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sábado, 2 de junho de 2012

A lojinha pirata de Satanás

A função do inimigo é enganar,
principalmente os cristãos, que
são os que mais têm comprado
gato por lebre levados pela
ilusão de vários falsos
evangelhos que estão sendo
comercializados por aí.
    Ainda no primeiro século da era cristã, há poucos anos após a crucificação de Cristo, o cristianismo já apresentava sinais de crise. A coisa estava tão séria que chegou ao ponto de o Senhor Jesus precisar enviar cartas para algumas de suas igrejas que estavam na Ásia. Então, através do apóstolo João - que na época se encontrava preso na ilha de Patmos -, as mensagens foram escritas e enviadas a sete pastores, dos quais seis foram repreendidos por motivos diversos, e um desses nos chama a atenção de uma forma especial, porque o negócio na sua igreja estava tão feio que eles não mereceram nenhum elogiozinho sequer: trata-se da rebelde igreja da cidade de Laodiceia. E sabe qual era a razão do problema deles? Eles estavam comprando produtos falsificados na lojinha pirata de Satanás! Isso mesmo! E foi por esse motivo que em um trecho da carta, Jesus diz o seguinte: "Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar."
O ouro refinado no fogo está livre
de qualquer impureza e pronto para
ser transformado naquilo que o seu
comprador deseja. Ele representa
tudo aquilo que tem alto valor; que
tipo de ouro você tem levado para
dentro de sua casa?
    Sabe o que Ele queria dizer com essas palavras? "Acordem! O ouro que vocês compram é falso; as roupas que vocês pagam tão caro está suja e rasgada; e o colírio que vocês usam está cegando os seus olhos!"; em outras palavras, Ele poderia ainda dizer: "Esse camelozinho do inferno está enganando vocês!". Será que eu estou exagerando? Laodiceia era uma cidade riquíssima, chegando a ser uma das mais importantes da época: havia alí uma grande movimentação financeira devido à comercialização de metais preciosos, à produção têxtil e ainda à fabricação de colírios em sua indústria farmacêutica. Esse desenvolvimento econômico proporcionava uma satisfatória situação financeira aos seus cidadãos, inclusive aos cristãos. Era bênção de Deus, certo? Ok! Mas estava sendo usada de forma errada! Pois quando deixamos de usar aquilo que conquistamos para glorificar o nome do Senhor, isso deixa de ser bênção para ser maldição!
Vestes brancas só podem ser usadas
por pessoas que estejam limpas; pois
se uma pessoa que não está devidamente
lavada tentar disfarçar sua imundície
numa roupa limpa, será denunciada
pelo mal cheiro de seu corpo. Assim é o
pecador: não adianta se disfarçar com as
vestes aparentes do inimigo, pois o
pecado fede e não deixa enganar por
muito tempo.
    Materialmente eles eram ricos, mas espiritualmente eram miseravelmente pobres; e sabe o que é pior? Não sabiam disso! Essa pobreza era causada por eles próprios, por terem cedido aos enganos do inimigo: eles supervalorizavam o ouro, mas não tinham a verdadeira riqueza, pois não buscavam com zelo fazer o melhor para a Obra do Senhor; desfilavam com belas roupas, mas espiritualmente estavam com vestes manchadas e rasgadas, pois seu testemunho não condizia com aquilo que a Palavra ensina; confiavam no seu colírio, mas estavam completamente cegos, pois não enxergavam a astúcia do enganador a sua volta e pensavam que pelo fato de serem abençoados materialmente estava tudo bem. O Senhor estava lhes oferecendo mercadoria de primeira: ouro refinado, vestes brancas e o verdadeiro colírio, ou seja: Ele estava lhes dando a oportunidade de alcançarem valor diante do Pai, santidade e testemunho em seu modo de viver e discernimento para não perderem sua salvação em troca de coisas passageiras.
Os colírios auxiliam pessoas com
dificuldades visuais, mas se o
colírio for de baixa qualidade,
certamente agravará a situação;
muitos crentes não têm mais
visão espiritual porque não tem
se preocupado com a qualidade
daquilo que estão colocando
diante de seus olhos
    Um outro detalhe interessante é que o grande Mestre é um vendedor bem educado e sabe abordar respeitosamente os clientes, pois antes de oferecer a mercadoria, Ele disse o seguinte: "Dou-lhe este conselho..."; Jesus não obriga ninguém a nada, pois em sua vitrine só há coisas de valor que não precisam de muita propaganda; quanto ao preço, é acessível a quem estiver disposto a pagar: obediência, adoração, amor, santificação... nada que esteja fora de nosso alcance; mas ainda assim tem muita gente que acha isso caro demais e prefere comprar na banquinha pirata do concorrente: aquele vendedorzinho de quinta categoria que não sabe respeitar o consumidor e o aborda aos berros, tentando forçá-lo a entrar em sua espelunca. E sabe por que algumas pessoas se deixam levar? Porque lá é mais barato: ele, aparentemente, não faz nenhuma exigência, parcela em suaves prestações e ainda entrega em domicílio; porém, seus clientes, que geralmente são muito ingênuos, não percebem os altos juros embutidos nesse crediário, não pedem certificado de garantia e nem percebem que seu produto não tem selo de qualidade.
Não se iluda com aparências;
peça a Deus discernimento
espiritual, que é o único
selo de garantia de qualidade
que jamais permitirá que você
seja enganado pelos
vendedores de evangelhos
piratas que querem
comercializar a sua alma
    Assim é negociar com Satanás: os prazeres momentâneos do pecado saem muito caros no futuro; pois ele proporciona algumas alegrias, mas não pode garantir a salvação; e a felicidade de quem vive no pecado, além de passageira, é vazia, porque a pessoa sorrí por fora, enquanto que por dentro seu coração está chorando. Agora, quando Jesus está no negócio, a coisa é muito diferente: o que Ele tem a nos oferecer, nos é dado pela sua graça; a garantia que temos é que ele mesmo pagou o alto preço com o seu próprio sangue; e a qualidade de suas bênçãos é certificada pelo selo do Espírito Santo. Ah! Se o povo de Laodicéia soubesse disso... Mas nós sabemos! E que tal corrermos antes que a Grande Loja se feche, para comprarmos logo o ouro de imenso valor que nunca se acaba, as vestes que não só nos cobrem, mas que também nos servem como armadura contra os ataques do maligno e o verdadeiro colírio para que possamos enxergar tudo aquilo que possa nos afastar da presença do Senhor? Mas não perca tempo, porque a promoção é por tempo limitado e aos que a perderem só restarão mesmo as bugigangas de última categoria da lojinha pirata de Satanás!

Jonas M. Olímpio
   

sábado, 24 de março de 2012

Pregadores ou predadores?

Cuidado com o "Evangelho"
fácil, pois a Palavra de Deus diz
claramente que a porta é estreita
e o caminho que leva à ela é
apertado, e que são poucos que
a encontrarão
    Em Mateus 7:15, Jesus fala claramente: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores." Será que essa profecia era só para aquele tempo? O que vemos nos dias atuais são homens sem fidelidade à verdadeira Palavra de Deus, que estão mais preocupados mesmo é em ganhar fama e dinheiro. Muitas igrejas se transformaram num grande centro de marketing aonde são divulgados CD’s, DVD’s, livros e vários outros artigos, ou seja: o "evangelho" virou um grande meio de se ganhar dinheiro e, pra completar, esses tais "pregadores" só aceitam um convite se nos propusermos a pagar o valor que eles pedem e aceitarmos suas condições de "trabalho": hotel de luxo, carro, comida boa, um grande público, som potente e várias outras coisinhas mais (Mt 21:13); Mas até aí, ainda é "tolerável", afinal, desde que preguem a Palavra de Deus... 
A autêntica pregação do Evangelho
tem as seguintes características:
amor, justiça, arrependimento,
santificação, libertação,
compromisso com a verdade e
base bíblica em todo o seu
conteúdo; se estiver faltando algum
desses ingredientes, não coma
porque não foi Deus quem colocou
esse prato na mesa!
    Então, vejamos agora o conteúdo das mensagens da maioria deles: "Determine a sua

sábado, 24 de abril de 2010

Entre na moda! Seja evangélico!

O que significa realmente ser crente? 
Você já parou para pensar nisso?
    Alguma vez alguém que já te conhece a um certo tempo se espantou quando descobriu que você é crente e perguntou assustado e com tom de ironia? “Você é evangélico?!?” ... Se isso já aconteceu contigo, cuidado! Algumas coisas precisam mudar em seu comportamento!
Muitos apenas
"servem a Deus"
visando seus
interesses pessoais
e não o
crescimento do
Evangelho. 
    “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram.” Isso é o que diz em Hebreus 13:9. Você já percebeu como está fácil ser crente ultimamente? É só ir à igreja quando for possível, ou quando quiser; colocar um adesivo no carro com frases sobre Jesus; ouvir um louvor famoso entre as músicas mundanas; assistir a um DVD de pregação depois da novela –isso se não tiver futebol, logicamente-; evitar usar roupas compridas, afinal, o que é bonito é pra ser mostrado, não é mesmo? Além disso, não precisa todo mundo saber que você é crente, pois Deus só quer o teu coração; e por que não tomar umas de vez em quando? Afinal de contas, até Jesus era chegado num vinho! E, agora, o principal: não esquecer de contribuir fielmente com os carnês e com os envelopes de dízimos, é claro, porque Deus não se agrada nem um pouquinho de quem não tem fé para fazer sacrifícios!
O que a maioria dos cristãos
está realmente buscando na
Palavra de Deus?
    Parece piada, né? Mas essa é a mais fiel imagem dos “evangélicos” atualmente. Se, por um lado, ficamos felizes com o constante e cada vez mais alto crescimento das igrejas pentecostais em nosso país, por outro lado também estamos extremamente preocupados e envergonhados com a qualidade do Evangelho que está sendo “vendido” por aí; e muitos o estão comprando e pagando, literalmente, um preço muito alto por isso.
Zelar pela manutenção da sã
doutrina não é estar preso às
tradições do conservadorismo,
mas sim cumprir a vontade de
Deus.
    Não pense que eu sou um crítico conservador que vive preso às tradições litúrgicas e ministeriais criadas pelos pastores antigos que supervalorizavam os usos e costumes; pois é muito pelo contrário: Zelo pela sã doutrina sim, sendo extremamente modernista e apoiando qualquer tipo de inovação que seja para o crescimento da obra de Deus... Porém, a minha crítica a “nova onda pentecostal” é devido à banalização do significado do termo “servir à Deus”; pois até parece que agora é Deus que está servindo a nós.
O número de evangélicos tem
crescido satisfatoriamente,
porém a qualidade de muitas
igrejas que tem surgido é
bastante questionável.
    Com a crescente adesão de pessoas famosas às diversas igrejas evangélicas existentes no país, o Evangelho está cada vez mais popular entre os brasileiros. Mas será que isso é positivo ou negativo? Para chegarmos a uma conclusão justa e imparcial, vamos analisar os dois lados da moeda:
A popularidade dos
evangélicos no Brasil tem
contribuído para que muitas
portas poderosas dos meios
de comunicação tenham se
aberto para a evangelização
em massa.
    O lado bom é o seguinte: Artistas, atletas, políticos e pessoas conhecidas de uma forma geral, com a sua fama, por serem figuras queridas e amadas pelo povo, devido aos seus testemunhos de vitória através da conversão, acabam por influenciar boa parte da população a procurar refúgio em Deus nos seus momentos de aflição. E isso, conseqüentemente, resulta no crescimento das igrejas evangélicas, as quais têm ganhado mais força e espaço para divulgar a Palavra Sagrada. Hoje é muito difícil se deparar com alguém que não conheça ou nunca tenha ouvido falar de Jesus.
Até que ponto os
famosos evangélicos
têm realmente contribuído para o
desenvolvimento da
obra de Deus?
    Agora, analisemos o lado negativo: A popularidade do Evangelho tem feito com que ele seja visto como algo banal que possa ser comparado até mesmo a uma espécie de cultura ou um estilo de vida. Muitos se orgulham e não se envergonham mais em dizer que são evangélicos, mas não vivem a Palavra em sua verdadeira essência. Pois estão habituados aos seus costumes pecaminosos e não acham necessário abandoná-los, despresando assim tudo aquilo o que a Bíblia ensina (2ª Co 5:17-19). Mas a que se deve essa abominável e repugnante desvalorização do genuíno cristianismo (1ª Tm 4:2,3)? A resposta é simples: Isso tudo se deve simplesmente à negligência (Jr 48:10a) e à ambição (Ez 34:7,8) de seus líderes religiosos. Muitos desses tais “obreiros” em sua insanidade espiritual (Rm 1:21,22) têm agido em seu próprio benefício sem se preocuparem em ensinar o Caminho da salvação (Mt 23:13), trazendo assim, terríveis escândalos à Casa do Senhor (Mt 18:7). Porém, aqueles que não se arrependerem, convertendo-se verdadeiramente (At 18:24), pagarão muito caro por seus atos (Mt 26:24).
Temos nos preocupado muito
com as questões políticas de
nosso país que podem trazer
restrições à liberdade
religiosa e também aos
nossos interesses pessoais.
Mas temos nos esquecido do
sofrimento de nossos irmãos
cristãos que são perseguidos,
maltratados e mortos em
vários países do mundo.
    Muitos crentes brasileiros só estão preocupados com o seu próprio bem-estar enquanto muitos irmãos pelo mundo, e até no Brasil mesmo, passam grandes dificuldades simplesmente por procurarem viver o verdadeiro Evangelho como a Bíblia ensina (Sl 15:1-5). Muitos se julgam evangélicos, porém não conseguiram ainda a libertação de seus atos pecaminosos e vivem da mesma forma que antes, sem que se possa notar neles nenhuma diferença em relação aos ímpios (Sl 1:1). O que realmente é ser evangélico? Ser evangélico é viver e pregar sempre a Verdade (Tg 1:27)!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A geração de Jonas

Somos todos realmente dignos
de nos considerarmos como
autênticos servos de Deus?
    No meio evangélico atual temos visto crentes de todos os tipos e
para todos os gostos: É a geração do arrebatamento, a geração do re-te-té, a geração dos ex- isso e ex-aquilo, a geração dos apaixonados, a geração dos intelectuais, a geração do Deus “papai noel”, a geração dos que não aceitam geração nenhuma... Enfim, é uma série de segmentos que as vezes dão um nó na nossa cabeça... Imagina então como não fica a cabeça dos não-crentes que vivem questionando qual é a igreja certa ou que não crêem em nenhuma delas... Porém, quero ressaltar aqui que não tenho nada contra toda essa diversidade. Até acho que existe um ponto positivo em tudo isso, pois essa é uma chance maior de evangelizar pessoas de diferentes níveis culturais, sociais, raciais, etc! E posso dizer ainda que até tenho um pouquinho de cada uma dessas características... Cada um tem o seu e estilo, e é cada um na sua, desde que se pregue o verdadeiro Evangelho. E é exatamente a autenticidade do verdadeiro Evangelho que me preocupa e me leva a refletir: “Que tipo de crente sou eu? Será que não estou fugindo da minha responsabilidade?”
Por que será que muitas 
pessoas precisam
passar por uma difícil 
situação para
decidirem cumprir a 
vontade de Deus?
    Quem não conhece a história do famoso profeta fujão? Jonas era um crente como muitos de nós: Talvez fosse um desses que sempre dizem: "Missão está no coração de Deus, e no meu também" - porém, só fazem Missão dentro da igreja-, mas quando recebem uma ordem que não estava em seus "projetos missionários", se levantam rapidinho... pra fugir, é claro! Então, Jeová se vê na penosa obrigação de dar uma liçãozinha em seu servo. E de repente, quando está numa situação em que ele nunca pensou que o Pai o colocaria, não é que o rapazinho muda de idéia e resolve rever seus conceitos missionários e ir pregar para aquele povo malvado que ele desejava ver destruído?
Até quando nossa geração
continuará se acovardando
diante dos ataques malignos
de Satanás através de seus
adeptos?
    Porém, é óbvio que devemos analisar essa situação toda mais detalhadamente para entender a situação do nosso amigo profeta. Veja bem: Se lermos apenas por cima os quatro capítulos do livro do profeta Jonas, realmente o veremos como um medroso, fujão, infiel, incrédulo, descompromissado, desalmado, ingênuo...e por aí vai! Porém, se analisarmos a história mais detalhadamente veremos que ele tinha suas razões -inclusive boas razões- para não ir: Os ninivitas eram um povo extremamente violentos e tremendamente desumanos, e pra completar não gostavam nem um pouquinho dos israelitas. Isso fazia com que o profeta, além de medo, tivesse também um pouco de ressentimento. Até aí podemos entender que a atitude dele é normal, pois sob essas circunstâncias talvez eu também não fosse, só que, como servos de Deus, devemos encarar suas ordens com carinho, dedicação e confiança, sabendo que se Ele está mandando Ele se responsabiliza e nos livra de todo mal, e que ainda que algo nos aconteça e não tenhamos o livramento de nossa vida tenhamos a certeza de que esse foi o momento e que essa foi a forma que Ele escolheu para nos levar pra junto dEle e assim glorifiacarmos o seu maravilhoso nome (Mt 16:24; Jo 21:19; Fp 1:20).
O que realmente esperamos do
Senhor quando nos dispomos a
fazer algo por Ele?
    Resumindo a história: Quando ele se viu encrencado na barriga daquele peixão, se lembrou da misericórdia de Deus e implorou por ela, e assim, mais uma vez, Jeová com a sua infinita misericórdia deu mais uma chance ao profeta, o qual “voluntariamente” se colocou totalmente a sua disposição e foi para Nínive. Nada que uma boa oração não resolva! Mas não seria melhor se a gente tivesse que orar apenas pra agradecer, em vez de ter que implorar misericórdia para sair de uma encrenca que nós mesmos procuramos? Pensemos nisso e façamos a obra de Deus com mais seriedade! Tente ser um crente da geração de Paulo: Aquele lá que trazia no corpo as marcas de Cristo (Gl 6:17)!