quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

“Mulheres, Estai Sujeitas a Vossos Maridos!”

A sujeição não começa no casamento,
mas sim no temor a Deus; uma mulher
que não obedece ao Senhor não
consegue compreender a importância
da fidelidade à honra do marido.
    Numa sociedade tão moderna e avançada como essa em que vivemos atualmente, onde a liberação feminina, mais do que um direito, parece ser uma obrigação, esse texto de Colossenses 3:18, tendo esse mesmo sentido confirmado em outros textos bíblicos (Gn 3:16[1]; Et 1:20; 1ª Co 11:3; Ef 5:22-24; 5:33[2]), aparenta ser totalmente antiquado e fora de contexto, inclusive na Igreja. Mas, não nos esqueçamos de algo: por mais que os tempos mudem as leis humanas, os princípios divinos continuam os mesmos. Tal afirmação é encarada pela maioria das mulheres, e até por alguns homens, como sendo um pensamento autoritário e machista, porém, é por tantas pessoas interpretarem assim que muitos lares estão desmoronando. Para melhor entender o sentido espiritual e moral dessa doutrina bíblica precisamos antes entender o significado da palavra “sujeição”: de acordo com os mais renomados dicionários, se sujeitar significa “se deixar dominar”, “dar a alguém liberdade de domínio sobre ti”, “se conformar” e “ser obediente”. Sendo assim, percebemos que esse termo expressa não meramente um direito do marido de lhe impor autoridade, mas uma autorização da parte dela por lhe honrar respeitando sua condição dominadora concedida por Deus.
    E esse texto ainda prossegue com a expressão “como convém no Senhor”, o que deixa claro a existência de uma limitação nessa sujeição, dando a ela o direito – ou a obrigação - de apenas se submeter a ele enquanto suas atitudes estiverem de acordo com os princípios divinos, ou seja: desde que não transgridam os padrões de comportamento ensinados na Bíblia. Ser obediente é mais do que simplesmente obedecer: é ter consciência de seus limites não usando da submissão como uma desculpa para se excluir da responsabilidade de buscar conhecimento para raciocinar e discernir entre o certo e o errado. É claro que há exceções como, por exemplo, casos em que o autoritarismo masculino é imposto por meio de violência; a mulher não tendo como enfrentar uma decisão errada do marido obviamente é sim justificada por Deus, porém deve se colocar em oração no propósito de ter sabedoria para alcançar a solução desse problema (1ª Pe 3:1).
    Tanto no âmbito espiritual quanto material, as mulheres, por determinação divina, possuem direitos e deveres, os quais precisam ser plenamente respeitados e exercidos dentro dos padrões estabelecidos pelos princípios divinos. Atualmente, muito se tem falado e cobrado em relação aos direitos femininos, os quais são inegavelmente legítimos e reconhecidos por Deus, por isso destacaremos alguns deles aqui; porém, antes falaremos dos deveres, pois para se usufruir de algum benefício é preciso também cumprir com suas obrigações.
Principais deveres das mulheres:
1.     Ajudar o marido, pois foram criadas com o objetivo de serem suas ajudadoras (Gn 2:18,21-25[3] [4]; 3:20[5]).
2.     Agir com sabedoria para edificar o seu lar (Pr 14:1).
3.     Amar exemplarmente o marido e os filhos (Pr 31:28,29).
4.     Ter uma vida espiritual exemplar (Tt 2:4,5).
5.     Manter um comportamento moderado perante a igreja e a sociedade (Tt 2:5[6]).
   
Principais direitos das mulheres:
1.     O respeito do marido (Cl 3:19).
2.     Proteção contra a violência e o assédio sexual (Êx 22:22,23; Nm 5:30,31; Dt 22:13-19,25,26,29,30[7] [8]).
3.     Autoridade para governar a casa (1ª Tm 5:14).
4.     Liberdade para servir a Deus (1ª Co 7:13-16).
5.     O sustento da família e da igreja quando estiver desamparada (1ª Tm 5:16).

Conselhos práticos para a mulher no dia-a-dia:
1.     A onda da liberação feminina está em alta, mas a sábia mulher cristã consegue exercer seus direitos sem ultrapassar os limites ensinados nas Escrituras Sagradas.
2.     Ser ajudadora do marido não significa assumir o lugar dele e tomar decisões em seu lugar, mas auxiliá-lo em tudo quanto possível.
3.     Ser ajudadora do marido também não significa ser sua escrava, mas simplesmente fazer por ele o que estiver ao seu alcance.
4.     A obrigação de sustentar a casa não é dela, mas o controle do sustento para não deixar nada faltar está sob sua responsabilidade.
5.     Uma boa mulher sabe impor respeito não só por suas palavras, mas também por sua aparência e por suas atitudes diante de todos.
6.     Sujeição ao esposo inclui a pureza e os valores morais; uma boa esposa não dá ao marido razões para desconfiança ou ciúmes.
7.     Sujeição ao esposo não inclui aceitar violência verbal ou física, seja de natureza moral ou sexual; também cabe a ela saber lutar e fazer valer seus direitos.
8.     Amar o marido não é simplesmente ter um bom desempenho na cama, mas principalmente dar a ele razões para saber que ela o satisfaz em todas as áreas da sua vida.
9.     A intercessão pela família faz parte da rotina da mulher temente a Deus.
10. Sua sujeição deve ser, em primeiro lugar, prestada ao seu Noivo que está no céu preparando sua Casa Eterna aguardando o momento de vir busca-la.
    Sujeitar-se ao marido significa sujeitar-se a Deus e reflete numa vida pessoal e familiar abençoada em todos os sentidos (Pr 31:10-12,27). Pois procedendo dessa forma ela evita conflitos desnecessários e, ao mesmo tempo, demonstra equilíbrio, sabedoria, amor e temor ao Senhor. Nos simples atos de cumprimento de seus deveres ela conquista seus direitos passando a imagem de uma pessoa que merece respeito. Se sujeitar não é se inferiorizar, mas sim mostrar ser digna de um lugar de honra e destaque, o qual nem todas conquistam porque tentam se impor em vez de agirem racionalmente esperando pelo momento certo de tomar as atitudes necessárias. Uma mulher que sabe o valor da sujeição, automaticamente, ganha do esposo a confiança e o direito de autoridade dentro da própria casa, ao passo que uma mulher que se impõe autoritariamente é vista por ele como um obstáculo e uma ameaça à sua posição de cabeça da família, a qual foi constituída por Deus (1ª Co 11:3). A felicidade de um casamento é constituída pelo respeito às regras criadas por aquEle que o criou, pois ninguém se apossa legitimamente do lugar que lhe é destinado se não reconhecer o valor de quem ocupa uma posição acima da sua (Pr 16:18[9]; 15:33). É claro que existem homens desprezíveis e irresponsáveis que, além de dependentes, se tornam exploradores de suas mulheres; porém, até a esses elas têm respeitar porque foi com eles que aceitaram constituir uma família. Se não houve sabedoria e discernimento espiritual na escolha do cônjuge, é preciso saber desenvolver essas virtudes para salvar o casamento e manter a harmonia no lar. Essa é uma missão da mulher que teme a Deus (Mt 19:5,6; Pr 24:3,4[10])!



[1]Conceição: Ação de conceber; concepção. Gravidez.
[2]Reverenciar: Tratar com respeito; honrar.
[3]Adjutor: Ajudador.
[4]Adão: Significa "Terra, Solo". O primeiro homem criado por Deus (Gn 1:27-5:5). É uma figura de Cristo, que é o segundo Adão (Rm 5:14-19; 1ª Co 15:22). Nome genérico do ser humano, incluindo o homem e a mulher (Gn 5:1,2).
[5]Eva: Significa "Vida". A primeira mulher, esposa de Adão e mãe da humanidade (Gn 3:20). Junto com Adão foi enganada por Satanás, começando assim o pecado no mundo (Gn cap. 3). Adão e Eva tiveram filhos e filhas (Gn 5:4), mas na Bíblia são mencionados apenas os nomes de três: Caim, Abel e Sete (Gn 4:1,2).
[6]Casto: Que se abstém de atos contrários à modéstia, ao pudor ou à pureza. Que se abstém de quaisquer relações sexuais. Puro. Não misturado, sem mescla.
[7]Siclo: Medida de peso igual a 11,424g (Gn 24:22). É igual a 2 becas ou a 20 geras. Peça de ouro ou prata usada como dinheiro (2º Sm 24:24).
[8]Desposar: Casar (Êx 21:8). Contratar casamento (Mt 1:18).
[9]Altivez: Qualidade do que é altivo (alto, elevado. Nobre, magnânimo. Orgulhoso, arrogante).
[10]Câmara: Quarto; cômodo.

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