a entender que as atitudes individuais fariam a diferença entre o bem ou o mal-estar coletivo. Naquele momento, o milagre se estendeu muito além da unção de uma boa oratória do profeta, chegando a mudar os próprios costumes populares.
    O efeito da Palavra que pregamos precisa mudar histórias, remover limites, renovar esperanças, restaurar sonhos, ampliar objetivos, renovar mentes, alterar sentimentos, quebrar tradições, refazer conceitos, enfim, transformar vidas. O Evangelho tem poder para transformar (2ª Tm 3:14-17); a nós cabe simplesmente fidelidade na exposição do conteúdo do que levamos ao povo (At 20:24; 1ª Co 15:58).

5 - Causando um avivamento espiritual por meio da pregação da Palavra (3:9)
    A pregação de Jonas surtiu o efeito que todas as pregações deveriam surtir: o arrependimento de pecados acompanhado pela esperança do perdão de Deus. Esse é o verdadeiro avivamento; eles não receberam aquela mensagem com festa, mas com tristeza ao perceberem a gravidade de suas maldades. O temor da ira divina os levou sentir a necessidade de mudança; eles não queriam perecer por conta de seus pecados. Eles haviam compreendido que somente uma vida de acordo com as virtudes espirituais ensinadas pelo profeta poderiam satisfazer o Todo-Poderoso, evitando sua fúria sobre eles, assim proporcionando-lhes uma esperança de salvação.
    O barulho causado no avivamento provocado pela autêntica pregação da Palavra não se resume em nossas emoções, mas se reflete num profundo desejo de mudança que nos leva a abandonar totalmente o antigo modo de viver (2ª Co 5:17). Não há verdadeiro avivamento espiritual sem arrependimento e abandono de pecados (Hb 3:2). Avivamento sem transformação consiste apenas em movimento passageiro (1ª Co 14:32,33) e sujeito a escândalos (1ª Co 36-40).

6 - Alcançando o grande objetivo final (3:10)
    A aceitação e a obediência à Palavra com sinceridade de coração despertaram a atenção de Deus com olhar misericordioso sobre eles. Observando suas obras, Jeová se arrependeu do mal que tinha dito que lhes faria. Mas Deus se arrepende? A palavra arrependimento não se refere apenas a correção de um erro, mas também à compaixão por alguém no momento de puni-lo por algo. Assim sendo, vemos a misericórdia de Deus acima de seu sentimento de soberania por amor àquelas almas que caminhavam para a perdição.
    A mudança da sentença de Deus mediante ao arrependimento do ser humano é inquestionável e prova que há êxito na pregação do Evangelho quando estamos verdadeiramente direcionados por Ele (Tg 5:19,20). Muitas vidas podem estar com seu destino selado à perdição devido aos seus pecados, mas quando cumprimos com seriedade nosso papel de mensageiros ensinando que há uma oportunidade condicional àqueles que estiverem dispostos a renunciar às suas maldades (Lc 9:23), pode sim haver conversões que resultem em resgate de pessoas que caminham para o abismo (At 16:30-33). O objetivo maior de qualquer ministração tem que ser a salvação de almas (1ª Co 9:22,23; 10:33).


[1]Dagon: Significa "Peixe". Considerado um deus da fertilidade pelos filisteus, era adorado em Gaza e em Azoto, onde havia um templo, o qual foi destruído por Sansão (Jz 16:23-30). Sua imagem era representada com rosto e mãos de homem e cauda de peixe.
[2]Apolo: Significa "Destruidor". Judeu de Alexandria, muito eloquente, instruído na fé cristã por Áquila e Priscila. Tornou-se poderoso pregador do evangelho em Éfeso e em Corinto (At 18:24-28; 1ª Co 1:12-13; 3:4-6; 16:12; Tt 3:13).
[3]Bordão: Pau grosso de arrimo (encosto); cajado (Is 36:6; Hb 11:21).
[4]Alforje: Em árabe: al-Hurj. Bissaco (dois sacos) de couro, com abertura entre os dois compartimentos, pela qual se coloca no arreio, na sela ou nos ombros.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Rejeição ao Chamado

Jonas tinha a intenção de trocar
uma viagem de 800 quilômetros
por uma de 3.000, atravessando
todo o Mar Mediterrâneo,
disposto a pagar muito mais
caro por isso, na intenção de
fugir de uma missão dada por
Deus. Será que não estamos
cometendo o mesmo erro
naquilo que o Senhor tem
reservado para nós?
Jonas 1:3 - “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis[1]; e, descendo a Jope[2], achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, de diante da face do Senhor.”

A falta de comprometimento com a Obra leva o homem a virar suas costas a Deus (1:3)
    Humanamente falando, vemos duas razões para Jonas ter desobedecido ao chamado: medo e ressentimento contra os ninivitas; porém, espiritualmente, o que vemos é simplesmente falta de comprometimento. De fato, é sim compreensível o temor diante de um povo tão violento e cruel como aquele, e compreensível também a mágoa em seu coração por saber que os israelitas eram uma de suas maiores vítimas. No entanto, daquele que recebe um chamado especial de Deus, o que se espera é confiança e perdão. O relato bíblico não o mostra sequer analisando a situação, pois, logo ao receber a ordem, ele simplesmente se levantou para fugir. É interessante que ele tinha já um destino certo: a cidade de Társis; não sabemos se isso foi uma opção por razões pessoais ou se aquele seria o próximo navio a realizar uma saída do porto de Jope para fora do território de Israel naquele dia. Mas a grande verdade é: ele queria fugir de diante da face do Senhor; atitude essa tremendamente ingênua, o que revela o seu pouco conhecimento das Escrituras, porque ninguém tem como fugir de Deus. Impressionante também é o fato de ele ter pago sua passagem para Társis - uma cidade há aproximadamente 3.000 quilômetros de onde ele estava, para a qual se supõe que o valor da viagem de navio fosse muito alto -, enquanto que Nínive fica a aproximadamente 800 quilômetros e sua viagem seria feita por terra, o que se certamente seria muito mais barata. Essa decisão nos leva a perceber que ele não estava preocupado com seu prejuízo financeiro desde que se visse livre da missão que recebera. Tudo o que ele queria era “ir com eles” - vários homens que serviam a falsos deuses - de diante da face do Senhor.
    É fácil nos justificarmos por nossas fraquezas, mas necessário é julgarmos a nós mesmos com sinceridade reconhecendo que ou confiamos em Deus a ponto de obedecê-lo ou admitimos que não aceitamos a sua vontade e tentamos lutar contra sua soberania, assim estando expostos ao preço da desobediência (Rm 6:23). O Senhor tem poder para impedir que nos levantemos para fugir, mas permite que o façamos para nos julgar segundo as erras decorrentes de nossa natureza humana (2ª Co 5:10), assim também nos dando uma oportunidade de arrependimento para que, se voltarmos atrás, seja por amor ou pela dor, sejamos salvos pela sua misericórdia por não termos persistido na desobediência (Lc 15:21-24; 1ª Jo 2:1-3). Um de nossos maiores males é a arrogância de acharmos que se não fizermos algo, ninguém o fará; além do inevitável medo, o profeta tinha um grande ressentimento contra os ninivitas, mas será que ele pensou que fosse o único profeta disponível? E mesmo que fosse, Jeová poderia levantar outro e o seu propósito teria sido cumprido da mesma forma, pois seu compromisso é com a sua Palavra e não com o profeta (Jr 1:12b; Mt 7:22,23). A grande verdade é que se Jonas não tivesse ido, teria sofrido piores consequências como talvez até a morte, ou seja: o grande prejudicado seria ele mesmo (Mt 25:24-30) e não os ninivitas, e tampouco o próprio Deus (Is 43:13; Lc 9:59-62).  Mas o rebelde missionário preferiu pagar um preço mais alto tentando trilhar o seu próprio caminho dentro de um navio fora dos planos do Todo-Poderoso ao lado de vários homens pagãos[3]. Uma das maiores lições que podemos obter nessa mensagem é a seguinte: você pode usar sua liberdade para escolher entre o bem e o mal (Dt 30:19), mas, optando pelo mal, ainda que tudo comece bem, não pense que haverá felicidade na troca de sua missão por um navio mais confortável com companhias que te levem para um caminho contrário (Mt 7:13,14), pois quando somos escolhidos para um propósito especial, caso não o cumpramos à risca, os efeitos negativos são inevitáveis (Nm 20:7-12; Dt 32:51; 34:4). Não esconda no porão de um navio o que Deus te deu, porque a qualquer momento Ele vai requerer isso de suas mãos (Mt 23:13).




[1]Társis: Atual Tartessos: antigo porto da Espanha (Jn 1:3).
[2]Jope: Antigo porto marítimo cercado de muralhas, localizado 56 km a noroeste de Jerusalém em território filisteu, mas que pertencia à tribo de Dã (Js 19.46). É também o porto aonde o profeta Jonas embarcou num navio para Társis tentando fugir de Deus. Atual cidade de Jafa.
[3]Pagão: Relativo ao paganismo ou politeísmo. Adepto do paganismo. Diz-se de toda religião ou pessoa que não seja cristã nem judaica. Maometano, em relação aos cristãos, e herético, em relação aos católicos. Animal xucro, ainda não montado, ou nos primeiros galopes da doma. O que segue uma religião nativa, não cristã nem judaica, caracterizada pelo politeísmo e pela superstição. Pessoa não batizada.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Chamado

Jonas 1:1,2 - “E veio a palavra do Senhor a Jonas[1], filho de Amitai[2], dizendo: 2Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive[3] e clama contra ela, porque a sua malícia[4] subiu até mim.”

Pregar na temida e odiada cidade
de Nínive não fazia parte dos
planos ministeriais de nenhum
profeta; porém, desistir de salvar
almas perdidas também não faz
parte dos planos de Deus. A
primeira coisa que precisamos
entender num chamado é que a
escolha é dEle e não nossa!
1 - Deus chama revelando-se pessoalmente (1:1)
    O chamado[5] do profeta[6] Jonas é um dos mais extraordinários que podemos ver em toda a Bíblia: Deus falou com ele pessoalmente de forma clara e direta. As Escrituras Sagradas nada revelam sobre sua vida pessoal a não ser o nome de seu pai. O que sabemos é que ele era um profeta descendente da tribo de Zebulom[7], pois morava na cidade de Gate-Hefer[8]. Sendo profeta, certamente estava acostumado a ouvir a voz de Deus. Então, podemos imaginar que ao ouvi-lo falar, deve ele ter pensado que fosse essa apenas mais uma mensagem ao povo de Israel ou a algum cidadão específico; nada fora do comum para alguém acostumado a exercer esse ofício. Mal imaginava ele que se tratava de uma das mais importantes missões de todos os tempos e, certamente, nem se deu conta do privilégio de ter sido convocado pelo próprio Jeová.
    Em nossa vida ministerial acontece da mesma forma: quando nosso chamado é verdadeiro, o Senhor se revela a nós de alguma maneira fazendo-nos entender o que Ele quer de nós. É óbvio que nem sempre ele vai falar de maneira audível como falou com Jonas, mas se fará perceptível seja usando alguém por meio do dom de profecia, ou simplesmente nos levará a sentir em nosso coração despertando nossa mente por meio da oração, da Palavra, sonhos, visões ou de qualquer outra maneira que Ele queira se revelar (Hb 1:1). O importante não é a forma como recebemos o entendimento sobre nosso chamado, mas que tenhamos a certeza de que não estamos sendo enganados por nosso coração (Jr 17:9; Pr 28:26) e nem sendo induzidos por incentivo do homem. Uma das coisas que devemos saber em nosso chamado é que o dom - ou dons - que o Espírito Santo nos concede têm um objetivo (1ª Co 12:7,11), o que consiste, quase sempre, numa forma e num lugar específico a ser aplicado, sendo isso por tempo determinado ou não. Nenhum talento[9] nos é entregue para nossa satisfação pessoal (At 8:18-21) ou simplesmente sem motivo algum. Sermos escolhidos, capacitados e colocados diante de uma oportunidade de fazer algo a serviço do Reino dos Céus não é uma simples opção nossa, é um privilégio incalculável pelo qual devemos agradecer ao Senhor e executar com amor, dedicação e responsabilidade, sabendo que por isso seremos cobrados um dia (Mt 25:24-30). Por essa razão devemos ter plena certeza de nosso foco ministerial e se Deus está sendo honrado por meio do que dizemos que estamos fazendo para a honra e glória dEle (Jo 3:30). Você está certo do seu chamado e sabe qual é a importância dele?

2 - Ele dá a missão e explica o seu motivo (1:2)
    Diante da difícil missão que confiou ao profeta, é interessante atentarmos ao fato de que ao lançar esse “convite”, o Senhor não lhe perguntou se ele queria ir, não o consultou sobre suas possibilidades, não questionou sua capacidade, nem o incentivou com promessas de bênçãos e tampouco lhe disse o que ele iria ganhar com isso. Ele simplesmente o tratou como servo e lhe transmitiu uma ordem sem opção de recusa; suas palavras simplesmente foram enfatizadas por três verbos no modo imperativo: “Levanta, vai e clama[10]!”, dando-lhe o endereço do destinatário da mensagem: o temido e odiado povo da cidade de Nínive, seguido da razão da missão: a maldade daqueles cidadãos havia chegado a um nível intolerável. Nínive, na época, era a capital da Assíria[11]. Tendo sido formada por Ninrode[12], ela chegou a ser um dos maiores impérios financeiros e militares; muitos a chamavam de “cidade ladra”, porque ela invadia e roubava cidades de outras nações para enriquecer. Suas táticas de ação eram cruéis: consistiam em torturar e matar suas vítimas de forma desumana. Diante disso, Deus viu necessidade de intervir drasticamente destruindo os ninivitas por completo; porém, sua imensa misericórdia o levou a dar-lhes uma oportunidade de salvação por meio da mensagem de arrependimento enviada por um profeta. Temos aí também um grande exemplo de humildade: o Senhor explicando à um servo a razão do seu chamado.
    Em tua visão da Obra, o que você enxerga? Possibilidades e benefícios ou a necessidade dela e o custo a ser empregado? Quando Deus nos convoca, Ele não nos convida para uma entrevista numa sala de RH como se fosse nos dar um emprego. Ele simplesmente nos chama e nos direciona, e podemos ver pelo menos duas razões para isso: a primeira é que Ele quer mexer com a nossa fé (Hb 11:6) e a segunda é que grande parte do salário já foi paga (1ª Pe 1:18,19), ou seja: nós somos devedores e não Ele. Como servos, é necessário que entendamos que se aceitamos seguir a Cristo, isso significa que devemos confiar nEle e até, se necessário, estarmos dispostos a morrer em nome dEle (At 20:24; Fp 1:21); seu sacrifício por nós foi por amor e não por merecimento (Ef 2:4,5), portanto devemos trabalhar por amor e não pelo que Ele nos dá (Ef 2:8-10); e o cumprimento do nosso chamado, assim como as honras ministeriais que muitas vezes almejamos, têm um custo, o qual exige nossa renúncia a nós mesmos (Mt 16:24; 10:38). Mas há algo maravilhoso que podemos entender também: Ele não nos manda sem ferramentas (Lc 24:49) e nem nos envia sem capacidade para o trabalho (1ª Co 15:9,10). Resumindo: quando é realmente Ele quem chama, ainda que tenhamos que ir para “Nínive”, Ele se responsabiliza (1ª Co 10:13).


[1]Jonas: Significa “Pombo”. Profeta de Israel, filho de Amitai, natural de Gate-Hefer, que predisse a vitória de Jeroboão II sobre a Síria (2º Rs 14:23-25). Famoso por sua inusitada experiência de ter sido engolido por um grande peixe ao tentar fugir de Deus. É o autor do livro que leva seu nome (Jn 1:1): o quinto livro dos Profetas Menores, escrito para demonstrar que o amor de Deus não se limita a Israel, mas se estende a pessoas de outras nações (Jn 4:11). Não é apenas profecia no sentido restrito, mas é uma história com sentido profético (Mt 12:39-41). Na época de Jesus, existia um outro homem com esse nome, era o pai de Simão Pedro (Jo 1:42).
[2]Amitai: Em hebraico significa "Minha Verdade". Foi o pai do profeta Jonas (Jn 1:1).
[3]Nínive: Uma das mais antigas cidades do mundo, fundada por Ninrode (Gn 10:11). Durante vários séculos foi a capital dos assírios. Em se território, atualmente, está situado o Iraque. Foi destruída pelos babilônios em 612 aC. O profeta Jonas foi enviado até ela para convertê-la (Jn 1:2), e Naum anunciou a sua queda.
[4]Malícia: Propensão para o mal. Natural disposição para fazer e proceder mal; maldade. Interpretação maliciosa. Astúcia, esperteza, empregadas com intenção de prejudicar alguém.
[5]Chamado: Teologicamente, é um termo referente à capacidade dada por Deus, por meio de dons naturais ou espirituais, à cada crente para exercer determinadas funções ministeriais. Ter um chamado é ter uma missão a cumprir. Essa expressão denota uma escolha, um privilégio dado a um cristão para trabalhar a serviço do Reino. Porém, em Mateus 20:16 e 22:14, Jesus Cristo nos alerta que ser chamado não é uma garantia de salvação: “Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.”; Isso significa que nossa responsabilidade é redobrada no que se refere aos dons que recebemos do Espírito Santo.
[6]Profeta: Pessoa capaz de predizer acontecimentos futuros. Biblicamente é aquele que fala por inspiração divina ou em nome de Deus. Um profeta nunca deve falar por si próprio.
[7]Zebulom: Significa habitação. Filho de Léia e de Jacó (Gn 30:19-20). Uma das 12 tribos de Israel (Nm 1:31; Mt 4:13-16).
[8]Gate-Hefer: Cidade em que vivia o profeta Jonas (2º Rs 14:25), situada há aproximadamente 5 quilômetros de Nazaré.
[9]Talento: O talento de ouro ou prata era a unidade de moeda romana para grandes quantidades de dinheiro. Ele foi introduzido na Grécia Antiga e depois adaptado para o sistema monetário romano. Um talento era igual a 60 minas, que, por sua vez eram equivalentes a 100 dracmas. Sabendo que uma dracma era igual a 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento significava entre 27 a 36 quilos de metal. Estudiosos calculam que um talento hoje valeria no mínimo 1300 dólares (cerca de dois mil reais). Espiritualmente, os talentos representam os dons que o Espírito Santo nos concede e, na linguagem popular expressa as habilidades especiais de uma pessoa; era um termo muito usado pelos romanos para elogiar uma pessoa de valor.
[10]Clamar: O ato do clamor. Súplica proferida em altas vozes; lamentação.
[11]Assíria: Significa "Plano". País localizado na Mesopotâmia. Suas capitais foram Assur, Calá e Nínive. Sua população era semita (descendente de Sem). Em várias ocasiões os assírios guerrearam contra o povo de Deus (2º Rs 15:19,29; 16:7). Em 721 a.C. os assírios acabaram com o Reino do Norte, tomando Samaria, sua capital (2º Rs 17:6). Os medos e os babilônios derrotaram a Assíria, tomando Nínive em 612 a.C. A Assíria é mencionada várias vezes nos livros proféticos: (Is 10:5-34, 14:24-27, 19:23-25 20:1-6, 30:27-33; Ez 23:1-31; Os 5:13; Na 1:1-15; Sf 2:13-15).
[12]Ninrode: Um dos descendentes de Cam. Foi caçador e fundador de cidades e de reinos (Gn 10:8-12).

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Será que isso não é problema nosso?

Muitos estão implorando; nós temos
a Solução... e o que estamos
fazendo? 
    As vezes paro e pergunto a mim mesmo: “Por que sou tão acomodado?”. Pois essa é uma atitude natural de qualquer ser humano: só chorar quando sentir dor! Mas o que a Bíblia nos ensina sobre isso (Rm 12:15)? Você já notou que quando alguém sofre a nossa volta, por mais que tenhamos dó, encaramos tudo como uma mera fatalidade? Sabe o que está faltando em nós? Aprender a sentir a dor de nosso próximo! E o que mais está matando a humanidade é uma cegueira que não lhes permite enxergar que precisam de Deus em sua vida. Trata-se de uma epidemia diabólica que está se alastrando e destruindo muitas vidas. Enquanto isso, nós temos o remédio e não estamos muito preocupados em passar a receita aos que estão morrendo! Será que isso não é problema nosso? Mas, apesar de tudo, esse caráter acomodado não é uma exclusividade nossa, pois muitos personagens bíblicos demonstraram ter essa mesma personalidade: quando o rei Davi se interessou por Bate-Seba, não se importou com os sentimentos de seu esposo Urias, e provocou sua morte para ficar com ela (2ª Sm 11:1-5,14,15); quando Deus mandou Jonas pregar em Nínive, ele não se importou com aquelas vidas e tentou fugir da responsabilidade (Jn 1:1-3); quando Jesus disse que ia ser crucificado, Pedro o repreendeu, demonstrando não ter dado muita importância ao significado do seu sacrifício para salvar a humanidade (Mt 16:21-23); quando o apóstolo Paulo envelheceu, alguns de seus companheiros de ministério o abandonaram sem se importar com as suas dificuldades (2ª Tm 4:7-10). Jesus Cristo nos mandou pregar o Evangelho (Mc 16:15), só que temos nos preocupado mais em usá-lo em nosso próprio benefício enquanto a destruição de almas continua! Será que isso não é mesmo problema nosso? Depois não adianta reclamar das consequências (Ez 3:17-21)!


Jonas M. Olímpio