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terça-feira, 22 de novembro de 2016

“O Espírito é Sujeito ao Profeta”

Equilíbrio emocional é
fundamental tanto para saber se
controlar quanto para
entender a Bíblia e
compreender que o espírito
humano é sujeito a Deus e não
o Espírito Santo sujeito ao
homem; no entanto, é preciso
saber também que o que as
Escrituras ensinam sobre
ordem no culto continua tão
atual quanto a existência dos
dons espirituais.
1ª Coríntios 14:32 - “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
    Esse é um caso clássico de má interpretação causada pela falta de atenção ao texto; não são poucos os que dizem que o Espírito Santo está sujeito a eles. Deve-se notar que “espírito” está no plural e escrito com “e” minúsculo; como sabemos, só há um Espírito Santo e, quando se refere a Ele, a Bíblia grafa sua letra inicial como maiúscula. Geralmente cometem esse erro quando tentam defender a ordem no culto; porém erram ao achar que se pode controlar o Espírito Santo, pois a palavra “espírito” aí se refere ao espírito humano, ou seja, o próprio homem.
    Devemos esclarecer que a ordem no culto é necessária (1ª Co 14:36). Essa foi a razão pela qual Paulo se preocupou em ensinar isso à Igreja (1ª Co 14:26-31). Hoje, muitos escândalos causados no meio pentecostal - falsas profecias, promessas absurdas, vendas de objetos ungidos, barulho desordenado, curas duvidosas, etc. - tem provocado o descrédito de muitos, os quais não podemos censurar por não crerem, pois se deixaram levar pela decepção dos maus exemplos que, vergonhosamente, é tolerado em nosso meio. Porém nem todos os pentecostais que cometem tais erros agem na maldade, pois muitos são vítimas do próprio emocionalismo causado pelo pouco - ou nenhum - exame das Escrituras Sagradas. Só que não podemos aceitar tudo sob o pretexto da boa intenção, mas sim corrigir os exageros que em nada edificam, muito pelo contrário, afastam os que tentam se aproximar (1ª Co 14:23,24). Dessa forma, esse versículo é uma exortação para que o crente saiba controlar seu próprios impulsos e prestar a Deus um culto racional (Rm 12:1), sendo assim realmente útil para a Obra (1ª Co 14:26). Esse negócio de “não consigo me controlar” contraria os princípios éticos ensinados na bíblia e, por outro lado, achar que pode sujeitar o Espírito Santo é o mesmo que querer dominar a Deus (Is 43:13). Concluindo, Ele não se manifesta de maneira a causar escândalo (1ª Co 14:33), nós é que devemos dominar nossos sentimentos (1ª Co 14:37,38).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Os Dons Espirituais Concedidos por Deus aos Seus Servos

Ao recebermos dons espirituais
não devemos nos comportar como
crianças quando ganham um
brinquedo novo usando-o para se
satisfazer, mas sim agir com
maturidade sabendo que eles
devem frutificar em nossas mãos.
TEXTO BÍBLICO
Ef 4:8 - "Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens."

COMENTÁRIO RESUMIDO
    Ter dons ou talentos significa ter domínio ou habilidade em relação a algo. Durante toda nossa vida, desenvolvemos vários tipos de habilidades, as quais, quando passamos a servir ao Senhor, percebemos que elas são aprimoradas. Espiritualmente, o termo "dom" refere-se a capacidade dada ao ser humano para fazer algo em favor da Obra de Deus servindo a Ele diretamente ou ao próximo. A Bíblia se refere a várias categorias de dons que se subdividem basicamente em três classes: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais. As formas como se manifestam e são executados por cada pessoa são variadas, mas o Espírito é o mesmo, assim como seu objetivo: conduzir o homem ao Reino de Deus (Rm 12:3-8; 1ª Co 12:4-7).

    A palavra "dom" tem o mesmo significado de "dádiva" que, sendo originada pela raiz hebraica nathan, significa "dar". Pode-se assim afirmar que um dom não é um mérito conquistado por esforço humano, mas um presente dado por Deus. Os dons espirituais no Antigo Testamento não se manifestavam da mesma forma que atualmente, e estavam restritos aos sacerdotes que precisavam ser levitas, aos profetas que eram os únicos que ouviam a voz de Deus e aos reis, os quais eram ungidos para assumirem o trono em Israel. Haviam algumas exceções diante da necessidade de se executar algum trabalho de forma especial, e aí podemos perceber que muitas das habilidades naturais do homem foram dadas por Deus com algum propósito específico (Êx 31:2-6).

    Já no Novo Testamento, com a Graça concedida pelo Senhor Jesus Cristo, as restrições foram abolidas, tornando-os acessíveis a todos os que recebem o Espírito Santo. Em vários textos, a palavra "dom" aparece ligada ao verbo grego didomi tendo também o significado de "dar", só que com um sentido mais ativo. Vemos aí que os dons têm a função de promover o relacionamento entre as pessoas e também a edificação pessoal, não sendo mais apenas um objeto para cumprimento de uma ordem divina ou execução de um ritual ou serviço religioso (Tg 1:17,18).

    Todas as diversas denominações classificatórias em relação aos dons são meramente pedagógicas para facilitar o entendimento dos leitores; a Bíblia não os apresenta dessa forma, pois o apóstolo Paulo apenas mencionou os dons em ordem alheatória demonstrando ter simplesmente a preocupação de ensinar a Igreja sobre a importância e a necessidade de ela estar devidamente preparada para cumprir a Obra missionária deixada por Jesus Cristo. Antes disso, os primeiros líderes cristãos já mostravam ter um grande cuidado em relação a isso escolhendo criteriosamente os obreiros, dividindo-os em cada serviço de acordo com suas habilidades - alguns como diáconos e outros como ministros da Palavra -, considerando sua reputação, espiritualidade e sabedoria  (At 6:2-4).

    No texto de Romanos 12:3-8, podemos ver claramente que os dons não são para uso particular, mas sim para benefício coletivo. Isso nos ensina que o que aprendemos e recebemos por parte do Senhor vai além da edificação ou benefício pessoal, e essa é uma boa resposta àqueles que se afastam do Caminho e dizem não precisar fazer parte de uma Igreja para servir a Deus, pois, tanto espiritual quanto fisicamente, ninguém tem capacidade para fazer tudo sozinho; precisamos uns dos outros. E, além do mais, por mais capacitação ou status ministerial que alguém alcance, ninguém é tão habilidoso ou espiritual que possa se considerar melhor ou independente de seu próximo. Jesus foi quem nos deu o maior exemplo disso (Jo 13:14,15).

    O texto de 1ª Coríntios 12, já se inicia com o apóstolo Paulo afirmando categoricamente que não devemos ser ignorantes acerca dos dons espirituais. Estes, embora também sejam de grande importância para a coletividade, têm ainda muito valor para a edificação pessoal daqueles que os possuem. Nessa ocasião, Paulo demonstra uma grande preocupação com a conduta dos crentes que não haviam aprendido a se controlar na ministração dos seus dons, pois, devido suas experiências passadas em templos idólatras, muitos cometiam exageros se dizendo estar cheios do Espírito Santo. Por essa razão, o apóstolo persistia em ensinar sobre a importância em se manter a ordem no culto. Quem ignora a ética litúrgica está menosprezando os mandamentos do Senhor ensinados na sua Palavra (1ª Co 14:36-40).

    Os dons ministeriais, de acordo com Efésios 4:11, são definidos da seguinte forma: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. Independentemente do fato de algumas denominações fazerem uso ou não de alguns desses termos como títulos eclesiásticos oficiais de suas instituições, todos têm validade desde que aqueles que os exerçam cumpram os requisitos bíblicos relacionados a eles. Seus objetivos envolvem o ensinamento da Palavra aos membros da igreja, o crescimento da mesma através da evangelização e o desenvolvimento espiritual tanto a nível individual como coletivo. Essa divisão hierárquica da liderança visa organizar e estabelecer ordem nas congregações para que se cumpra da melhor maneira possível a missão de propagar o Evangelho. Diferentemente do sacerdócio na antiga Lei, o poder espiritual não está centralizado unicamente nesses homens - pois Jesus o possibilitou a todos instituindo a Graça -, mas apenas a igreja como órgão está com sua direção confiada a Eles enquanto estiverem exercendo suas funções de acordo com os ensinamentos bíblicos, o que consiste em saber que a Obra pertence a Deus e não a eles, pois são meros administradores (1ª Pe 5:2,3).

    Os dons são de extrema importância para a Igreja, pois também contribuem para que os irmão se mantenham em comunhão sabendo que são dependentes uns dos outros. De modo geral, considerando-se raríssimas exceções, ninguém tem ou exerce todos eles. Quanto à herética teoria de que os dons foram cessados com a morte dos primeiros apóstolos e discípulos, a Bíblia é bem clara ao afirmar que seu cessamento será apenas quando se der o arrebatamento da Igreja, pois então eles não mais serão necessários (1ª Co 13:8-10).

    Apesar de o texto de 1ª Coríntios 12 listar especificamente nove dons, imagina-se que Paulo tenha simplesmente destacado os que eram mais importantes - ou que estivessem sendo alvos de maiores problemas - para a igreja de Corinto naquela ocasião, pois existe uma extensa variedade relacionada a cada um deles. O mais importante para nós não são os dons em si, mas a razão de os termos recebido, porque o Espírito Santo nos concede somente aquilo que Ele quer de acordo com a necessidade para a realização de seus propósitos (1ª Co 12:11,7).

    Ter dons, assim como receber bênçãos, não é uma garantia de santidade e muito menos uma prova de superioridade. Precisamos ter a consciência de que quanto mais recebemos de Deus, mais teremos que prestar contas a Ele. É necessário aprendermos também a respeitar nossos irmãos que não receberam a mesma capacidade que nós não os julgando porque não sabem fazer isso ou aquilo, lembrando que também temos limitações, e que o fato de alguém não ser bem sucedido em algo não significa que ele ore menos ou não esteja em comunhão com Deus, porque uns foram chamados para a Palavra, outros para os serviços do templo, outros para o louvor e outros para oração, etc.; no entanto, todos nós executamos essas mesmas atividades, porém, com intensidade maior ou menor segundo a habilidade que nos é concedida pelo Espírito Santo. A compreensão mútua é uma demonstração de amor e respeito tanto pelo próximo quanto para com Deus (1ª Pe 4:10).

    Nenhum dom é restritamente para proveito próprio e tampouco para elevação do ego. Tudo o que o Senhor nos dá tem um propósito, o qual consiste tanto na expansão do Reino de Deus quanto na edificação da sua Igreja. As habilidades e a autoridade espiritual a nós concedidas não devem ser consideradas como um mérito e aplicadas para a realização de nossa satisfação pessoal, mas sim encarada como uma grande responsabilidade, a qual deve produzir resultados que serão requeridos de nossas mãos. Portanto, façamos com temor e amor aquilo que nos foi ordenado, não por medo de sermos castigados, mas por agradecimento e também sabendo que por isso seremos devidamente recompensados (Hb 6:9,10).

GLOSSÁRIO
Dom: Domínio sobre algum tipo de atividade. Talento, prenda, aptidão, capacidade, habilidade especial, Bem espiritual proporcionado por Deus: graça. Dádiva ou presente oferecido a alguém.
Engastar: Fixar pedra preciosa em metal precioso (Êx 28:11).
Exortar: Animar, incentivar, estimular: exortar os jovens a prosseguir sem desânimo. Induzir, conversar. Advertir, admoestar, aconselhar.
Grande Comissão: Encargo ou incumbência; ordem. A Grande Comissão, na tradição cristã, é a instrução dada pelo Jesus ressuscitado aos seus discípulos para que eles espalhassem seus ensinamentos para todas as nações do mundo.
Lavor: Gravação em relevo (Êx 28:11). Lavrar; esculpir.
Ministério: Serviço. Cargo ou ofício de Ministro (Conselheiro; auxiliar; empregado). Desempenho de um serviço. Exercício de um serviço religioso especial, como o dos levitas, sacerdotes, profetas e apóstolos; Vocação, disposição, tendência predominante numa pessoa, atitude característica; Dom, capacidade que o Espírito Santo concede aos servos de Deus para uso em favor dos outros. Uma habilidade especial de fazer algo. Arte de ministrar.
Ministrar: Exercer um ministério (serviço). Servir; ajudar (At 19:22; Rm 15:27).
Místico: O que professa o misticismo. O que se dá à vida contemplativa, espiritual. Que se refere à vida religiosa. Que se relaciona com o espírito, e não com a matéria. Misterioso, alegórico, figurado (falando das coisas religiosas que envolvem razão oculta e incompreensível). O que escreve sobre o misticismo. Misto; misturado.
Pregresso: Decorrido anteriormente. Que aconteceu primeiro.
Primícia: Os primeiros frutos colhidos. Os primeiros animais nascidos de um rebanho. Primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros. Obra-prima. O principal; o mais importante.
Vislumbre: Clarão pouco sensível; luz frouxa, indecisa. Reflexo. Aparência confusa, indistinta, vaga. Ideia indistinta. Conjetura, indício. Parecença leve. Vestígio, sinal.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 2º Trimestre de 2014 - Dons Espirituais e Ministeriais - Lição 1 | Jonas M. Olímpio
Esse trabalho não é uma cópia, mas um comentário baseado nas Lições Bíblicas que visa auxiliar professores no preparo das aulas ou simplesmente servir apoio na aprendizagem dos alunos e também na meditação dos leitores em geral.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Documentário - Avivamento da Rua Azusa

Esse endereço, foi o cenário de um
dos maiores avivamentos da história 

do cristianismo
    Produzido no ano de 2006 para comemorar os 100 anos do Avivamento da rua Azusa, esse documentário, com 1h15m42s de duração, retrata detalhadamente os pontos mais importantes da história do avivamento espiritual que chamou atenção do mundo inteiro, provando que a descida do Espírito Santo sobre os cristãos, relatada no livro de Atos, não foi apenas um acontecimento isolado do passado, mas sim um presente de Deus a todo o seu povo a partir desse período. Essa nova fase que mudaria a trajetória de muitos crentes e a sua visão sobre o pentecostalismo, foi iniciado no dia 14 de abril de 1906, num velho galpão, por um homem chamado William Seymour que, juntamente com outros homens de Deus, montou um púlpito improvisado com duas caixas de sapato e se propôs a buscar os dons do Espírito Santo. A história aqui

terça-feira, 3 de julho de 2012

A Enfermidade na Vida do Crente

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 3º Trimestre de 2012 - Lição 2 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

A salvação da alma é a
principal cura que devemos
buscar, e essa terapia
começa com o conhecimento
da Palavra de Deus
Texto Áureo
    O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama (Sl 41:3).

Verdade Prática
    Deus nem sempre cura as nossas enfermidades, mas concede-nos forças para que, mesmo no leito de dor, continuemos a glorificar o seu nome.

Leitura Bíblica em Classe
    Isaías 38:1-8 - Naqueles dias Ezequias[1] adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás. 2Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor. 3E disse: Ah! Senhor, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo. 4Então veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo: 5Vai, e dize a Ezequias:

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem foi o apóstolo Pedro?

    Esse estudo foi elaborado para responder a uma pergunta de um membro da UBE (União de Blogueiros Evangélicos).

     Em 1ª Pedro 1:23 está escrito o seguinte: "Sendo de novo
Sem Jesus, Simão era apenas mais
um pescador com as redes vazias
lutando pela sobrevivência com
as próprias forças; assim é o ser
humano antes de conhecer o Mestre
pessoalmente.
gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
"; esse texto, cujo objetivo principal é mostrar a conversão do pecador através da Palavra, tendo sido escrito pelo próprio Pedro, mostra o grande milagre que o Senhor Jesus fez na vida dele. Sendo um dos maiores exemplos bíblicos de como Jesus transforma a vida de um ímpio, e também de como um crente pode passar por várias fases e crises antes de chegar ao ponto em que Deus o quer para usá-lo, Simão Pedro tem uma surpreendente história com a qual todos nós nos identificamos de alguma forma. Ele era um homem rude, de atitudes grosseiras, mantinha uma postura firme e aparentava ter pouca cultura; era pescador como muitos homens daquela época que dependiam da pesca para o sustento de sua casa e, muito provavelmente, mais um seguidor da Lei sem muito conhecimento das Escrituras. Morava na cidade de Cafarnaum (Mc 1:21) e a Bíblia indica que ele era casado, pois tinha uma sogra (Mc 1:30), mas não revela detalhes sobre sua família. Com pouco que sabemos sobre ele, o que podemos concluir, baseados na imagem que nos é passada por sua história, é que sua personalidade de caráter explosivo e coração duro não contribuiria em nada para que um dia viesse a ser um servo de Deus.
Mesmo com Jesus, assim como
muitos crentes, Pedro ainda
encontrava muitos obstáculos
para superar suas dificuldades;
não basta seguí-lo, é necessário
pedir que Ele transforme a sua
vida.
    Mas no dia em que Jesus foi apresentado a ele por seu irmão André tudo começou a mudar, inclusive o seu próprio nome e a sua profissão: de Simão, passou a ser chamado de Pedro - ou Cefas, que significa Pedra - (Jo 1:40-42) e de pescador de peixes, foi convidado a ser pescador de almas (Lc 5:10). Talvez, naquele momento, ele não tivesse entendido bem o peso da missão que havia acabado de receber, mas a aceitou prontamente (Lc 5:11), pois tinha acabado de testemunhar um grande milagre de Jesus que o fez pescar uma grande quantidade de peixes depois de uma noite inteira sem ter conseguido pegar nada. Talvez Simão tivesse agido pela emoção devido ao grande milagre que havia recebido, e também pelo fato de ter ouvido o próprio Messias lhe chamar de Pedro - um nome mais forte, que expressa poder -; mas, de uma coisa podemos ter certeza: Deus tem suas formas de agir através de cada um e, de maneira alguma, temos o direito de questionar o que se passa na vida de nossos irmãos e o por quê de cada um deles ter procurado a Cristo e estar seguindo-o.
Depois de ser cheio do Espírito
Santo, as coisas começaram a
melhorar na vida do apóstolo;
sem autoridade espiritual,
por mais que tentemos, não
conseguimos cumprir de forma
satisfatória todos os nossos
objetivos.
    Embora tenha mudado o seu nome, por várias vezes, Jesus ainda o chamou de Simão, e isso acontecia geralmente quando ele ainda dava reflexos de sua imaturidade espiritual ( Lc 22:31-34; Mc 14:37; Jo 21:15-17). Há muitos momentos em que o nosso velho homem parece querer ressuscitar através de nossas atitudes incompatíveis ao padrão de conduta exigido pelo Evangelho que aceitamos seguir, e é nesses momentos que o Espírito Santo desperta nossa consciência de alguma forma, fazendo-nos lembrar que recebemos um novo nome, ou seja: que adquirimos uma nova vida em Cristo e que as coisas dos tempos da escravidão do pecado devem ser deixadas para trás. Mas nem só de falhas vivia esse novo convertido, e uma de suas atitudes mais notáveis que nos servem de exemplo foi o fato de que quando Jesus interrogou seus discípulos sobre quem as pessoas, e eles próprios, achavam que Ele era, Pedro foi quem respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mt 16:13-16); essa foi uma demonstração de que a comunhão com Deus já estava trabalhando naquele duro coração e que ele não seguia a Cristo por influências alheias, mas sim porque recebera do Altíssimo a revelação sobre quem Ele era (Mt 16:17). Pedro foi um homem muito privilegiado pelas tremendas experiências que teve em sua vida: andou sobre as águas (Mt 14:24-31); testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Lc 8:49-56); pescou um peixe que tinha uma moeda na boca (Mt 17:24-27); presenciou a transfiguração de Cristo (Mt 17:1-5); acompanhou a agonia de Cristo no Getsêmani (Mt 26:36-38); no momento em que Jesus foi preso todos os discípulos fugiram, mas ele continuou acompanhando a situação mesmo de longe (Mt 26:55-58); na sua pregação no dia de Pentecostes, quase três mil pessoas se converteram (At 2:37-41); curou um coxo na porta do templo (At 3:1-8); talvez até a sua sombra tenha curado alguns enfermos (At 5:12-16); Ananias e Safira morreram por terem mentido para ele (At 5:1-10); curou um paralítico na cidade de Lida (At 9:32-35); e, entre muitas outras coisas, ressuscitou Dorcas na cidade de Jope (At 9:36-41). Mas é claro, como acontece com todos nós, suas más atitudes parecem ter sido mais notadas e lembradas até os dias de hoje como, por exemplo: não entendeu bem a razão da crucificação e repreendeu o Senhor Jesus (Mt 16:21-23); mentiu (Mt 26:31-35); cortou a orelha do soldado Malco (Jo 18:8-11); por três vezes negou ser um seguidor de Cristo (Mt 26:69-75); a princípio, demonstrou preconceito contra os gentios (At 10:1-36) e foi repreendido pelo apóstolo Paulo por apresentar ter dupla personalidade (Gl 2:11-14).
Servir a Deus, muitas vezes,
pode parecer não ter muitas
vantagens; porém, quem
realmente sabe o que é viver
pela fé é que consegue
reconhecer o valor do
Evangelho e compreender que
a nossa maior recompensa
não está aqui, mas sim
preparada para a eternidade.
    Fazendo um balanço geral sobre a sua vida e conduta ministerial, ele não parece ser o tipo de obreiro que gostaríamos de ter ao nosso lado em qualquer tipo de trabalho da igreja. Porém, devemos saber respeitar o caráter de cada um e entender que Deus usa as pessoas da forma que elas são desde que, mesmo com suas falhas, elas estejam agindo de acordo com a sua vontade. Mesmo com todas as adversidades que enfrentou - muitas provocadas por ele mesmo -, sua vida serviu de exemplo para cristãos de todas as épocas e lugares, inclusive para nós hoje na situação em que vivemos; pois ele foi um pregador sem meias palavras e rebatia sem medo os falsos mestres das época, defendendo a verdade acima de tudo. Se antes ele não demonstrava ter muita cultura, no decorrer do exercício do seu ministério, ele superou essa dificuldade e chegou a escrever duas epístolas, as quais têm o seu próprio nome: a primeira, escrita por volta do ano 64dC., destinada aos cristãos judeus expulsos de Jerusalém que se espalharam ao longo da Ásia Menor, contendo doutrinas diversas; e, a segunda, escrita em 67dC., destinada a todos os crentes focando as heresias no meio da Igreja. Por falar em heresia, a igreja católica o considera como o primeiro Papa, baseando-se em Mateus 16:18; mas analisando detalhadamente o texto, percebemos que a Pedra em questão é o próprio Cristo e não Pedro; além do mais, se pelas leis católicas seus sacerdotes devem ser solteiros, como Pedro seria um Papa sendo que ele era casado? Finalizando esse breve resumo, segundo dados históricos, estando com uma idade já avançada, Pedro foi condenado à pena de morte, muito provavelmente, em 68dC., por ordem de Nero, que era o imperador romano que estava no poder na época; isso teria acontecido logo após o grande incêndio de Roma. Quando Pedro soube que o cumprimento de sua sentença seria consumado através de crucificação, ele próprio pediu aos carrascos que o crucificassem de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer da mesma forma que o seu Mestre. Levados por esse princípio, todos nós deveríamos ter a dignidade de saber que não somos dígnos de nada, inclusive de viver materialmente mais prósperos do que o Senhor Jesus, embora, é claro, Ele nos permita uma vida de conforto como participantes de sua graça. Que a semente da incorruptibilidade nasça e frutifique em nós da mesma forma que frutificou na vida do apóstolo Pedro.


Jonas M. Olímpio

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que é batismo com o Espírito Santo?

Aqueles que ainda não tiveram
essa maravilhosa experiência
devem buscá-la fervorosamente,
e, certamente, depois disso,
jamais serão a mesma pessoa

    O batismo com o Espírito Santo está diretamente ligado aos dons espirituais (1ª Co 12:8-10), essa manifestação de poder é o cumprimento de uma promessa feita por Deus ainda no Antigo testamento (Jl 2:28,29), anunciado por João Batista (Mt 3:11), confirmado depois pelo próprio Jesus (At 1:5) e vindo a ocorrer pela primeira vez no dia de Pentecostes[1], cinqüenta dias após a ressurreição de Cristo (At 1:1-4). Esse batismo, diferentemente do batismo nas águas (At 11:16), é um revestimento de poder com o qual o crente se sente totalmente cheio e edificado pelo Espírito Santo (1ª Co 14:4) e melhor capacitado para fazer a obra do Senhor (At 1:8). Sua principal evidência é o falar em línguas, e a sua manifestação ocorre quando o crente está ligado nas coisas espirituais: orando, pregando, lendo a Bíblia, pensando em Deus, etc. Para alcançar a graça de obter esse dom é necessário buscar em constante oração e mantendo uma vida de consagração espiritual, crendo e esperando perseverantemente[2] porque essa promessa é para todos e, ao contrário do que pregam muitas seitas[3], ainda não cessou, ou seja: é para os dias atuais sim (1ª Co 13:8-10)! Devo ressaltar também que O Espírito Santo já passa a habitar em nós desde o momento de nossa conversão, ou seja: quando aceitamos e cremos realmente no poder do Senhor Jesus Cristo (Mc 16:17,18), que é quando, conscientemente arrependidos dos pecados, recebemos Jesus como nosso Senhor e Salvador, porém é necessário desejar profundamente receber os demais dons (1ª Co 14:1), entre eles, o dom de línguas.



[1]Pentecostes: [Grego: Quinquagésimo]. Celebrado 50 dias depois da celebração da Páscoa, é mais lembrado pelos cristãos como o dia da descida do Espírito Santo sobre os discípulos e os seguidores de Jesus.
[2]Perseverança: Permanência num estado ou numa atividade, mesmo em caso de oposição ou fracasso (Ef 6:18; Mc 13:13; Rm 2:7).
[3]Seita: Grupo religioso que se separa de um corpo maior. Grupo de pessoas que seguem determinados princípios ou doutrinas diversas dos geralmente aceitos no respectivo meio.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O que são e como obter os dons espirituais?


Devemos deixar que Deus nos
use através de nossos dons, e
não usá-los em nosso próprio
favor
    Em várias passagens bíblicas podemos ver claramente Deus nos ordenando a fazer sua obra; no entanto, para nós, o melhor é saber que Ele não nos manda desarmados para essa guerra, pois Ele nos dotou de dons[1] espirituais para enfrentarmos o inimigo e nos deu as ferramentas adequadas para cada função que precisamos exercer nos ministérios em que fomos chamados. Quando Ele manda, Ele capacita através do seu Santo Espírito, possibilitando-nos a fazer qualquer coisa desde que estejamos dispostos a obedecê-lo. Você quer fazer algo para Deus e se sente incapaz? Certamente Ele já te deu algum talento, então simplesmente ore e peça-lhe que desperte esse dom que há em ti. Não deixe o Diabo te dominar com o maldito sentimento de inferioridade e inutilidade espiritual!
Um dos fatores mais importantes
para a conquista ou para a
boa utilização dos dons
espirituais é a busca; sem
oração não há como ser
usado poderosamente por Deus
    No capítulo 12 da 1ª epístola de Paulo ao povo de Corinto, nos 7 primeiros versículos, ele nos ensina o seguinte:  1Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 2Vós bem sabeis que éreis