quarta-feira, 31 de agosto de 2016

“Não Toqueis nos Ungidos do Senhor”

Textos do Antigo Testamento não
dão legalidade para que crentes da
era atual tomem promessas feitas
exclusivamente à Israel como se
fossem para a Igreja no tempo da
Graça. No que se refere à unção,
deve-se entender que antigamente
havia homens especialmente
separados para determinadas
funções, mas hoje os dons
espirituais abrangem a todos de
alguma forma, tornando-os
iguais em relação ao trabalho
ministerial. Assim sendo, o que
se deve é ter respeito pelos
lideres, mas não atitudes que
os coloquem em posição de
semi-deuses.
(1º Samuel 24:6) - E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor.   
    Esse versículo, entre outros (1º Sm 26:9; 2º Sm 1:14; 1º Cr 16:21,22), é usado literalmente por determinados cristãos - principalmente líderes - como ameaça quando se sentem afrontados por alguém. Dessa forma, tentam manter os demais coagidos sem direito a questionamento ou opinião própria. Existem crentes especiais? O que a Bíblia diz sobre isso?
    Observemos que a palavra ungido, nesse sentido, aparece apenas uma vez no Novo Testamento, nas versões bíblicas mais comuns, referindo-se ao próprio Jesus (At 4:26). Agora, vejamos o significado desse termo: sua origem está no verbo ungir, o que significa por azeite na cabeça de uma pessoa; é dessa forma que os profetas, sacerdotes e reis eram separados para suas funções em Israel. Tal ação era executada sob ordem divina, isso explica o grande respeito de Davi por seu inimigo Saul: ele não queira ser culpado por matar aquele que Deus havia permitido ser o rei daquela nação; pois, devido a essa unção, Saul não era uma pessoa qualquer. Além do mais, o próprio Davi havia sido ungido para reinar após ele; por isso ele compreendia que o melhor era esperar pacientemente pelo seu tempo (1º Sm 26:10,11). Deve-se observar ainda, que mesmo respeitando-o, Davi não perdeu a oportunidade de conversar com Saul e explicar a injustiça que o mesmo estava cometendo, fazendo-o compreender que estava errado (1º Sm 24:8-21).
    Trazendo para a atualidade, não há base bíblica para que qualquer crente comum ou líder ministerial “tome para si” a unção de Saul afirmando que ninguém tenha o direito de questioná-lo. O que a Palavra ensina é que devemos respeitar uns aos outros (Jo 13:34,35; Rm 12:9,10; Ef 4:32; Fp 2:3,4) e obedecer nossos superiores (Hb 13:7; 1ª Tm 5:17; Rm 13:1), mas não nos obriga aceitar seus erros (1ª Jo 4:1; 1ª Co 14:29).

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