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segunda-feira, 9 de março de 2015

Planejamento Financeiro, Eu Preciso Mesmo Disso?

O planejamento financeiro envolve
toda a família. Além do marido e a
mulher, os filhos, desde pequenos,
precisam ser ensinados que suas
atitudes são essenciais para o
equilíbrio do bem-estar material
dentro do lar.
    A necessidade de um planejamento financeiro é mais do que clara, pois, pela falta do mesmo, muitas famílias estão em crise - não só financeira, mas também em outras áreas - provocada por uma cegueira de seus cabeças (homem e/ou mulher), os quais, levados por impulsos consumistas ou até pela “fé”, de repente se veem atolados em dívidas e sem condições de suprir os gastos necessários durante o mês. A falta de controle que leva a pessoa a gastar mais do que ganha, como também a despreocupação com o futuro, as quais, muitas vezes, por muitos cristãos, são confundidas com doutrinas relacionadas à provisões divinas, na verdade, nada têm a ver com a fé, pois a Bíblia as classifica simplesmente como imprudência (Lc 14:28-32). A causa disso é o desinteresse na busca pelo conhecimento por meio da autêntica interpretação do conteúdo dos textos sagrados, o que depende de análises contextuais considerando cada detalhe, preferencialmente, sob a orientação de líderes ministeriais sérios e preocupados com o bem-estar da família.
    Antes de analisar como se deve planejar as finanças de uma casa, é importante ressaltar que tal atitude não se trata de falta de fé ou confiança em Deus, mas sim de um cuidado preventivo em relação a um futuro incerto no mundo em que vivemos, o qual não nos permite saber com antecedência o que vai acontecer. Quero ainda deixar bem claro que não sou adepto da “Teologia da Prosperidade”, ideologia essa que repudio e combato com veemência por reconhecer que o Evangelho não nos dá promessas ou garantias de enriquecimento material, mas sim espiritual. O que defendo é que o cristão não se entregue à miséria encarando a pobreza extrema como uma prova de fidelidade à Deus, pois atitudes como essa, não somente privam a família da satisfação das mais básicas necessidades, como também provocam escândalos diante dos ímpios. Então, de acordo com esses princípios, façamos aqui uma análise cuidadosa do verdadeiro sentido de sete textos bíblicos que estão entre os mais citados quando se trata sobre esse assunto:
1) Lucas 14:33[1] - Apesar do peso transmitido pelo significado da palavra “renúncia”, é preciso compreendermos que a interpretação das Escrituras nem sempre é ao pé da letra. Aqui, por exemplo, Jesus não está exigindo um “voto de pobreza” para que possamos segui-lo, mas nos alertando a coloca-lo em primeiro lugar em nossa vida. Isso podemos entender lendo um trecho anterior do texto, nos versículos 26 e 27, em que Ele chega a dizer que se deve aborrecer[2] a família e até mesmo a própria vida para ser seu discípulo. Não seria contraditório o Senhor nos colocar contra a nossa família e a própria vida sendo que ambos são dádivas[3] por Ele mesmo consideradas como sagradas? Por essa razão devemos entender que aborrecer significa desagradar, ou seja: se a nossa família não concordar em nos ajudar na Obra, ou se ao nosso próprio corpo isso parecer sacrificante, devemos nos esforçar em servir a Ele com amor e dedicação. O termo “levar a cruz” implica em transformação: uma verdadeira inversão nos valores entre as coisas que antes pareciam ser mais e menos importantes para nós, mesmo sabendo que essa mudança não será uma tarefa nada fácil. Da mesma maneira, podemos compreender que renunciar, no sentido aqui empregado, não é necessariamente largar, mas deixar todas essas coisas em segundo plano, para que a adoração e o serviço prestados a Deus estejam em primeiro lugar em nossa vida. O que temos não é nosso. Se os bens que estão em nosso poder fossem nossos, os levaríamos conosco quando morrêssemos; em vez disso, tudo deixaremos aqui e prestaremos contas a Deus sobre nossos atos. Por essa razão, o real sentido desse texto consiste em nos alertar a valorizar mais o espiritual do que o material, fazendo uso de nossas posses temporárias também em benefício da Obra do Senhor.
2) Mateus 6:19-21[4] - Nesse texto, ajuntar é sinônimo de acumular, e refere-se à pessoas que dedicam sua vida à luta pela conquista material abandonando a busca pelo enriquecimento espiritual. O termo acumular expressa também uma ideia de exagero, ou seja: juntar além do necessário para viver. Jesus deixou bem claro que os tesouros da terra são perecíveis, enquanto que os do céu são eternos. Não se trata de uma proibição em se possuir bens, mas uma advertência a que não deixemos que eles dominem nosso coração a ponto de os considerarmos como o valor mais importante da nossa vida. Além de combater o exagero, o Mestre também estava ensinando que de acordo com o lugar aonde estiver nosso amor - em Deus ou na terra -, será definido nosso futuro eterno. Portanto, tenhamos o tanto que tivermos, mas não coloquemos o nosso coração nisso e sim nas coisas celestiais.
3) Mateus 6:24-34[5] [6] [7] - O versículo 24 expressa com clareza que não se trata de uma proibição quanto à aquisição de bens, mas de uma advertência para não tornar o dinheiro como uma espécie de deus, pois não se pode servir a dois senhores. Na sequência, Jesus alerta quanto à desnecessidade em andarmos ansiosos em relação às coisas dessa vida, pois o nosso Deus é quem provê todas as nossas necessidades. Na continuação do texto, Ele enfatiza a fragilidade humana, a qual nos torna totalmente dependentes do Criador assim como as aves do céu e os lírios do campo, os quais não podem viver de forma independente, mas não perecem porque Jeová criou a natureza de uma forma que todos os seres possam viver nela, indiretamente, como sendo autossustentáveis[8]. Analisando cuidadosamente, podemos perceber que, apesar de ser uma exortação a que aprendamos a exercer a fé para que tenhamos uma vida de plena confiança nEle, não se trata de uma ordem ou permissão ao comodismo ou uma proibição à aquisição material, mas sim um encorajamento para que trabalhemos visando primeiramente o lado espiritual. O versículo 33 enfatiza bem esse sentido, mostrando que devemos buscar primeiro, e não unicamente, o Reino. No verso 34, embora pareça contrariar qualquer atitude de planejamento financeiro, o que Ele está dizendo, simplesmente, é que não devemos andar inquietos, ou seja, ansiosos, pelo que vai acontecer, pois o que tiver de vir, virá. A ansiedade é um perigo e provoca doenças; o melhor remédio contra isso é a paz proporcionada pela confiança no Senhor. Isso significa que, independentemente de nosso preparo humano, não podemos evitar os dias maus, por isso, devemos estar confiantes em Deus sabendo que essa fé em seu cuidado por nós é o que vai nos sustentar nos momentos de dificuldade.
4) Lucas 12:15[9] - Esse texto nada mais é do que um aviso sobre os perigos da avareza. Aqui o grande Mestre estava repreendendo um homem que, em vez de segui-lo, somente aproximou-se dEle na intenção de lhe pedir para resolver um problema de conflito familiar, pois, ao que parece, seu irmão não estava querendo repartir sua herança com ele. Embora Jesus seja justo, fez questão de mostrar que sua missão na terra não seria  resolver questões financeiras e até demonstrou certa indignação diante do pedido daquele herdeiro e, em seguida, ao falar que o importante em nossa vida não é a abundância daquilo que possuímos, contou uma parábola[10] sobre um homem muito rico, o qual dedicou toda sua vida a ajuntar bens materiais e, quando a morte chegou, todas as suas riquezas não puderam salvá-lo. Mais uma vez, vemos aqui que o problema não é possuir dinheiro, mas sim viver apenas em função dele tornando-se uma pessoa avarenta.
5) Lucas 18:25[11] - Aqui estamos nós diante da famosa polêmica do camelo e o buraco da agulha. Mas antes de entender isso, observemos bem a situação: Em meio a uma grande multidão, depois de pregar e abençoar as criancinhas, Jesus ainda encontrou tempo para dar atenção e responder aos questionamentos de um jovem rico que, apesar de ser um grande conhecedor e praticante da Lei, ainda não tinha conseguido entender o que é de fato o Evangelho. Ele mostrou que fazia tudo certinho, então o Mestre resolveu lhe aplicar um “teste” para lhe mostrar que seu coração não estava no Reino, mas na terra. Ao propor um desafio que o levaria a se desprender de suas posses, vendo a tristeza esboçada por aquele moço, Ele nos ensinou o quanto é difícil viver para Deus quando nossos maiores projetos são espirituais e não materiais. A proposta que Jesus fez a esse rapaz para vender tudo o que possuía e repartir com os pobres para ter um tesouro no céu, não foi estabelecida por Ele como uma doutrina, mas sim uma questão pessoal, pois isso era algo que o prendia. Dá para perceber que suas riquezas eram um obstáculo quando o Senhor lhe disse: “Ainda te falta uma coisa!”; isso demonstra que ele, embora conhecesse e obedecesse à Lei, estava preso à cobiça e à avareza, coisas essas abomináveis aos olhos de Deus. Nesse ponto da conversa, então, Ele cita o exemplo do camelo tentando passar pelo buraco da agulha. Mas observemos um detalhe interessante aqui: Ele não disse que isso seria impossível, e sim difícil. E, na sequência, ressaltou ainda que as impossibilidades humanas tornam-se possíveis diante do poder de Deus, deixando claro assim que a salvação é pela graça e a misericórdia divina, bastando que façamos nossa parte não sendo escravos da cobiça e da avareza. Complementando esse discurso, Ele afirma ainda que, para os que o seguem fielmente, há grandes recompensas tanto na terra quanto no céu. Porém, não confundamos provisões com riquezas materiais.
6) 1ª Timóteo 6:7-11[12] - Nessa epístola endereçada ao jovem Timóteo, o apóstolo Paulo fez questão de alertá-lo sobre o perigo dos falsos mestres que pregavam prosperidade material visando ganhar dinheiro com isso - alguma diferença dos dias atuais? -. Não se trata de uma pregação contra o dinheiro, mas contra a cobiça e o mal uso do mesmo; isso é o que podemos perceber através dessa afirmação bem clara e objetiva: “Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele!”. Todos os bens materiais, embora sejam úteis e necessários para nossa vida na terra, precisam ser encarados como algo temporário, os quais não podemos deixar que interfiram em nossa vida espiritual. A prosperidade terrena não pode ser nosso foco principal, pois conforme vemos no versículo 8, devemos aprender a nos contentar com as provisões básicas de nosso cotidiano. Desejar riquezas afasta o homem de Deus, porque viver em prol de conquistas o deixa exposto às armadilhas malignas feitas para seduzi-lo, levando-o a cometer atos pecaminosos que o levam a afundar na corrupção, tornando-o vítima de pessoas traiçoeiras, as quais ele engana e por quem ele é enganado, ocasionando assim grandes ruínas, tanto financeiras quanto morais e, principalmente, espirituais. O amor - não o dinheiro em si, porque ele é uma ferramenta necessária - se caracteriza como cobiça, por isso causa tantos problemas. O conselho bíblico aqui é que fujamos dessas coisas e busquemos tudo aquilo que possa nos aproximar cada vez mais de Deus. Isso quer dizer que se formos abençoados com maiores riquezas, devemos buscar cada vez mais estrutura espiritual para que nossos bens sejam uma bênção tanto para nós quanto para nosso próximo, e não uma maldição que proporcione consequências negativas.
7) Filipenses 4:11-13 - Mais uma vez o apóstolo Paulo fala sobre contentamento. Muitos, erroneamente, interpretam isso como conformismo com a miséria, porém, analisando os detalhes, vemos que é exatamente o contrário: ele não vivia miseravelmente, apenas não tinha uma vida de luxo e conforto desnecessários, e já tinha aprendido a viver dessa maneira. No versículo 12, vemos que sua vida financeira tinha altos e baixos, mas não importando qual a situação em que se encontrava, ele mantinha a humildade perante os irmãos e a confiança na provisão enviada por Deus. Tanto que ele sobrevivia com a ajuda dada pela igreja: uma contribuição incerta e de valor indefinido. Mesmo em meio a essa instabilidade econômica, nosso querido apóstolo não entrou em desespero e nem deixou de cumprir seu chamado por falta de condições. Sua resposta a isso foi: “Posso todas as coisas naquEle que me fortalece!”. Tendo muito ou pouco, nada poderia impedir seus propósitos pessoais e seus objetivos na Obra de Deus.
    Nessa breve meditação bíblica, aprendemos que independentemente de qual seja a nossa fonte de renda, devemos aprender a nos adaptar ao estilo de vida permitido pelos valores que ganhamos ou podemos ganhar. O problema não está em se possuir bens materiais, mas sim no que fazemos por meio deles. Da mesma forma, não cuidar prudentemente daquilo que o Senhor nos dá significa falta de sabedoria, irresponsabilidade e ingratidão. E é aí que entra a necessidade do planejamento financeiro. Sendo assim, veja dez regras simples de como se projetar para não ser pego de surpresa em situações imprevistas:
1.      Calcular as despesas essenciais do mês (ofertas, alimentação, aluguel ou prestação da casa, energia elétrica, água, telefone, internet, etc.) e ver o que sobra. Para facilitar esse controle baixe um software, monte uma planilha ou anote num caderninho mesmo.
2.      Do que sobra, tenha como missão guardar pelo menos 10% numa conta bancária separada, e só retire qualquer coisa dela em caso de emergência. O que sobrar disso é o valor permitido para os demais gastos durante o mês.
3.      Depois de uma minuciosa pesquisa de preços e uma choramingada por descontos, evite fazer crediário, pois os juros embutidos nas prestações são significativos em relação ao preço original. Mas se não der para esperar até juntar todo o dinheiro, calcule antes se o valor do pagamento mensal não excede aquela sobra do salário considerada como o valor permitido para os demais gastos durante o mês. E analise ainda a possibilidade de uma demissão, considerando se a sua reserva bancária cobre o valor total desse produto te permitindo ainda sobreviver com o restante por pelo menos uns três meses, que o tempo médio para se obter um outro emprego.
4.      Antes de adquirir cheques ou cartões de crédito, procure saber se essas instituições oferecem benefícios justos e realmente úteis para você. E lembre-se: encará-los como “dinheiro fácil” é o mesmo que colocar uma corda no próprio pescoço, pois qualquer atraso de pagamento resulta em juros geralmente abusivos, negativação do nome em órgãos de proteção ao crédito e constrangedoras cobranças diárias. Em caso de dúvida em relação ao procedimento dessas empresas, procure informar-se sobre seus direitos. Para evitar desconfortos, use esse recurso apenas no que for necessário - e se for necessário -, e faça um rígido acompanhamento das regras e das datas de vencimento das faturas.
5.      Exclua coisas supérfluas do orçamento; qualquer coisa que você possa sobreviver sem isso, considere como gasto inútil. Não é preciso deixar de se divertir, mas procure opções mais baratas ou, de preferência, de graça. Deixe para gastar um pouco a mais com entretenimento em datas comemorativas como aniversários, Ano Novo e Dia das Mães, dos Pais e das Crianças.
6.      Se sobrar alguns trocados além do orçamento, não veja como uma sobra, mais sim como um valor a mais a ser adicionado ao fundo de emergência naquela conta bancária lá que não é para você mexer.
7.      Em caso de um alto investimento (carro, casa, etc.), analise todas as possibilidades com cuidado redobrado. Não feche nenhum negócio confiando na sorte e, na dúvida, seja pessimista; pois, admitindo que é possível acontecer o pior, dificilmente você será vítima de um descontrole financeiro ou de um golpe. Sempre considere a possibilidade do desemprego, da ocorrência de uma doença e outros imprevistos desse porte, como também da ação de má fé de falsos vendedores. Lembre-se sempre: coisas muito fáceis são sempre suspeitas.
8.      Se tiver tempo e saúde, arrume uma renda extra. Ainda que seja pouco, não deixe de ser um complemento. Incentive sua família à isso, principalmente seus filhos. Se, desde cedo, eles trabalharem para comprar o que desejam, aprenderão que tudo tem um preço, saberão valorizar cada conquista dentro do lar e te ajudarão a economizar.
9.      Procure, dentro de suas possibilidades, manter algum tipo de Plano de Saúde, preferencialmente um que inclua Assistência Funerária. Pois as doenças, assim como a morte, não costumam avisar antes de chegar; e nessas horas, ainda mais triste do que essas ocorrências é depender do Governo ou de parentes e amigos.
10. Se for um trabalhador informal, procure contribuir com a Previdência. Você pode até ser novinho e saudável agora, mas certamente vai precisar se aposentar um dia. E também, antes disso, pode adoecer ou sofrer um acidente e passar um período sem poder trabalhar. Além do mais, quando o Papai do Céu te buscar, sua viúva e seus filhos vão precisar de um sustento.
    As regras de planejamento vão muito além disso, porém, esses são os primeiros passos para uma vida financeira bem equilibrada. Para um crente, o essencial para colocar tudo isso em prática é a obediência e a manutenção da comunhão com Deus por meio da oração e da Palavra para obter sabedoria em tudo aquilo o que for fazer. A grande razão de muitos fracassos de alguns crentes é justamente a empolgação causada pela ansiedade que os levou a tomar decisões sem consulta à direção de Deus. E é muito importante saber que pedir a direção de Deus não é lhe dizer: “Senhor, esse é o meu projeto. Me abençoa nisso. Amém!”; isso não é pedir direção, mas sim querer direcionar o Senhor a fazer a tua vontade. Pedir direção é dizer: “Senhor, eu tenho um desejo no meu coração e um projeto para executá-lo; no entanto, tu sabes o que é melhor para mim. Seja feita a tua vontade; tão somente lhe peço que, se tiver outro plano para minha vida, me oriente para que eu não venha a tomar nenhuma atitude errada!”.  Jeová muito se agrada quando confiamos nossa vida e suas mãos (Sl 37:5)! O próprio Senhor Jesus nos ensinou a compartilhar nossos projetos com Ele dessa maneira (Mt 6:10,11)! No demais, peçamos sabedoria para não errar (Tg 1:5). Você o tem convidado para se assentar à sua mesa de planejamento (Tg 4:13-16[13])?


[1]Renunciar: Deixar para trás (Lc 14:33; Tt 2:12). Esquecer os interesses próprios (Mt 16:24).
[2]Aborrecer: Desprezar (Gn 29:33). Sentir horror; detestar (Lv 19:17), desgostar (Fp 3:1).
[3]Dádiva: Dom, presente, donativo.
[4]Minar: Cavar, escavar. Abrir, arrombar, destruir.
[5]Mamom: É um termo derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica "Mamom" (מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Mamon não era o nome de uma divindade, como muitos pensam, e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais. Jesus, no Evangelho, utiliza a palavra quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).
[6]Côvado: Medida padrão de comprimento igual a um pouco menos de 45 centímetros (44,44 cm) (Gn 6:15). É igual a 2 palmos. É a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio. Em Ezequiel o côvado mede 51,8 cm (Ez 43:13). É a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio.
[7]Solícito: Ativo, cuidadoso, diligente. Prestadio. Apreensivo. Inquieto. Delicado. Muito amável.
[8]Autossustentável: Capaz de sustentar-se por si mesmo.
[9]Avareza: Apego demasiado e sórdido ao dinheiro; desejo imoderado de adquirir e acumular riquezas. Mesquinhez, sovinice. Ciúme.
[10]Parábola: Originária do grego parabole, significa narrativa curta ou apólogo, muitas vezes erroneamente definida também como fábula. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. Narração figurativa na qual, por meio de comparação, o conjunto dos elementos evoca outras realidades, tanto fantásticas, quando reais. Eram as histórias geralmente extraídas da vida cotidiana utilizadas por Jesus Cristo para ensinar aos seus discípulos. Segundo Marcos 4:11-12, eram utilizadas por Jesus para que somente seus discípulos as entendessem plenamente. Este gênero já era utilizado por muitos dos antigos profetas.
[11]Agulha: É o nome dado a um buraco feito numa muralha por onde pode se passar objetos, pequenos animais e, com certa dificuldade, até pessoas quando os portões estão fechados. Para um camelo passar por ela tem que se espremer muito (Lc 18:25).
[12]Cobiça: Forte desejo de conseguir alguma coisa. Ânsia ou ambição de honras ou riquezas. Avidez. Concupiscência.
[13]Presunção: Opinião geralmente infundada ou exagerada de si mesmo; de suas próprias qualidades; pretensão; fatuidade; vaidade; afetação. Jactância.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Ilusória Prosperidade dos Ímpios

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2013 - Provérbios e Eclesiastes - Lição 11 | Jonas M. Olímpio

A ilusão da falsa prosperidade
tem arrastado multidões de
ímpios para dentro de "igrejas"
que se enriquecem prometendo
bênçãos materiais; mas os
verdadeiros servos de Deus
continuam servindo a Ele por
amor e gratidão e não por
interesse
TEXTO ÁUREO
Ec 9:2 - "Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento."

VERDADE PRÁTICA
   Embora embaixo do sol o fim para justos e injustos pareça o mesmo, as Escrituras deixam claro que, na eternidade, os seus destinos são bem diferentes.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Eclesiastes 9:1-6
1 - Deveras todas estas coisas considerei no meu coração, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus, e também o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante ele.
2 - Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.
3 - Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol; a todos sucede o mesmo; e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lidando de Forma Correta com o Dinheiro

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2013 - Provérbios e Eclesiastes - Lição 4 | Jonas M. Olímpio

Falta de controle sobre os gastos
resultam em sérios problemas
futuros; um servo de Deus tem
por obrigação zelar pelo seu
nome, pois ele carrega também o
nome do Evangelho
TEXTO ÁUREO
Pr 23:23 - "Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento."

VERDADE PRÁTICA
    Quando o dinheiro não é dominado como servo, mas domina como senhor, transforma-se num grande e terrível tirano.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 6:1-5

INTRODUÇÃO
    Quando olhamos para os maiores problemas enfrentados pela sociedade no mundo atual, se analisarmos suas origens, descobriremos que eles foram causados pela cobiça ao dinheiro. Tantas disputas, corrupção, alto índice de criminalidade e proliferação de doenças ligadas

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Trabalho e Prosperidade

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD   |  4º Trimestre de 2013 - Provérbios e Eclesiastes - Lição 3 |  Jonas M. Olímpio
Organização, trabalho em equipe,
força de vontade, obediência e
planejamento para o futuro; a
Bíblia nos ensina não somente os
mandamentos espirituais, mas
também as regras mais comuns e
necessárias para um bom
convívio em sociedade

TEXTO ÁUREO
    Pr 10:22 - "A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores."

VERDADE PRÁTICA
    A Bíblia condena a inércia e a preguiça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
    Provérbios 3:9,10; 22:13; 24:30-34

INTRODUÇÃO
    Como bem sabemos, os autores do livro de Provérbios fizeram bastante uso de linguagens figuradas para se expressar em seus ensinamentos baseados no cotidiano da vida; agora vamos meditar sobre quatro delas: "o celeiro e o lagar", "as formigas", "o leão", e "o espinheiro". Todas essas ilustrações são ricas em lições tanto em sentido espiritual quanto material. Jesus também fez muito uso desse estilo de linguagem por meio de suas parábolas, as quais, por serem comparações compatíveis com a vida real, permitem até aos menos entendidos ou estudados compreenderem o que o narrador está expressando.
    A base do crescimento é a sabedoria, pois é por meio dela que o trabalho produz resultados; por essa razão é que devemos pedir a Deus que prepare e cuide da nossa mente em tudo o quanto formos fazer (Pr 3:13-17).

I - A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR

    1. A dádiva que faz prosperar

sábado, 1 de setembro de 2012

A Perda dos Bens Terrenos

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 - Lição 10 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio


Nossos recursos materiais são
muito frágeis e não podem
garantir a estabilidade da nossa
vida; o único que pode nos dar
tudo o que precisamos e ainda
garantir a nossa salvação é
aquEle que tudo criou e é dono
do ouro e da prata e de tudo
mais que nesse mundo existe
Texto Áureo
    Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor (Jó[1] 1:21).

Verdade Prática
    Ainda que percamos todos os nossos bens, continuaremos a desfrutar de nosso bem maior: Cristo Jesus nosso Senhor.

Leitura Bíblica em Classe
    Jó 1:13-21 - E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa de seu irmão primogênito, 14que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; 15e eis que deram sobre eles os sabeus[2], e os tomaram, e aos moços feriram ao fio da espada; e eu somente escapei, para te trazer a nova. 16Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os

sábado, 25 de agosto de 2012

A Angústia das Dívidas


Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 - Lição 9 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

O desequilíbrio financeiro pode
levar à desestruturação familiar,
à perda da auto-estima, à
depressão e à muitas outras
doenças e problemas sociais. A
sabedoria administrativa é uma
capacidade dada por Deus; devemos
pedí-la a Ele, antes de sofrermos
perdas irreversíveis em nossa vida
Texto Áureo
    Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. 2Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem  (SL 128:1,2).

Verdade Prática
    Para ter uma vida financeira equilibrada e bem-sucedida, o crente deve administrar seus recursos com sabedoria, prudência e comedimento[1].

Leitura Bíblica em Classe
    1ª Tm 6:7-12 - Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. 8Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. 9Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. 10Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 11Mas tu, ó homem de Deus,

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Despensa Vazia

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 - Lição 6 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio 
 
Imagine se o único alimento
existente em sua casa fosse um
pouco de óleo de cozinha; que
situação desesperadora, não é mesmo?
Pois foi por uma situação semelhante
que passou uma viúva; e ela somente
superou essa dificuldade porque teve
fé em Deus e obedeceu o profeta
Texto Áureo
    Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão  (Sl 37:25).

Verdade Prática
    Mesmo em meio à escassez, cremos que o Senhor é poderoso para suprir, em glória, todas as nossas necessidades.

Leitura Bíblica em Classe
    2º Rs 4:1-7 - E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos. 2E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite[1]. 3Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Laodiceia, a Igreja Morna

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2012 - Lição 9 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

A antiga cidade de Laodiceia é
hoje um grande museu a céu
aberto que serve para nos
mostrar que as riquezas desse
mundo não duram para sempre
Texto Áureo
    Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6:33).

Verdade Prática
    A igreja que não busca os interesses do Reino de Deus está fadada ao fracasso, ao esquecimento e à indulgência[1] espiritual.

Leitura Bíblica em Classe
    Apocalipse 3:14-22 - E ao anjo da igreja que está em Laodiceia[2] escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus. 15Eu sei as tuas, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! 16Assim, porque és morno e não és frio nem

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sacrifícios de tolo

Abraão estava disposto a sacrificar
Isaque, mas só faria isso porque foi
um pedido do próprio Deus.
Atualmente, o que vemos, são vários
homens se dizendo cheios de
autoridade divina, pedindo os mais
variados tipos de sacrifícios ao povo.
Para que então serve a graça, se as
bênçãos precisam dos rituais da lei
para serem alcançadas?
    Em Mateus 21:13, Jesus disse o seguinte: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” A palavra chave em muitas igrejas neopentecostais - e até em algumas pentecostais tradicionais - é: “sacrifício”; o que expressa idéias do tipo: "Dê tudo a 'Deus' e Ele te devolverá o dobro!" Realmente, eu sei que Deus aceita sacrifícios, mas até que ponto? Tenho sido chamado até de incrédulo por não aceitar tais "doutrinas", mas não posso deixar de questionar certas instituições que usam o nome de Deus e distorcem as Escrituras (2ª Pe 3:16) para atingir seus objetivos sem se importar com a condição de vida de seus membros (Mt 7:15-20) que, por sua vez, também se aproximam de Deus pelas suas bênçãos e não para servi-lo (Mc 7:6,7). Multidões são arrastadas à campanhas ou reuniões diversas crendo em promessas de homens, sem se preocuparem em buscar conhecimento na fonte divina: a Bíblia; e quando fazemos uma Campanha de Libertação visando dons espirituais e salvação de almas... Cadê o povo? Propósitos de oração e conserto não fazem sucesso! É bem mais fácil crer na justificação

quarta-feira, 21 de março de 2012

Somente em Jesus Temos a Verdadeira Prosperidade

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 - Lição 13
Aula ministrada por mim na AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

Qual é a verdadeira mensagem do
Evangelho de Jesus Cristo? Se Ele
tivesse vindo à terra nos dias de
hoje, qual seria o conteúdo de
suas pregações?
Texto Áureo
    O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância (Jo 10:10).

Verdade Prática
    A vida abundante não consiste em negar as adversidades, mas em fazer da suficiência em Cristo a nossa confiança, quer em meio à alegria, quer em meio à tristeza.

Leitura Bíblica em Classe
    João 15:1-11 - Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. 4Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Propósito da Verdadeira Prosperidade

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 - Lição 12
Aula ministrada por mim na AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

Manter a Obra de Deus é o
propósito da verdadeira
prosperidade
Texto Áureo
    [...] o que semeia pouco pouco também ceifará[1]; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará (2ª Co 9:6).

Verdade Prática
    O princípio da verdadeira prosperidade é atender as urgências do Reino de Deus no mundo.

Leitura Bíblica em Classe
    Romanos 10:8-14 - Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, 9a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como Alcançar a Verdadeira Prosperidade

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD 
1º Trimestre de 2012 - Lição 11
Aula ministrada por mim na AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Pq. Rodrigo Barreto I
Jonas Martins Olímpio

O segredo para o sucesso em todas
as áreas da vida está no conhecimento
e na prática da Palavra de Deus
Texto Áureo
    E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo (1º Cr 29:12).

Verdade Prática
    A verdadeira prosperidade dá-nos as condições necessárias para não somente cuidarmos de nossa manutenção, como também investir no Reino de Deus.

Leitura Bíblica em Classe
    1º Crônicas 29:10-18 - Pelo que Davi louvou ao Senhor perante os olhos de toda