sábado, 8 de dezembro de 2012

Sofonias - O Juízo Vindouro

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 10 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

   Atenção Professor!
    Após essa aula, seu aluno deverá estar apto a:
    >    Explicar a estrutura e a mensagem do livro de Sofonias;
    >    Compreender a linguagem predominante no livro de Sofonias;
    >    Saber que Juízo de Deus é uma doutrina bíblica irrevogável.

Nenhuma maldade ficará impune
sobre a face da terra, pois, no
momento certo, o Senhor
estabelecerá o seu tribunal e a
cada um retribuirá de acordo
com suas obras
Texto Áureo
    Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios[1] que, se possível fora, enganariam até os escolhidos (Mt 24:24).

Verdade Prática
    No juízo vindouro, Deus há de julgar todos os moradores da terra, de acordo com as obras de cada um.

Palavra-chave
    Juízo: Ato, processo ou efeito de julgar; julgamento. Essa palavra aparece 240 vezes na Bíblia, sendo 181 vezes no Antigo e 159 no Novo Testamento.

Leitura Bíblica em Classe
    Sofonias 1:1-10 - Palavra do SENHOR, que veio a Sofonias[2], filho de Cusi[3], filho de Gedalias[4], filho de Amarias[5], filho de Ezequias[6], nos dias de Josias[7], filho de Amom[8], rei de Judá. 2Hei de consumir
por completo tudo de sobre a terra, diz o SENHOR. 3Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e exterminarei os homens de sobre a terra, diz o SENHOR. 4E estenderei a minha mão contra Judá, e contra todos os habitantes de Jerusalém, e exterminarei deste lugar o restante de Baal[9], e o nome dos sacerdotes dos ídolos, juntamente com os sacerdotes; 5E os que sobre os telhados adoram o exército do céu; e os que se inclinam jurando ao SENHOR, e juram por Milcom[10]; 6E os que deixam de andar em seguimento do SENHOR, e os que não buscam ao SENHOR, nem perguntam por ele. 7Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; porque o SENHOR preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados. 8Acontecerá que, no dia do sacrifício do SENHOR, castigarei os príncipes, e os filhos do rei, e todos os que se vestem de trajes estrangeiros. 9Castigarei naquele dia todo aquele que salta sobre o limiar[11], que enche de violência e engano a casa dos seus senhores. 10E naquele dia, diz o SENHOR, far-se-á ouvir uma voz de clamor desde a porta do peixe, e um uivo desde a segunda parte, e grande quebrantamento desde os outeiros.

Sofonias é um dos livros menos
pregados na atualidade; sua
mensagem é forte, mas, apesar
de falar da ira da justiça divina,
também fala do seu amor e da
sua misericórdia
Introdução
·         A mensagem do livro de Sofonias é marcada pela intrepidez[12] da justiça de Deus contra Judá e os gentios;
·         Ele prediz o julgamento como uma reação divina contra as atitudes dos pecadores de toda a terra.
·         Sua mensagem também tem significado escatológico, ou seja: fala sobre os últimos dias da humanidade e a volta de Cristo.
·         Somente se salvarão no Dia do Juízo Divino aqueles que se mantiverem fiéis, pois os injustos receberão o seu castigo [2ª Pe 2:9 - Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados,].

O cenário do povo nessa época
não era muito diferente da
situação dos tempos do
ministério outros profetas:
desobediência, idolatria,
injustiças e prostituição; mas,
como em todos ou outros
casos, Deus não deixou de
aplicar sua infalível justiça
I - O livro de Sofonias
1. Contexto histórico
·         Conforme o próprio Sofonias relata, seu ministério foi exercido nos dias de Josias, filho de Amon, rei de Judá.
·         De acordo com o que está relatado em 2º Reis 22:3, foi no ano décimo oitavo de seu reinado que Josias realizou a reforma religiosa em Judá; isso ocorreu no ano 621aC.
·         Nessa mesma época, o profeta Jeremias exercia o seu ministério. Como está relatado em Jeremias 1:2, seu chamado ocorreu no décimo terceiro ano do reinado de Josias em 627aC., isso pode significar que esses dois profetas possam ter influenciado o monarca a realizar a reforma.
·         Analisando o que está escrito em 2º Reis 21:16-24, é possível imaginar que a ascensão de Josias ao trono já tenha sido indício de que o povo queria uma reforma, pois Manassés e Amon cometeram terríveis pecados.
·         A reforma espiritual é essencial para os que desejam trilhar o caminho da verdade, pois aqueles que não se preocupam em progredir constantemente na presença do Senhor e se conformam com seus próprios pecados mesmo sabendo que estão errados, melhor seria para eles nem terem conhecido a Palavra, pois agora não mais poderão ser considerados inocentes [2ª Pe 2:20,21 - Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. 21Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado.].

Em genealogias, geralmente,
somente aparece o nome do pai;
o nome do pai era de extrema
importância porque é dele que a
pessoa herdava seus bens e
todas as demais vantagens da
sociedade da época
2. Genealogia
·         O nome Sofonias significa “o Senhor o escondeu” - isso representa algo de valor: escondido pelo Senhor -, o que sugere uma origem de família crente e fiel a Deus.
·         Logo no início de seu livro, Sofonias menciona parte de sua genealogia[13] aonde consta que ele é neto do rei Ezequias. Isso garantia-lhe mais respeito e acesso à elite dominante de Judá;
·         Porém, sua descendência real não o impedia de pregar a verdade contra as injustiças e os pecados da monarquia.
·         Sofonias foi filho de um homem chamado Cusi; esse nome - Cush, em hebraico - significa Etiópia, e Etiópia significa “a terra do povo de rostos queimados”, ou seja: pessoas negras; baseando-se nisso, imagina-se que Sofonias fosse um homem negro;
·         Estudiosos acreditam que o rei Ezequias tenha se casado com uma mulher africana e que desse relacionamento tenha nascido Cusi; há teólogos que chamam Sofonias de “o profeta africano”.
·         Espiritualmente falando, a descendência paterna em nossa genealogia também é de extrema importância, porque se nascemos de novo, sendo adotados como filhos de Deus, o Espírito Santo é quem testifica conosco a sua celestial paternidade [Rm 8:16,17 - O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 17E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.].

A mensagem de Sofonias
não se restringe ao povo
de Judá, seu contexto
aponta para os últimos
dias, referindo-se à fase
após o arrebatamento
chamada de Grande
Tribulação e o Juízo
Final
3. Estrutura e mensagem
·         Nos 53 versículos divididos em seus 3 capítulos, o nono livro dos profetas menores deixa transparecer o grande nível cultural e intelectual de Sofonias - seu autor humano - através de sua linguagem de estilo poético.
·         Embora pequeno, o seu livro contém um grandioso conteúdo, cujo esboço é o seguinte:
a)      1:1 - Introdução.
b)      1:2,3 - O julgamento do Senhor.
c)       1:4-18 - O julgamento contra Judá.
d)      2:1-3 - A chamada para o arrependimento.
e)      2:4-7 - Os filisteus.
f)       2:8-11 - Os amonitas e os moabitas.
g)      2:12 - Os etíopes.
h)      2:13-15 - Os assírios.
i)        3:1-4 - Os pecados de Jerusalém.
j)        3:5-7 - A justiça divina contra Jerusalém.
k)      3:8 - Julgamento de toda a terra.
l)        3:9-13 - O remanescente restaurado e Jerusalém purificada.
m)    3:14-17 - A alegria do povo com Deus.
n)      3:18-20 - Promessas a respeito da restauração final.
·         Como muitos dos outros profetas, Sofonias também recebera do Senhor visões concernentes aos últimos tempos da humanidade sobre a terra.
·         Não somente Sofonias, mas muitos dos profetas foram usados pelo Senhor, não somente para entregar mensagens ao povo de sua época, mas também para nos mostrar o Juízo vindouro de Deus sobre a humanidade [Ap 10:7 - Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.].

O tenebroso futuro desse
planeta é um assunto
tratado abertamente nesse
livro; sua linguagem é
clara, simples e objetiva
II - O juízo vindouro
1. Toda a face da terra será consumida (Sf 1:2).
·         Em Gênesis 9:11-16, vemos que Deus prometeu que não iria mais destruir a terra com água; então, conforme vemos em várias passagens escatológicas como, por exemplo, em Apocalipse 16:8, a terra e os seus habitantes serão consumidos pelo fogo.
·         Apesar de a profecia referir-se diretamente à Judá e às nações da época, seu contexto se estende a tempos futuros e, pelo tipo de linguagem aplicada, pode-se entender que é também uma referência ao Juízo Final.
·         Essa declaração de Sofonias 1:2 é a mesma de 3:6-8, e fala de destruição total por meio do fogo.
·         Essa destruição por meio do fogo é também confirmada no Novo Testamento [2ª Pe 3:10-12 - Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. 11Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, 12Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão[14]?].

O medo da forma como Deus
aplicará seu juízo vindouro faz
com que muitos não aceitem a
realidade e considerem a
linguagem dos livros que
abordam temas escatológicos
como exagerada
2. A linguagem de Sofonias
·         Muitos estudiosos alegam que a linguagem aplicada no livro de Sofonias é, na verdade, uma hipérbole[15], ou seja: uma maneira de se expressar falando exageradamente;
·         Os defensores dessa teoria argumentam que esse tipo de linguagem também aparece em trechos de outras passagens da Bíblia como, por exemplo, em Isaías 40:22, onde está escrito o seguinte: “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;”;
·         Esses argumentos contestam aquilo que seus autores consideram como a imagem de um Deus “carrasco”, dizendo que Ele, com seu caráter tão misericordioso, não puniria os pecadores de uma forma tão cruel;
·         E é importante lembrar que é essa mesma linha de pensamento dos ateus, dos religiosos não cristãos e também de alguns sectários cristãos que não acreditam no inferno, o qual a existência é inquestionável [Mc 9:43,44 - E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, 44Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.].

Tão real quanto o céu é a
existência do inferno e também
da severidade da punição dos
pecadores na terra antes mesmo
de seu castigo final; a Bíblia
nunca retratou a imagem de um
Deus "bonzinho", mas sim de
um Deus amoroso, porém, justo
que perdoa apenas os que se
arrependem
3. Descrição detalhada
·         De fato, devemos reconhecer que a Palavra de Deus faz muito uso do recurso da hipérbole, porém, dependendo do contexto, nem tudo é exagero, pois a linguagem, muitas vezes, é literal.
·         Porém, em Sofonias, a linguagem aplicada refere-se realmente a destruição de homens e animais, e de tudo mais o que há na terra e no mar.
·         O que Deus fez na época com as nações desobedientes também serviu como uma espécie de exemplo sobre o que acontecerá no final dos tempos aos que não ouvirem e obedecerem à sua palavra.
·         Se fatos bíblicos como a destruição de Sodoma e Gomorra, as pragas do Egito, o dilúvio e muitos outros castigos divinos ocorreram literalmente da forma como são narrados, por que a destruição dos pecadores nos últimos dias não seria literal?
·         E o castigo final não será na terra, mas no lugar reservado para o tormento eterno [Ap 20:15 - E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.].

O sincretismo religioso ainda é
uma triste realidade nos dias
atuais, pois muitos usam até
mesmo a Palavra de Deus em
suas abominações demoníacas
III - Objetivo do livro
1. Sincretismo[16] dos sacerdotes
·         Em Sofonias 1:4, o profeta fala sobre o extermínio do nome dos queramins com os sacerdotes; essa expressão se refere à ira de Deus contra o sincretismo da religião do seu povo com os povos pagãos.
·         Em hebraico, “queramins” é o plural da palavra komer que significa “sacerdote pagão”; sendo assim, significa então “sacerdotes pagãos”. Esse termo somente aparece três vezes no Antigo Testamento.
·         Os sacerdotes - embora pertencessem a tribo de Levi e estivessem ordenados a servir a Jeová -, nem sempre eram fiéis e, por muitas vezes, se deixavam levar por influências de religiões de outros povos.
·         Tanto Judá quanto Israel, por várias vezes pecaram por se deixarem levar pela cultura e pelas religiões de povos estrangeiros; muitos contestam, mas a realidade é que a convivência excessiva com pessoas que praticam más obras sempre acabam, de uma forma ou de outra, contribuindo para o desvio daqueles que têm uma boa conduta [1ª Co 15:33 - Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.].

Ecumenismo é também uma
palavra oculta que simboliza o
sincretismo; recusá-lo não é ser
preconceituoso ou desrespeitoso
com as demais religiões, mas
sim demonstrar zelo e amor
pela Palavra de Deus e por
tudo o que é verdadeiramente
sagrado
2. Sincretismo do povo
·         Uma das maiores influências pagãs em Judá vinha dos sabeus[17], os quais eram o povo governado pela rainha de Sabá[18].
·         O sabeísmo praticava astrologia, acreditava, ensinava e exercia a adivinhação do futuro.
·         Muitos entre o povo de Judá se sentiram atraídos por essas “manifestações proféticas”, e se deixaram iludir por deuses estranhos como, por exemplo, Malcã e Moloque.
·         Fazia parte da dura missão do profeta Sofonias protestar contra os atos de profanação do povo de Judá que, ao mesmo tempo que “adorava” a Jeová, adorava esses falsos deuses.
·         Há muitas pessoas - inclusive crentes - que deixam de buscar a Deus para consultar astros e feiticeiros para saber seu futuro; tais pessoas - assim como nos tempos de Sofonias­ - não têm noção da maldição que carregam sobre si ao se deixarem influenciar por essas práticas demoníacas [Dt 18:10-12 - Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador[19], nem agoureiro[20], nem feiticeiro; 11Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; 12Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação[21] ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti.].

O que impede um crescimento ainda
mais expansivo do Evangelho é o
excesso de religiosidade de muitos
crentes que valorizam muito mais a
aparência do que a espiritualidade
daqueles que querem buscar a Deus
3. O modismo do povo e a violência dos príncipes
·         Em Sofonias 1:8, Deus diz que há de castigar todos os que se vestem de vestidura estranha - ou trajes estrangeiros -, seria essa uma preocupação do Senhor em relação a usos e costumes ou discriminação contra o modo de se vestir dos gentios?
·         Na verdade, Ele estava referindo-se a indumentária que os sacerdotes pagãos utilizavam no culto aos seus ídolos, pois, certamente, muitos de Judá estavam tão envolvidos que se vestiam como eles.
·         O objetivo divino era - e ainda é - banir do meio de seu povo qualquer coisa que traga simbolismos de exaltação ao inimigo; pois os poderosos da época diziam adorar a Deus mas compactuavam com a idolatria, as mentiras, a prostituição e a violência dos povos pagãos.
·         O verdadeiro servo de Deus - por mais que tenha que conviver com os pecadores - sabe até onde pode ir em seu relacionamento com todos a sua volta; saber lidar com o veneno sem se contaminar é uma regra essencial para a sobrevivência espiritual [Sl 1:1 - Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.].

O Dia do Senhor está próximo e,
quando chegar, não haverá
mais tempo para arrependimento;
por isso devemos estar sempre
preparados como se cada
momento fosse o último de nossa
vida aqui na terra
IV - “O Dia do Senhor”
1. Significado bíblico
·         Literalmente, o termo hebraico yom significa “dia”; sendo essa a palavra utilizada nos textos originais, isso significa que qualquer frase com a expressão “dia do Senhor” ou “dia da ira do Senhor”, refere-se a um período de tempo reservado por Ele para executar juízo sobre o povo da terra.
·         Escatologicamente, reconhecemos esse período como o tempo da Grande Tribulação, pois fatos como os descritos no livro de Sofonias são idênticos aos relatados nas profecias apocalípticas relacionadas aos sete anos de governo do AntiCristo sobre a humanidade após o arrebatamento da igreja.
·         O juízo sobre os pecadores de quase 700 anos antes de Cristo são um prenúncio da Tribulação e do Juízo Final.
·         De acordo com o que o próprio Senhor Jesus relatou, uma das coisas que acontecerá nos últimos dias será o aparecimento não só de falsos profetas, mas também de falsos Cristos visando enganar os que neles acreditarem [Mt 24:4,5 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; 5Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.].

A invasão da Babilônia significou
muito sangue e destruição para
Judá; o preço do pecado é muito
alto, por isso, é muito melhor
usufruirmos das bênção
imerecidas imerecidas nos dadas
por Cristo: a graça divina
2. O sacrifício e seus convidados
·         Quem são os convidados mencionados em Sofonias 1:7? Essa é uma metáfora[22] que se referia àqueles que seriam usados para executar a ira divina sobre o povo de Judá;
·         Esse trecho da profecia refere-se à preparação dos inimigos os quais o Senhor usaria para fazer justiça contra Judá; na tradução NTLH está escrito o seguinte: “Está chegando o dia em que o SENHOR Deus vai julgar o seu povo. Portanto, calem-se todos na sua presença! Ele vai oferecer o seu povo como sacrifício e já convidou os inimigos para o ajudarem a fazer isso.”.
·         Nesse caso, os convidados santificados - ou separados - eram os babilônios que executariam a ira de Deus contra seu próprio povo.
·         Judá sofreu as duras consequências da desobediência, pois, quando a Babilônia invadiu, houve grande matança, destruição e escravidão para os que ficaram; esse é o resultado da desobediência seguida da falta de arrependimento e reconciliação com o Senhor [Rm 2:5 - Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;].

A justiça que vem do
alto não é interesseira
e falha como a
humana; ela é
imparcial e infalível
Conclusão
·         Assim como foi inevitável a execução da justiça contra os pecadores da época, também é inevitável o Juízo Final contra as demais gerações e nações da terra.
·         O Grande Julgamento não foi assunto apenas dos profetas, mas também do próprio Jesus Cristo e de seus apóstolos após a sua crucificação.
·         Em Filipenses 3:18-21, o apóstolo Paulo diz o seguinte: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.”; que isso sirva de alerta aos propagadores da Teologia da Prosperidade.
·         Muitos estão brincando, desmerecendo o valor do verdadeiro Evangelho deixando os valores espirituais em segundo plano; mal sabem esses o que os espera se não se converterem verdadeiramente enquanto ainda é tempo; por isso, valorizemos às coisas espirituais [Cl 3:1,2 - Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 2Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;].

Jonas M. Olímpio 


Os prognosticadores continuam
em atividade e têm seduzido até
mesmo a muitos crentes com
suas mentiras diabólicas;
cuidado! Nosso futuro somente
a Deus pertence e Ele nos
revela por meio dos servos e
não através da feitiçaria, a qual
é uma prática que Ele abomina
determinantemente
[1]Prodígio: Fenômeno extraordinário ou inexplicável que causa admiração. Maravilha; milagre. Pessoa de extraordinário talento; portento. Qualquer feito ou sucesso extraordinário.
[2]Sofonias: Significa "o Senhor Escondeu". Foi um profeta do tempo do rei Josias e dos profetas Jeremias, Naum e Habacuque. Foi autor de um dos livros dos profetas menores, o qual leva o seu nome. O livro de Sofonias fala do Dia do Senhor, quando ele iria castigar o povo de Judá e de Jerusalém. Os outros povos também seriam castigados. Mas, depois, Jerusalém receberia de novo as bênçãos de Deus. Sua genealogia mostra que ele é de origem real: foi neto do rei Ezequias. A Bíblia relata a existência de um sacerdote com esse mesmo nome: Zefanias (2º Rs 25:18; Jr 21:1; 29:25-29; 37:3; 52:24-27).
[3]Cusi: Significa "sua escuridão". Pai do profeta Sofonias (Sf 1:1). Foi também um antepassado de Jeudi (Jr 36:14). Significa também "Etíope".
[4]Gedalias: Significa Javé É Grande. Governador de Judá por dois meses (Jr caps. 40-41).
[5]Amarias: Significa "Javé fala" ou "Javé tem prometido". A Bíblia menciona sete homens com esse nome: 1) Avô de Zadoque. 2) Filho de um dos principais sacerdotes na época de Salomão. 3) Um dos principais sacerdotes no tempo de Josafá. 4) Filho de Ezequias, bisavô de Sofonias. 5) Um levita na época de Esdras. 6) Um levita do tempo de Ezequias. 7) Um sacerdote na época de Neemias.
[6]Ezequias: Em hebraico, seu nome significa “Jeová Fortalece”. Foi o 13º rei de Judá; reinou de 715 a 686aC. Foi fiel a Deus, e quando teve uma enfermidade que o levaria a morte, clamou ao Senhor e recebeu mais quinze anos de vida. Também orou a Deus quando a Assíria cercou Jerusalém e o povo foi salvo. Cometeu um gravíssimo erro ao mostrar aos mensageiros da Babilônia os tesouros e as armas de Judá, facilitando a invasão dos soldados babilônicos futuramente. Viveu na época do profeta Isaías; sua história está registrada em 2º Reis 18:3-6, 2º Crônicas 30:6-9 e Isaías 38:1.
[7]Josias: Significa "Javé cura". Décimo sexto rei de Judá, que reinou 31 anos (640-609 aC.) depois de Amom, seu pai (2º Rs 21:26). Promoveu uma reforma religiosa, baseada no Livro da Lei (2º Rs caps. 22-23). Foi morto na batalha travada com o Faraó Neco, em Megido (2º Rs 23:28-30).
[8]Amom: A Bíblia relata quatro homens com esse nome: 1) Filho de Ló e pai dos amonitas, também chamado de Ben-Ami (Gn 19:38). 2)Décimo quinto rei de Judá, que reinou 2 anos (642 a 640 aC.), depois de Manassés, seu pai  (2º Rs 21:18-26). 3) Prefeito de Samaria (1º Rs 22:15-28). 4) Deus de Nô  (Jr 46:25).
[9]Baal: (Significa "dono, Senhor, marido). O principal "deus" da fertilidade em Canaã. O culto a Baal foi uma das piores tentações dos israelitas, desde os tempos antigos (Jz 2:13; 1º Rs 16:31-32). Havia várias formas de Baal, que eram encontradas em diversas cidades, como se pode ver nos três verbetes seguintes. "Baalins" é o plural de "Baal" (Jz 2:11). Sua companheira era Aserá.
[10]Milcom: Significa "rei". Deus supremo dos Amonitas, também chamado de Moloque e de Malcã. Seu culto, que incluía o sacrifício de crianças (Lv 20:2-5), foi incentivado por Salomão (1º Rs 11:5,7,33; 2º Rs 23:10,13).
[11]Limiar: Soleira da porta. Parte inferior ou chão abaixo da porta.
[12]Intrepidez: Coragem.
[13]Genealogia: Lista de antepassados de uma pessoa ou de uma família. Os israelitas davam muito valor às genealogias, pelas quais provavam o direito que tinham a heranças (Ed 8:1; Tt 3:9).
[14]Fundir: Derreter no fogo.
[15]Hipérbole: Exagero. Figura que engrandece ou diminui exageradamente a realidade, para que produza maior impressão.
[16]Sincretismo: Mistura. Sistema que combinava os princípios de diversos sistemas. Fusão de dois ou mais elementos culturais antagônicos num só elemento, continuando, porém, perceptíveis alguns sinais de suas origens diversas.
[17]Sabeus: Bandidos (Jó 1:15) ou comerciantes (Is 45:14); estrangeiros provenientes de Sabá (Reino situado no Sul da Arábia, entre o mar Vermelho e o golfo Pérsico, onde fica o moderno Iêmen (1º Rs 10:1; Jó 6:19).
[18]Rainha de Sabá: Rainha de um reino situado no Sul da Arábia, entre o mar Vermelho e o golfo Pérsico, onde fica o moderno Iêmen (1º Rs 10:1; Jó 6.19). Visitou o rei Salomão, levando-lhe vários presentes, e ficou impressionada com sua sabedoria (1º Rs 10:1-13).
[19]Prognosticador: Adivinho. Aquele que tira sortes para prever o futuro (Dt 18:10).
[20]Agoureiro: O que pratica agouro (Dt 18:10): Forma de Magia pela qual se procura predizer males e desgraças (2º Rs 17:17). Era proibido a Israel (Lv 19:26).
[21]Abominação: Repulsa de qualquer ato ou pensamento contrário à moral ou ao bom senso. Tudo o que é abominável. Falsa religião, idolatria, superstição.  Por vezes, significa ídolo na Bíblia.
[22]Metáfora: Emprego de uma palavra em sentido diferente do próprio por analogia ou semelhança.

Estudo Bíblico Baseado na Escola Bíblica Dominical da CPAD | 4º Trimestre de 2012 - Lição 10 | AD Belém - Setor 20 (Arujá/SP) - Congr. Pq. Rodrigo Barreto I | Jonas M. Olímpio

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