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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

“A Palavra de Deus se Renova a Cada Dia”

A falta de atenção aos textos
bíblicos gera contradições e,
consequentemente, muita
confusão provocando até
mesmo falta de credibilidade
em relação àqueles que
pregam sem examinar
devidamente o Livro Sagrado.
Lm 3:22,23 - “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. 23Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.”
    Qual crente que quando “novo convertido” nunca revirou a Bíblia em busca desse “versículo” ou até mesmo o citou após ter ouvido várias vezes que a Palavra de Deus se renova a cada dia? Na verdade, essa é uma confusão bastante comum, mas de onde surgiu isso? Não sei. Na verdade, ninguém sabe. Pois é muito difícil imaginar como alguém, lendo o texto, pode confundir misericórdia com Palavra ou vice-versa. Aqui já nem é somente uma questão de análise de contexto, e sim um problema de falta de atenção mesmo.
    A Bíblia nos ensina que o Senhor é imutável (Tg 1:17; Hb 13:8) e que a sua Palavra permanece para sempre (1ª Pe 1:23-25; 1ª Jo 2:17). Ele não muda porque não pode negar a si mesmo (Nm 23:19; Tt 1:2,3; Hb 6:17,18; 2ª Tm 2:13). Então não há como ela mudar, principalmente chegando ao ponto de se renovar a cada dia. No que se refere à sua Palavra, seria o renovo do seu pacto promessas para conosco, o qual pode acontecer mediante ao arrependimento, reconciliação e transformação de nossa parte (Rm 12:1). Nós necessitamos de um renovo a cada dia (Rm 12:2) porque somos sujeitos a falhas e expostos à nossa natureza pecaminosa (Tg 5:15-18). E essa necessidade diária de mudança e aperfeiçoamento inclui a misericórdia divina, que é exatamente do que trata esse texto em que o profeta Jeremias lamentava o sofrimento de Jerusalém ao mesmo tempo em que agradecia ao Senhor, mostrando que mantinha firme sua esperança de restauração por acreditar firmemente em sua misericórdia, a qual se reflete em sua bondade (Lm 3:24-26). Por isso, quando ouvir alguém falar que a Palavra de Deus se renova a cada dia, apenas imagine duas coisas: ele é mais uma “vítima” da falta de atenção em torno desse versículo, ou nem leu a Bíblia por esses dias e está dando uma desculpa para pregar de novo algo que já pregou recentemente.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Nota de Ressurreição

O túmulo de Cristo vazio vai
muito além do milagre de uma
ressurreição: ele significa uma
porta aberta para a eternidade
sem a necessidade de sacrifícios,
dependendo apenas da
obediência à Palavra de Deus.
Isso quer dizer que ensinar o
povo a sacrificar ou se apegar
a rituais da Antiga Lei, nada
mais é do que tentar invalidar
a Graça que Ele nos deu.
    É com muito prazer que venho comunicar aos senhores adeptos da antiga Lei[1] que um homem nazareno, chamado pelo nome de Jesus, de 33 anos de idade, tendo sido crucificado, veio a ressuscitar três dias após a execução da sua condenação à pena de morte (Lc 24:1-7[2]) pelos doutores da Lei e sacerdotes, os quais persuadiram o governo romano a isso sob uma série de falsas acusações (Mt 26:59-61; Lc 23:1-3). Suas cerimônias fúnebres foram canceladas devido ao fato de seu túmulo encontrar-se vazio, e quem quiser prestar-lhe as devidas homenagens deve procurar encontra-lo pessoalmente em um culto coletivo ou individual, com o coração arrependido e não levar condolências ou lamentos, mas alegria e disposição para festejar, além da ressurreição, a vida eterna que Ele prometeu a todos os que o amarem incondicionalmente até a sua volta, pois o Mesmo garantiu também que para onde Ele foi levará todos aqueles que honrarem fielmente a sua memória (Jo 14:2-4,15). Informo ainda que com esse “inesperado” acontecimento, Ele nos incluiu como herdeiros em seu Testamento fazendo-nos participantes de uma dispensação[3] chamada Graça[4] (Ef 1:7[5] [6]; 2:8), a qual torna desnecessários e inválidos os rituais e sacrifícios voltados ao perdão de pecados (Hb 10:8-10[7]) e às supostas conquistas financeiras. Em decorrência disso, não mais estamos sob a necessidade da mediação de sacerdotes ou profetas para nosso contato com o Pai Celestial, pois, para esse fim, Ele nos concedeu o Consolador, pelo qual temos acesso direto a Ele (Jo 14:16,17).
    O motivo desse “esclarecimento” é o fato de que muitos cristãos vivem como se Cristo não tivesse ressuscitado, ou pior: como se o seu sacrifício não tivesse valor algum. Estamos convivendo com organizações religiosas - não sei se devo chamar de igrejas -, cujos líderes se colocam como portadores especiais de dons divinos, comportando-se como profetas e sacerdotes do Antigo Pacto querendo ser encarados como mediadores entre o homem e Deus, limitando “bênçãos” à sacrifícios - sempre financeiros -, os quais devem ser entregues a eles, e assim agem sem expor a devida base bíblica que os autoriza a isso (2º Rs 5:14-16; Mt 10:8-11). O incentivo à busca por meio da oração e ao conhecimento da Palavra tem sido deixado de lado, pois, através dos mesmos, seus seguidores descobririam que o véu[8] foi rasgado e não mais apenas os “homens de Deus” podem entrar no santo dos santos[9], porque estamos vivendo sob a Graça e não mais a Lei (Rm 7:4). Sabe como a Bíblia classifica isso? Dominar o povo a seu bel prazer (Cl 2:8)!
    Tais líderes estão em pecado? Isso é a consciência de cada um que deve responder, pois é sim possível que muitos deles sejam verdadeiramente usados por Deus (Mt 7:21-23[10]); no entanto, muitos também são usados pelo inimigo (2ª Co 11:13-15). Porém, cabe a nós a busca por discernimento espiritual para não sermos enganados (1ª Co 12:8-10; At 5:3). E sabe por que devemos nos preocupar com isso? Reflita bem: o que acontece com um cego que é guiado por outro cego (Lc 6:39)? Sei que aí você pode até me questionar: “Mas a Bíblia não diz que o joio[11] deve crescer junto com o trigo? Nós não podemos julgar!” Sim. Realmente. Mas nem por isso você vai “comer” o joio também, vai? No que se refere a julgamento, não podemos julgar a vida particular da pessoa, pois isso cabe a ela mesma e ao próprio Deus (1ª Co 11:28ª; 2ª Co 13:5); porém, no que se refere ao serviço ministerial, devemos julgar sim (1ª Jo 4:1), porque isso envolve a todos influindo em seu futuro espiritual (Ap 2:20).
    Conscientemente ou não, judaizar a Graça - nada contra o judaísmo - nada mais é do que dizer: “Jesus, seu sacrifício não tem validade pra mim!”. A utilização de elementos existentes no antigo Templo é restrita aos judeus na época da Lei. Não há, no Novo Testamento, nenhuma afirmação que demonstre alguma aprovação à prática de atos típicos da Lei Mosaica como, por exemplo, imagens que representem ou lembrem a Arca da Aliança, o castiçal, altares de sacrifícios, entre outros símbolos que apenas serviam para representar a presença e o acesso à Deus numa época em que ainda não havia sido derramado o Espírito Santo sobre o seu povo. A situação é exatamente o contrário disso: as Escrituras Sagradas são claras ao afirmar que tais coisas e atitudes demonstram que seus praticantes ainda estão sob o jugo da Lei (Hb 8:12,13; 2ª Co 5:17).
    Do mesmo modo, inserir à liturgia de culto a repetição de fatos ocorridos com servos do Senhor no passado como, por exemplo, os mergulhos de Naamã, o cajado de Moisés, a capa de Elias, as pedrinhas de Davi, como também várias invenções como lenços, ferramentas de pedreiro, produtos de higiene pessoal, canetas e os mais variados objetos “ungidos”, embora, teoricamente, possa surtir algum efeito como estímulo de fé, na prática, apenas retrata o desinteresse de tais líderes em ensinar os fiéis que a verdadeira fé consiste em crer no invisível (Hb 11:1), porque apegar-se a objetos para materializar uma crença significa simplesmente praticar superstição, ato esse muito próximo à idolatria: algo condenado por Deus (1ª Co 10:14; 1ª Jo 5:21). Certo, eu sei que a Bíblia fala dos lencinhos do apóstolo Paulo (At 19:11,12); no entanto, ela atribui os milagres a Deus e não aos objetos, e também não relata em que circunstâncias isso aconteceu, não o mostra pedindo dinheiro em troca deles, e tampouco foi isso pregado como doutrina a ser seguida pela Igreja. Ah! E a mesma regra se aplica à sombra de Pedro (At 5:15,16). Quer ser abençoado? Coloque-se diante de Jesus em agradecimento pelo seu sacrifício, tendo a consciência de que será ouvido e atendido segundo os propósitos dEle (1ª Jo 5:14,15) e não em troca de seus próprios “sacrifícios” ou crenças em amuletos de sorte.
    Algumas ramificações do cristianismo costumam lamentar a morte de Cristo e lembra-la como se estivessem num funeral. Tais cristãos não atentam para o fato de que sua crucificação foi o fator essencial para que hoje tivéssemos acesso à Graça, sendo justificados pela fé e não por obras, sacrifícios e cumprimentos de rituais conduzidos por sacerdotes humanos (Hb 9:6-9). Sua morte nos proporcionou liberdade para com o Pai (Hb 9:13,14), alegria e autoridade espiritual (Lc 10:17-20), direito ao exercício ministerial que antes era restrito aos levitas[12] (1ª Pe 2:5,9) e o privilégio de não sermos apenas seguidores de uma religião, mas membros de um Corpo (1ª Co 12:27; Cl 1:24) e também filhos de Deus (Rm 8:14,15). Diferentemente dos israelitas, para os quais o sangue de animais derramado lembrava sua libertação do Egito, o sangue de Jesus, para nós, representa nossa libertação do pecado: uma oportunidade pessoal e voluntária de salvação. Resumindo: a morte de Jesus é vida, e vida com abundância (Jo 10:9-11)! Ele está vivo (Mc 16:6)! Espalhe essa notícia (Mc 16:15)!


[1]Lei: É um termo usado com frequência na Bíblia; para definir um código de leis formado por mandamentos, ordens e proibições. Segundo as Escrituras hebraicas, a Lei foi dada por Deus através do profeta Moisés, tendo sido os Dez Mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus no monte Sinai, a tábua dos dez mandamentos. Pode ser resumida nos Dez Mandamentos, que em língua hebraica são chamados simplesmente de "As Dez Palavras" ou "Os Dez Ditos". Os Dez Mandamentos regulamentam a relação do ser humano com Deus e com seu próximo. Para fins didáticos, o Código Mosaico pode ser dividido em Leis Morais, Leis Civis e Leis Religiosas (Leis Cerimoniais). As leis cerimoniais, regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos sacerdotes e encontram-se descritas especialmente no Livro chamado Levítico.
[2]Especiaria: Qualquer coisa de cheiro agradável, especialmente planta, usada para dar mais sabor aos alimentos ou bebidas. O cravo, a canela, a pimenta são especiarias (Is 39:2; Ap 18:13).
[3]Dispensação: Da parte de Deus, o plano de salvação da humanidade (Ef 1:10; 3:9). Da parte do ser humano, "dispensação" é trabalho ou missão que visa à aplicação do plano divino em favor da humanidade (1ª Co 9:17; Ef 3:2; Cl 1:25).
[4]Graça: Favor imerecido ou não merecido. O vocábulo Graça provém do latim gratia, que deriva de gratus (grato, agradecido) e que em sua primeira acepção designa a qualidade ou conjunto de qualidades que fazem agradável a pessoa que as têm. Teologicamente, refere-se ao período que se iniciou com a morte de Cristo na cruz, o qual pôs fim às rígidas imposições da Lei mosaica, colocando em vigor o Novo Testamento.
[5]Redenção: Libertação.
[6]Remissão: Ato ou efeito de remir, livrar. Indulgência, misericórdia. Expiação, perdão.
[7]Oblação: Palavra do latim "oblatio" que significa "oferta". Ação pela qual se oferece qualquer coisa a Deus. Oferta a Deus. Oferta sacrifical comestível.
[8]Véu: Pano com que as mulheres cobrem a cabeça e/ou o rosto (Is 3:23). A cortina que, no tabernáculo e no Templo, separava o Santo Lugar do Santíssimo Lugar (Êx 26:33; Mt 27:51).
[9]Santo dos santos: A parte mais sagrada do Tabernáculo e do Templo, onde ficava a Arca da Aliança e onde o sumo sacerdote só entrava uma vez por ano. Era separado do santo lugar por uma cortina (Êx 26:33,34; Hb 9:3-7).
[10]Iniquidade: Falta de equidade (retidão). Pecado que consiste em não reconhecer igualmente o direito de cada um, em não ser correto, em ser perverso. Erro consciente.
[11]Joio: Erva ruim que cresce nas plantações de trigo (Mt 13:25).
[12]Levita: Membro da tribo de Levi (um dos filhos de Jacó). Foi a tribo escolhida por Deus para cuidar dos trabalhos sagrados. Todos os sacerdotes também tinham que ser levitas. Os levitas serviam no santuário, ajudavam nos sacrifícios, carregavam a arca da aliança, ensinavam e tinham o direito de ser sustentados com os dízimos e as ofertas. Sua história e suas funções está registrada detalhadamente no livro de Levíticos.

sábado, 24 de março de 2012

Pregadores ou predadores?

Cuidado com o "Evangelho"
fácil, pois a Palavra de Deus diz
claramente que a porta é estreita
e o caminho que leva à ela é
apertado, e que são poucos que
a encontrarão
    Em Mateus 7:15, Jesus fala claramente: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores." Será que essa profecia era só para aquele tempo? O que vemos nos dias atuais são homens sem fidelidade à verdadeira Palavra de Deus, que estão mais preocupados mesmo é em ganhar fama e dinheiro. Muitas igrejas se transformaram num grande centro de marketing aonde são divulgados CD’s, DVD’s, livros e vários outros artigos, ou seja: o "evangelho" virou um grande meio de se ganhar dinheiro e, pra completar, esses tais "pregadores" só aceitam um convite se nos propusermos a pagar o valor que eles pedem e aceitarmos suas condições de "trabalho": hotel de luxo, carro, comida boa, um grande público, som potente e várias outras coisinhas mais (Mt 21:13); Mas até aí, ainda é "tolerável", afinal, desde que preguem a Palavra de Deus... 
A autêntica pregação do Evangelho
tem as seguintes características:
amor, justiça, arrependimento,
santificação, libertação,
compromisso com a verdade e
base bíblica em todo o seu
conteúdo; se estiver faltando algum
desses ingredientes, não coma
porque não foi Deus quem colocou
esse prato na mesa!
    Então, vejamos agora o conteúdo das mensagens da maioria deles: "Determine a sua

sábado, 24 de abril de 2010

A importância da Teologia

Teologia não é o conhecimento 
do homem, como muitos 
dizem, mas sim o 
conhecimento sobre Deus
    Alguns ignoram a importância do estudo da Bíblia e dizem que é só orar para Deus nos usar; Mas a própria Palavra de Deus diz que para não sermos vítimas de falsos ensinamentos, além de crescer na graça, devemos crescer também no conhecimento (2ª Pe 3:17,18). De fato, o Espírito Santo nos lembrará todas as coisas, mas como nos lembraremos daquilo que não conhecemos? Sei que os irmãos que não possuem muito estudo são bastante usados por Deus, mas, muitas vezes, eles se empolgam e pregam algumas heresias dizendo que estão na Bíblia e que Deus manda dizer. Quem ama ao seu Salvador e gosta de evangelizar, precisa se aprofundar mais no conhecimento das Sagradas Escrituras (1ª Tm 3:14-17).
O desprezo à Palavra de Deus
tem sido uma das principais
características dos cristãos
atuais
    Tenho notado com uma certa tristeza que a preocupação com o conteúdo da Palavra tem sido deixado de lado por muitos dos atuais obreiros, os quais têm se empenhado mais é em se auto-promoverem usando o