quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?

Os fariseus acreditavam estar
cumprindo a Lei de Deus, mas
tanto zelo sem temor acabou
levando-os a blasfemar
contra o Espírito Santo
    Essa é uma pergunta que intriga, incomoda e chega até mesmo a preocupar a muitas pessoas, principalmente alguns crentes meio desconcertados... Pois todos sabem que Deus é tremendamente misericordioso, e isso os leva a pensar no por quê desse pecado ser tão terrível a ponto dEle não perdoá-lo; há muitos que questionam a si mesmos tentando entender se já cometeram essa terrível abominação ou não, e outros que têm sérias dúvidas a respeito de suas atitudes e, mesmo sem entender biblicamente sobre esse delicado assunto, imaginam que não têm mais direito à salvação. Mas, afinal, o que é realmente a blasfêmia contra o Espírito Santo? Como eu posso saber se já cometi esse pecado ou não? E, principalmente, como devo agir para evitar cometê-lo? Para essas e outras perguntas, somente as Sagradas Escrituras têm a resposta! Mas antes de meditarmos nesse tema biblicamente, precisamos entender literalmente o significado da palavra blasfêmia na língua portuguesa e qual é a sua interpretação teológica: segundo o dicionário Michaelis, blasfêmia é uma palavra ofensiva à
divindade ou à religião; e também um ultraje dirigido contra pessoa ou coisa respeitável; e, teologicamente, segundo os dicionários bíblicos mais respeitáveis, blasfemar significa dizer palavras ofensivas, isto é, blasfêmias, contra Deus, Jesus Cristo, o Espírito Santo, ou contra qualquer coisa sagrada; e também está blasfemando quem diz ter direitos ou poderes que pertencem somente a Deus. Porém, como aqui estamos tratando especificamente de blasfêmia contra o Espírito Santo, devemos também saber quem Ele é: De acordo com a Bíblia, o Espírito Santo de Deus não é uma mera força ativa (igual a qualquer manifestação da natureza ou astro do universo) como afirmam algumas seitas[1], e sim a pessoa do próprio Deus manifestando o seu poder entre nós. Para compreender isso é necessário entender a Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) que é a mesma pessoa de Deus manifestada de três diferentes formas, e não três deuses atuando juntos como pensam alguns. Assim concluímos que ter o Espírito Santo em nós é ter o próprio Deus agindo em nossa vida, portanto, devemos agora saber como não blasfemar contra Ele.
Quem zomba, critica, xinga ou
questiona manifestações
espirituais, principalmente
atribuindo-as a ações
demoníacas, sem ter certeza
do que está falando, como têm
feito alguns "líderes" evangélicos,
corre o sério risco de estar
blasfemando contra o
Espírito Santo de Deus.
    Um dos textos bíblicos mais claros sobre isso está em Mateus 12:30-32 30Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 31Portanto, eu vos digo: todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. 32E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. Observe que aqui Jesus não estava simplesmente pregando para o povo, Ele estava, nesse momento, corrigindo duramente aqueles que diziam que Ele estava sendo usado por Satanás para expulsar demônios. E é aí que começamos a entender o que Ele quer dizer com isso: 
Rejeição ao autêntico
conteúdo das Sagradas
Escrituras é uma das
principais características
de quem tem tendência
a blasfemar contra o
Espírito Santo
Mt 12:30Aquele que não aceita a Cristo, automaticamente, o está rejeitando e, dessa maneira não o está reconhecendo como Senhor e Salvador da humanidade (2ª Co 6:14-18[2]); 
Mt 12:31E quem o rejeita, principalmente proferindo palavras de ofensa, está rejeitando o seu poder que se manifesta através do seu Espírito Santo (Jo 12:47,48); 
Mt 12:32Entretanto, com sua imensa misericórdia, Ele perdoa e dá ao homem uma nova oportunidade, porém, o ser humano, pela dureza de seu coração, muitas vezes acaba escarnecendo do nome de Deus e sofrendo duramente as conseqüências de seus atos (Gl 6:7,8[3]), pois é aí que ele dá brechas para que os espíritos malignos o dominem (Lc 11:24-26).
Muitos jovens têm sido
induzidos por diversos tipos
de "cultura" a se revoltarem
contra Deus e contra qualquer
tipo de manifestação espiritual
    Há ainda outros pontos de extrema importância que devemos considerar a respeito da blasfêmia contra o Espírito Santo, observe bem:

·                     É necessário termos um imenso cuidado quando duvidamos se alguém está realmente sendo usado por Deus ou não (Mc 3:23-27[4]);
·                     não devemos crer em tudo (1ª Jo 4:1);
·                     e a Palavra de Deus nos dá o direito de julgar (1ª Ts 5:21),
·                     mas para isso é necessário discernimento espiritual (At 5:1-3)!
Até mesmo as crianças
são incentivadas por
diversos segmentos da
mídia à várias práticas
anti-espirituais
    Blasfemar contra o Espírito Santo significa virar as costas para Deus e recusar determinadamente o seu poder e a sua autoridade sobre nós, rejeitando a unção[5] que Ele tem colocado sobre seus servos e, muitas vezes debochando e até mesmo atribuindo-a a demônios. Devemos entender que ao mesmo tempo em que a blasfêmia contra o Espírito Santo não consiste de simples atos inconscientes com os quais o inimigo tenta confundir nossa mente para que deixemos de servir a Deus pensando que não temos mais salvação, ela também é um pecado muito fácil de ser cometido, bastando para isso um simples descuido de nossa parte. Chegamos a essa conclusão porque sabemos que o Espírito Santo de Deus é provido[6] de uma grande sensibilidade e qualquer ato irreverente de nossa parte pode afastá-lo de nós. Portanto, vigiemos e oremos diariamente pedindo-lhe que coloque em nossa vida mais temor, retidão e amor pelas coisas espirituais, e que nos faça sentir quando estivermos a ponto de pecar para mudarmos as nossas atitudes antes de perdermos a nossas salvação!



[1]Seita: Grupo religioso que se separa de um corpo maior. Grupo de pessoas que seguem determinados princípios ou doutrinas diversas dos geralmente aceitos no respectivo meio.
[2]Belial: Pessoa má, sem valor (Jz 19:22; 1Sm 30:22). Diabo (2ª Co 6:15).
[3]Escarnecer: Zombar.
[4]Subsistir: Existir (Fp 2:6). Permanecer (Jo 9:41). Manter-se em pé (Na 1:6; Lc 11:18). Conservar em ordem e harmonia (Cl 1:17).
[5]Unção: Ato de ungir; A unção era feita pelos sacerdotes passando azeite sobre a cabeça de pessoas separadas para o serviço sagrado ou para um reinado. Também usada no Novo Testamento, e também nos dias atuais, por obreiros durante a oração por enfermos. Em nossa linguagem evangélica popular representa a capacidade espiritual de uma pessoa no uso de seus dons. Dizer que uma pessoa tem unção é o mesmo que dizer que ela é ungida por Deus, ou seja: que foi especialmente separada e capacitada por Ele para o desempenho de algo.
[6]Provido: Aquele que tem abundância do que é necessário. Cheio: Está com o cofre bem provido.  Dotado, guarnecido. Nomeado. Despachado. Munido.

Como o crente deve constituir e se relacionar com a sua família?

Cuidar de uma família é mais
do que cumprir uma tarefa
social; é uma grande
responsabilidade assumida
diante de Deus
    Sabemos que a família é a primeira instituição[1] de convívio social criada por Deus. Quando Ele criou o homem, imediatamente fez para ele uma mulher, os abençoou, deu-lhes autoridade sobre todas as coisas e ordenou-lhes que se multiplicassem. Isso mostra como a família é de grande importância para o Criador. O casamento é tão importante que se não for constituído com a aprovação de Deus, não resultará numa família abençoada. Mas qual é o segredo para usufruirmos das bênçãos divinas dentro de nosso lar? A resposta simples: se queremos que algo seja abençoado, devemos antes apresentá-lo diante de Deus; então, em relação à família, devemos apresentar todo o nosso lar a Ele; e, como sabemos, apresentar a Deus é uma forma de santificar e tudo o que é santificado deve ser puro, e pureza significa estar dentro da vontade do Senhor. Se queremos que um edifício seja firme e resistente,

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por que um servo de Deus não pode viver em pecado?

Devemos sempre observar 
quem está oferecendo aquilo 
que parece bom.
    Deus criou o homem simplesmente para adorá-lo e também para usufruir das inúmeras bênçãos que deixou à sua disposição. Porém, o homem, com o seu natural instinto de rebeldia, se deixando levar pela cobiça, desobedeceu às ordens do Senhor e, dessa maneira, acabou construindo uma barreira entre ele e Deus. Isso não significa que Jeová tenha lhe virado as costas, muito pelo contrário; mas isso refletiu fortemente em seu relacionamento com o Criador, o qual passou a abençoar-lhe por medida segundo a sua misericórdia, fazendo-o viver pelo suor do seu rosto, ou seja: se antes ele recebia seu alimento nas mãos, depois do pecado ele passou a ter que plantar para se alimentar. Hoje vivemos as conseqüências desse ato, entretanto, não podemos nos considerar como vítimas de Adão e Eva, e sim entender e admitir como a personalidade deles se reflete em nosso caráter, o qual nos leva à tendência de praticar sempre o que é errado mesmo que queiramos fazer o que é certo; e isso, naturalmente, atrapalha nossa comunhão com Deus e nos impede de receber muito mais bênçãos além das que já usufruímos pela sua infinita misericórdia. Mas conhecemos uma fórmula básica para o remédio contra o pecado[1]: arrependimento, oração e renúncia, e isso pode ser traduzido simplesmente como santificação!
Aquele que é guiado pelo Espírito
de Deus consegue andar na luz
em meio às trevas e não fica
perdido em meio aos
labirintos criados pelo maligno
    Em 1ª João 5:5-10 diz o seguinte:  5E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. 6Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 7Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 8Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Observando a preocupação do apóstolo João em tratar desse assunto, vemos que a igreja, desde o seu início, já enfrentava vários problemas com a influência mundana. Então vamos meditar em alguns pontos principais de cada versículo para que possamos entender que, apesar de tudo, ainda é possível haver uma aproximação entre o homem e o seu Senhor: 
O pecado é uma grande barreira
que impede o nosso
relacionamento com Deus
1ª Jo 5:5Os pecados do homem o impedem de receber muitas bênçãos de Deus (Is 59:1-3); 
1ª Jo 5:6Para servi-lo é necessário haver absoluta renúncia às coisas do mundo (Lc 9:23-25[2]); 
1ª Jo 5:7Pois ele está sempre pronto a receber aqueles que o querem servir verdadeiramente (Sl 145:17-20); 
1ª Jo 5:8Devemos admitir nossas falhas ao invés de tentarmos justificar nossos erros pensando que somos os donos da razão em tudo aquilo que fazemos (Rm 3:23-26[3] [4] [5] [6]); 
1ª Jo 5:9Não devemos pecar, mas, se pecarmos, devemos saber que só há um que pode nos perdoar (1ª Jo 2:1-6); 
1ª Jo 5:10O verdadeiro crente não é aquele que não erra, mas sim aquele que está procurando diariamente consertar os seus erros (Rm 7:14-20).
O melhor remédio contra o pecado é o
conhecimento da Palavra de Deus.
    Desse maravilhoso ensinamento bíblico que acabamos de meditar, podemos resumir tudo o que vimos da seguinte maneira: Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, portanto deve se refletir em nós o seu santo caráter; mas para isso, a primeira coisa que devemos fazer é renunciar às influências mundanas; pois se usarmos o nosso livre arbítrio para segui-lo de acordo com a sua vontade, Ele está sempre pronto a nos ajudar; é necessário que reconheçamos nossos erros, admitindo que nem sempre estamos certos em nossas atitudes, e que precisamos melhorar a cada dia; porque Jesus Cristo se sacrificou na cruz para nos perdoar pelos nossos pecados; e jamais devemos nos esquecer que seguir perfeitamente os mandamentos divinos não significa que conseguiremos fazer sempre apenas o que é certo, mas sim que devemos tentar agir sempre da maneira correta. De acordo com a Palavra de Deus podemos definir que apesar de vivermos num mundo quase totalmente corrompido pelo pecado, ainda é possível, mesmo com todas as nossas falhas, termos uma vida separada e de total dedicação a servir e seguir os passos do nosso grandioso Mestre!



[1]Pecado: Falta de conformidade com a lei de Deus, em estado, disposição ou conduta. Para indicar isso, a Bíblia usa vários termos, tais como pecado (Sl 51:2; Rm 6:2), desobediência (Hb 2:2), transgressão (Sl 51:1; Hb 2:2), iniqüidade (Sl 51:2; Mt 7:23), mal, maldade, malignidade (Pv 17:11; Rm 1:29), perversidade ( Pv 6:14; At 3:26), rebelião, rebeldia (1º Sm 15:23; Jr 14:7), engano (2ª Ts 2.10), injustiça (Jr 22.13; Rm 1.18), erro, falta (Sl 19.12; Rm 1.27), impiedade (Pv 8.7; Rm 1.18), concupiscência ( Is 57:5; 1ª Jo 2:16), depravidade, depravação ( Ez 16:27,43,58). O pecado atinge toda a raça humana, a partir de Adão e Eva (Rm 5:12). O castigo do pecado é a morte física, espiritual e eterna (Rm 6:23). Da morte espiritual e eterna escapam aqueles que se chegam a Cristo, o Salvador (Rm 3:21-8:39).
[2]Granjear: Conquistar algo com trabalho ou esforço.
[3]Destituir: Privar, tirar, impedir.
[4]Redenção: Libertação.
[5]Propiciação: Ato realizado para aplacar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a sua santidade e a sua justiça, tendo como resultado o perdão do pecado e a restauração do pecador à comunhão com Deus. No Antigo Testamento a propiciação era realizada por meio dos Sacrifícios, os quais se tornaram desnecessários com a vinda de Cristo, que se ofereceu como sacrifício em lugar dos pecadores (Êx 32.30; Rm 3.25; 1ª Jo 2.2);
[6]Remissão: Perdão.

O que é consagração e jejum?

É em vão abster-se de comida se
não estiver alimentado
espiritualmente

    Se consagrar nada mais é do que se separar de uma forma especial para adorar ou servir a Deus sem se envolver com mais nada, seja material ou pessoal, durante aquele período; e jejuar é uma das formas mais comuns para os servos de Deus se consagrarem. Embora estejamos no Tempo da Graça[1], e os sacrifícios[2] tenham sido abolidos depois do sacrifício de Cristo, sabemos que Jeová ainda recebe alguns tipos de sacrifícios de seus servos, desde que eles sejam oferecidos com sinceridade. E um desses sacrifícios que Ele ainda recebe é o jejum. Mas o que é jejuar? A palavra jejum significa privar-se de alimentos durante algum período; portanto, jejuar é o ato de não se alimentar durante algum tempo e, durante esse período, dedicar-se totalmente ao Senhor. O jejum vai além da abstinência[3] alimentar, é necessário desviar-se de tudo aquilo que possa interferir em sua comunhão com Deus. Só que é de extrema importância nos lembrarmos de uma coisa: o jejum, assim como tudo o que fazemos, tem que ser feito com muito cuidado, equilíbrio e apenas dentro de nossas possibilidades; pois a falta de sabedoria de muitos irmãos tem causado muitos problemas para eles próprios, principalmente na área da saúde e também conflitos em família, e trazido até escândalos à igreja. Antes de jejuar é necessário examinarmos nossas condições físicas, psicológicas e espirituais; estabelecermos um período tendo a consciência de que não devemos interrompê-lo antes da hora e nem precisamos ir além do que foi estabelecido; e, principalmente, é de grande importância termos um firme propósito para esse ato, ou seja, um objetivo a ser alcançado com esse jejum.
Sacrifícios têm limites: Deus não
quer que nos flagelemos; não
importa qual seja o nosso
propósito, Ele não aceita
sacrifícios de tolo!
    Em Isaías 58:3-10 está escrito o seguinte: 3dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu o não sabes? Eis que, no dia em que jejuais, achais o vosso próprio contentamento e requereis todo o vosso trabalho. 4Eis que, para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. 5Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija[4] a sua alma, que incline a cabeça como o junco[5] e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao Senhor? 6Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo? 7Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados[6]? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? 8Então, romperá a tua luz como a alva[7], e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. 9Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade; 10e, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. O povo andava em extrema rebeldia e jejuava pensando que o simples ato do sacrifício seria o suficiente para que eles fossem perdoados e abençoados. Grandemente indignado com isso, Deus usou o profeta Isaías para corrigi-los, não com a intenção de condená-los, mas sim de mostrar-lhes que para agradar a Deus somente o ritual[8] não basta, é necessário agir retamente e ter um coração sincero. Vamos então meditar nessa passagem, e ver quanto ela tem a ver com a nossa situação hoje: 
Is 58:3Quais são nossas intenções quando oferecemos algo a Deus
De nada adianta fechar
a boca para a comida se
não abrir o coração
para Deus.
(
Tg 4:2,3[9] [10])? 
Is 58:4O jejum tem que ser feito com humildade e não para nos auto-gloriarmos diante dos homens (Mt 6:16-18[11]); 
Is 58:5Muitos se preocupam apenas com as tradições dos rituais e não com a sinceridade do coração (Lc 18:10-14[12] [13]); 
Is 58:6Todo sacrifício deve ser perfeito, como está a nossa vida diante de Deus (Jo 9:31)? 
Is 58:7Como temos agido diante daqueles que precisam de nós (At 10:1-4[14] [15] [16] [17] [18])? 
Is 58:8aqueles que praticam a misericórdia também receberão a misericórdia de Deus (Mt 5:7); 
Is 58:9Deus só ouve o clamor dos que praticam a justiça (Sl 34:6-8); 
Is 58:10A obediência vale mais do que qualquer sacrifício (1ª Sm 15:22[19]).
Jejum é abstinência de alimento
físico e consagração é
santificação; jejuar sem
consagrar a vida diante do
Senhor é tempo perdido
    Meditando nesse texto podemos concluir que aprendemos a seguinte lição: O segredo para nossos pedidos serem atendidos é a sinceridade e não somente a forma como pedimos; Deus se agrada dos humildes e abate os soberbos; apenas cumprir as regras não é o suficiente se não houver santificação; antes de tocar nas coisas sagradas o homem tem que examinar a si mesmo; não podemos dizer que amamos a Deus se não amamos ao próximo; quando somos benignos, Deus nem espera pelos nossos sacrifícios para nos abençoar; muitas coisas que acontecem em nossa vida são o resultado daquilo que fazemos; se queremos receber o bem, também devemos praticar o bem. Portanto, aprendemos aqui que o jejum é bom e agradável ao Senhor, desde que seja feito com humildade, sinceridade e acompanhado de boas atitudes e não com meros rituais apenas de aparência. Mais vale uma “oraçãozinha” de três minutos ou menos feita de coração do que um jejum de três dias ou mais com segundas intenções. Oremos para que Deus nos mostre se estamos fazendo realmente a sua vontade para que não percamos tempo fazendo sacrifícios de tolo!



[1]Tempo da Graça: Graça significa favor imerecido. A expressão “Tempo da Graça” se refere a era iniciada após a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo, o qual através desse sacrifício nos tirou do jugo da lei dando-nos acesso direto a Deus, pois antes disso Jeová somente se comunicava com o homem através dos profetas e apenas recebia sacrifícios apresentados pelos sacerdotes (Rm 6:15).
[2]Sacrifício: Renúncia voluntária a um bem ou a um direito. Sofrimento.
[3]Abster: Privar-se, controlar-se, não exercer um direito, deixar de fazer algo.
[4]Afligir: Angustiar, causar aflição, mortificar, assolar, desolar, devastar.
[5]Junco: Espécie de planta direita, fina e longa que cresce em lugares úmidos e dentro da água (Jó 8.11). As suas folhas são usadas para fazer cestos e esteiras.
[6]Desterrado: Banido da pátria. Exilado.
[7]Alva: A primeira luz alva e clara que aparece no horizonte entre a escuridão da noite e a aurora; alvor, alvorada.
[8]Ritual: Procedimento das cerimônias de uma religião.  Cerimonial. Conjunto das regras a cumprir durante um culto ou uma reunião. Etiqueta, praxe, protocolo.
[9]Cobiça: Desejo veemente de conseguir alguma coisa. Ânsia ou ambição de honras ou riquezas. Avidez. Concupiscência.
[10]Deleite: Prazer, delícia, gosto.
[11]Contristado: Entristecido.
[12]Fariseus: [Hebr.] Separados. Judeus devotos ao Pentateuco. Participavam das reuniões legislativas da sinagoga. Formavam um grupo de fanáticos e hipócritas (o que não era o caso de todos, pois haviam exceções, como era o caso de Gamaliel que defendeu os apóstolos que estavam presos por pregarem a Palavra (At 5:34-38)) que se opuseram duramente contra Jesus Cristo. Segundo a história, nessa época, eles eram aproximadamente 6 mil pessoas.
[13]Publicano: Cobrador de impostos do governo romano. Termo pejorativo que define um homem que negocia desonestamente.
[14]Cesaréia: [Latim: Caesarea Philippi]. Cidade localizada na atual região de Banias. Ali foi construído no ano 20a.C. pelo rei Herodes, o grande, um templo branco de mármore aos pés do Monte Hermom em homenagem a César Augusto. Quando Herodes morreu, seu filho Herodes Filipe a ampliou e a chamou de Cesaréia Filipe.
[15]Cornélio: Centurião romano que morava em Cesaréia (At 10:1-48).
[16]Centurião: Chefe de uma centúria (grupo de cem homens) na milícia romana.
[17]Coorte: Grupo de seiscentos soldados romanos, divididos em seis centúrias, cada qual comandada por um Centurião (At 27.1).
[18]Hora nona: Três horas da tarde. Os judeus adotaram o sistema de contagem de tempos romano que considerava como a primeira hora do dia o que para nós é hoje sete horas da manhã.
[19]Holocausto: [Grego: queimado]. Sacrifício em que a vítima era consumida pelo fogo.

O que são e como obter os dons espirituais?


Devemos deixar que Deus nos
use através de nossos dons, e
não usá-los em nosso próprio
favor
    Em várias passagens bíblicas podemos ver claramente Deus nos ordenando a fazer sua obra; no entanto, para nós, o melhor é saber que Ele não nos manda desarmados para essa guerra, pois Ele nos dotou de dons[1] espirituais para enfrentarmos o inimigo e nos deu as ferramentas adequadas para cada função que precisamos exercer nos ministérios em que fomos chamados. Quando Ele manda, Ele capacita através do seu Santo Espírito, possibilitando-nos a fazer qualquer coisa desde que estejamos dispostos a obedecê-lo. Você quer fazer algo para Deus e se sente incapaz? Certamente Ele já te deu algum talento, então simplesmente ore e peça-lhe que desperte esse dom que há em ti. Não deixe o Diabo te dominar com o maldito sentimento de inferioridade e inutilidade espiritual!
Um dos fatores mais importantes
para a conquista ou para a
boa utilização dos dons
espirituais é a busca; sem
oração não há como ser
usado poderosamente por Deus
    No capítulo 12 da  epístola de Paulo ao povo de Corinto, nos 7 primeiros versículos, ele nos ensina o seguinte:  1Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 2Vós bem sabeis que éreis

Como devemos orar?

Orar não é cumprir um 
ritual, mas sim falar 
com Deus usando 
palavras que saem do 
fundo do teu coração
    Para nós, crentes, a maior maravilha é saber que não somos apenas servos do Senhor, mas que temos também uma comunicação direta com Ele, o Criador do universo e Salvador da humanidade. Realmente, Deus nos conhece e sabe de todas as coisas, mas a oração não é uma mera petição aonde listamos todas as nossas necessidades e sim uma forma de nós mesmos podermos sentir que Ele está a nossa volta, adorando-o e edificando a nossa vida espiritual. A oração também é necessária para demonstrarmos gratidão ao Pai Celestial, obtermos dons espirituais, alcançarmos forças para resistir ao pecado, preenchermos o vazio da alma e, também, é claro, conseguirmos provisão para as nossas necessidades materiais, físicas e sentimentais. Não importa quais sejam os teus problemas, a resposta para tudo é simplesmente orar!
Como um bom pai se preocupa
em ensinar coisas boas e úteis
aos seus filhos, o Nosso grande
Mestre se preocupou em nos 

ensinar a orar
    Em Mateus 6:5-13, Jesus nos ensina o seguinte: 5E, quando orares, não sejas como os hipócritas[1], pois se comprazem[2] em orar em pé nas sinagogas[3] e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão[4]6Mas tu, quando

O que é fazer a vontade de Deus?

Quem ama e cuida do próximo
como de si mesmo, cumpre a
vontade de Deus.
    Em nossa vida cotidiana, uma vez ou outra, precisamos procurar um médico para nos examinar e ver se está tudo bem conosco para que não venhamos a ter problemas de saúde futuramente. E na nossa vida espiritual devemos agir da mesma forma; porém esse “check-up[1]” tem que ser feito a todo momento, para que não venhamos a pecar perdendo a comunhão com o Espírito Santo e, conseqüentemente, a própria salvação. Você já parou pra perguntar para Deus se Ele está se agradando de suas atitudes? Pois o seu Santo Espírito é muito sensível e se entristece grandemente quando erramos e não nos arrependemos. Jesus Cristo fez um grande sacrifício por nós e devemos honrá-lo fazendo a vontade de seu Pai. Imagine como Ele se sente quando olha para o homem, por quem Ele foi crucificado, e vê que ele não corresponde com sinceridade ao seu imenso e infinito amor. Certamente você se preocupa se está sendo útil, agradável e se não está decepcionando às pessoas a quem você ama; mas alguma vez você se preocupou se está sendo um servo eficiente, irrepreensível e se não está decepcionando a Deus? Ao invés de pedirmos que Ele faça a nossa vontade, temos a obrigação de lhe perguntar se nós estamos fazendo a vontade dEle!
Aquele que faz a vontade de
Deus, se põe a sua disposição
para ser remodelado conforme
a sua santa vontade
    Para termos a certeza de que estamos fazendo a vontade de Deus, precisamos orar como Davi em Salmos 139:24E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. Quando disse essas palavras, o rei Davi estava reconhecendo a onipotência e a soberania de Deus em sua vida, e demonstrava grande preocupação em relação à sua vida espiritual, pois ele não queria pecar, e caso estivesse pecando, queria que Jeová lhe mostrasse o caminho certo. Para ter a certeza se estamos agindo corretamente diante de Deus ou não, vamos fazer uma rápida auto-análise de nossas vidas buscando as respostas dentro da Bíblia. Segundo as Sagradas Escrituras, fazer a vontade de Deus é:
Se essa decisão te está sendo
difícil é porque ainda te está
faltando ter um encontro
real com Ele
·                     Entregar sua vida a Ele (Jo 3:16[2]);
·                     Procurar conhecer os seus mandamentos (Sl 119:11);
·                     Ter uma vida de santificação (Rm 6:19);
·                     Orar constantemente (1ª Ts 5:17);
·                     Agradecê-lo por tudo (1ª Ts 5:18);
·                     Oferecer-lhe sacrifícios sinceros (Lc 21:2,3);
·                     Obedecer aos seus superiores (Rm 13:1,2);
·                     Trabalhar com dedicação na sua obra (2º Cr 29:11[3]);
·                     Amar ao próximo como a si mesmo (Mc 12:31);
·                     Saber controlar suas palavras (Sl 12:3[4]);
·                     Ser humilde (Pr 14:20-22);
·                     Nunca negar o seu nome (Lc 12:9);
·                     Ser fiel em qualquer circunstância (2ª Tm 2:11-12);
·                     Admitir seus erros (Pr 28:13);
·                     Saber perdoar e pedir perdão (Mt 6:15);
·                     Não apoiar nenhum tipo de violência (Sl 140:11[5]);
·                     Jamais praticar a vingança (Rm 12:17-21);
·                     Ter a certeza de que realmente o fruto do Espírito está frutificando em sua vida (Gl 5:22);
·                     E, entre várias outras coisas, pregar a Palavra para que outras pessoas também possam conhecê-lo e servir a Ele (1ª Tm 2:3,4).
O servo fiel, mesmo não
sabendo o seu destino em sua
peregrinação aqui nessa terra,
se coloca totalmente sob as
ordens do Senhor
    Tudo isso o que vimos aqui foi apenas um breve e simples resumo do que é realmente agradar a Deus. Para saber se estamos dentro de sua vontade precisamos orar pedindo-lhe orientação; que o seu Santo Espírito venha a nos incomodar cada vez que estivermos perto de pecar, e se já tivermos pecado, que Ele não nos permita ter paz em nosso coração até que nos arrependamos e consertemos os nossos erros. Além da oração, outra forma também indispensável para se obter orientação divina é buscar o conhecimento da Palavra, pois quem conhece os seus mandamentos sabe muito bem diferenciar entre o certo e o errado. Portanto, sabemos que por mais que sejamos ameaçados por esse mundo mal e pecaminoso, Satanás só consegue dominar sobre a nossa vida se nós abrirmos brechas e deixarmos que ele entre em nosso coração. A volta do Senhor Jesus Cristo está muito próxima! Vigiemos, pois não sabemos o dia e nem a hora! Por isso é necessário estarmos sempre preparados!



[1]Check-up: Palavra inglesa mais usada pelos norte-americanos que pode ser entendida como “um exame minucioso”.
[2]Unigênito: Único gerado.
[3]Ministro: servo (Sl 103:21; Jo 18.36). empregado (Rm 13:4). Conselheiro; auxiliar ( 2º Sm 8:18). Pessoa designada para exercer um ministério (2º Cr 29:11; At 26:16). O servo de Cristo que, na igreja, prega a palavra e administra o batismo, a ceia, etc. (1º  Co 4:1; Ef 6:21; 1º Tm 4:6).
[4]Lisongeiro: Bajulador. Pessoa que agrada outra por interesse.
[5]Desterrado: Aquele que foi banido da pátria. Exilado.